sábado, 7 de março de 2026

DIREITO & TRIBUTAÇÃO

 Dinheiro, amor e segredos: o preço de não falar de finanças em casal



Claudio Carneiro






Não é o amor que paga o boleto, mas é ele que desanda quando o dinheiro vira tabu na relação. A frase é dura, mas pesquisas mostram que mais da metade dos divórcios no Brasil ocorrem por problemas financeiros. Em muitos casamentos, a conversa sobre finanças só aparece na crise — no aperto, na fatura atrasada, na compra feita “escondido” — quando o desgaste emocional já está instalado. O curioso é que boa parte desses conflitos poderia ser evitada se o casal tratasse o dinheiro como projeto em comum, e não como segredo individual.


Já atendi vários casais para orientações financeiras e ministrei vária palestras sobre o tema, inclusive em encontro de casais, e posso afirmar categoricamente que a maioria das brigas que envolvem as finanças (dinheiro) costumam ser por causa de expectativas, prioridades e falta de diálogo e combinação. Um gasta mais com lazer, o outro com a própria família; um pensa em comprar imóvel, o outro em viajar o mundo; um tem horror a dívida, o outro convive em paz com o cartão de crédito superando o limite. A verdade é que, sem estratégia, cada um joga um jogo diferente — com o mesmo orçamento.


A estratégia financeira a dois começa por um gesto simples e, ao mesmo tempo, corajoso: abrir a vida financeira um para o outro, ou seja, dialogar com transparência. É colocar na mesa quanto entra, quanto sai, quais dívidas já existem e quais compromissos futuros estão assumidos, sem maquiagem nos números. Parece óbvio, mas não é incomum que casais descubram, anos depois, parcelas “esquecidas”, empréstimos não contados ou cartões que nunca tinham sido mencionados. Transparência não é apenas questão de planilha; é questão de confiança.


A partir daí, entra o componente que transforma números em projeto de vida: metas em comum. Quando o casal define, juntos, objetivos de curto, médio e longo prazo — a viagem dos próximos anos, a entrada do apartamento, a reserva para os filhos, a aposentadoria — o dinheiro ganha direção. Deixa de ser apenas aquilo que “falta no fim do mês” para se tornar ferramenta de realização. Essa simples mudança de visão reduz a ansiedade e aumenta o senso de parceria.


Mas metas sem regras claras viram fonte de frustração. Por isso, a estratégia financeira precisa incluir decisões concretas: como será feita a divisão das despesas? Alguns casais optam por dividir tudo meio a meio; outros preferem que cada um contribua proporcionalmente à própria renda; há ainda quem separe por tipo de conta (um paga moradia, outro paga mercado e serviços) ou, simplesmente, apenas um dos cônjuges é o provedor da família. Não existe fórmula única, mas existe um critério indispensável: a combinação precisa ser percebida como justa pelos dois. Quando um sente que carrega o mundo nas costas e o outro “surfando” no esforço alheio, o orçamento vira terreno fértil para mágoas silenciosas que, muitas vezes, culminam com o fim do relacionamento.


Outro pilar da estratégia financeira do casal é a construção de uma reserva de emergência conjunta. Imprevistos acontecem: perda de emprego, doença na família, um conserto caro, uma mudança abrupta de renda. Quando não há reserva, qualquer tropeço financeiro vira uma crise doméstica, com culpa, apontamento de dedos e sensação de desamparo. Quando existe um colchão de segurança, o problema continua sério, mas deixa de ser uma ameaça à própria estabilidade da relação.


Muita gente acredita que só vale falar em planejamento financeiro depois que “sobrar dinheiro”. É justamente o contrário: é o planejamento que faz o dinheiro começar a sobrar. Registrar despesas, definir limites de gastos para categorias sensíveis (lazer, restaurantes, compras por impulso) e revisar o orçamento com alguma periodicidade ajuda a identificar vazamentos, a cortar excessos e a preservar aquilo que realmente importa para o casal. Não se trata de viver em regime de privação, mas de escolher conscientemente onde gastar e por quê.


Na prática, uma medida simples muda o jogo: institucionalizar a “reunião financeira do casal”. Uma vez por mês — ou a cada dois meses —, sentar com calma, olhar extratos, revisar metas, ajustar rota e conversar sobre decisões futuras. É nesse espaço que se decide, por exemplo, se um projeto será antecipado, adiado ou substituído; se é hora de renegociar dívidas, rever padrão de consumo ou até buscar orientação profissional. Quanto mais essa conversa se torna rotina, menos ela aparece apenas no calor da briga.


