FLÁVIO BOLSONARO
Aulões gratuitos preparam estudantes para o Enem 2026 com transmissões ao vivo no YouTube
Iniciativa da Rede Enem e Vitru Educação democratiza o acesso ao ensino na preparação para o Enem; Confira o calendário das aulas de junho e julho
Com as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 marcadas para os dias 8 e 15 de novembro, a Rede Enem, empresa da Vitru Educação, promove uma série de aulões gratuitos para ajudar os estudantes na preparação para o exame. A iniciativa faz parte do Curso Enem Gratuito e contará com transmissões online e ao vivo, sempre às quartas-feiras, às 19h, pelo canal do Curso Enem Gratuito no YouTube, disponível neste link.
Neste primeiro momento, serão seis encontros entre os meses de junho e julho, com aulas voltadas a diferentes áreas do conhecimento cobradas no Enem. A programação começa no dia 3 de junho, com aula de Física ministrada pelo professor Leonardo Neves Meirelles. Na sequência, no dia 10 de junho, a professora Larissa Sousa Campos conduz o aulão de Química. Em 17 de junho, a aula será de Biologia, com a professora Cláudia de Souza Aguiar.
A programação continua no dia 24 de junho, com o aulão de Português ministrado pela professora Mercedes Prado Bonorino. Já em 1º de julho, o professor Marcus Marques Costa será responsável pela aula de Matemática. Encerrando o ciclo, no dia 8 de julho, a professora Camila Zuchetto Brambilla conduz o aulão de Literatura.
A iniciativa busca ampliar o acesso a conteúdos preparatórios de qualidade, oferecendo aos candidatos uma oportunidade gratuita de revisão com professores especialistas. Os encontros são abertos ao público e não exigem inscrição prévia para acompanhamento pelo YouTube.
Programação dos aulões
3 de junho, às 19h
Física, com Leonardo Neves Meirelles
10 de junho, às 19h
Química, com Larissa Sousa Campos
17 de junho, às 19h
Biologia, com Cláudia de Souza Aguiar
24 de junho, às 19h
Português, com Mercedes Prado Bonorino
1º de julho, às 19h
Matemática, com Marcus Marques Costa
8 de julho, às 19h
Literatura, com Camila Zuchetto Brambilla
Médicos Sem Fronteiras: um ano após distribuição militarizada de alimentos em Gaza, sobreviventes ainda sofrem com sequelas
Em meio a planos em constante evolução para o território, organização alerta Israel e EUA para os riscos da militarização da ajuda humanitária
Jerusalém/Amã, Há um ano, a chamada Fundação Humanitária de Gaza (sigla em inglês GHF) começou a operar pontos de distribuição de alimentos militarizados em toda a Faixa de Gaza, substituindo o sistema de distribuição de ajuda humanitária coordenado pela Organização das Nações Unidas (ONU).
A GHF, administrada por Israel com apoio financeiro dos Estados Unidos e outros aliados, foi fechada em seis meses, devido à violência associada à operação que matou e feriu milhares de pessoas. Até hoje, Médicos Sem Fronteiras (MSF) ainda trata dezenas de pacientes afetados por essa violência, que convivem com traumas e até mesmo com sequelas permanentes. Em meio a planos em constante evolução para a Faixa de Gaza, a organização lembra a Israel e aos EUA que a militarização da assistência humanitária traz riscos, podendo causar grave violência e danos, e jamais deve ser replicada.
“Como documentado por MSF com evidências médicas, pessoas que buscavam alimentos em condições desesperadoras e de cerco sofreram níveis horrendos de violência direcionada e indiscriminada”, afirma Joan
A GHF foi criada para fornecer assistência alimentar à população de Gaza, após meses de bloqueio total imposto por Israel, substituindo cerca de 400 pontos de distribuição de ajuda humanitária existentes. Os quatro pontos da GHF entraram em operação no final de maio de 2025 e foram “protegidos” por profissionais armados contratados por americanos, com as forças israelenses mantendo o controle sobre o perímetro mais amplo.
Entre junho e outubro de 2025, as equipes de MSF registraram pelo menos 32 mortes e trataram 1.885 pacientes com ferimentos nos centros de saúde primária Al Attar e Al Mawasi, em Khan Younis. “Meu amigo foi executado diante dos meus olhos. Isso ainda me assombra”, disse Karim, que era barbeiro. Ele sofreu ferimentos que mudaram sua vida, danificando permanentemente um nervo da perna. “Nós dois fomos pegos e algemados (por soldados israelenses) com as mãos para trás. Um drone foi chamado para sobrevoar o local e quatro homens foram instruídos a me levar embora.”
