ANISTIA GERAL NO IPTU DO RIO DE JANEIRO
sexta-feira, 10 de abril de 2026
CIDADE
COLUNA ESPAÇO MOTOR
NISSAN KAIT É O NOVO SUV DE ENTRADA DA MARCA
João Mendes
Testei o Nissan Kait que chega para substituir o Kicks Play e entra no catálogo com preços menores do que os do Novo Kicks. Se você não se lembra o Kicks Play foi o nome dado ao modelo Kicks, da primeira geração, aquele lançado em 2016, quando foi lançada a segunda geração do modelo que chegou nas concessionárias no início do ano passado. O Nissan Kait chega com um visual moderno, uma frente com aspecto mais robusto, com uma nova identidade visual da Nissan com os faróis em LED inspirado nos modelos maiores e com um pacote de equipamentos para torná-lo competitivo num segmento com tantas opções. Com o lançamento do Volkswagen Tera em 2025, que logo assumiu a liderança das vendas no segmento dos SUVs compactos, a Nissan precisava de concorrente a altura e o Kait já estava a caminho na fábrica de Resende no estado do Rio de Janeiro. Seu motor é 1.6, 4 cilindros em linha, Flex, aspirado, com câmbio automático CVT Xtronic de 6 velocidades. É um motor que não tem aquela vibração dos motores 3 cilindros que estão equipando muitos carros, é bem suave, e com 15,2 Kgfm de torque empurra o carro direito e é gostoso de dirigir. O interior agrada em cheio com seus porta-objetos, os materiais e a conectividade. Tem espelhamento sem fio do smartphone via Apple CarPlay ou Android Auto em uma tela de 9”.
Nos equipamentos de segurança destaque para o sistema que detecta o risco de colisão com veículos ou pedestres à frente e emite alertas sonoros e visuais. No caso do condutor não reagir a tempo, ele aciona os freios automaticamente para ajudar a evitar o impacto, nas duas versões mais caras do catálogo. Esse modelo, como um Nissan, tem confiabilidade e bom preço. São seis versões com pacotes de acabamentos diferentes e todas com o mesmo motor. A versão de entrada do Kait é a Sense por R$117.990 e a top é a Exclusive por R$159.990.
DESAFIOS A EMPREENDER
SAP abre inscrições para programa de desenvolvimento de lideranças voltado a organizações que atendem pessoas com deficiência no Sudeste e Sul
Executada pela ASID Brasil, ação selecionará instituições de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul para jornada gratuita de desenvolvimento com foco em liderança, gestão e inovação social
Organizações da Sociedade Civil (OSCs) que atuam exclusivamente em causas com pessoas com deficiência nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul já podem se inscrever no Impact Journey 2026, programa de desenvolvimento de lideranças promovido pela SAP, líder mundial em soluções de software para negócios, e executado pela ASID Brasil, uma plataforma de soluções para inclusão socioeconômica da pessoa com deficiência. A iniciativa oferecerá 10 vagas para uma jornada gratuita de capacitação e mentoria que ocorrerá entre os meses de abril e setembro.
O programa tem como objetivo fortalecer a gestão e a sustentabilidade das organizações sociais, por meio da transferência de conhecimento técnico e de gestão de voluntários da SAP. “Nas edições anteriores do projeto, vivenciamos momentos muito ricos de troca entre profissionais da empresa e lideranças de organizações que atuam com pessoas com deficiência. A combinação entre conhecimento técnico, experiência profissional e o olhar social das organizações cria um ambiente de aprendizado muito potente para todos os envolvidos. Mais do que conteúdos ou ferramentas, o que mais nos marca nesses projetos é a troca genuína entre pessoas. Ver essas conexões acontecendo e acompanhar o desenvolvimento das organizações ao longo do processo é algo que nos inspira muito enquanto ASID", comenta Amanda Gogola, supervisora de Projetos da ASID Brasil.
