segunda-feira, 6 de abril de 2026

SAÚDE

12 mil novos casos de leucemia devem surgir por ano até 2028


Doação de medula óssea é principal esperança de pacientes que não respondem ao tratamento; saiba como se cadastrar para doar

Fevereiro, além do mês do carnaval, também é dedicado à conscientização e combate à leucemia, o câncer que afeta a medula óssea. A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) aponta que mais de 12 mil casos da doença devem surgir por ano entre 2026 e 2028. O risco estimado é de 5,71 por 100 mil habitantes.

A iniciativa visa alertar a população sobre a importância crucial do diagnóstico precoce e o incentivo à doação de medula óssea, um procedimento que pode ser a única chance de cura para muitos pacientes.

A leucemia é um tipo de câncer que tem origem na medula óssea – o tecido gelatinoso localizado no interior dos ossos –, responsável pela produção das células sanguíneas. A doença afeta especificamente os glóbulos brancos, também chamados de leucócitos, células que atuam na defesa do organismo.

“No paciente com leucemia, a medula passa a produzir células doentes de forma descontrolada, que se multiplicam rapidamente e acabam substituindo as células saudáveis, comprometendo as funções vitais do sangue. O sucesso no tratamento da leucemia está diretamente ligado à rapidez do diagnóstico”, explica o hematologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Roberto Luiz da Silva.

Os sinais de alerta para a condição, de acordo com o especialista, incluem cansaço excessivo e fraqueza repentina, que frequentemente são causados por anemia. Outros sintomas importantes são sangramentos inexplicáveis (nas gengivas, nariz) ou o surgimento de manchas roxas e petéquias (pontos vermelhos) na pele. 

“A ocorrência de febre ou suores noturnos sem uma causa infecciosa aparente deve ser observada. A pessoa pode sentir dores nos ossos e articulações. O aumento de ínguas (gânglios linfáticos inchados) no pescoço, axilas ou virilha e a perda de peso sem dieta ou intenção são outros indicadores que merecem atenção”, comenta o médico.

Para muitos pacientes, especialmente aqueles que possuem marcadores de mau prognóstico em exames moleculares de mal prognóstico ou que não   respondem à quimioterapia ou que recidivaram após a quimioterapia, o transplante de medula óssea é uma esperança de cura. “Encontrar um doador compatível é desafiador, já que a compatibilidade ideal, entre irmãos, é rara e a busca por um doador não aparentado ainda enfrenta obstáculos como um banco de doadores que precisa ser cada vez maior”, ressalta o hematologista.

Como se tornar um doador no Brasil

O cadastro é simples e feito no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME). Dentre os requisitos necessários para ser doador, é preciso ter entre 18 e 35 anos no momento do cadastro e estar em bom estado geral de saúde.

O voluntário, que se encaixa nos requisitos, deve ir a um hemocentro mais próximo e coletar uma pequena amostra de sangue (cerca de 5ml). “Os dados genéticos são armazenados e cruzados com os dos pacientes à espera. Caso haja compatibilidade, o doador é acionado para dar prosseguimento ao processo de doação, que é seguro e permite a rápida regeneração da medula”, explica Silva.

Atualmente, o REDOME possui cerca de 5,9 milhões de doadores voluntários cadastrados, sendo que a população brasileira é composta por cerca de 213 milhões de habitantes, segundo o IBGE em 2025.

“É fundamental que as pessoas se informem sobre a leucemia, estejam atentas aos sinais do corpo e considerem a doação de medula óssea. Esse gesto simples pode salvar vidas e é a maior esperança para quem luta contra a doença”, conclui o hematologista.

GERAL

 Sem alerta, ataque israelense perto de hospital mata civis e fere dezenas em Beirute

MSF apoia socorro a vítimas do bombardeio ocorrido a poucos metros de unidade de saúde da capital libanesa

Por volta de 14h da tarde deste domingo, 5 de abril (8h no horário de Brasília), forças israelenses atacaram uma área residencial densamente povoada de Beirute há poucos metros do hospital Rafik Hariri, uma unidade de saúde da rede pública onde um médico de Médicos Sem Fronteiras atua na UTI.

