quinta-feira, 2 de abril de 2026

PET

Pácoa pet: celebração em família impulsiona mercado e acende alerta veterinário

Profissional da área de Medicina Veterinária da UniCesumar alerta para os perigos do chocolate tradicional e ensina a criar opções seguras em casa.

A crescente tendência de "humanização dos pets", na qual animais de estimação são vistos como membros plenos da família, está transformando as tradições de Páscoa e aquecendo o mercado. Tutores buscam cada vez mais incluir cães e gatos na celebração, e o setor responde com grandes marcas lançando ovos e petiscos temáticos.

No entanto, este movimento também acende um importante alerta de saúde: o chocolate tradicional, um dos símbolos da data, é altamente tóxico e pode ser fatal para os animais. Dados do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) indicam que mais de 30% das emergências veterinárias no país estão relacionadas à ingestão acidental de alimentos tóxicos por cães e gatos. O chocolate, em particular, representa um risco significativo devido à teobromina.

"A teobromina estimula o coração e o sistema nervoso. Como cães e gatos não a eliminam de forma rápida, ela se acumula no organismo, podendo causar intoxicação grave", explica Patrícia Campos, coordenadora do curso de Medicina Veterinária da UniCesumar de Maringá.

A gravidade da intoxicação depende da quantidade ingerida e do tipo de chocolate, sendo os mais escuros e amargos os mais perigosos por conterem maior concentração de teobromina. Uma pequena quantidade, como um único quadradinho de uma barra de chocolate comum, já pode ser suficiente para intoxicar um cão de 10kg, com os primeiros sinais leves de toxicidade podendo aparecer com a ingestão de 20 mg de teobromina por quilo do animal.

Sinais de intoxicação: dos sutis aos graves

Nem sempre os indícios de que o pet ingeriu chocolate são óbvios e os tutores devem estar atentos a sintomas iniciais mais sutis, que podem ser facilmente ignorados, como inquietação, respiração ofegante, coração acelerado, aumento da sede e da frequência urinária ou um comportamento atípico. Com a evolução do quadro, os indícios se tornam mais graves e incluem náuseas, vômitos, diarreia, ataxia (perda de coordenação), tremores, convulsões e, em casos extremos, coma e risco de óbito.

A recomendação caso haja a suspeita de ingestão de chocolate, é o tutor procurar um médico veterinário imediatamente, sem esperar o aparecimento dos sintomas. O tempo de ação é crucial, e as primeiras duas horas após o consumo são as mais críticas para um tratamento eficaz. Em nenhuma hipótese deve-se tentar induzir o vômito em casa ou oferecer receitas caseira.

“Além do chocolate, outros alimentos comuns nas celebrações de Páscoa são tóxicos para os pets e devem ser mantidos fora de alcance. Cebola e alho podem causar anemia, uvas e passas podem levar à falência renal, e alimentos gordurosos em excesso podem desencadear pancreatite. Adoçantes como o xilitol, presente em muitos doces, são extremamente perigosos e podem causar hipoglicemia severa”, complementa Patrícia Campos.

Faça você mesmo: "ovos de páscoa" seguros e divertidos

Para não deixar os pets de fora da festa, ingredientes seguros podem ser utilizados no preparo de petiscos temáticos. Abóbora e batata-doce cozidas, além da alfarroba que tem aparência semelhante ao chocolate, mas não contém teobromina são boas opções como base. Frutas como banana e maçã (sem sementes) e pequenas quantidades de iogurte natural sem açúcar e sem adoçantes também podem ser utilizadas, sempre com moderação e respeitando a tolerância individual dos animais.

“A dica de ouro para um petisco atrativo é a textura: o ideal é uma consistência de "sorvete firme", que seja fácil de lamber. Para os animais, o cheiro e o sabor são mais importantes do que a aparência. Esses petiscos congelados, além de saborosos, promovem o "enriquecimento ambiental", uma forma de entretenimento que ajuda a reduzir a ansiedade e o estresse do animal, especialmente durante feriados, quando a rotina da casa costuma mudar”, conclui a docente da UniCesumar.

EDUCAÇÃO

 Vitru lança Guia de Estratégias para Trabalhabilidade com foco no futuro profissional dos estudantes

Com três pilares e foco em aprendizagem baseada em experiência, iniciativa aproxima instituições do mercado e fortalece a cultura acadêmica orientada a resultados

As instituições de ensino superior da Vitru Educação passam a contar com um novo instrumento de orientação acadêmica: o “Guia de Estratégias para Trabalhabilidade”, material voltado à sensibilização e conscientização de docentes e alunos sobre o papel da educação na construção de trajetórias profissionais sustentáveis.