Ao longo de seis meses, as organizações selecionadas participarão de duas etapas principais. A primeira é o Solidarity Month, que reúne 20 horas de workshops on-line voltados ao desenvolvimento de lideranças. Serão abordados temas estratégicos para o fortalecimento das organizações, como gestão de pessoas, liderança, gestão financeira, comunicação e mídias sociais, vendas e marketing, ferramentas digitais, relacionamento com investidores, planejamento estratégico, ferramentas de gestão e gestão de crise.
Já a segunda etapa consiste na Jornada de Design Thinking, um hackathon social que conecta organizações a mentores voluntários da SAP para a construção de soluções práticas para desafios reais enfrentados pelas instituições. A partir disso, voluntários da SAP trabalham no desenvolvimento de possíveis soluções, que são apresentadas ao final da jornada em um encontro on-line de encerramento do programa.
"O Impact Journey é importante porque conecta o conhecimento das pessoas da SAP com organizações sociais que realmente precisam desse apoio. Pelo voluntariado, nossos colaboradores ajudam essas instituições a se estruturarem melhor, resolver desafios e ganharem força para continuar impactando vidas. A parceria com a ASID Brasil faz tudo isso acontecer com método, cuidado e experiência, garantindo que cada ação gera resultados de verdade que são comprovados através do número de pessoas que são impactadas com esse projeto. Apoiar projetos desse tipo é importante porque as OSCs têm um papel estratégico na entrega de serviços e soluções sociais, contribuindo diretamente para o desenvolvimento das comunidades em que as empresas estão inseridas", complementa Isadora Colling, CSR Líder de Pilar para Accelerate Social Business da SAP.
Critérios de inscrição
O Impact Journey é destinado a OSCs que atendem diretamente pessoas com deficiência, possuam ao menos 100 beneficiários, não tenham participado anteriormente de iniciativas da SAP e tenham disponibilidade para acompanhar todas as etapas do programa.
O processo seletivo ocorre em duas etapas, com o preenchimento do formulário de inscrição e análise do perfil da instituição com base nos critérios estabelecidos pelo programa. Após a seleção, as instituições escolhidas participarão de uma jornada de desenvolvimento, realizada ao longo de cinco semanas e que somam 20 horas de capacitação, com encontros virtuais pela plataforma Teams.
Inscrições
As inscrições estão abertas até 20 de abril, às 14h (horário de Brasília), e o resultado das organizações selecionadas será divulgado em 23 de abril, por e-mail. Dúvidas, questões de acessibilidade ou problemas durante o processo de inscrição podem ser encaminhados para taynara.santos@asidbrasil.org.
CIDADE

Refúgio de silêncio em meio ao caos do Rio de Janeiro
Pioneira como escola e clínica de Thetahealing® do Brasil, a Casa Portal Healing é um local de pausa para quem busca descompressão e autoconhecimento em meio à agitação urbana
O relógio não para, as notificações não cessam e a sensação de que o dia é curto demais para tantas demandas tornou-se a nova regra da vida urbana. No coração do Rio de Janeiro, entre o fluxo intenso e o ritmo acelerado do bairro do Catete, um casarão histórico propõe o oposto: o direito à pausa, ao silêncio e ao reequilíbrio. A Casa Portal Healing apresenta-se como um local para ter mais fôlego emocional para cariocas e visitantes que buscam mais do que um tratamento, mas um lugar para, literalmente, voltar para casa — a interna e a física.
Fundada com a missão de trazer leveza e clareza mental, a Casa Portal Healing foi o primeiro local de atendimento e escola oficial de Thetahealing® no Brasil. A técnica, que utiliza a frequência cerebral Theta para identificar e reprogramar crenças limitantes entre o subconsciente e o consciente, se expandiu pelo país, formando terapeutas e transformando vidas através do autoconhecimento.
O local oferece consultas de Thetahealing presenciais e on-line. Também atendimentos populares, por R$50,00, que acontecem todas as terças-feiras, a partir das 18h 45min, com Roda de Cura, e depois a sessão de Thetahealing. Ainda há cursos presenciais e on-line do básico aos avançados e de reciclagem do método criado por Vianna Stibal.