Logo em seguida, vítimas do bombardeio começaram a chegar ao hospital: muitas pessoas sangrando, algumas carregadas pelos ombros. Apenas na primeira hora, havia quatro mortos e quase 40 feridos. O trabalho de retirada de escombros da área destruída pelo ataque estava em curso, por isso mais vítimas estavam sendo esperadas.

“Estamos vendo idosos e adolescentes chegando com ferimentos graves na cabeça, peito e abdômen, incluindo lesões por estilhaços”, afirmou a Dra. Luna Hammad, coordenadora médica de MSF que se deslocou para a UTI do hospital Rafik Hariri. “Quando ataques atingem áreas residenciais densas sem aviso prévio, as consequências são severas, tanto para as vítimas quanto para a capacidade dos hospitais de responderem”, lamentou ela.

MSF condena este ataque à população civil em uma área densamente populada e apela por proteção para civis e instalações de saúde. Ataques tão próximos a hospitais espalham o medo e podem impedir que pessoas busquem cuidados que podem salvar vidas. MSF doou um kit para atendimento de feridos em massa e seguirá apoiando hospitais com capacidade médica e suprimentos médicos e não médicos essenciais. Civis não podem ser considerados “danos colaterais” em uma guerra.

GERAL

 Carolina Neves reinterpreta o luxo autoral em nova campanha inspirada na estética New Move

Batizada de NEW MOVE, a produção une o design das joias a elementos nostálgicos para traduzir a evolução e a atitude da marca sob direção criativa da própria designer


Foto: Ale Furcolin

A designer de joias Carolina Neves apresenta sua nova campanha de lifestyle, intitulada NEW MOVE. Em um movimento que une a estética New Wave à sofisticação atemporal de suas criações, a marca propõe um diálogo entre o ontem e o amanhã, apresentando um mix and match audacioso de suas coleções mais icônicas.

Diferentemente das produções anteriores, a nova coleção mergulha em uma atmosfera de "retrô-vanguarda". O cenário, composto por máquinas de escrever, telefones analógicos e dados lançados à sorte, serve como pano de fundo para uma mulher contemporânea que não teme o contraste. É o encontro do rigor geométrico das joias com a fluidez de uma rotina que valoriza a história, mas vive a urgência do agora.

Sob a direção criativa da própria Carolina, a campanha explora a joia como um manifesto de estilo pessoal. Nas lentes, o ouro e as gemas preciosas, como esmeraldas, rubis e a marcante malaquita, ganham novos contextos. Braceletes com padronagens gregas dividem espaço com fios de telefone espiralados; pinky ring repousam sobre teclas de máquinas de escrever, enquanto broches em formato de alfinetes e amuletos ganham novo uso ao adornarem gravatas e lapelas com uma elegância genderless.

"Esta campanha representa uma virada de chave, um 'novo movimento'. Queríamos fugir do óbvio e mostrar que a joia de alto valor pode, e deve, transitar por estéticas ousadas. É sobre a liberdade de misturar tempos, texturas e memórias", afirma a Carolina.

NEW MOVE não é apenas uma vitrine de produtos, mas um convite para que a cliente Carolina Neves redescubra seu próprio porta-joias, incentivando a sobreposição de peças de diferentes épocas e coleções para criar uma identidade única e autêntica.

sábado, 4 de abril de 2026

DIREITO & TRIBUTAÇÃO

 Feminicídio em alta: um recorde que não pode ser ignorado




Claudio Carneiro





O Brasil acabou de registrar o maior número de feminicídios dos últimos dez anos e, pior, um cenário que parece se agravar ano após ano. Levantamentos preliminares e notas técnicas do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que em 2025, 1.568 mulheres foram assassinadas por razões de gênero, o equivalente a cerca de quatro mulheres mortas por dia só pelo fato de serem mulheres. Desde a criação da Lei do Feminicídio em 9 de março de 2015 até o início de 2026, mais de 13.700 mulheres foram assassinadas no Brasil por razões de gênero. Isso, por si só, demonstra que essa violência não é questão de exceção, mas de regra em muitas casas brasileiras. O que assusta é que o número está subindo, não caindo.


