terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

ESPORTE

                          

João Fonseca é o favorito para conquistar título histórico em casa no Rio Open, segundo a Betnacional

Triunfo seria a segunda conquista de um ATP 500 para o tenista de 19 anos e atual número 38 do mundo

O brasileiro João Fonseca é o tenista mais cotado para vencer o Rio Open, que vai até o dia 22 de fevereiro no Jockey Club Brasileiro, no Rio de Janeiro. A revelação de 19 anos e atual número 38 do mundo aparece como o favorito de acordo com a Betnacional, patrocinadora oficial do torneio que desde 2014 traz o esporte para o saibro carioca.

Fonseca tem 18% de chances de conquistar o troféu em seu país natal, segundo a Betnacional. O triunfo seria o seu segundo título de um ATP 500. Em outubro do ano passado, o tenista arrebatou o ATP da Basileia, na Suíça, tornando-se o primeiro brasileiro a vencer um ATP 500 desde que a categoria foi criada, em 2009. Eventos desse status conferem 500 pontos ao campeão no ranking da Associação de Tenistas Profissionais (ATP).

O maior adversário do brasileiro é Francisco Cerundolo, que tem 15% de chances de ser campeão do Rio Open, segundo a Betnacional. Décimo nono no ranking, o argentino de 27 anos chega com confiança após ter sido campeão do ATP de Buenos Aires neste domingo (15). A final foi contra o italiano Luciano Darderi, 21º do ranking, que figura como o terceiro na lista de favoritos ao título na capital fluminense, com 10%.

O atual campeão do Rio Open é o quarto com mais chances: o argentino Sebastian Baez defende seu título com 9% de probabilidade implícita de conquistar o bicampeonato. Baez está na 32ª posição no ranking mundial.

Outros conterrâneos de Baez, Tomás Martin Etcheverry e Camilo Ugo Carabelli vêm na sequência, com 8% de chance de vencer o Rio Open. A lista da Betnacional segue com três europeus: o croata Dino Prizmic (6%), o italiano Matteo Berrettini (6%) e o francês Alexandre Muller (5%). O chileno Alejandro Tabilo fecha o top 10 com 3%.

Veja abaixo os 15 tenistas com mais chances de vencer o Rio Open de 2026:

  1. João Fonseca - 18% de chance de ser campeão do Rio Open (odd de 5)
  2. Francisco Cerundolo - 15% (odd de 6)
  3. Luciano Darderi - 10% (odd de 8.45)
  4. Sebastian Baez - 9% (odd de 9.45)
  5. Tomás Martin Etcheverry - 8% (odd de 11)
  6. Camilo Ugo Carabelli - 8% (odd de 11)
  7. Dino Prizmic - 6% (odd de 14.90)
  8. Matteo Berrettini - 6% (odd de 14.90)
  9. Alexandre Muller - 5% (odd de 16.90)
  10. Alejandro Tabilo - 3% (odd de 25.90)
  11. Francisco Comesana - 3% (odd de 25.90)
  12. Daniel Altmaier - 3% (odd de 28.90)
  13. Vit Kopriva - 3% (odd de 28.90)
  14. Dusan Lajovic - 2% (odd de 34)
  15. Outros tenistas somados - 1%

Super odds

Além do mercado para o vencedor do Rio Open e para as partidas do torneio, a Betnacional também conta com as chamadas super odds, que turbinam o retorno do apostador com um bônus além das odds tradicionais estipuladas pela casa de apostas. Por exemplo, caso Gustavo Heide vença Kopriva e Fonseca vença Yannick Hanfmann, a odd será de 20 ao invés de 17.43 (para cada real apostado, se a aposta se confirmar, R$17,43 reais).

Da mesma forma, caso Baez, Fonseca, Cerundolo e Carabelli vençam por 2 sets a 0 no round de 32, o apostador que tiver confiado que os quatro tenistas triunfem sem perder um set receberá 20 de odd, frente aos 15 estipulados pela Betnacional antes da bonificação. Existem outras duas super odds ativas na plataforma da Betnacional, que continuará oferecendo bônus durante as demais fases do torneio.

A Betnacional convida os fãs do esporte a participarem de ativações no estande da marca no Rio Open, ativo durante os nove dias do torneio e repleto de atividades interativas.

DESAFIOS A EMPREENDER

 Balanço do Trabalha Brasil indica avanço do Jovem Aprendiz em 2025 e aponta espaço para novas contratações

Os dados da plataforma convergem com informações do governo federal, que apontam recorde histórico no número de aprendizes ativos

Ao longo de 2025, milhões de jovens acessaram a plataforma do Trabalha Brasil (TBR) em busca da primeira experiência profissional. No Rio de Janeiro, foram registradas mais de 360 mil visualizações de vagas e cerca de 3,2 milhões de candidaturas para posições de Jovem Aprendiz.

Em São Paulo, o volume ultrapassou 112 mil visualizações e 2,07 milhões de candidaturas. Minas Gerais, Pernambuco e Paraná também concentraram níveis elevados de interesse, o que indica que a procura pelo programa está distribuída entre diferentes regiões do país.

Para Kauã Leandro, gerente de Novos Negócios do TBR, esse comportamento sinaliza uma mudança estrutural na forma de ingresso dos jovens no mercado de trabalho.

“Os dados do Trabalha Brasil mostram que o Jovem Aprendiz se consolidou como o principal caminho de entrada dos jovens no emprego formal. A procura elevada indica alinhamento entre o modelo do programa e as expectativas dessa geração, que busca formação profissional e compatibilidade com os estudos”, afirma.

