terça-feira, 7 de abril de 2026

CIDADE

                         ANISTIA GERAL NO IPTU DO RIO DE JANEIRO


                                     Alto índice de Inadiplência

A redação do Jornal Cidade da Barra, continua receber inúmeros e-mails de leitores reclamando do IPTU.

Estudos apontaram, que a inadiplência no IPTU do Rio de Janeiro chegou a níveis alarmantes superiores a 70% dos imóveis.
A Dívida Ativa já ultrapassa a casa dos 10 BILHÕES.

GERAL

 Pacto Nacional Contra o Feminicídio coloca empresas como aliadas estratégicas na proteção da mulher

Especialista da UniCesumar explica que com a nova legislação, setor corporativo é chamado a atuar como porto seguro para funcionárias vítimas de violência, integrando a rede de proteção para além do setor público

Em 2025, o Brasil registrou um cenário alarmante, com um recorde histórico de 1.470 casos de feminicídio, o que consolida a trágica média de quatro mulheres assassinadas por dia, segundo dados do Ministério da Justiça. Diante desse contexto, a recente assinatura do Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio, firmado entre os Três Poderes, marca uma resposta crucial. A iniciativa amplia o debate para além da esfera governamental, colocando o setor corporativo no centro da rede de apoio e prevenção à violência doméstica.

Nesse novo cenário, o ambiente de trabalho emerge como um espaço essencial para a identificação de sinais de abuso e para o primeiro acolhimento das vítimas. Para a professora Isis Vicente, coordenadora dos cursos de Criminologia e Investigação Forense e Perícia Criminal da EAD UniCesumar, a atenção das empresas deve atuar de forma dupla.

"A responsabilidade moral da empresa dá-se no sentido de preservar a dignidade e a integridade da colaboradora, enfatizando a função social que a organização ocupa na sociedade. Deve-se considerar que a violência doméstica repercute no campo laboral, e cabe à empresa ser mais um elemento da rede de proteção, identificando a violência e promovendo a acolhida", afirma a especialista.

Como a empresa deve atuar

Para a docente, como a vítima passa grande parte do seu dia longe da esfera de controle do agressor, o distanciamento é a chave para identificar situações. "As empresas acabam sendo tidas como um ambiente neutro, um espaço social longe da esfera de vigilância do agressor, onde ele não consegue implementar suas ações de controle ou agressão. Por isso, ignorar o problema não é uma opção, já que além dos efeitos físicos e psicológicos causados pela violência, ela também afeta diretamente a produtividade, aumenta o absenteísmo e deteriora o clima organizacional”, detalha Isis Vicente.

Na prática, a estruturação de programas de acolhimento pelo departamento de Recursos Humanos é um passo essencial. Isso inclui desde a capacitação de líderes e equipes para a identificação de sinais de alerta até a criação de canais de denúncia sigilosos. "O acolhimento precisa ser estruturado. É fundamental que haja um canal sigiloso para que o relato ocorra, uma interlocução com a rede externa de proteção e o oferecimento de suporte psicológico e jurídico. A vítima jamais pode ser julgada ou estigmatizada; a situação deve ser tratada como questão de saúde e segurança no trabalho", orienta a professora da UniCesumar.

O papel do gestor direto também é fundamental nesse processo, atuando como uma ponte de confiança. A especialista destaca que a abordagem deve ser de apoio, não de julgamento ou confronto. "O líder deverá deixar claro que é um ponto de apoio e que a vítima não está sozinha. Ele nunca deve confrontar a vítima e nem sua palavra, também não deve realizar nenhum tipo de aconselhamento e muito menos buscar conversar com o agressor", explica.

Vicente finaliza afirmando que a iniciativa de construir uma cultura de tolerância zero ao machismo e ao assédio, com treinamentos e políticas claras, consolida a empresa como um ambiente verdadeiramente seguro e protetivo para as mulheres, cumprindo seu papel social e estratégico na luta contra o feminicídio.

