Consagrado musical “A Cor Púrpura” entra na última semana de temporada no Rio de Janeiro, com apresentações até domingo (25) Em sua quinta temporada carioca, a premiada montagem brasileira celebra oito anos de sucesso e realiza suas últimas sessões no Teatro Multiplan, no VillageMall, até 25 de outubro. Carlos Costa |
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Uma das produções mais celebradas do teatro musical brasileiro nos últimos anos, “A Cor Púrpura, o Musical” entra em sua última semana de temporada no Rio de Janeiro, com apresentações somente até domingo, 25 de outubro, no Teatro Multiplan, localizado no Shopping VillageMall. Em sua quinta passagem pela capital fluminense, o espetáculo celebra uma trajetória iniciada na cidade em setembro de 2019, marcada pelo reconhecimento do público e da crítica e por mais de 100 prêmios, indicações e honrarias. Com Suzana Santana novamente no papel de Celie, a montagem se despede dos palcos cariocas após mais uma temporada especial. Os ingressos estão disponíveis pela Sympla e na bilheteria do teatro, com valores a partir de R$60 e opção de ingresso solidário em todos os setores, mediante a entrega de 1 kg de alimento. Reunindo 18 atores e 90 figurinos, a superprodução conta com um palco giratório de seis metros de diâmetro e uma escada curva equipada com sistema de traveling, que se movimenta ao redor do cenário. À frente da equipe criativa, Tadeu Aguiar assina a direção geral e a concepção original, Artur Xexéo é responsável pela versão brasileira e Thalyson Rodrigues responde pela direção musical, função que desempenha no espetáculo desde 2022. A equipe criativa conta ainda com cenário de Natália Lana, figurinos de Ney Madeira e Dani Vidal, coreografias de Sueli Guerra, desenho de luz de Rogério Wiltgen e desenho de som de Gabriel D’Angelo. Com texto de Marsha Norman e músicas de Brenda Russell, Allee Willis e Stephen Bray, “A Cor Púrpura, o Musical” é baseado no romance homônimo de Alice Walker, uma das obras mais importantes da literatura norte-americana das últimas décadas. Publicado em 1982, o livro fez de Walker a primeira mulher negra a receber o Prêmio Pulitzer de Ficção e atravessou gerações ao abordar, a partir da história de uma mulher, temas como racismo, violência, desigualdade, amor, família, pertencimento e liberdade. A trama acompanha Celie (Suzana Santana), uma mulher negra que cresce no sul dos Estados Unidos, na primeira metade do século XX, enfrentando desde muito jovem uma realidade marcada por violência, submissão e falta de autonomia. Afastada da irmã Nettie (Lola Borges) e entregue em casamento a Mister (Wladimir Pinheiro), ela passa anos submetida às escolhas daqueles que a cercam até que encontros transformadores começam a apresentar outras possibilidades de vida. É a partir de mulheres como a determinada Sofia (Flávia Santana) e a cantora Shug Avery (Aline Serra) que Celie começa a descobrir novas formas de enxergar os afetos, o próprio corpo, seus desejos e, principalmente, a si mesma. Sua jornada atravessa décadas e transforma uma história inicialmente marcada pelo silenciamento em uma narrativa sobre amadurecimento, força, autonomia e reconstrução. Ao colocar a trajetória de Celie no centro da cena, “A Cor Púrpura” aborda questões que permanecem atuais, como desigualdade, racismo, machismo, abuso de poder e violência contra a mulher, ao mesmo tempo em que acompanha uma jornada de amadurecimento, autonomia e transformação. A música tem papel fundamental nessa construção: a trilha sonora transita por gêneros como gospel, jazz, ragtime e blues, ajudando a ambientar a história no sul dos Estados Unidos da primeira metade do século XX e a acompanhar, também musicalmente, as diferentes fases vividas pela protagonista. A força da história ultrapassou as páginas do livro. Em 1985, Steven Spielberg levou A Cor Púrpura aos cinemas em uma adaptação que recebeu 11 indicações ao Oscar. Duas décadas depois, a obra chegou à Broadway em formato musical, com libreto de Marsha Norman e canções de Brenda Russell, Allee Willis e Stephen Bray. Em 2015, uma nova produção conquistou o Tony Award de Melhor Revival de Musical, reafirmando a potência e a permanência da obra nos palcos. A montagem brasileira