Outras terapias e serviços
Além de ser referência nacional em Thetahealing, a Casa Portal Healing evoluiu para um centro multidisciplinar de bem-estar, oferecendo outras terapias e serviços:
- Reiki: para limpeza mental e relaxamento profundo;
- Apometria Quântica : para cura espiritual e energética, com limpezas profundas, desobssessão, equilíbrio de chakras e tratamento de traumas;
- Trânsitos Astrológicos: indica as tendências, desafios e oportunidades de um determinado período, mostrando como a energia atual interage com a sua estrutura natal
- Tarô e Baralho Cigano: ferramentas oraculares utilizadas para autoconhecimento, orientação espiritual e previsões
- Mapa astral: ferramenta de autoconhecimento para entender desafios, oportunidades e características da personalidade
- Revolução solar: atua como um "mapa de previsões" válido por 12 meses, revelando tendências, desafios e focos principais para o novo ciclo
- Espaço de pausa: um ambiente físico que convida ao silêncio, com salas acolhedoras e um clima de paz.
- Endereço: Travessa Carlos de Sá, 10 - Catete – Rio de Janeiro, RJ.
- WhatsApp: 21 98494-9456
- Site: https://portalhealing.com.br/
- Instagram: @portalhealing
GERAL
Médicos Sem Fronteiras alerta: seis meses após cessar-fogo, Gaza segue sob violência e colapso humanitário
Organização denuncia ataques contínuos, restrições à ajuda humanitária e agravamento das condições de vida da população palestina
Seis meses após a implementação de um cessar-fogo frágil e ineficaz em Gaza, em 10 de outubro de 2025, Médicos Sem Fronteiras (MSF) alerta para a continuidade de ataques violentos por parte das forças israelenses e para a constante expansão do controle militar sobre a Faixa. Ao mesmo tempo, as condições de vida da população palestina permanecem desesperadoras, em meio a um padrão de obstrução contínua e deliberada da entrada de ajuda humanitária por parte de Israel, o que está resultando em mortes totalmente evitáveis. As equipes médicas de MSF testemunham em primeira mão que, embora a intensidade do conflito tenha diminuído, a realidade em Gaza continua catastrófica.
Até 8 de abril, pelo menos 733 pessoas haviam sido mortas e 1.913 feridas desde o cessar-fogo de 10 de outubro, segundo o Ministério da Saúde local. Todos os meses, as equipes de MSF responderam a diversos incidentes com múltiplas vítimas, tratando ao menos 244 pacientes com ferimentos causados por ataques israelenses, incluindo muitas crianças.
Desde o cessar-fogo, as equipes de MSF realizaram mais de 40 mil curativos em pacientes com ferimentos resultantes de traumas físicos violentos, como tiros, explosões ou outros tipos de armamento. Desde 10 de outubro de 2025, os profissionais trataram mais de 15 mil casos de trauma físico apenas nos dois hospitais de campanha de MSF, incluindo tanto lesões recentes quanto aquelas que exigem cuidados de longo prazo. Somente na clínica de MSF na Cidade de Gaza, foram realizados mais de 18 mil curativos, sendo mais de 60% relacionados a ferimentos traumáticos.
“Seis meses depois, o cessar-fogo ainda não conseguiu pôr fim ao genocídio contra os palestinos em Gaza, com as autoridades israelenses continuando a impor uma situação destinada a destruir as condições de vida. Apesar da redução da intensidade da violência, os ataques israelenses são contínuos e a situação permanece catastrófica. As necessidades da população são imensas, mas as autoridades israelenses seguem restringindo sistematicamente a entrada de ajuda humanitária”, afirma Claire San Filippo, gerente de emergências de MSF.