PET

 Pets em busca de um lar participam de evento de adoção na Barra

Ação acontece no Carrefour Barra nos dias 11, 18 e 25 das 14h às 18h reunindo animais vacinados, vermifugados e castrados

Se você busca um amigo para todas as horas, venha conhecer e se encantar com os pets que esperam por uma nova família no Carrefour Barra. No dia 11, 18 e 25, em parceria com o Instituto Pata Real, o hipermercado realiza mais uma edição do evento de adoção de animais resgatados, que já estão vacinados, vermifugados e castrados. A ação acontece das 14h às 18h, no estacionamento.

Os interessados em adotar precisam ter mais de 21 anos, além de apresentar RG, CPF e comprovante de endereço. Após uma entrevista prévia, os aprovados assinam o termo de responsabilidade e podem levar o pet para casa no mesmo dia.

“Mais do que encontrar um lar para esses animais, buscamos incentivar uma relação de cuidado e compromisso, contribuindo para reduzir o abandono e promover o bem-estar animal”, ressalta Roger Teixeira, gerente de marketing do Carrefour Property.

A iniciativa é uma ação conjunta entre o Carrefour Property, braço imobiliário do Grupo Carrefour Brasil, e a área de Causa Animal que conta com o apoio do Instituto Pata Real que atua desde 2002 no resgate, reabilitação e adoção responsável de cães e gatos em situação de abandono, e do Instituto Ampara Animal, ONG mãe que coordena os eventos de adoção do Grupo Carrefour Brasil, que há 15 anos desenvolve um trabalho preventivo focado em conscientização, castração e adoção de animais, já tendo facilitado mais de 14 mil adoções, distribuído 1,8 milhão de quilos de ração e vacinado 175 mil pets.

Para tornar a experiência ainda mais completa, os visitantes podem explorar a Galeria do Carrefour Barra. O espaço reúne opções gastronômicas como Casa do Pão de Queijo, Rei do Mate, Fábrica de Bolo Vó Alzira, Empadinhas, Oggi Sorvetes e o restaurante Stambul, além de conveniência e serviços essenciais com Natura, Ortobom, Drogaria Carrefour, Banco 24 Horas, Cartão Carrefour, Casa das Chaves, Brabo de Barba, Localiza, TIM, Concept, Vallentina Calçados, Amoedo, Jomano, Cia das Chaves, WPrestService, Wynn Turismo e Redecard. A galeria oferece ainda facilidades como lavanderia Laundromat, trailer da Localiza e serviços de tecnologia com Case Celulares e Objeto, proporcionando praticidade e variedade em um único lugar.

Evento de adoção na Galeria do Carrefour Barra
11, 18 e 25 de abril
14h às 18h 
Estacionamento do hipermercado
Av. das Américas, 5.150 - Barra da Tijuca, Rio de Janeiro - RJ, CEP: 22631-004

TECNOLOGIA

 Reconhecimento facial e automação elevam o padrão de segurança em negócios de autoatendimento

Líder no segmento de lavanderias self-service, Lavô já investiu cerca de R$ 5 milhões em automação e registra 60% no aumento de segurança das unidades

Os padrões de segurança em negócios de autoatendimento estão passando por uma transformação impulsionada pelo avanço tecnológico. Soluções antes restritas a grandes redes de varejo e instituições financeiras, como reconhecimento facial, análise de dados e automação, tornaram-se mais acessíveis e passaram a integrar a rotina de operações autônomas. No setor de lavanderias self-service, a Lavô desponta como exemplo desse movimento. A empresa, que lidera o segmento, já investiu cerca de R$5 milhões em automação com foco na eficiência operacional. Como resultado, registrou um aumento de 60% na segurança após implementar o cadastro de usuários por meio de QR Code em suas unidades.

Sistemas de identificação facial e plataformas digitais permitem não apenas autenticar usuários, mas também mapear comportamentos de uso. “A tecnologia possibilita identificar frequência, horários de maior movimento e padrões de consumo, criando uma camada adicional de segurança operacional e reduzindo riscos como uso indevido, fraudes e acessos não autorizados”, explica o CEO da rede, Angelo Max Donaton.

