A QUANTAS ANDAM AS “NEGOCIAÇÕES” EM OMÃ ?
Ricardo Labatt
Uma visão SEM TORCIDA e com aprofundamento no estudo das relações internacionais e das reações e projeções atos dos atores principais.
Sem preferência, só informação.
A briga entre os patriarcados da América do Norte trás a luz sobre os financiadores de campanha de Trump, que são os mesmos que financiam Netanyahu e o Likud. Esse grupo exige retorno do investimento e, isso se reflete na imensa frota deslocada para o oriente Médio. Porém, as perspectivas de sucesso não são boas. E, se os EUA voltarem de lá sem nada, terão que inventar um outro problema na Groelândia, que por sinal e pura coincidência, nem se fala mais.
Antes de tudo entendam que ambos os partidos dominantes na política dos EUA, ambos compostos por mais de 80% de sionistas, são neoliberais. Não tem “cumunistas” lá. Apenas a confrontação de duas correntes de poder que querem o poder total, a qualquer preço. E o mais importante: Tudo se resume a dinheiro. Dinheiro e poder.
SOBRE O ORIENTE MÉDIO e o “RESTO” DO MUNDO...
O maior empecilho à ação irresponsável de Trump, gestada no Deep State dos EUA por Netanyahu é que o Irã tem a possibilidade de fazer os EUA sangrarem, além de criar muitos problemas para todo o Oriente Médio, tornando a região totalmente instável. O que não traia vantagens financeiras ao grupo.
Afinal, Kataibe Hezbollah (Iraque), Hezbollah (Líbano), Houthis (Iêmem), Xiitas do Norte (Arábia Saudita) e Brigada Liwa Fatemiyoun (Afganistão) são um problema impossível de resolver. Embora Netanyahu acredite, por razões religiosas e outras inexplicáveis para seres normais, que possa destruir o Irã num único ataque. Tudo movido pelo ódio pregado no Talmud.
Ocorre que Netanyahu não perdoa a surra que tomou do Irã, mesmo tendo atacado durante as “negociações” e, usando principalmente elementos infiltrados que paralisaram defesa aérea e detonaram dezenas de ações terroristas em território iraniano, inclusive com assassinatos seletivos de lideranças. Pois a resposta, mesmo que limitada, destroçou as narrativas sobre a eficiência da peneira que denominam de Iron Dome (Domo de Ferro) e dos próprios sistemas de dfesa dos EUA diante dos hipersônicos.
O Irã não paralisou portos, como os Houthis fizeram com Eilat, muito menos destruíram as bases aéreas. Porém, mesmo também não tendo atacado DIMONA (Complexo Nuclear de Israel), os mísseis iranianos destruíram, com sucesso surpreendente, os alvos a que se dispuseram a neutralizar, demonstrando que nem Centro Nuclear localizado no deserto de Negev, no centro do território do Estado Teológico de Israel, estaria a salvo.
Mesmo os mais irresponsáveis do grupo entendem que caso o Irã se envolva nessa Guerra, que irá acontecer, nem o Irã poderá fazer as milícias voltarem atrás. Sendo um grande problema para a Arábia Saudita, Israel, Síria, Jordânia, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Catar e até para o sul do Kwait. O que trariam problemas para todas as grandes empresas e para os governos desses países.
E tudo pode refletir fortemente nos EUA. Pois basta um vídeo, de apenas um navio norte americano, indo pro fundo do mar para fazer o governo Trump ter problemas muito graves. Muito mais efetivos que o caso Jeffrey Epstein, que o assombra.
Por outro lado o povo iraniano não mais aceitaria a saída honrosa encontrada na Guerra dos 12 dias. Não mais aceitaria ataques combinados, que permitiriam a ambos, cantar vitória para suas platéias. E isso complica mais ainda a situação do envio das tropas dos EUA, sem mencionar os gastos estratosféricos para manter as tropas tendo enjôos no Mar Arábico.
O que os EUA e Israel pretendem nesse arremedo de negociação é que o Irã abandone o seu programa de mísseis e nuclear, pois com eles, fica difícil matá-los e destruí-los. É como se um cara com uma faca e um revolver com duas balas, exigisse que o outro, ao qual foi desafiar, largue à metralhadora e toda e qualquer arma e saia do abrigo... E, estando em campo aberto, desarmado, encare a morte diante dos disparos e da faca do agressor.
Sabem quando isso vai acontecer?
NUNCA.
O Talibã uma vez declarou que: - “Os EUA podem ter o calendário, mas nós temos o tempo”.
Também existe um ditado popular que diz: - “Àqueles a quem os Deuses querem destruir eles elevam primeiro”. Afinal é da natureza dos EUA criar guerras, opressões e conflitos.
Portanto, não se pode esquecer-se do consenso de grandes historiadores como Alfred McCoy e Ray Dalio: - “Os EUA seriam o império mais poderoso da história mas o de menor duração”.
Vale ressaltar também que na noite de 17 de fevereiro começa o RAMADÃ que perdura até 19 de março, segundo as crenças.
E O QUE SERIA O RAMADÃ ?
O Ramadã é o mês sagrado do calendário islâmico, um período de jejum, oração, reflexão e caridade para muçulmanos. Durante o qual, mulçumano de todo o mundo, se abstêm de comida, bebida e relações sexuais do amanhecer (Suhoor) ao pôr do sol (Iftar) para se aproximarem de Deus. Praticarem a autodisciplina, celebrando um dos Cinco Pilares do Islã, objetivando, segundo a crença deles, a renovar a fé, aumentar a autodisciplina, ter empatia pelos necessitados e manter o foco no espiritual.
O período a que se atribui, segundo o Alcorão, em 610 (depois de Cristo), na Caverna de Hira, na Montanha da Luz (Jabal na-Nour), próximo a Meca, a entrega dos primeiros versículos de Maomé, intensificam-se as orações (incluindo as noturnas (Taraweeh) e os atos de caridade (Zakat). Essa noite de 610 DC é conhecida como Noite no deserto (Laylat AL-Qadr).


