sexta-feira, 22 de maio de 2026

QUEM ACONTECE

 QUEM ACONTECE


                                                                                         FLÁVIO BOLSONARO

                

CIDADE

 IBMR abre vagas para pessoas com deficiência no Rio de Janeiro

Oportunidades são voltadas para áreas acadêmicas e administrativas e fazem parte das ações de inclusão da instituição

O IBMR, integrante do Ecossistema Ânima, está com vagas abertas para pessoas com deficiência no Rio de Janeiro. A iniciativa faz parte das ações da instituição voltadas à inclusão, diversidade e ampliação do acesso ao mercado de trabalho no ambiente universitário carioca.

As vagas contemplam funções como mediador pedagógico, auxiliar administrativo, analista de desenvolvimento de negócios, entre outras atividades operacionais. Com unidades na Barra, Catete e Botafogo, o IBMR busca fortalecer ambientes mais acessíveis e diversos dentro do setor educacional.

As inscrições são realizadas por meio de um banco de talentos exclusivo para pessoas com deficiência. A iniciativa permite que os candidatos façam o cadastro e sejam considerados para vagas alinhadas ao perfil profissional e às demandas da instituição.

PET

 

Colesterol elevado em cães e gatos pode revelar doenças ocultas

Condição muitas vezes silenciosa geralmente está associada a diabetes, hipotireoidismo e obesidade

Durante muito tempo, o colesterol foi tratado como um marcador quase exclusivo da saúde humana. O que poucos responsáveis sabem é que cães e gatos também podem apresentar alterações nos níveis de colesterol e, embora as consequências sejam diferentes, o alerta clínico é igualmente relevante.

Na medicina veterinária, o aumento do colesterol no sangue é chamado de hipercolesterolemia e a principal diferença é que, nos pets, essa alteração raramente está associada à aterosclerose clinicamente significativa, sendo eventos cardiovasculares, como infarto, extremamente incomuns na rotina clínica de cães e gatos. “O colesterol elevado nesses animais geralmente é secundário a outras doenças. Ele não é o problema principal, mas um indicativo importante que precisa ser investigado com atenção”, explica a médica-veterinária e consultora da rede de farmácias de manipulação veterinária DrogaVET, Farah Ramalho.

Como o colesterol atua no organismo dos pets

O colesterol é uma gordura essencial para o organismo, presente em todas as células, que participa da produção de hormônios, da síntese de vitamina D e da formação das membranas celulares. No sangue, é transportado por lipoproteínas como LDL e HDL, conhecidas, respectivamente, como “colesterol ruim” e “colesterol bom” na medicina humana.

Em cães e gatos, essa classificação existe do ponto de vista bioquímico, mas seu impacto clínico é diferente. “Os animais apresentam menor predisposição à formação de placas ateroscleróticas, em parte devido à predominância de HDL e diferenças no metabolismo lipídico, o que torna eventos cardiovasculares extremamente raros”, reforça a veterinária.

Principais causas e sinais de alerta

A hipercolesterolemia pode ser primária, mais rara e geralmente de origem genética, ou secundária, sendo esta a forma mais comum na rotina clínica. Entre as principais causas estão hipotireoidismo (principalmente em cães), diabetes mellitus, hipercortisolismo (síndrome de Cushing), doenças hepatobiliares (como colestase), pancreatite, obesidade e dietas inadequadas. Em gatos, a hipercolesterolemia é menos comum como achado isolado, estando frequentemente associada a doenças como diabetes mellitus, lipidose hepática e colestase.

Na maioria dos casos, a alteração não provoca sinais clínicos evidentes, o que torna o diagnóstico ainda mais desafiador. Quando presentes, podem incluir alterações oculares, como lipemia retiniana, e, raramente, xantomas cutâneos; além disso, a hiperlipidemia pode atuar como fator predisponente para pancreatite, especialmente em cães. “O grande risco não está apenas no colesterol em si, mas nas doenças que ele pode estar sinalizando”, destaca Farah.

SHOW

Sorriso Maroto grava novo projeto no Rio de Janeiro com participações especiais


Sandro Mendonça

O Galpão do Engenhão foi palco ontem, dia 20 de maio, de mais um projeto especial do Sorriso Maroto. O “Sorriso Eu Gosto No Pagode – Lado B” reuniu, como o nome já diz, as canções do chamado “lado B” do grupo e em breve será lançado no Youtube e nas plataformas.

Entre as participações especiais que o Sorriso recebeu no palco, estiveram Ferrugem, Grupo Benzadeus, Darlan, Belo, Renan Oliveira, Samba de Dom, Thiaguinho, Lucas Morato, Fabinho, Péricles, Marvvila, Yan, Ludmilla, Gamadinho, Kamisa 10, Dilsinho, Davi Quaresma, Akatu, Mumuzinho, Manda Lynn, Farias, Turma do Pagode, Som de Faculdade, Thiago Soares e Xande de Pilares com Revelação.