Os benefícios desses recursos vão além da proteção, pois ampliam também a inteligência da operação como um todo. “A partir da coleta e análise de dados, é possível ajustar a dinâmica de funcionamento de cada operação para o que faz ou não sentido dentro de cada realidade. Isso permite decisões mais assertivas, redução de custos e melhor aproveitamento dos recursos disponíveis”, completa o executivo.

Outro avanço considerável é a democratização dessas tecnologias, pois com a redução dos custos e maior oferta de soluções no mercado, ferramentas que antes consideradas complexas passaram a ser implementadas com mais agilidade e elevam o padrão de segurança. Sendo assim, o reconhecimento facial deixa de ser apenas um mecanismo de controle e passa a atuar como peça-chave na construção de operações mais seguras e inteligentes.

CIDADE

 

Instituto para Periferias é reestruturado e amplia presença na Zona Oeste do Rio após investimento

Organização contemplada pelo Fundo POP passa por reestruturação administrativa, formalização jurídica, novo branding e expansão da equipe, entrando em um novo ciclo de profissionalização

IPPÊ - Instituto para Periferias, organização da Zona Oeste do Rio de Janeiro (RJ)  que reúne diferentes projetos voltados para educação, cultura, incidência política e pesquisa em regiões de alta vulnerabilidade social, atravessa um dos momentos mais estruturantes de sua trajetória após ser selecionado para o Fundo POP,  o primeiro fundo brasileiro dedicado exclusivamente ao fortalecimento institucional de iniciativas das periferias, fruto de uma parceria entre o Instituto ACP (IACP) e a Iniciativa Pipa. O investimento permitiu mudar processos internos, passar por formalização jurídica como Associação e consolidar uma nova identidade institucional, marcando uma fase de profissionalização inédita para a organização.

Criado em 2016 como Coletivo Negro Waldir Onofre por jovens universitários da região, o grupo nasceu de inquietações políticas e acadêmicas que deram origem a iniciativas como o livro Poesia Preta - Poetas Negros da Zona Oeste, trabalho de conclusão de curso da atual diretora-executiva, Ingrid Nascimento, que reuniu versos de autores e autoras de favelas, bairros periféricos e quilombos urbanos. Desde então, o coletivo cresceu, diversificou projetos e se tornou Instituto, unindo pesquisas, ações culturais e formações para fortalecer direitos e ampliar vozes periféricas.

Mesmo com essa expansão, a organização ainda enfrentava barreiras comuns às iniciativas de base comunitária, como a falta de estrutura jurídica, ausência de uma gestão formalizada e dificuldades no processo de comunicação e captação de recursos. A entrada no Fundo POP, lançado em 2024, veio justamente para enfrentar esses desafios. Com um aporte de R$ 150 mil ao longo de três anos, além de mentorias e participação em uma comunidade de aprendizagem com outras Organizações da Sociedade Civil (OSCs) periféricas do país, o IPPÊ conseguiu dar início a uma reestruturação interna que vinha sendo adiada por falta de recursos e tempo. 

“O Fundo POP também é um espaço de aprendizagem e experimentação para o Instituto ACP. Ao apoiar organizações em seu desenvolvimento institucional, ampliamos nosso repertório e contribuímos para mostrar à filantropia brasileira o que significa investir de forma mais estruturante, fortalecendo iniciativas que estão na ponta e gerando impacto nos territórios”, comenta Erika Sanchez Saez, diretora-executiva do Instituto ACP.

