sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

COLUNA ESPAÇO MOTOR

HYUNDAI CRETA GANHA VERSÃO ACTION VISANDO PÚBLICO PCD




João Mendes



Hyundai anuncia o retorno da versão Action ao portfólio da família CRETA, agora atualizada para a nova geração do SUV tricampeão nacional geral de vendas no varejo. A configuração tem por base o CRETA Comfort e foi desenvolvida para atender a faixa de mercado dos veículos de até R$ 120.000, tornando-se, assim, elegível aos incentivos fiscais dedicados ao público PCD (pessoas com deficiência). O modelo já está disponível para pedidos na rede de concessionárias Hyundai, seguindo a regulamentação específica para a modalidade de vendas PCD, incluindo análise documental e aprovações fiscais obrigatórias. As entregas começam em março. O preço sugerido é de R$ 119.990, a serem descontadas tarifas de IPI e ICMS parcial, no caso de clientes PCD. Quando aplicadas as deduções de imposto, o veículo sai por R$ 104.750. Assim como nas demais versões do SUV produzido em Piracicaba (SP), o Hyundai CRETA Action chama atenção pelo conforto e espaço interno. O porta-malas de 422 litros se coloca como um diferencial para as necessidades do cliente PCD. O entre-eixos de 2.610 mm garante espaço e conforto para os passageiros dos bancos traseiros, mesmo com ocupantes mais altos nos bancos dianteiros. O modelo também se destaca por contar com o recurso de alerta de presença no banco traseiro, projetado para prevenir o esquecimento de pessoas, animais e objetos ao desembarcar do veículo. As rodas são de 16” em liga leve, outro diferencial perante os concorrentes no mercado PCD. O CRETA Action está disponível nas cores Prata, Branco e Preto. O pacote de segurança inclui seis airbags, freios ABS com EBD, controle de estabilidade eletrônico, controle de tração, assistente de partida em rampa, sinalização de frenagem de emergência e sistema de monitoramento de pressão dos pneus. Volante com ajuste de altura e profundidade, direção elétrica progressiva, controle de velocidade de cruzeiro, smart key, sistema stop & go, sensor crepuscular para acendimento dos faróis, ar-condicionado e iluminação do porta-malas completam a especificação.

CIDADE

 XP Inc. abre vagas para assessor de investimentos no Rio de Janeiro

Oportunidade é voltada para profissionais em início de carreira e em transição profissional, o que reforça a relevância da profissão como uma das carreiras mais procuradas do mercado financeiro brasileiro

A XP Inc., uma das maiores instituições financeiras do Brasil, anuncia a abertura de vagas para Assessor de Investimentos no Rio de Janeiro. As oportunidades são voltadas para profissionais em início de carreira e àqueles que desejam migrar para o mercado financeiro, com inscrições abertas até 20 de fevereiro. Mais informações podem ser acessadas nos links: Varejo e XP Future.

Esse movimento acompanha a expansão da profissão no Brasil, que vem crescendo de forma consistente nos últimos anos. Em 2025, o número de assessores avançou 3,25% e chegou a 27.515, segundo a ANCORD. Os agentes autônomos precisam da certificação Ancord, regulada pela CVM, que os habilita a atuar como assessores. Já os profissionais contratados por instituições financeiras devem possuir CPA-20 ou CEA, certificações da Anbima que permitem recomendar e distribuir produtos de investimento. 

“A profissão de assessor de investimentos tem se destacado não apenas como uma das principais portas de entrada para o mercado financeiro, mas também como uma das carreiras mais desejadas do segmento. A XP Inc., líder no setor, investe na capacitação e no desenvolvimento de profissionais que muitas vezes estavam fora do radar do mercado, com o objetivo de ampliar e fortalecer nosso canal de assessoria exclusiva”, afirma Renato Sarreta, Líder Regional da XP no Rio de Janeiro.

Assessor de investimentos

Segundo levantamento do LinkedIn, o cargo de assessor de investimentos está entre os dez que mais crescem em 2026. O avanço reflete a maior demanda do mercado e o papel estratégico desses profissionais, que se consolidam como peças importantes no planejamento financeiro, apoiando clientes na definição de objetivos e buscando decisões alinhadas ao perfil de cada investidor. 

Nesse contexto, a XP Inc. aposta na formação de novos talentos para expandir seu canal de assessoria exclusiva, dentro da chamada terceira onda de crescimento da companhia: a excelência em servir. O assessor se consolida como um profissional estratégico para o dia a dia do assessor, com foco em planejamento financeiro, apoiado por tecnologia, inteligência artificial e monitoramento contínuo, com qualidade, transparência e estratégias personalizadas. 

