sexta-feira, 27 de março de 2026

COLUNA ESPAÇO MOTOR

VOLKSWAGEN TIGUAN CHEGA NA 3ª GERAÇÃO








João Mendes







Com mais de 17 anos de história no segmento de SUVs no Brasil, a Volkswagen anuncia a chegada da terceira geração do Novo Tiguan. O produto global é ofertado em mais de 80 países. Para os brasileiros, a versão única R-Line recebe motorização mais potente equipada em um Tiguan: o Evo5 que entrega 272 cv e 35,7 kgfm, além de marcar o retorno da renomada tração integral 4Motion. O Novo Tiguan estreia com um design totalmente renovado. Na dianteira, a presença marcante da iluminação é o destaque, reforçando a assinatura visual moderna do modelo. A grade dianteira agora possui entradas maiores posicionadas nas extremidades do para choque, permitindo um aprimoramento no direcionamento do ar. O motor 2.0l, EA888 Evo5, entrega a configuração 350 TSI: são 272 cv de potência e 35,7 kgfm de torque. O conjunto está acoplado à transmissão AQ451 de oito velocidades, entregando força para as quatro rodas graças a tração integral 4Motion. A tração, com sistema Haldex, trabalha de forma independente, reconhecendo o terreno e adaptando a entrega de potência de acordo com o escorregamento das rodas, sem a necessidade de ação do motorista. No interior, o Novo Tiguan oferece uma cabine multissensorial. São mais de 25 polegadas de telas à disposição do motorista. O novo painel de instrumentos Digital Cockpit Pro tem 10,25 polegadas e interface totalmente configurável e com visualização 3D dos sistemas de assistência ao condutor. No console central o destaque fica com a nova central multimídia de 15 polegadas totalmente customizável, com Apple CarPlay e Android Auto sem fio e a nova assistente de voz IDA. 



Maior parte das funções do carro podem ser configuradas pela tela, assim como os controles do ar-condicionado, sistema de som, entre outros. Inédito no Novo Tiguan, a alavanca de câmbio agora cede o espaço no console para o Seletor de Experiências, que permite o controle do volume, troca dos modos de condução e as novas experiências da cabine. A troca de marchas agora é feita pela manopla atrás do volante, assim como nos modelos ID. da Volkswagen. As primeiras unidades do Novo Tiguan serão entregues a partir do dia 7 de maio, data marcada para o Open Doors do modelo em toda a rede de concessionárias da Volkswagen no Brasil e o preço é R$300.000.

SAÚDE

Alzheimer avança no Brasil e pode atingir 5,7 milhões de pessoas até 2050


Especialista reforça a importância de diferenciar esquecimentos comuns do envelhecimento dos sinais de demência e destaca a importância do diagnóstico precoce no controle da doença

A Doença de Alzheimer, principal causa de demência no mundo, é uma enfermidade neurodegenerativa caracterizada pela morte progressiva de neurônios, especialmente em regiões como os lobos frontal e temporal — onde se localiza o hipocampo, estrutura fundamental para a memória. A condição compromete funções cognitivas essenciais, como atenção, orientação e capacidade de planejamento, afetando de forma significativa a autonomia do paciente.

À medida que a doença evolui, tornam-se mais evidentes a perda gradual da memória recente, a desorientação em relação ao tempo e ao espaço e a dificuldade para realizar atividades rotineiras antes executadas com independência.

Dados do Relatório Nacional sobre a Demência: Epidemiologia, (re)conhecimento e projeções futuras, divulgado em 2024, indicam que cerca de 8,5% da população brasileira com 60 anos ou mais convivem com a doença, ou seja, o equivalente a aproximadamente 1,8 milhão de pessoas. A projeção preocupa: até 2050, o número pode alcançar 5,7 milhões de diagnósticos no país.

Os primeiros sinais do Alzheimer incluem dificuldade para fixar e reter memórias recentes, tendência à desorientação têmporo-espacial e prejuízos nas chamadas funções executivas, que são habilidades relacionadas ao planejamento, organização e tomada de decisões.

Segundo o neurologista Dr. Edson Issamu Yokoo, da rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, é fundamental diferenciar os esquecimentos esperados do envelhecimento natural daqueles associados a um quadro demencial. “O envelhecimento pode provocar lapsos pontuais e geralmente inofensivos. Consideramos um quadro demencial quando os esquecimentos, a desorientação e as alterações comportamentais passam a comprometer as atividades da vida diária e a autonomia do indivíduo”, explica.