estreou em 2019 e, desde então, atravessou diferentes temporadas e cidades do país, construindo uma trajetória marcada pelo reconhecimento de público e crítica e se consolidando entre as produções de maior repercussão da Estamos Aqui Produções Artísticas. Para Tadeu Aguiar, levar a obra aos palcos nasceu também do desejo de encontrar um título que unisse provocação artística, emoção e representatividade. “Comprei os direitos de A Cor Púrpura, o Musical em 2018, quando procurava, mais uma vez, algo que me provocasse como artista. Para mim, como cidadão, o espetáculo é uma grande oportunidade. Acho importante falar sobre uma mulher que vence, sobre amor, representatividade negra e feminina. A peça tem muito humor e é emotiva. É um texto de emoção”, afirma Tadeu Aguiar. Ao lado de Suzana Santana, o elenco reúne Wladimir Pinheiro, Flávia Santana, Lola Borges, Jorge Maya, Aline Serra, Nadjane Pierre, Leandro Vieira, Samuel Conze, Tati Christine, Hannah Lima, Vall Coutinho, Cezar Rocafi, Thór Jr., Isaac Belfort, Rodrigo Fernando e Chelle. A equipe se completa com assistência de direção de Flávia Rinaldi, assistência de cenografia de Gisele Batalha e assistência de coreografia de Olívia Vivone. As mídias sociais são de Rafael Nogueira, o design gráfico de Alexandre Furtado e a assessoria de imprensa da GPress Comunicação. Com coordenação de produção de Norma Thiré e produção geral de Eduardo Bakr, “A Cor Púrpura, o Musical” é uma realização da Estamos Aqui Produções Artísticas. A COR PÚRPURA, O MUSICAL Teatro Multiplan | Shopping VillageMall Av. das Américas, 3.900 - Piso SS1 - Barra da Tijuca, Rio de Janeiro - RJ Temporada: 14 a 25 de outubro Datas e horários: Quarta, quinta e sexta - 20h Sábado - 16h e 20h Domingo - 15:30h e 19:30h Ingressos: Plateia VIP Inteira: R$ 360 | Meia-entrada: R$ 180 Ingresso solidário: R$ 260, mediante a entrega de 1 kg de alimento Plateia Inteira: R$ 320 | Meia-entrada: R$ 160 Ingresso solidário: R$ 230, mediante a entrega de 1 kg de alimento Plateia Superior Inteira: R$ 160 | Meia-entrada: R$ 80 Ingresso solidário: R$ 125, mediante a entrega de 1 kg de alimento Frisas Inteira: R$ 120 | Meia-entrada: R$ 60 Ingresso solidário: R$ 90, mediante a entrega de 1 kg de alimento Camarotes Inteira: R$ 120 | Meia-entrada: R$ 60 Ingresso solidário: R$ 90, mediante a entrega de 1 kg de alimento Duração: 165 minutos Classificação etária: 12 anos |
quarta-feira, 21 de outubro de 2026
CULTURA
SAÚDE
IBMR promove campanha de doação de cabelos e lenços para pacientes em tratamento oncológico na Barra
Iniciativa do curso de Estética e Cosmética, com apoio da Lamot, acontece em 26 de outubro
O IBMR promove no próximo dia 26 de outubro, uma campanha de doação de cabelos e lenços para pacientes em tratamento oncológico, no campus Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. A iniciativa é promovida por estudantes da graduação em Estética e Cosmética, com apoio da Liga Acadêmica Multidisciplinar de Oncologia e Terapias Avançadas (Lamot), e integra as ações de conscientização do Outubro Rosa.
“Realizamos a campanha desde 2019 com o objetivo de mobilizar a comunidade em torno de uma causa que impacta diretamente a autoestima e o bem-estar de pessoas que enfrentam o tratamento contra o câncer”, explica Vanessa Marcondi, professora do curso de Estética e Cosmética do IBMR e organizadora da ação, que conta ainda com o apoio da professora Bianca Salazar e do coordenador César Carriço.
Os cabelos e lenços arrecadados serão destinados à ONG Cabelegria, que atua na confecção e distribuição gratuita de perucas para pacientes que tiveram queda capilar em decorrência do tratamento. A ação contará com cabeleireiros profissionais voluntários para realizar os cortes no próprio campus, das 13h30 às 16h30. Quem desejar cortar o cabelo no local deverá se inscrever previamente pelo formulário indicado abaixo.
Para a doação, o cabelo deve ter pelo menos 15 centímetros de comprimento, tanto para quem optar pelo corte no local quanto para quem levar as mechas já cortadas e presas com um elástico. São aceitos todos os tipos de cabelo, inclusive os que passaram por procedimentos químicos. Já os lenços devem ter tamanho suficiente para serem utilizados na confecção de turbantes.
