quinta-feira, 4 de junho de 2026

QUEM ACONTECE

 





FLÁVIO BOLSONARO

DESAFIOS A EMPREENDER

 Confiança como vantagem competitiva: Porque casais que empreendem juntos performam melhor?

No ambiente empresarial, confiança, alinhamento e divisão estratégica de tarefas fazem casais empreendedores transformarem parceria afetiva em vantagem competitiva

Casais que empreendem juntos vêm transformando a parceria pessoal em uma estratégia de negócios cada vez mais eficiente. Mais do que dividir a rotina, esses empreendedores unem confiança, alinhamento de propósito e visão de longo prazo para construir empresas mais sólidas, ágeis e resilientes. Em um cenário competitivo, a sintonia entre os sócios também se torna um diferencial na tomada de decisões, na gestão e na expansão das operações.

O movimento cresce no Brasil. Segundo o Sebrae, cerca de 20% dos pequenos negócios do país são comandados por cônjuges, enquanto o relatório Global Entrepreneurship Monitor (GEM/Sebrae) aponta que empresas lideradas por casais têm 6% mais chances de permanecer ativas em comparação às conduzidas individualmente. Apesar da ideia de que misturar vida pessoal e profissional pode gerar conflitos, muitos empreendedores mostram que diálogo, divisão de tarefas e confiança mútua ajudam a tornar a gestão mais eficiente e fortalecem o crescimento conjunto. 

Especialista em expansão e negócios de alta performance, Ycaro Martins, CEO e fundador da Maxymus Expand, afirma que casais que empreendem juntos possuem uma vantagem competitiva importante por compartilharem propósito, metas e visão de futuro. Segundo ele, esse alinhamento fortalece o comprometimento e acelera a tomada de decisões, já que a comunicação entre os dois costuma ser constante e o planejamento de longo prazo mais claro desde o início da empresa.

Ycaro destaca ainda que confiança, inteligência emocional e divisão estratégica de funções são fatores essenciais para que o negócio cresça de forma sólida e resiliente. No entanto, ele alerta que misturar vida pessoal e profissional exige maturidade e gestão profissional, já que conflitos emocionais e falta de definição de responsabilidades podem comprometer tanto a relação quanto a empresa.

SAÚDE

 Vacina no SUS amplia de 3% para 77% a proteção contra doenças pneumocócicas, incluindo pneumonia e meningite, em crianças e grupos de risco no Brasil

Incorporação da nova vacina da Pfizer, a pneumocócica conjugada 20‑valente, atualiza o calendário infantil e a Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais (RIE) com 20 sorotipos da doença

A Pfizer anuncia a incorporação da vacina pneumocócica conjugada 20‑valente (VPC20) ao Sistema Único de Saúde (SUS), contribuindo para o fortalecimento da prevenção de doenças infecciosas graves no país. A nova vacina passa a integrar o calendário infantil do Programa Nacional de Imunizações (PNI)¹ e a Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais (RIE)², ampliando a proteção para bebês, crianças menores de 5 anos e pessoas com condições de saúde que aumentam o risco de complicações relacionadas às doenças pneumocócicas.³

Com a atualização, o SUS inicia em Junho de 2026 a transição da vacina pneumocócica 10‑valente para a Prevenar®20 (vacina pneumocócica conjugada 20-valente), que amplia a proteção de 10 para 20 sorotipos da bactéria pneumococo (Streptococcus pneumoniae), responsável por doenças como pneumonia, meningite pneumocócica e otite média aguda6. Entre os diferenciais da nova vacina estão os dois principais sorotipos circulantes no país, 19A e 3), que são associados a maioria de casos de doença pneumocócica invasiva no país. Outros 8 sorotipos cobertos pela nova vacina também estão associados ao aumento da resistência a antibióticos e a potencial de infecções invasivas, entre elas meningite, além da possibilidade de surtos de infecções pneumocócicas na infância.5

A incorporação da VPC20 acompanha a evolução epidemiológica da doença pneumocócica no Brasil4. A vacina inclui ainda cinco sorotipos exclusivos, ligados a quadros graves que não estão contemplados em nenhuma outra vacina pneumocócica conjugada disponível no Brasil atualmente. Com essa mudança, a cobertura contra os sorotipos mais associados às formas graves da doença em crianças menores de 5 anos aumenta de 3% para 77%3. A expectativa é imunizar cerca de 2,4 milhões de bebês todos os anos, fortalecendo a proteção desde os primeiros meses de vida.

O Ministério da Saúde começou a receber as doses de VPC20 em Abril, e dará início a implementação em Junho/26. A vacina será aplicada na imunização primária do calendário infantil, garantindo proteção desde os primeiros meses de vida, fase em que o risco de complicações é maior.1,6

Proteção ampliada também para grupos de risco

Além do público infantil, a VPC20 passa a ser disponibilizada no âmbito da Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais (RIE)2 para indivíduos com 21 condições clínicas associadas a maior vulnerabilidade à doença pneumocócica. Com essa atualização, a lista de comorbidades elegíveis foi ampliada. Se antes a vacinação era indicada principalmente para pacientes oncológicos, pessoas vivendo com HIV e transplantados, agora também inclui indivíduos com asma grave, doenças cardiovasculares, pulmonares, renais e hepáticas, além de diabetes.2,6

A Rede de Imunobiológicos Especiais (RIE), composta pelos CRIE (incluindo modalidades presenciais e estratégias como o CRIE virtual), é responsável pelo atendimento de pacientes que necessitam de imunobiológicos não disponíveis na rotina das Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Para bebês e crianças menores de 5 anos, há esquema vacinal específico de acordo com a condição clínica e idade, e para crianças acima de 5 anos e adultos, a VPC20 será administrada em dose única (exceto situações específicas como Transplante de Células-Tronco Hematopoéticas [TCTH] e terapia CART-cell [CAR-T]), o que simplifica o esquema vacinal e pode facilitar a adesão.2

“A ampliação da vacinação pneumocócica no SUS representa um avanço relevante na proteção de populações mais vulneráveis. Estamos falando de reduzir o risco de doenças graves, hospitalizações prolongadas e óbitos, tanto na infância quanto em pessoas com comorbidades”, explica Adriana Ribeiro, líder médica da Pfizer no Brasil.