Para sustentar essa estratégia, a XP Inc. criou o Programa XP Future, com o objetivo de formar novos assessores de investimentos por meio de uma trilha de carreira estruturada que combina treinamento técnico, desenvolvimento comercial e suporte para certificações obrigatórias do setor. O programa foi desenhado para profissionais com perfil comercial interessados em mudança de carreira para o mercado financeiro. 

Com mais de mil assessores formados, o programa busca candidatos com perfil comercial, boa comunicação e interesse em construir uma trajetória de longo prazo no mercado financeiro. O processo seletivo envolve dinâmicas em grupo e entrevistas com profissionais da XP Inc. Em caso de aprovação, a contratação é realizada em regime CLT. Para assumir a função, é necessário possuir as certificações CPA-20 ou CEA e, caso o candidato ainda não tenha, a XP Inc. oferece o reembolso do custo da certificação CPA-20 após a aprovação no exame e conclusão da contratação.

GERAL

 Carnaval aumenta riscos para celulares e exige atenção redobrada dos foliões

Seguradora líder em proteção para celulares no Brasil aponta crescimento nos acionamentos do seguro no último Carnaval; uso intenso do aparelho, aglomerações e distração ajudam a explicar o aumento de furtos e a busca por proteção após a folia

O Carnaval reúne fatores que elevam a exposição de celulares a furtos e roubos, como grandes aglomerações, distração e uso intenso do aparelho ao longo do dia e da noite. Dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo mostram que, entre 28 de fevereiro e 4 de março de 2025, foram registrados 3.678 furtos e roubos de celulares no estado, evidenciando a vulnerabilidade dos foliões em ambientes de grande circulação. 
 
Mesmo com ações de segurança pública que contribuíram para reduções pontuais em algumas regiões, grandes eventos seguem concentrando ocorrências desse tipo. Informações do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que os furtos de celulares acontecem com maior frequência aos finais de semana e em locais de grande fluxo de pessoas, cenário típico do período carnavalesco. 
 
Esse contexto também se reflete no mercado de seguros. Segundo dados da Zurich Seguros, líder em proteção para celulares no Brasil, o período entre o Carnaval e o pós-Carnaval está entre os mais críticos em termos de sinistralidade: o intervalo tem o maior índice de acionamento do seguro do ano, com crescimento de 20% comparado a média dos demais meses, tendo como base o ano de 2025. E por isso, a proteção do seguro celular é fundamental. 
 
“O Carnaval reúne uma combinação de fatores que aumenta o risco de perda do celular, como aglomeração, distração e uso constante do aparelho. Muitas vezes, o consumidor só percebe a dimensão do prejuízo depois que o problema acontece”, afirma Carlos Eduardo Silva, superintendente de Parcerias da Zurich Seguros. 
 
Dados históricos acompanhados pela seguradora indicam ainda uma mudança no perfil dos sinistros ao longo dos últimos anos. Os furtos passaram a representar a maior parte das ocorrências registradas, superando outros tipos de danos. "Em 2018 os registros de furtos representavam 43,7% do total de casos notificados. Já em 2023 e em 2024, essa proporção foi, respectivamente, de 53% e 56%", complementa o executivo. Isso indica que a atenção dos foliões deve ser redobrada. 
 
Além da perda do aparelho em si, o impacto tende a ser ampliado pela dependência crescente do smartphone no dia a dia. É de conhecimento público que uma parcela significativa da população utiliza o celular como ferramenta de trabalho, especialmente em atividades ligadas à economia informal, o que faz com que a perda do dispositivo represente não apenas um transtorno, mas também impacto direto na renda. 
 
“O celular deixou de ser apenas um meio de comunicação. Ele concentra informações pessoais, profissionais e financeiras e, para muitas pessoas, é essencial para o trabalho, para a organização da vida cotidiana e para o acesso a serviços digitais que fazem parte da rotina”, explica Carlos Eduardo. 
 
Durante o Carnaval, esse risco é potencializado pelo uso intensivo de meios de pagamento digitais. O Pix está entre os meios de pagamento utilizados durante a folia, o que reforça a importância da proteção de um dispositivo que concentra dados sensíveis e acesso a recursos financeiros. 
 
Gap de proteção 
 
Para além da época carnavalesca, o mercado de seguros para celulares segue em crescimento no Brasil, acompanhando a valorização dos aparelhos e a maior percepção de risco por parte dos consumidores. Informações da FenSeg apontam que, atualmente, esse mercado movimenta cerca de R$ 2 bilhões por ano. 
 
“Esse movimento reflete uma mudança gradual no comportamento do consumidor, que passa a enxergar o celular como um bem que merece cuidados semelhantes aos de outros itens de valor do dia a dia. Nesse cenário, o seguro celular ganha relevância como uma forma de proteção e de redução de impactos em situações de perda ou roubo. 
 