Entre os sinais de alerta estão a incapacidade de sair sozinho devido ao risco de se perder, o perigo de provocar acidentes domésticos (como esquecer o fogão ligado), e a dificuldade para lidar com informações numéricas, como senhas ou telefones.

A idade acima de 65 anos é o principal fator de risco para a doença, embora aspectos como escolaridade, histórico familiar e hábitos de vida também influenciem. Especialistas apontam que fatores relacionados à qualidade de vida têm impacto direto na saúde cerebral. A recomendação inclui alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle de doenças crônicas e a redução do consumo de álcool e tabaco.

O diagnóstico precoce é considerado decisivo para ampliar a janela terapêutica, favorecer maior estabilidade clínica e retardar a progressão dos sintomas. Quanto mais cedo o quadro é identificado, maiores são as possibilidades de preservar a funcionalidade e a qualidade de vida do paciente. Nesse contexto, o suporte e o treinamento de familiares e cuidadores são fundamentais para reduzir tensões e minimizar o sofrimento, especialmente diante da vulnerabilidade crescente do indivíduo.

Atualmente, há tratamentos medicamentosos que auxiliam no controle dos sintomas, como os anticolinesterásicos e os antagonistas de NMDA, como a memantina. Embora não haja cura, essas terapias podem contribuir para estabilizar ou retardar o avanço da doença.

As abordagens não medicamentosas também desempenham papel relevante no cuidado integral. Estimulação cognitiva, terapia ocupacional, prática de exercícios físicos e atividades que desafiem o cérebro, como aprender um novo idioma, tocar instrumentos musicais ou manter o hábito da leitura, ajudam a preservar habilidades por mais tempo. O convívio social e a prevenção do isolamento também são estratégias recomendadas.

Especialistas reforçam ainda a importância de conscientizar familiares e cuidadores de que lapsos de memória e alterações comportamentais não são intencionais. “É essencial compreender que o paciente não deseja causar transtornos ou agir de forma agressiva. Esses comportamentos decorrem da própria doença e podem surgir de maneira imprevisível”, enfatiza o médico.

PET

Polo da UniCesumar na região serrana fluminense realiza mutirão gratuito para castração e microchipagem de cães e gatos

 

Ação solidária em parceria com a Prefeitura de Bom Jardim e Instituto de Emergência Animal, oferece serviços essenciais para a saúde e segurança dos pets no município de Bom Jardim

 

O polo Tijuca da UniCesumar em parceria com a Prefeitura de Bom Jardim, na região serrana fluminense, junto com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e o Instituto de Emergência Animal, anunciam um mutirão gratuito para castração e microchipagem de cães e gatos no município. A iniciativa gratuita voltada para o bem-estar animal, acontecerá no próximo final de semana, dias 29 e 29 de março, no Galpão Cultural Margaret de Jesus, próximo ao campus da universidade e acontecerá em duas etapas.

 

No sábado, dia 28 de março, às 9h, será realizada a palestra de orientação e o agendamento para a castração gratuita, projeto Castra Móvel, e a presença é obrigatória. Já no domingo, dia 29 de março, das 9h às 13h, ocorrerá a campanha de microchipagem gratuita "Identifica Pet". O microchip funciona como um Registro Geral do Animal (RGA), um identificador permanente que é crucial para localizar tutores em caso de perda ou roubo do animal. O procedimento é rápido, indolor e dura por toda a vida do pet.

“O projeto visa não apenas oferecer um serviço essencial, mas também contribuir para o controle populacional de animais de rua, prevenir o abandono e auxiliar na implementação de políticas públicas de saúde e defesa animal”, explica Mônica Cruz, coordenadora polo Tijuca da UniCesumar.

A gestora do polo da UniCesumar lembra também que o conhecimento deve gerar impacto positivo direto na comunidade. “Estamos orgulhosos de realizar esta ação em Bom Jardim, unindo a expertise de nossos futuros profissionais da área de Bem-Estar Animal a parceiros essenciais como a Prefeitura e o Instituto de Emergência Animal. Juntos, oferecemos um serviço fundamental para a saúde pública e a guarda responsável", conclui.

Para participar, os interessados devem realizar um pré-cadastro online por meio do link disponível na biografia do Instagram da Prefeitura (@prefeituradebomjardimrj), onde encontrarão formulários separados para castração e microchipagem.