Outro paciente, Muhammad, levou nove tiros. Ele espera voltar a andar, mas sofre de dores crônicas e precisa de fisioterapia. “Nunca havia comida suficiente para todos. Havia muita gente esmagada porque os portões de ferro eram estreitos. Vi muitos mortos, incluindo mulheres. Uma foi baleada no peito e outra nas costas. Eles atiravam em vários pontos diferentes. O soldado israelense que atirou em mim estava posicionado em uma colina”, disse ele. “Enquanto estava deitado no chão, acenei com a mão, dizendo ‘por favor, pare, já chega’. Mas ele atirou nas minhas mãos só por diversão.”
Mustafa, um taxista de Rafah, desenvolveu uma infecção no calcanhar que causou necrose após um ferimento a bala fraturar dois de seus ossos: “A operação da GHF foi tão humilhante; milhares de pessoas corriam em direção ao local onde havia distribuição de comida, e então as Forças de Defesa de Israel atiravam em nós de pontos fixos. Dois terços dos feridos em Gaza que conheço foram casos da GHF”, diz Mustafa, cujo sobrinho de 17 anos foi baleado na cabeça e morto por um franco-atirador.
Esses depoimentos refletem a realidade de muitos que foram forçados a viver com fixadores externos ou que ainda necessitam de acompanhamento médico constante e rigoroso. “Apesar de sua existência temporária, esse devastador programa de ajuda trouxe consequências sociais mais amplas, forçando as pessoas a viverem sob condições de medo extremo, escassez e competição, levando a traumas e mudanças na dinâmica comunitária”, afirma Nicholas Papachrysostomou, coordenador de emergência de MSF em Gaza.
A GHF também desempenhou um papel fundamental na crise de desnutrição criada por Israel. A drástica redução dos pontos de distribuição de alimentos e ajuda humanitária, agravada pelo cerco total, pela intensificação da violência, pelo deslocamento em massa e pela destruição de instalações de saúde, teve um impacto direto na fome declarada em meados de 2025, com consequências devastadoras para grupos vulneráveis, como gestantes, recém-nascidos e crianças.
“Nada no programa GHF foi uma solução humanitária. Um ano depois, a magnitude dos danos infligidos às pessoas nos pontos de distribuição da GHF, sem qualquer responsabilização, exige uma investigação independente. A decisão da Corte Internacional de Justiça de 22 de outubro de 2025 reforça a obrigação de Israel de garantir o acesso humanitário irrestrito e condena modelos de ajuda, incluindo o da GHF, que não conseguem aliviar o sofrimento”, afirmou Joan Tubau.
MSF apela a Israel, aos EUA e a todos os atores com influência para que garantam que a ajuda não seja militarizada, mas sim acessível e baseada na independência, imparcialidade, neutralidade e humanidade. A assistência humanitária deve poder chegar a todos os civis em segurança, com base na vulnerabilidade e na necessidade, onde quer que eles estejam e em grande escala.
*Os nomes dos pacientes foram alterados para proteger suas identidades.
Corretores de planos de saúde ganham eficiência com modelo de trabalho mais autônomo e digital
Em um cenário em que agilidade e autonomia se tornaram diferenciais no mercado de seguros, corretores de planos de saúde aumentam a produtividade ao adotarem uma nova forma de atuação, menos dependente de estruturas tradicionais, que reduz o tempo de tarefas operacionais e amplia a capacidade de atendimento e fechamento de negócios. Tarefas que antes levavam de 30 minutos a até três dias para serem concluídas agora são executadas em menos de quatro minutos, com operação disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana.
Na prática, essa mudança se reflete na redução significativa dos tempos operacionais. Consultas às cooperativas são realizadas em cerca de 40 segundos, cotações e emissão de apólices entre 3 e 4 minutos, além do acompanhamento de propostas em aproximadamente 30 segundos.
Esse movimento, pautado pela incorporação do digital no dia a dia de trabalho, reforça o protagonismo do corretor, que passa a ter mais controle da rotina e mais capacidade de resposta ao cliente, em um mercado competitivo e orientado pela velocidade de atendimento.
Segundo Cesar Zuchi, Diretor de Expansão da Bliss, plataforma de saúde que apoia o dia a dia da corretagem, os corretores que migram para o trabalho digital estão à frente no mercado, registrando ganhos em produtividade, além da tendência de aumento no volume de vendas.
“O corretor sempre foi o elo mais importante na distribuição de planos de saúde e seguros. A nova metodologia reduz a carga operacional para que esse profissional foque no que gera valor, como relacionamento, estratégia e atendimento humanizado ao cliente”, afirma. “Com um modelo de trabalho mais autônomo e digital, ele deixa de depender de escritório, horário fixo ou intermediários operacionais e passa a atuar com mais escala e mobilidade, atendendo clientes, fechando negócios e gerindo sua carteira de qualquer lugar e a qualquer momento.”