Os dados mais recentes apontam que, em 2025, o país registrou 6.904 vítimas de feminicídio consumado e tentado, um aumento de 34% em relação a 2024. São mais de 4.700 tentativas e pouco mais de 2.100 mortes, muitas delas em meio a separações, brigas, ciúmes extremos e relações abusivas. Em boa parte dos casos, o algoz é o próprio parceiro ou exparceiro, e o lugar mais “seguro” da casa se transforma no cenário de um crime de ódio. A lei existe, mas, em muitas situações, chega tarde demais ou é mal aplicada.


Segundo site do Senado Federal, uma análise de 5.729 casos entre 2021 e 2024 aponta um padrão recorrente: 59,4% das vítimas foram mortas pelo companheiro; 21,3% pelo ex-companheiro; 10,2% por outros familiares e apenas 4,9% dos autores eram desconhecidos. Outro recorte importante é o de raça e vulnerabilidade: mais de 60% das vítimas de feminicídio são mulheres negras. Isso mostra que a violência contra a mulher não atinge todos os grupos de forma igual. Mulheres negras, pobres, moradoras de periferias e pequenas cidades concentram os maiores riscos, muitas vezes com menos acesso a delegacias da mulher, juizados especializados, refúgios e serviços de apoio. Em muitos lugares, a distância de um posto de polícia ou a falta de transporte público seguro já basta para que uma mulher desista de denunciar.


O aumento dos números também não se explica apenas por mais violência. Há mais notificação, mais diagnóstico e mais consciência de que assassinatos de parceiros por questão de gênero precisam ser tratados como feminicídio, não como crime “passional” ou “drama conjugal”. No entanto, pesquisadores alertam que a alta de cerca de 4,7% em 2025 vai além da melhora estatística: parte reflete, de fato, mais violência, mais embates em relações abusivas e menos saída econômica e emocional para muitas mulheres que tentam se separar.


O medo também aumentou no cotidiano. Pesquisas mostram que o percentual de mulheres que declaram ter “muito medo de ser vítima de estupro” subiu de 78% em 2020 para 82% em 2025. Essa sensação de insegurança se espalha por bairros, shoppings, ônibus, metrô, praia e até dentro de casa. A notícia de um novo caso de feminicídio não é apenas um título de jornal, é um espelho da realidade de milhares de mulheres que vivem sob ameaça, silêncio e intimidação. A percepção que se tem com os relatos de 2026, é que esses quadros estão aumentando.


No nível do Estado, é preciso mais do legislação e campanhas políticas. É preciso delegacias da mulher 24 horas, juizados especializados com prazos rápidos, aplicativos de denúncia funcionando de verdade, refúgios seguros e acompanhamento rigoroso das medidas protetivas. Muitas vezes, a vítima já denunciou, já teve medida protetiva, já foi atendida, mas o sistema não acompanha, não fiscaliza e não protege. Resultado: o agressor volta, a situação se agrava e, em muitos casos, a mulher morre.


Do lado da sociedade, o papel é igualmente central. Denunciar uma agressão não é “ficar tomando partido” na relação de casal, é tentar salvar uma vida. Vizinhos que ouvem gritos, amigos que notam um comportamento controlador, colegas que percebem que alguém está isolada – todos podem ser parte da rede de proteção. A omissão, em muitos casos, é lida como permissão. A indiferença alimenta o silêncio que protege o agressor e deixa a mulher sozinha.


No cotidiano brasileiro, esse tema não é distante. É sobre a vizinha que some das redes sociais, a colega que nunca sai sozinha, a amiga que justifica toda violência como “ciúme” ou “momento difícil”. É sobre entender que violência psicológica, controle de celular, ciúmes excessivos e humilhação pública são sinais de alerta, não “peculiaridade de relacionamento”. Aos poucos, a sociedade está aprendendo a reconhecer isso, mas ainda está longe de transformar essa consciência em proteção efetiva.