Palestra e Agendamento para Castração

28 de março (sábado) - 9h

Galpão Cultural Margaret de Jesus – Rua Luiz Correa, Nº 5, Centro, Bom Jardim/RJ

Observação: vagas limitadas. Presença obrigatória para garantir o agendamento.

Microchipagem Gratuita – Identifica Pet

29 de março (domingo) 9h às 13h

Galpão Cultural Margaret de Jesus – Rua Luiz Correa, Nº 5, Centro, Bom Jardim/RJ

Observação: Distribuição de senhas, vagas limitadas.

GERAL

 Cisjordânia: Médicos Sem Fronteiras alerta que, enquanto o mundo olha para o outro lado, terras palestinas estão desaparecendo

Com o aumento da violência, restrições de circulação e redução do acesso à saúde, palestinos enfrentam condições de vida cada vez mais perigosas e desumanas

“Os militares costumam chegar durante a noite. Soldados invadem o bairro, arrombam nossas casas, destroem nossas propriedades e realizam prisões em massa. Nossas casas estão sendo confiscadas e demolidas”, relata Sari Ahmad, em Masafer Yatta, no Território Palestino Ocupado (TPO) na Cisjordânia. “Os ataques dos colonos se tornaram mais brutais e letais. Hoje, a maioria deles está armada e atira para matar.”

Sari, que vive com diabetes, recebeu tratamento das equipes de Médicos Sem Fronteiras (MSF) até janeiro. No entanto, com o aumento da violência e das restrições de deslocamento, nossas equipes já não conseguem mais atender dezenas de pessoas necessitadas na região.

Nas últimas semanas, a escalada dramática do conflito entre os EUA, Israel e Irã acrescentou mais uma camada de violência e medo em todo o Território Palestino Ocupado. “Quando as sirenes começam a tocar, nos reunimos no corredor de casa, longe das janelas. Ao longe, explosões ecoam pelas colinas, enquanto mísseis interceptam projéteis”, conta Yasmin Mohammad, agente comunitária de saúde de MSF em Hebron. Diferentemente das cidades israelenses, onde abrigos e sistemas de alerta são comuns, a maioria dos palestinos na Cisjordânia não tem acesso a abrigos ou espaços protegidos. Quando destroços caem, as famílias têm pouca escolha a não ser ficar em casa e esperar.

Enquanto o mundo volta sua atenção para os mísseis de outra guerra, as forças israelenses intensificam suas operações militares na Cisjordânia. A maioria dos postos de controle permanece fechada, o que torna as atividades cotidianas normais ainda mais demoradas — e, por vezes, impossíveis — para grande parte da população. Com isso, as pessoas estão mais expostas ao risco de ferimentos ou morte em ataques israelenses.

“Sentimos que o espaço em que podemos viver, nos movimentar e construir nossas vidas está diminuindo — enquanto o mundo olha para outro lado”, diz Yasmin Mohammad.

A violência por parte dos colonos israelenses aumentou em diversas áreas da Cisjordânia. Moradores relatam que colonos entram em aldeias palestinas ou terras agrícolas portando armas abertamente, além de atacar palestinos em seus carros enquanto se deslocam de um lugar para outro.

A violência e o medo moldam vidas na Cisjordânia

Entre 7 de outubro de 2023 e 7 de março de 2026, 1.071 palestinos, incluindo 233 crianças, foram mortos na Cisjordânia e em Jerusalém, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (OHCHR – sigla em inglês). Onze foram mortos por colonos somente neste ano. “É chocante e profundamente perturbador”, afirma Salam Yousef, profissional de MSF na Cisjordânia.

“Eles atacam e matam pessoas sem consequências – parece que não há justiça para nós, que nossas vidas não importam”, diz Yousef. “Na semana passada, eles [as forças israelenses] atiraram em uma família de seis pessoas que voltava para casa de carro. Apenas dois dos filhos sobreviveram. Agora são órfãos. Sua família foi morta na frente deles. Seus irmãos tinham sete e cinco anos.”

A violência generalizada e multifacetada transformou a vida dos palestinos – a sensação de uma ameaça existencial reflete uma realidade mais ampla que se desenrola por toda a Cisjordânia. “Esses acontecimentos parecem ser mais do que uma série de incidentes isolados. Trata-se de uma transformação lenta, porém significativa, na qual, passo a passo, as forças israelenses e os colonos estão tomando o controle”, afirma Salam Yousef. “É assustador porque não temos controle algum e o mundo parece não se importar com o que acontece conosco.”