Campanha Outubro Rosa – Doação de Cabelos e Lenços
Data: 26 de outubro
Horário: das 13h30 às 16h30
Local: IBMR Barra (Av. das Américas, 2603 - Barra da Tijuca, Rio de Janeiro)
Inscrições para corte no local: https://forms.cloud.microsoft/
DESAFIOS A EMPREENDER
Júnior, pleno ou sênior? Entenda o que as empresas realmente avaliam em cada nível de carreira
Além da experiência, autonomia, domínio técnico e capacidade de decisão ajudam a definir o nível de responsabilidade esperado pelas empresas
Ao buscar uma oportunidade de trabalho, é comum encontrar posições classificadas como júnior, pleno ou sênior. Apesar de serem termos amplamente utilizados pelas empresas, a diferença entre esses níveis vai além do tempo de experiência profissional. Autonomia, complexidade das atividades, domínio técnico e capacidade de tomar decisões também pesam na definição da senioridade.
A remuneração pode acompanhar essa evolução, mas não existe uma correspondência automática entre cargo, salário e senioridade. Dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostram, por exemplo, que os valores registrados para uma mesma ocupação podem apresentar ampla variação. No caso de Analista de Desenvolvimento de Sistemas, a remuneração vai de R$2.797,86 a R$15.232,38, considerando os valores de piso e teto apresentados.
Essa diferença, porém, não significa que o menor valor corresponda necessariamente a um profissional júnior e o maior a um sênior. Segundo especialistas, fatores como experiência, especialização, complexidade das atividades, autonomia e nível de responsabilidade ajudam a explicar as diferenças dentro de uma mesma ocupação.
“O tempo de experiência é um indicador inicial, mas não determina a senioridade sozinho. O que realmente diferencia os níveis é a combinação entre conhecimento técnico, grau de independência e o impacto direto que o profissional gera nos resultados”, explica Kauã Leandro, especialista em mercado de trabalho e gerente de Novos Negócios do Trabalha Brasil (TBR).
O que muda na prática em cada nível?
Embora as empresas possam adotar critérios próprios, a senioridade costuma estar relacionada ao grau de independência com que o profissional executa suas atividades e à complexidade dos problemas que consegue solucionar. No nível júnior, o profissional geralmente está em uma etapa de desenvolvimento, com maior acompanhamento e orientação para realizar atividades de menor complexidade. O foco está na construção do conhecimento técnico e na aquisição de experiência prática.
No nível pleno, o profissional já apresenta maior domínio das rotinas da função e consegue conduzir suas atividades com mais independência. Também tende a solucionar problemas de média complexidade e contribuir para a melhoria dos processos.
Já o profissional sênior atua com elevado grau de autonomia, costuma ser referência técnica para outros profissionais, lida com situações mais complexas, participa de decisões relevantes e assume maior responsabilidade pelos resultados de suas entregas.
A progressão, portanto, não depende exclusivamente de quantos anos o profissional está no mercado. Duas pessoas com o mesmo tempo de experiência podem estar em níveis diferentes, dependendo das competências que desenvolveram, das responsabilidades que assumem e da complexidade das atividades que desempenham.
Cargo e senioridade não são a mesma coisa
Outro ponto importante é diferenciar o cargo de senioridade. Enquanto o cargo está relacionado à função exercida pelo profissional, a senioridade diz respeito ao nível de experiência, autonomia e complexidade associado à atuação.
Um profissional pode exercer a mesma função ao longo da carreira e assumir responsabilidades progressivamente maiores. Da mesma forma, empresas diferentes podem estabelecer critérios distintos para classificar uma posição como júnior, pleno ou sênior.
Na profissão de Administrador, por exemplo, dados do MTE apontam remunerações que variam de R$3.652,78 a R$9.195,00, demonstrando que os ganhos dentro de uma mesma ocupação podem apresentar diferenças significativas. Assim como no caso do Analista de Desenvolvimento de Sistemas, essa variação salarial não deve ser utilizada isoladamente para determinar a senioridade do profissional.
“Senioridade não deve ser entendida apenas como uma faixa de tempo de carreira ou de remuneração. É preciso observar o quanto aquele profissional consegue atuar de forma independente, lidar com situações complexas, tomar decisões e contribuir para os objetivos da organização”, explica Kauã.
Como identificar seu nível profissional?
Antes de se candidatar a uma vaga classificada como júnior, pleno ou sênior, o profissional pode avaliar o tempo de experiência e o tipo de responsabilidade que já consegue assumir.
Nesse processo, vale observar o grau de autonomia para conduzir as atividades do início ao fim, a capacidade de tomar decisões sem depender de validação a cada etapa e a compreensão sobre como o próprio trabalho impacta os resultados da empresa. Também é importante considerar a capacidade de identificar problemas e propor soluções para situações mais complexas, além de orientar ou apoiar outros profissionais da equipe.
“A senioridade não é um ponto de chegada, mas um processo contínuo de desenvolvimento de maturidade profissional e adaptação às exigências do mercado”, conclui Kauã.

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