Atualmente, cerca de 10 milhões de smartphones contam com algum tipo de cobertura no país, o que indica espaço relevante para expansão, já que isso representa apenas 4% da base total de smartphones em uso no país. 
 
“Apesar do crescimento dos últimos anos, o percentual de proteção ainda é muito baixo. Há muito espaço para crescer, para promover a conscientização sobre a importância do seguro, e isso não pode acontecer apenas depois que um infortúnio acontece”, pontua o superintendente de Parcerias da Zurich Seguros.  
 
Em um cenário de maior circulação de pessoas e uso intensivo do celular, o planejamento passa a ser um aliado importante para quem quer aproveitar a folia com mais tranquilidade. A combinação entre conscientização, escolhas preventivas e soluções de proteção ajuda a reduzir imprevistos e a minimizar transtornos em um dos períodos mais movimentados do ano. 

DESAFIOS A EMPREENDER

 Vagas na logística entram em fase de consolidação e apontam mercado mais organizado em 2026

Após anos de expansão acelerada, setor mantém demanda por funções operacionais, com contratações mais planejadas e foco em eficiência e previsibilidade

Após um ciclo de forte expansão, o mercado de vagas na logística encerrou 2025 em fase de consolidação. O movimento manteve elevado o interesse dos trabalhadores e abriu espaço para um mercado de trabalho mais estável, racional e previsível em 2026. 

Levantamento do BNE (Banco Nacional de Empregos) indica que, ao longo de 2025, o setor concentrou 68.280 vagas abertas e registrou mais de 445 mil pesquisas por oportunidades. Os dados confirmam a logística como um dos principais vetores de absorção de mão de obra no país.

Mesmo com contratações mais criteriosas, o mercado de trabalho logístico seguiu apoiado em funções essenciais à continuidade das operações. Motorista, motorista de caminhão e auxiliar de logística estiveram entre os cargos mais pesquisados ao longo do ano.

O resultado reflete a centralidade do transporte, da armazenagem e da distribuição de mercadorias para o funcionamento da economia, mesmo em um ambiente de maior cautela por parte das empresas.

A leitura é consistente com análises internacionais sobre logística e supply chain. O GEP Outlook 2026 – Procurement & Supply Chain aponta que o comportamento do mercado em 2025 reflete um processo de normalização, após anos de contratações aceleradas impulsionadas pelo crescimento do comércio eletrônico e pela reorganização das cadeias produtivas globais.

Reorganização das cadeias redefine o perfil das vagas

O estudo destaca que as empresas do setor passaram a priorizar continuidade operacional, previsibilidade e controle de custos. Esse movimento tem impacto direto sobre o perfil das contratações.

Em vez de picos de admissões, a logística entra em um ciclo de emprego mais contínuo, concentrado em funções ligadas à execução diária das operações. O avanço da tecnologia e da automação, por sua vez, não elimina vagas, mas eleva a exigência por qualificação básica, confiabilidade e menor rotatividade.

Vagas na logística em 2026 indicam continuidade, com maior seletividade

Os primeiros indicadores de 2026 apontam para um mercado menos volátil. As funções com maior número de vagas abertas são estoquista, motorista e entregador, posições consideradas críticas para garantir a fluidez das operações.

O setor já registra 21.646 candidaturas, indicando fluxo constante de profissionais em busca de colocação.

Para José Tortato, COO do BNE, o comportamento do mercado sinaliza amadurecimento. “O setor continua contratando, mas com mais planejamento. As empresas estão priorizando funções essenciais e buscando reduzir a rotatividade, o que tende a tornar o mercado de trabalho mais previsível e organizado.”

Eficiência e resiliência orientam o próximo ciclo

Segundo o GEP Outlook 2026, o ambiente global de desaceleração econômica, maior pressão regulatória e aumento da complexidade das cadeias de suprimentos reforça a importância da logística como área estratégica.

Nesse contexto, eficiência e resiliência passam a caminhar juntas, influenciando decisões de investimento e de contratação. A expectativa é que 2026 consolide um mercado de trabalho menos sujeito a oscilações bruscas, com crescimento mais moderado, porém sustentado.

Um setor mais maduro, mas ainda central para o emprego

O balanço de 2025 indica o encerramento de um período de expansão acelerada e o início de uma fase de maturidade do setor logístico.“Para 2026, a perspectiva é de um mercado de vagas na logística mais organizado, previsível e alinhado às exigências operacionais, preservando o setor como um dos pilares da geração de empregos e do funcionamento da economia”, finaliza Tortato.