Ela acrescenta: “se o mundo continuar a ignorar a situação, a redução do território palestino não vai parar. Simplesmente continuará — posto de controle após posto de controle, estrada após estrada, casa após casa — até que uma realidade que antes parecia temporária se torne permanente.”

“Nossas vidas e sonhos estão em suspenso”

“O impacto psicológico desse ambiente é imenso”, diz Elsa Salvatore, psicoterapeuta de MSF em Nablus. “Não se trata apenas da violência física dos ataques de colonos ou do que acontece nos postos de controle. Em nossas sessões, as pessoas frequentemente falam sobre a humilhação que vivenciam diariamente e a constante incerteza. Elas ficam hipervigilantes, sem conseguir dormir, sempre esperando que algo ruim aconteça.”

“A maioria das pessoas parou de fazer planos. Muitos sofrem de sintomas relacionados ao transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) – embora o termo TEPT não seja o mais adequado, pois elas não estão ‘pós’ a experiência traumática, mas ainda a vivenciam, experimentando continuamente o trauma e a incerteza”, afirma.

Neste momento, em que a violência, a insegurança e as restrições à vida cotidiana se tornam cada vez mais comuns na Cisjordânia, é fundamental que a população tenha acesso a cuidados de saúde. Na prática, porém, ocorre justamente o oposto: o acesso à assistência médica está bloqueado ou gravemente comprometido.

Em algumas regiões, como Masafer Yatta, ao sul de Hebron, as ONGs são impedidas de prestar apoio humanitário essencial, já que grandes áreas foram designadas como zonas militares e a circulação é fortemente restringida pelas forças israelenses. Como consequência, MSF teve que reduzir o número de clínicas móveis na região de 17 para apenas cinco desde setembro do ano passado. Muitos pacientes estão sendo privados até mesmo dos serviços médicos mais básicos. “Nos sentimos abandonados e esquecidos. Ninguém mais vem nos visitar. Quando ficamos doentes, não temos outra opção a não ser caminhar quilômetros. Às vezes, simplesmente ficamos e suportamos a dor”, diz um morador de Masafer Yatta.

Necessidades maiores exigem mais acesso, não menos.

As novas regras restritivas de Israel ameaçam reduzir drasticamente essa ajuda já insuficiente. Como MSF é uma das 37 ONGs cujo registro não foi renovado pelas autoridades israelenses até 1º de março de 2026, nossa equipe internacional teve que deixar os Territórios Palestinos Ocupados. Embora nossos colegas palestinos continuem a fornecer assistência médica, o futuro de nossos projetos na Cisjordânia e na Faixa de Gaza é incerto. Em Nablus, Jenin e Tulkarem, nossas atividades também foram significativamente reduzidas devido a preocupações com a segurança e aos novos obstáculos administrativos impostos desde 1º de março.

“Estou com medo e me sinto sem esperança ao pensar que os serviços de MSF possam deixar de existir”, diz um de nossos pacientes de saúde mental em Nablus.

Nossas equipes fazem o possível para oferecer sessões psicossociais remotas online, mas isso não proporciona o mesmo suporte que o atendimento presencial. Essa abordagem é especialmente ineficaz para sobreviventes de violência sexual, famílias de baixa renda com dificuldades de comunicação e pacientes com transtornos psiquiátricos crônicos, como psicose.

O acesso à saúde é uma necessidade humana fundamental e um pilar da resiliência comunitária. Quando os sistemas de saúde se fragmentam, os cuidados preventivos diminuem, as doenças crônicas se agravam e as comunidades se tornam mais vulneráveis. Em meio à catástrofe humanitária em curso nos Territórios Palestinos Ocupados, MSF continuará a fornecer assistência médica pelo maior tempo possível, fazendo tudo o que estiver ao nosso alcance.

O que está acontecendo hoje na Cisjordânia não é inevitável, nem invisível. O direito internacional humanitário é claro: como potência ocupante, Israel tem a obrigação legal de garantir a proteção dos civis e facilitar o acesso a cuidados médicos essenciais. A realidade, porém, é bem diferente. As condições de vida dos palestinos na Cisjordânia são perigosas e flagrantemente desumanas. “Só queremos viver em segurança, criar nossos filhos sem medo e ser tratados com dignidade”, diz Salam Yousef.