A gravação do “Sorriso Eu Gosto No Pagode – Lado B” faz parte da tríade pensada pelo grupo. Na primeira etapa, em homenagem aos 25 anos de carreira, lançaram o “Sorriso Eu Gosto no Pagode Vol. 1, no qual cantaram com os amigos da cena, parte do repertório das antigas, e a tour “Sorriso As Antigas”. “Foi um marco na nossa vida cantar com tantos artistas importantes e com a tour passando duas vezes pelo Maracanã e recorde de público. E, no digital, o álbum “Sorriso Eu Gosto no Pagode Vol. 1” se tornou o álbum mais ouvido no grupo de todos os tempos”, comemora Bruno Cardoso.

Na segunda etapa, o Sorriso Maroto homenageou os ídolos nos projetos “Sorriso Eu Gosto no Pagode – Volumes 2, 3 e 4”, cantando canções de Exaltasamba e Soweto (Vol. 2), Raça Negra e Só Pra Contrariar (Vol. 3) e Fundo de Quintal (Vol. 4). “Ganhamos um Grammy na homenagem feita ao Fundo de Quintal, com um álbum gravado no Abbey Road, em Londres. O nosso intuito nessa fase foi mostrar de onde viemos e quem são os artistas que nos fizeram ser o Sorriso de hoje”, contou o vocalista.

E, agora, com a terceira e última ponta, o intuito é trazer à tona quem são os artistas da cena, de hoje e do futuro próximo. “Ultimamente o Sorriso vem sendo muito regravado por essa safra nova de artistas do samba/pagode, então nos perguntamos: por que não gravarmos juntos?”, explica Bruno.

Segundo o cantor, há muito tempo não se via uma cena tão aquecida na rua e agora no digital também. Cada faixa trouxe um artista já consagrado junto com um artista da nova geração. “Acredito que será uma grande oportunidade de o público brasileiro conhecer as novas caras do pagode através desse trabalho. E, além disso, curtirem as canções “lado B” do Sorriso”, completa.

AUTOMOTIVO


Adicional de periculosidade para motociclistas passa a ser obrigatório e exige adequação imediata das empresas

Nova regulamentação entrou em vigor em abril de 2026 e amplia custos trabalhistas para empresas que utilizam motocicletas em suas operações

Desde o dia 3 de abril de 2026, empresas que contam com profissionais que utilizam motocicleta como ferramenta habitual de trabalho passam a ser obrigadas a pagar adicional de periculosidade de 30% sobre o salário-base desses empregados. A medida foi regulamentada pela Portaria MTE nº 2.021/2025, que incluiu a atividade no Anexo V da Norma Regulamentadora nº 16 (NR-16), encerrando um longo período de insegurança jurídica sobre o tema.

Embora a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) já previsse, desde 2014, o enquadramento da atividade como perigosa, a ausência de critérios objetivos e as divergências nos tribunais dificultavam a aplicação prática da norma. Com a nova regulamentação, o cenário muda de forma significativa.

“A principal mudança é que o tema deixa de ser interpretativo e passa a ser objetivo. A partir de agora, não há mais espaço para discussão sobre o direito em si, mas sim sobre o enquadramento das atividades dentro dos critérios definidos pela norma”, explica Bianca Andrade, coordenadora da área de Relações de Trabalho e Consumo do Andrade Silva Advogados.

Segundo a especialista, a regulamentação estabelece que o simples deslocamento em motocicleta a serviço da empresa, em vias públicas, já caracteriza exposição a risco acentuado, desde que ocorra de forma habitual. Por outro lado, a norma também delimita situações em que o adicional não se aplica, como o uso exclusivo em áreas internas ou o deslocamento entre residência e trabalho.

Outro ponto de atenção é o impacto financeiro para as empresas. Por ter natureza salarial, o adicional de periculosidade incide sobre férias, 13º salário, FGTS, horas extras e verbas rescisórias, ampliando o custo total da folha.

“Não se trata apenas de um aumento pontual de 30%. Esse adicional gera reflexos em toda a estrutura de encargos trabalhistas, o que exige planejamento e revisão orçamentária, especialmente para empresas com equipes externas ou operações logísticas”, destaca Bianca.

A mudança impacta diretamente áreas de Recursos Humanos e Departamento Pessoal, que devem realizar o mapeamento das funções afetadas, revisar contratos e atualizar a folha de pagamento. Profissionais como técnicos externos, vendedores e prestadores de serviço que utilizam motocicleta com frequência também podem se enquadrar na nova regra.

Para a advogada, o momento exige atenção e ação rápida por parte das empresas. “Estamos diante de uma mudança que transforma um cenário de incerteza em uma obrigação clara. A ausência de adequação pode gerar autuações administrativas e passivos trabalhistas relevantes”, alerta.

A recomendação é que as empresas revisem seus processos internos e busquem orientação especializada para garantir conformidade com a nova legislação, evitando riscos jurídicos e financeiros.