Com foco na trabalhabilidade e no retorno sobre o investimento (ROI) da educação superior, o guia parte do princípio de que o profissional contemporâneo precisa reunir características e habilidades que o permitam atuar com eficiência, inovação e adaptabilidade em um mercado cada vez mais desafiador.

Segundo Luciano Santana, gerente técnico acadêmico e coordenador da iniciativa, o objetivo é ampliar a compreensão sobre a formação acadêmica para além da obtenção do diploma. “Precisamos preparar nossos estudantes não apenas para conquistar um emprego, mas para se manterem relevantes ao longo de toda a vida profissional, gerando valor em diferentes contextos e cenários”, afirma.

Empregabilidade X Trabalhabilidade

O coordenador explica que um dos pontos centrais do material é a diferenciação entre os termos empregabilidade e trabalhabilidade, conceitos frequentemente tratados como sinônimos. “A empregabilidade é definida como a capacidade de conquistar e manter um emprego. Envolve qualificação acadêmica, experiências, competências técnicas e habilidades interpessoais, mas está fortemente condicionada às demandas e oportunidades do mercado”, pontua.

Já a trabalhabilidade, conforme ele, é apresentada como um conceito mais amplo e estratégico. “Trata-se da capacidade de gerar valor e manter-se economicamente ativo ao longo do tempo, com ênfase em adaptação, evolução contínua e construção de uma trajetória sólida, mesmo diante das mudanças do mercado. O mercado muda com rapidez. A trabalhabilidade coloca o estudante como protagonista da própria evolução, alguém capaz de aprender continuamente, se reinventar e criar oportunidades.”

Papel do professor e metodologias práticas

O guia reforça, ainda, o papel essencial dos docentes na preparação dos estudantes para o mundo do trabalho. Entre as competências consideradas fundamentais estão o desenvolvimento do pensamento crítico, a capacidade de resolver problemas complexos e o fortalecimento de habilidades socioemocionais. Para isso, o material recomenda que as instituições adotem metodologias mais práticas e integradas ao mercado, como mentorias, parcerias com empresas, projetos aplicados e vivências profissionais.

“A sala de aula continua sendo fundamental, mas ela precisa dialogar com a realidade do mercado. A aproximação com empresas e a aprendizagem baseada em experiências tornam a formação mais consistente e alinhada às demandas atuais”, ressalta o coordenador.

Estrutura em três pilares

O material está organizado em três pilares, todos associados à aprendizagem baseada em experiência:

  1. Desenvolvimento de Carreira: Prevê orientação e suporte contínuos a estudantes e egressos para o planejamento e a gestão da trajetória profissional. Inclui ações como orientação profissional, preparação para processos seletivos, desenvolvimento de habilidades técnicas e comportamentais e fortalecimento de redes de contato, com foco no ingresso e na progressão no mercado.
  2. Aprendizagem Prática: Propõe experiências que vão além da teoria, conectando os estudantes à prática profissional por meio de estágios, projetos reais, oficinas técnicas e vivências em ambientes corporativos. O objetivo é integrar teoria e prática e desenvolver competências para enfrentar os desafios do mundo do trabalho.
  3. Relação com o Mercado: Busca construir e manter vínculos estratégicos com organizações e setores econômicos. Entre as iniciativas estão investimentos conjuntos, cursos, palestras, programas de trainee, visitas técnicas e eventos de recrutamento, garantindo alinhamento entre formação acadêmica e demandas do mercado.

Ações estruturadas

Ao todo, o guia reúne 68 ações estratégicas, distribuídas da seguinte forma:

  • 20 ações voltadas à Relação com o Mercado de Trabalho;
  • 25 ações de Desenvolvimento de Carreira;
  • 23 ações de Aprendizagem Prática.

Fortalecimento da cultura acadêmica

Para Luciano Santana, o lançamento do guia representa um avanço institucional. “Estamos fortalecendo uma cultura acadêmica orientada para resultados concretos na vida dos nossos estudantes. Trabalhabilidade é sobre impacto, autonomia e construção de futuro”, conclui.

O Guia de Estratégias para Trabalhabilidade passa a integrar as ações institucionais da Vitru Educação voltadas à qualidade da formação superior, reforçando o compromisso das instituições com a excelência acadêmica e a inserção profissional de seus alunos.

SAÚDE

 Leite faz bem? Nutricionista explica os benefícios e pontos de atenção com a bebida

Fonte de cálcio, proteínas e vitaminas, a bebida é benéfica para a maioria, mas a quantidade depende do nível de tolerância do indivíduo

O leite está no centro de um dos maiores debates nutricionais da atualidade. Enquanto para alguns é um “alimento completo” e indispensável, para outros, é fonte de inflamação e desconforto. Porém, para a maioria das pessoas, o leite continua sendo uma fonte nutricional presente no dia a dia.