Ao contrário do que muitos pensam, estratégia financeira para casais não é privilégio de quem ganha muito. É justamente em contextos de renda apertada que o improviso cobra mais caro e a falta de plano produz mais desgaste. A vida a dois já traz, por si só, desafios emocionais, profissionais e familiares suficientes; adicionar caos financeiro à equação é escolher viver permanentemente no fio da navalha.


Tratar o dinheiro com a seriedade de um projeto em conjunto não romantiza a conta bancária, mas protege o que há de mais valioso: a relação. Quando o casal age como time — compartilha informações, define metas, combina regras e se organiza — o orçamento deixa de ser campo de batalha e passa a ser um aliado na construção de uma biografia comum. No fim das contas, não é sobre cifrões, é sobre a qualidade da vida que se quer viver a dois.


Por Claudio Carneiro

(Advogado e PhD em Direito)

@claudiocarneirooficial


ESPORTE

 RIO SUPER CUP de Voleibol desembarca no Colégio Notre Dame Recreio

O torneio feminino, que vai de março a novembro de 2026, ajuda a identificar novas promessas para o esporte

O tradicional Colégio Notre Dame Recreio recebe nos dias 14 e 15 de março a primeira rodada da Rio Super Cup de Voleibol. O torneio, que  é organizado pela Liga Escolar e pela By Sport, em parceria com o Colégio Notre Dame, é focado em equipes nas categorias de base feminina, de 10 aos 18 anos,  ocorrendo nos finais de semana de março e novembro de 2026. Participam da competição 800 atletas do Estado do Rio de Janeiro, divididos entre as 80 times. As disputas vão acontecer a partir das 9h.

 “Trazer as competições esportivas para a nossa instituição reforça o nosso compromisso com a descentralização do esporte e com a valorização dos talentos de todas as regiões do estado. O vôlei é uma das modalidades mais queridas pelos estudantes e será, sem dúvida, um grande espetáculo no fim de semana” – disse a diretora do Colégio Notre Dame Recreio, Maria Tereza Arcanjo. 

Além de troféus e medalhas, os vencedores ganham a oportunidade de representar e desenvolver seus talentos individuais no esporte, além de trabalho em equipe, liderança e muitos outros conceitos importantes para um cidadão.

“Esse tipo de competição é fundamental para o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes, promovendo benefícios físicos e socioemocionais como trabalho em equipe, disciplina, resiliência e auto confiança. O esporte incentiva a socialização, o respeito às regras e oferece um ambiente seguro para o desenvolvimento cognitivo, conta Vinicius Azevedo, diretor da By Sport.

A prática do esporte pode proporcionar a preparação de jovens para a vida e  representar a construção de uma carreira como atleta de alto rendimento.

Ginásio do Colégio Notre Dame Recreio

Todos os sábados e domingos  de março a novembro de 2026

Horário: 9h às 17h


DESAFIOS A EMPREENDER

 

Dia da Mulher - "Hoje eu tenho escolhas": mulheres contam como ganhar dinheiro com conteúdo adulto mudou suas vidas

Histórias de criadoras do Hotvips mostram impacto na renda, na autoestima e na liberdade pessoal

A criação e venda de conteúdo adulto têm se consolidado como uma alternativa profissional para mulheres que buscam autonomia financeira, flexibilidade de trabalho e maior controle sobre a própria imagem. Em plataformas digitais especializadas, como o Hotvips, criadoras encontram espaço para monetizar seu conteúdo, construir comunidades e desenvolver uma carreira baseada na própria identidade e nos próprios limites.

Para muitas delas, o trabalho representa não apenas uma fonte de renda, mas também um processo de transformação pessoal. É o caso de Lady Milf, criadora que começou durante a pandemia após perceber que precisava escolher entre dois caminhos profissionais.

“Eu me dividia entre atender na área da estética durante o dia e vender conteúdo à noite. Quando percebi que precisava me dedicar mais a um dos lados, escolhi o conteúdo porque ali me sentia livre para ser eu mesma, sem as expectativas sociais que me cercavam na época. Já se passaram seis anos e não me arrependo nem por um segundo. Tudo que vivi e conquistei me transformou em uma pessoa melhor”, conta.

No início, ela precisou lidar com questionamentos e julgamentos, principalmente relacionados à vida familiar. Comentários sobre o marido ou o impacto no filho eram frequentes. Ainda assim, afirma que decidiu não permitir que essas críticas determinassem suas escolhas.

“Sempre fui julgada, até quando trabalhava muito e ganhava pouco. Então cansei de tentar ser perfeita e decidi viver sem arrependimentos. Meu trabalho é apenas uma parte de quem eu sou. Ele não define quem eu sou como ser humano.”