Doença pneumocócica: um desafio de saúde pública

A bactéria pneumococo pode estar presente na nasofaringe sem causar sintomas, o que facilita a transmissão, especialmente entre crianças. Embora a infecção seja comum em todas as faixas etárias, crianças, idosos e pessoas com condições crônicas estão entre os grupos que mais sofrem com as formas graves da doença.5,6

Nos últimos anos, o Brasil observou aumento nos casos de meningite pneumocócica, reforçando a importância de estratégias de prevenção mais amplas5. Estudos também apontam impacto significativo da doença no sistema de saúde, com altos números de hospitalizações e custos associados, mesmo em um cenário com vacinação disponível.4,5

Com a atualização do PNI e o fortalecimento da Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais, a expectativa é reduzir a circulação do pneumococo, diminuir hospitalizações e alinhar a política de imunização do país às necessidades atuais de saúde pública.1,2

IMÓVEIS

 Inadimplência de aluguel no Rio de Janeiro registra menor taxa dos últimos cinco meses, aponta Índice Superlógica

  • Índice traz ranking das regiões com maior taxa de inadimplência de aluguel
  • Índice de inadimplência de aluguel no Rio de Janeiro ficou em 3,77%, ante 4,14% no mês anterior
  • A região Sudeste registra taxa de inadimplência de 2,94%, abaixo da média nacional de 3,18% no período
  • Imóveis residenciais de até R$ 1.000 lideram inadimplência no país
  • Criado para apoiar imobiliárias em decisões estratégicas, índice analisa dados anonimizados de mais de 800 mil clientes

 A inadimplência de aluguel no Rio de Janeiro registrou queda em abril, com taxa de 3,77%, menor taxa dos últimos cinco meses. Em comparação com a taxa de março (4,14%) houve variação de 0,37 ponto percentual. O indicador também é menor que o mesmo período de 2025, quando fechou em 3,88%. Apesar do recuo, a inadimplência ficou acima da média nacional, que foi de 3,18%. Os dados são do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica, principal plataforma de soluções tecnológicas e financeiras para o mercado do morar.

Segundo Manoel Gonçalves, Diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica, “apesar da queda na inadimplência no Rio de Janeiro, a taxa segue ainda acima da média nacional, o que deixa um alerta para o cenário no estado. Por isso, é preciso ficar atento ao cenário econômico e como ele deve impactar o orçamento das famílias a curto e médio prazo. Fatores como inflação e juros continuam pressionando os gastos fixos e qualquer mudança nesses indicadores pode impactar a capacidade de pagamento dos locatários nos próximos meses”, afirma.

DESAFIOS A EMPREENDER

 Recém-formados do Rio de Janeiro podem se inscrever em programa global de trainee lançado pelo Santander

Iniciativa do banco busca profissionais com até dois anos de formados e traz diferenciais como mentoria com equipes globais, bootcamps e hackathons

O Santander Brasil dá um novo passo na estratégia de desenvolvimento de talentos, conectando seu programa de trainee a uma experiência ainda mais global integrada ao Santander Graduate Program. A iniciativa tem como objetivo atrair talentos diversos com perfil técnico e potencial de desenvolvimento acelerado, conectado a uma jornada com experiências internacionais. Inscrições podem ser feitas por este link.

 

O programa será focado, neste momento, na frente de Negócios de Varejo (Retail) com processo seletivo e trilha de desenvolvimento. A proposta contempla profissionais recém-formados, com até dois anos de experiência, e forte orientação para competências técnicas, especialmente em áreas como Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM, na sigla em inglês). Além disso, é necessário ter inglês avançado e ter passaporte ativo. As inscrições para as vagas de Retail vão até 19/07.

 

"O Santander Graduate Program é nossa porta de entrada para talentos diversos, ampliando a atratividade para candidatos que desejam experiências internacionais e, ao mesmo tempo, desenvolvimento das suas carreiras”, destaca Germanuela de Abreu, vice-presidente de Pessoas, Cultura e Ouvidoria do Santander.

 

 A jornada terá duração de 12 meses, aproximadamente, e incluirá etapas como integração global, bootcamp, treinamentos e mentorias internacionais, assim como ciclos de avaliação de desempenho. Entre os diferenciais estão a interação com equipes globais e a participação em iniciativas como hackathons para profissionais com performance destacada. 

 

Todo o processo seletivo será conduzido pela Universia, empresa do Grupo Santander dedicada a promover a empregabilidade para talentos. Os candidatos participarão de um processo seletivo dividido em etapas, que incluem inscrição, testes online e entrevistas com lideranças seniores do Banco para avaliação e validação de perfil e fit cultural. Os escolhidos iniciarão sua jornada no Santander no início de setembro.