A população enfrenta escassez de água potável, alimentos, eletricidade e acesso à saúde, enquanto o sistema de saúde já devastado é ainda mais sufocado pelas obstruções à chegada de ajuda humanitária e pela suspensão, por parte de Israel, do registro de trabalho de 37 ONGs internacionais que prestam assistência vital em Gaza, incluindo MSF. Desde 1º de janeiro de 2026, MSF está sendo impedida pelas autoridades israelenses de levar quaisquer suprimentos médicos ou humanitários para Gaza. Ao mesmo tempo, Israel também impede a maior parte das evacuações médicas de pacientes que necessitam de tratamentos especializados fora do território. Atualmente, mais de 18.500 pessoas permanecem na lista de evacuação médica, incluindo 4.000 crianças, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
As instalações de saúde de MSF enfrentam uma escassez crítica e cortes no fornecimento de medicamentos e equipamentos médicos — incluindo gaze, compressas, materiais estéreis (luvas, aventais e desinfetantes para superfícies) —, além de medicamentos, inclusive para doenças crônicas, como a insulina. Essa escassez afeta tratamentos essenciais, aumentando o sofrimento da população palestina e retirando sua dignidade.
“Todos os idosos da nossa família infelizmente faleceram durante esta guerra catastrófica”, relata Rami Abu Anza, enfermeiro de MSF em Gaza. “Todos tinham doenças crônicas e sofreram com a falta desses medicamentos, além das condições de vida e do colapso do sistema de saúde.”
“Sofremos muito para conseguir tratamento”, diz Mohammed Abo Zaina, paciente de 69 anos atendido no programa de doenças não transmissíveis de MSF. “Não conseguimos encontrar remédios para pressão alta, nem para diabetes, nem para o coração. Sofremos mental e fisicamente. Somos pessoas idosas. Estamos muito, muito exaustos. Nada está disponível. Não há vida, não há vida digna, não há abrigo, não há meio de subsistência.”
Em Gaza, cerca de 90% da população foi deslocada à força, frequentemente mais de uma vez, e vive em tendas ou abrigos improvisados — situação que não melhorou de forma significativa desde o cessar-fogo. Nos centros de atenção primária apoiados por MSF em Al-Mawasi e Al-Attar, em Khan Younis, entre outubro de 2025 e março de 2026, os problemas de saúde mais frequentes estão diretamente relacionados às precárias condições de vida e à superlotação, incluindo infecções do trato respiratório superior (42%), doenças de pele, como sarna e piolhos (16,7%) e diarreia (8,4%).
O espaço onde as pessoas vivem está sendo continuamente reduzido e delimitado pela violência. Desde o cessar-fogo, a Faixa de Gaza foi efetivamente dividida ao longo da chamada “linha amarela”, que marca uma área sob total controle militar israelense (58% do território), empurrando os palestinos para os 42% restantes de um território em grande parte destruído. A linha amarela não tem uma demarcação clara e está em constante deslocamento em direção ao oeste, rumo ao mar, comprimindo centenas de milhares de pessoas em uma área minúscula e superlotada. O perímetro dessa linha tornou-se uma zona de morte, com tiroteios, ataques aéreos e bombardeios diários pelas forças israelenses. Navios de guerra israelenses também disparam a partir do mar, mantendo a população sob fogo ativo em todas as direções.
Em 6 de abril, pelo menos 10 pessoas foram mortas e várias outras ficaram feridas nas proximidades do acampamento de Maghazi, em Gaza, após confrontos armados e um ataque israelense. As equipes de MSF no hospital de campanha em Deir el-Balah trataram 16 pacientes, metade deles com ferimentos críticos. “Entre os casos críticos, havia duas meninas de sete e oito anos”, relata o Dr. Murad Saliha, médico de MSF. “Ambas tinham ferimentos possivelmente fatais e foram levadas imediatamente para cirurgia de emergência. Felizmente, apesar dos recursos limitados, nossa equipe médica conseguiu salvar a vida das duas.”
MSF apela a líderes mundiais e governos — incluindo os Estados Unidos, a União Europeia e seus Estados-membros, bem como países árabes — para que utilizem todos os instrumentos políticos possíveis para pressionar as autoridades israelenses a proteger a população civil, restaurar condições de vida dignas e permitir urgentemente a entrada irrestrita de ajuda humanitária em Gaza, conforme é obrigação de Israel enquanto potência ocupante.