Segundo a criadora, a mudança financeira foi um dos aspectos mais marcantes dessa decisão. A renda obtida com a venda de conteúdo permitiu melhorar a qualidade de vida da família e ampliar as possibilidades de escolha.

“Foi esse trabalho que me deu independência financeira. Antes eu apenas sobrevivia. Hoje consigo oferecer uma boa escola para meu filho, ter acesso a cuidados médicos e planejar momentos de lazer. Ter escolhas traz uma paz enorme.”

Além do impacto financeiro, ela destaca que o trabalho também contribuiu para uma mudança profunda na relação com o próprio corpo e com a autoestima.

“Eu era muito insegura e buscava validação o tempo todo. Nesse mercado existe uma pluralidade enorme de corpos e identidades, e isso ajuda a perceber que não existe um padrão único. Com terapia e autoconhecimento, consegui olhar para mim com mais carinho e entender que o amor-próprio vai muito além da aparência.”

Histórias semelhantes aparecem entre outras criadoras da plataforma. Espuleta, por exemplo, começou a produzir conteúdo após perder o emprego como professora durante a pandemia, quando precisou encontrar rapidamente uma nova forma de sustentar a família.

“Eu tinha três pessoas dependendo de mim em casa. Passei uma noite inteira chorando, mas na manhã seguinte já sabia o que precisava fazer. Tomei a decisão pensando na sobrevivência da minha família. Se não fosse isso, provavelmente teríamos passado necessidade.”

Ela conta que sempre tratou a produção de conteúdo como um negócio, com estratégia, disciplina e planejamento. A decisão, segundo ela, trouxe resultados concretos.

“Hoje eu tenho duas empresas, sou sócia de outra, dou assessoria para meninas que querem entrar no ramo e até tenho uma casa com quartos locados para outras criadoras produzirem conteúdo. Montei um verdadeiro estúdio dentro de casa. Nunca teria conquistado tudo isso sendo professora.”

O impacto também se refletiu na forma como ela passou a se enxergar.

“Isso mudou completamente a maneira como eu me vejo. Hoje me sinto uma mulher empresária, com autonomia e poder sobre a minha própria carreira. É uma sensação de independência que transforma tudo.”

Para a community manager do Hotvips, Maíra Fischer, histórias como essas mostram como o mercado de criação de conteúdo adulto tem se estruturado cada vez mais como um espaço de empreendedorismo feminino.

“Muitas mulheres chegam à plataforma buscando uma renda extra ou uma alternativa profissional e acabam descobrindo um caminho de autonomia e protagonismo. Isso se reflete também no seu autoconhecimento e garantindo até uma realização sexual no caminho. Nosso papel é oferecer suporte e um ambiente seguro para que cada criadora desenvolva sua própria trajetória, respeitando seus limites e construindo seu negócio digital”, afirma.

Neste Dia da Mulher, relatos como os de Lady Milf e Espuleta ajudam a revelar uma faceta pouco discutida do universo da criação de conteúdo adulto: a de mulheres que transformaram desafios em oportunidades e encontraram, nesse mercado, um caminho para independência financeira, autoestima e autonomia sobre a própria história.

sexta-feira, 6 de março de 2026

COLUNA ESPAÇO MOTOR

BYD APRESENTA CAMPEÃO DE VENDAS SONG PLUS 2027




João Mendes





O BYD Song Plus, o SUV que conta a história da marca no Brasil, traz três grandes novidades para a sua versão 2027, com upgrades em desempenho, autonomia e usabilidade. A principal evolução está na plataforma DM-i (Dual Mode Intelligence), que evoluiu e agora passa a contar com um motor 1.5 turbo, atuando em conjunto com o motor elétrico para elevar ainda mais a eficiência e entregar uma performance superior a um modelo que conquistou o Brasil. Com a nova configuração, a potência combinada do sistema atinge 239 cv, permitindo aceleração de 0 a 100 km/h em 8,1 segundos. O BYD Song Plus 2027 conta com a bateria Blade ampliada de 18,3 kWh para 26,6 kWh, elevando a autonomia do modo elétrico de 63 km para 99 km, segundo o PBEV, uma evolução de 57%, se comparado à versão anterior. A autonomia combinada agora passa a ser de até 1.150 km (NEDC), fazendo com que o modelo possa ir ainda mais longe na estrada e na cidade. Outra novidade: a possibilidade de carregamento rápido. Em apenas 55 minutos é possível fazer a bateria do novo BYD Song Plus ir de 30 a 80%, com a inclusão do DC (corrente contínua). No interior, o SUV mantém um pacote robusto de tecnologia embarcada.