Segundo Ingrid Nascimento, diretora executiva do IPPÊ, um dos primeiros passos foi fortalecer a institucionalização da organização, acompanhada de uma reformulação completa da comunicação, que incluiu o lançamento de um novo site e a criação de uma identidade visual renovada para as redes sociais. “Com o recurso do POP, nós conseguimos dar entrada no processo de institucionalização, contratar uma equipe de comunicação mais robusta para auxiliar no processo de captação de recursos e melhorar a forma como comunicamos as nossas ações. Conseguimos também alugar um espaço físico, o que é muito importante, porque não tínhamos um lugar para fazer nossas reuniões. Hoje temos tanto uma parceria com o Espaço Cultural Márcio Conde quanto com um coworking no centro da cidade, onde conseguimos realizar nossos encontros”, explica. 

Para ela, a desburocratização do financiamento, que é um dos objetivos do Fundo POP,  foi decisiva para a evolução administrativa do IPPÊ. “Quando a gente desburocratiza o financiamento, acaba se capacitando e se organizando dentro desse processo, aprendendo aos poucos a lidar com esse tipo de recurso sem a pressão de relatórios excessivos e diversas planilhas. Isso permite que as organizações se desenvolvam com mais segurança”, comenta. 

Esse processo, segundo Ingrid, não se resume apenas ao apoio financeiro. O Fundo POP ampliou a rede do Instituto fortalecendo também a atuação colaborativa. “Criamos, por exemplo, uma relação com a OSC Legal, que também está sendo financiada pelo Instituto ACP, e que nos apoiou na construção do nosso CNPJ. O mais importante tem sido construir redes sólidas de confiança, onde a gente se sente acolhido e pode aprender com organizações que já lidam com a burocracia há muito tempo. Dentro da comunidade de aprendizagem, eu me sinto pertencente a um coletivo”, complementa. 

Planos para o futuro

Com o avanço institucional, o IPPÊ já planeja expandir sua atuação em 2026, replicando sua metodologia para outras periferias e ampliando o alcance de seus projetos. “Queremos fortalecer a manutenção da nossa organização, apoiar outras pessoas com nossa metodologia e mostrar que o nosso território produz pesquisa, conhecimento e ações culturais e educacionais. Pensamos em criar um selo literário e expandir nossos projetos para ver se funcionam em outros territórios”, afirma Ingrid, do IPPÊ.

Atualmente, o Instituto conta com cinco pessoas contratadas por meio do Fundo POP e seis voluntários, somando 11 colaboradores que atuam em comunicação, cultura, pesquisa, formação e produção de dados. O novo branding institucional também marca outra virada. O redesenho da marca reposicionou o IPPÊ como um Instituto que floresce territórios e amplia vozes periféricas, reforçando sua missão de promover pesquisa, cultura e educação antirracista. Essa comunicação revisada fortaleceu o reconhecimento público da organização e ampliou o alcance de projetos como Poesia Preta, que reúne poemas de autores e autoras da Zona Oeste e é distribuído gratuitamente em escolas públicas como ferramenta de aprendizagem e identidade.

Sobre o Fundo POP

Com o objetivo de fortalecer as organizações periféricas em diferentes regiões do país, o Fundo POP selecionou dez OSCs de base comunitária para receber apoio, das cinco regiões do Brasil. Fruto da parceria entre o IACP, um instituto de investimento social que busca fortalecer as OSCs no Brasil, e a Iniciativa Pipa, organização fundada por jovens de periferias e que tem por objetivo democratizar o acesso ao investimento social privado no Brasil, o Fundo pretende investir cerca de R$ 2 milhões nesta primeira etapa. 

Cada uma das organizações selecionadas está recebendo um investimento total de R$ 150 mil, que serão distribuídos ao longo de três anos (R$ 50 mil anuais), além de participar de uma comunidade de aprendizagem com trocas, mentorias e formações especializadas voltadas ao fortalecimento institucional. O objetivo é garantir que essas organizações possam consolidar suas estruturas, ampliar sua atuação e gerar ainda mais impacto social em seus territórios. 

O Fundo conta com o apoio de cinco organizações coinvestidoras, como a Fundação Tide Setubal, Instituto Incube, Humanity United, Instituto Galo da Manhã e Sall Family Foundation.