Esse alimento é rico em nutrientes como proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas do complexo B (como B2 e B12), vitaminas A e D, e minerais vitais como o cálcio. Segundo a nutricionista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Camila Alho, o leite pode auxiliar na saúde óssea, dental e muscular.

“Essa dicotomia surge porque os benefícios ou não do leite dependem da genética, da idade e da qualidade da dieta de cada indivíduo. A resposta do organismo ao consumo de leite não é universal, pois está ligada à capacidade de produzir a enzima lactase para digerir a lactose. Indivíduos com intolerância experimentarão efeitos negativos que não ocorrerão em quem a produz em quantidade suficiente”, comenta.

Além da genética, a idade deve ser considerada. Segundo a nutricionista, a produção de lactase tende a diminuir após a infância, o que explica por que algumas pessoas que consumiam leite sem problemas na juventude podem desenvolver intolerância ou sensibilidade na idade adulta. 

“As necessidades nutricionais e a saúde óssea variam ao longo da vida. Por isso, o leite pode ser uma excelente fonte de cálcio, vitamina D e proteínas de alto valor biológico para uma pessoa cuja dieta é deficiente nesses nutrientes. Enquanto, para alguém que já consome uma dieta rica e balanceada, o leite pode adicionar calorias e gorduras desnecessárias”, ressalta Camila.

Em casos de consumo excessivo, a especialista explica que esse exagero pode até desequilibrar o quadro nutricional geral. Portanto, a avaliação se o leite é benéfico ou não deve sempre ser feita dentro do panorama de saúde e dos hábitos alimentares da pessoa.

Como consumir o leite sem exageros?

A recomendação geral se baseia na resposta individual do corpo. De acordo com a nutricionista, para quem digere bem e aprecia, 1 a 2 porções diárias são suficientes e contribuem significativamente para atingir as metas de cálcio e proteína. 

“Para quem não gosta ou não pode consumir leite, é necessário compensar a ausência com outras fontes de cálcio, ou seja vegetais verde-escuros como couve, brócolis, etc., sementes, como a de gergelim, e sardinha”, explica Camila.

Além disso, é importante desmistificar o "perigo" do leite de caixinha. O processo UHT (Ultra High Temperature) elimina bactérias e preserva a maioria dos nutrientes. Para a especialista, o impacto do leite de caixinha, muitas vezes, é o açúcar adicionado ao copo, como nos achocolatados, e não o leite em si.

"Se você sente que o leite o deixa estufado ou pesado, seu corpo está dando um sinal de que é melhor buscar alternativas. Mas se você bebe e se sente bem, ele continua sendo um aliado prático e nutricionalmente positivo para a sua saúde," conlcui a nutricionista.

GERAL

 Estudo da Ashley Madison aponta mudanças no comportamento brasileiro em aplicativos de relacionamento

Além da pesquisa com a empresa YouGov, o site de relacionamentos anunciou seu novo foco e posição dentro do mercado de aplicativos no mundo

Pressão para parecer atraente, receio de vazamento de conversas e desconforto em exposição excessiva na internet são fatores que estão pesando muito para o público brasileiro que quer se relacionar online. Em novo estudo encomendado pela Ashley Madison para a YouGov¹os usuários de aplicativos de namoro e relacionamento estão mudando sua maneira de enxergar as plataformas e principalmente de como se relacionar dentro delas de forma segura.

Esse estudo vem apoiado a uma grande mudança na Ashley Madison. Conhecida por 20 anos como um sinônimo de “relacionamentos extraconjugais”, a empresa anunciou no final de Fevereiro deste ano uma mudança fundamental em seu modelo de negócios e na identidade de sua marca, afastando a plataforma do foco em encontros para casados e assumindo sua nova posição como o principal destino para encontros discretos. Para marcar essa mudança, a Ashley Madison também anuncia seu novo slogan: Onde o Desejo Encontra a Discrição™. 

A nova direção reflete a mudança no perfil do público da empresa, bem como uma transformação cultural que prioriza a discrição. Dados internos de cadastro revelam que, em 2025, mais da metade (57%) dos novos membros se identificaram como solteiros, sinalizando que a própria comunidade já transformou a plataforma em um espaço para quem valoriza a privacidade, independentemente do status de relacionamento.