O feminicídio não é um caso de polícia isolado, é um sintoma de machismo estrutural, desigualdade social e falha de proteção estatal. Mas também é um convite para que cada um de nós repense gestos, palavras, piadas e “comentários” que parecem leves, mas naturalizam o controle, a posse e o abuso sobre o corpo e a autonomia das mulheres. Enquanto o Brasil bate recordes de feminicídios, o mínimo que podemos fazer é não tratar cada novo caso como algo normal, distante ou inevitável. Afinal, essas vítimas poderiam ser nossas irmãs, nossas filhas, nossas amigas – ou até você, leitora, que está lendo estas linhas.


Por Claudio Carneiro

(Advogado e PhD em Direito)

@claudiocarneirooficial


SHOW

 BRP participa do Rio Boat Show com modelos Sea-Doo e Can-Am

Em parceria com a Quadricenter, marca leva ao evento veículos que combinam inovação, desempenho e experiências de aventura

A BRP marca presença no Rio Boat Show, um dos principais eventos do calendário náutico da América Latina, com exposição de modelos das marcas Sea-Doo e Can-Am. A participação acontece por meio da concessionária Quadricenter, que levará ao público alguns dos veículos mais emblemáticos do portfólio da companhia.

Realizado na Marina da Glória, no Rio de Janeiro, de 11 a 19 de abril, o evento reúne as principais marcas e novidades do mercado náutico e se consolidou como um importante ponto de encontro para quem acompanha as tendências do setor, além de atrair entusiastas do estilo de vida ligado ao mar e à aventura.

Durante o evento, os visitantes poderão conhecer de perto alguns modelos que representam desempenho, tecnologia e versatilidade das marcas da BRP, como as motos aquáticas Sea-Doo RXT-X 2026 e Sea-Doo GTX Limited 2026, além dos veículos off-road da Can-Am.

Entre os destaques, o Sea-Doo RXT-X 2026 se sobressai pelo alto desempenho e proposta esportiva, com motor potente e dirigibilidade precisa, ideal para quem busca uma pilotagem mais agressiva e dinâmica. Já o Sea-Doo GTX Limited 2026 combina luxo e conforto, com foco em longas navegações, oferecendo recursos premium, maior estabilidade e tecnologia embarcada para uma experiência mais completa na água.

Reconhecida mundialmente por suas motos aquáticas, a Sea-Doo é referência em inovação e tecnologia embarcada, com recursos que ampliam a experiência na água, desde conectividade e sistemas inteligentes até soluções voltadas à performance e ao conforto durante a navegação.

Já os modelos Can-Am reforçam a versatilidade da BRP também em terra, com veículos robustos e preparados para diferentes tipos de terreno e que ainda ampliam a experiência náutica ao possibilitar o transporte e reboque de motos aquáticas, facilitando o deslocamento até o local de uso e integrando diferentes momentos da jornada de aventura.

A presença no Rio Boat Show reforça a estratégia da BRP de ampliar sua proximidade com o público brasileiro e fortalecer a presença das marcas em eventos que conectam inovação, lazer e o universo náutico. “Os boat shows são momentos importantes para aproximar o público das experiências que as marcas Sea-Doo e Can-Am proporcionam. O Rio Boat Show é uma vitrine relevante para apresentar nossos modelos e mostrar como tecnologia, desempenho e design se unem para transformar a forma como as pessoas vivem a aventura na água e em terra”, afirma Marisse Carvalho, gerente de marketing da Sea-Doo para a América Latina.

Parceira da BRP, a Quadricenter levará ao evento modelos que refletem o posicionamento premium das marcas e o interesse crescente do público brasileiro por experiências de lazer e aventura. “Participar do Rio Boat Show é uma oportunidade de aproximar o público dessas máquinas e mostrar de perto tudo o que elas entregam em termos de desempenho, inovação e diversão. É sempre um evento muito aguardado por quem acompanha o setor náutico e busca novidades para aproveitar o melhor da vida ao ar livre”, comenta Leonardo Lattanzi, diretor da Quadricenter.