Crescimento da plataforma no Brasil 

Em 2025, foi registrado um aumento de 145% no acumulado do ano em comparação com 2025 no site da Ashley Madison. Além desse dado, a empresa trouxe números que mostram a forma que o público brasileiro tem gerenciado mais sua presença online e quais suas principais preocupações. Em um estudo encomendado somente para o Brasil², 28% dos brasileiros apontaram que estão cansados de aplicativos de namoros tradicionais por conta da atenção e mensagens indesejadas que recebem dentro dos aplicativos. Na sequência, a captura de telas (screenshots) e ou informações compartilhadas, são uma grande causa da fadiga dos aplicativos de relacionamento, com 23%. Veja outros dados abaixo:

  • Divulgação excessiva de informações pessoais muito cedo (21%);
  • Pressão para criar um perfil público atraente (20%);
  • Uso constante de aplicativos de namoro, como deslizar e enviar mensagens (19%)

Outros números curiosos do estudo apontam que 40% dos adultos brasileiros dizem que, em relação à quantidade de sua vida visível online, eles tentam ativamente manter a maioria dos aspectos de sua vida privados das redes sociais. Além disso, 33% apontam que estão se tornando cada vez mais seletivos sobre o que compartilham publicamente online. Apenas 12% dos mais de 1000 entrevistados demonstraram estar confortáveis em compartilhar a maioria de aspectos da sua vida publicamente.

Uma mudança em direção à privacidade

Essa mudança interna reflete um cansaço cultural mais amplo em relação à era das redes sociais. De acordo com novos dados globais de um estudo do instituto de pesquisas YouGov² encomendado pela Ashley Madison, há uma tendência crescente de valorização da discrição após vinte anos de vidas cuidadosamente expostas e exibidas na internet. À medida que a era da superexposição atinge seu limite, a plataforma se posiciona como o antídoto ao “aquário digital” para quem busca encontros discretos.

O hábito de ficar rolando a tela e trocando mensagens (30%), a pressão para manter um perfil público cuidadosamente editado (24%) e o excesso de exposição pessoal muito cedo (24%) estão contribuindo para um cansaço crescente em relação aos aplicativos de relacionamento. Novos dados globais mostram que:

  • 27% dos usuários de aplicativos de relacionamento afirmam que a preocupação com capturas de tela ou compartilhamento de informações contribuiu para esse cansaço;
  • 27% dizem o mesmo em relação ao recebimento de atenção e mensagens indesejadas nas plataformas.

Essa mudança também se reflete na forma como as pessoas gerenciam sua presença online de maneira geral, deixando de revelar muito de suas vidas nas redes sociais: 

  • 46% dos adultos afirmam que tentam ativamente manter a maior parte de suas vidas privadas online;
  • Apenas 8% se sentem confortáveis em compartilhar a maioria dos aspectos de suas vidas publicamente;
  • 35% dizem estar se tornando mais seletivos em relação ao que compartilham na internet.

À medida que as pessoas se tornam mais criteriosas sobre o que compartilham online, a discrição surge como porta de entrada para conexões mais intencionais, oferecendo confiança e controle para explorar relacionamentos nos próprios termos.

Bem-aventurados os Discretos

Para marcar esse novo capítulo, a Ashley Madison lança uma nova campanha de marketing provocativa intitulada “Bem-aventurados os Discretos”. A campanha é uma homenagem aos que escolhem viver suas vidas românticas e sociais fora dos holofotes, celebrando a liberdade que vem com uma vida vivida a portas fechadas.

“Em uma era em que nossas vidas estão constantemente expostas ao público, a privacidade se tornou o novo luxo”, afirma Paul Keable, Chief Strategy Officer (CSO) da Ashley Madison. “Estamos oferecendo discrição ética aos nossos milhões de membros. Sejam eles solteiros, separados, divorciados ou não monogâmicos, nossa comunidade é unida pelo desejo de manter suas vidas privadas exatamente assim — privadas.”

Notas:

¹ Todos os dados, salvo indicação em contrário, são da YouGov Plc. A amostra final contemplou 13.071 adultos. A pesquisa foi realizada entre 2 e 13 de fevereiro de 2026 e foi conduzida no formato online. Os resultados foram analisados e representam a população adulta (18+) da Austrália, Brasil, Canadá, Alemanha, Índia, Itália, México, Espanha, Suíça, Reino Unido e Estados Unidos.

² Todos os dados, salvo indicação em contrário, são da YouGov Plc. O tamanho total da amostra foi de 1018 adultos, dos quais 310 eram usuários de aplicativos de namoro. O trabalho de campo foi realizado entre 5 e 9 de fevereiro de 2026. A pesquisa foi realizada online. Os números foram ponderados e são representativos de todos os adultos brasileiros (com 18 anos ou mais).

quarta-feira, 1 de abril de 2026

CIDADE

      ANISTIA GERAL NO IPTU DO RIO DE JANEIRO


                              Alto índice de Inadiplência

A redação do Jornal Cidade da Barra, a continua receber inúmeros e-mails de leitores reclamando do IPTU.

Estudos apontaram, que a inadiplência no IPTU do Rio de Janeiro chegou a níveis alarmantes superiores a 70% dos imóveis.
A Dívida Ativa já ultrapassa a casa dos 10 BILHÕES.