Do lado das empresas, os anúncios de vagas acompanharam a dinâmica da atividade econômica. Em 2025, São Paulo liderou o número de oportunidades publicadas no TBR, com 11.495 vagas, seguido por Rio de Janeiro (7.393), Minas Gerais (3.690), Paraná (3.317) e Pernambuco (2.669). 

Segundo Kauã Leandro, o avanço da oferta reflete um processo gradual de amadurecimento das organizações. “A aprendizagem profissional deixou de ser vista apenas como uma exigência legal. Muitas empresas passaram a incorporar o Jovem Aprendiz como parte da estratégia de formação e renovação da força de trabalho”, avalia.

Os dados do TBR dialogam com os números divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, que registrou mais de 715 mil aprendizes ativos em novembro de 2025, o maior patamar da série histórica, segundo o Novo Caged.

A legislação obriga empresas de médio e grande porte a destinarem de 5% a 15% de seus postos a aprendizes, garantindo direitos trabalhistas, jornada compatível com os estudos e formação técnico-profissional. Para 2026, o governo federal prevê a manutenção das ações de estímulo ao programa, incluindo fiscalização do cumprimento das cotas e reajuste da remuneração dos aprendizes, atrelado ao salário mínimo. A expectativa é de continuidade da expansão do número de contratos, em um cenário de fortalecimento do emprego formal.

Na leitura do TBR, a combinação entre elevada procura dos jovens, oferta consistente de vagas e ambiente institucional favorável cria condições para a expansão da aprendizagem profissional ao longo de 2026. “Existe espaço para crescimento, com interesse contínuo dos jovens e disposição das empresas em ampliar seus programas”, conclui Leandro.

Trabalha Brasil

O Trabalha Brasil é composto por um time de mais de 100 profissionais de tecnologia e Recursos Humanos, que se dedicam para aprimorar a plataforma que atende cada vez mais as necessidades dos trabalhadores, que buscam dignidade financeira por meio do trabalho.

SAÚDE

 Além do improviso: O caminho estratégico para clínicas transformarem o início do ano em crescimento real

Especialista aponta como estratégias de indicação, retomada de contatos e datas sazonais formam três pilares de atuação para transformar a oscilação do mercado em previsibilidade de receita

O começo do ano tem se consolidado como um período decisivo para clínicas e consultórios que buscam ampliar a taxa de conversão, reduzir ociosidade na agenda e fortalecer o relacionamento com pacientes. 

Dados do relatório Panorama das Clínicas e Hospitais 2025, elaborado pela Doctoralia em parceria com a Feegow, mostram que 59% dos gestores da área da saúde colocam o aumento do faturamento como prioridade no primeiro trimestre, embora apenas 24% operem com estratégias estruturadas de conversão e relacionamento.

Esse descompasso abre espaço para ações que, quando bem planejadas, deixam de ser campanhas pontuais e passam a integrar a gestão comercial das clínicas. Para Ricardo Novack, administrador e sócio-diretor do Grupo ICOM, o início do ano concentra fatores comportamentais que favorecem esse tipo de movimento. “O paciente entra no ano com maior disposição para resolver pendências, reorganizar prioridades e investir em saúde. Clínicas que entendem esse comportamento conseguem planejar melhor e ganhar previsibilidade”, afirma.

A partir da experiência com clínicas atendidas pelo GrupoNovack destaca três estratégias que podem ser usadas como alavancas no início do ano e que dialogam diretamente com esse momento do consumidor.

A primeira é a indicação com cashback. Segundo o especialista, esse movimento fortalece o vínculo com pacientes já ativos e estimula novos fechamentos. O crédito gerado pode ser usado em tratamentos futuros ou transferido para algum familiar ou amigo, ampliando o ciclo de relacionamento.

A segunda frente envolve a reativação de follow-up com pacientes que passaram pela primeira consulta, mas não avançaram para o tratamento. Para Novack, esse grupo representa uma oportunidade. “Muitas decisões não foram recusas definitivas, mas adiamentos. O início do ano é um bom momento para retomar o contato, entender objeções e reabrir a conversa de forma consultiva”, afirma. 

A terceira estratégia apontada é o uso do timing do Carnaval como meio de comunicação. A proximidade da data costuma aumentar a atenção do público para temas ligados à estética, bem-estar e imagem pessoal. Para o especialista, campanhas conectadas ao calendário social reduzem a resistência e aceleram decisões.

O ponto central é que o primeiro trimestre deixou de ser apenas um período de retomada operacional e passou a exigir visão estratégica. Clínicas que entram no ano com planejamento comercial, leitura de comportamento do paciente e ações alinhadas ao calendário conseguem reduzir improvisos ao longo dos meses seguintes. “Aproveitar o início do calendário para alinhar ações de retomada e fidelização é o que diferencia clínicas que sofrem com agendas vazias daquelas que crescem de forma sustentável” afirma Novack.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

DIREITO & TRIBUTAÇÃO

 O caso Master e o desgaste institucional do STF






Claudio Carneiro





O caso do Banco Master não é apenas mais um escândalo no noticiário político, financeiro e econômico brasileiro. Ele se transformou em um estresse institucional para o Supremo Tribunal Federal, expondo tensões internas, dúvidas sobre governança e, sobretudo, o risco de erosão da confiança pública na mais alta Corte do país. As investigações envolvendo fraudes bilionárias e que levaram à liquidação da instituição pelo Banco Central, logo ultrapassaram o campo estritamente financeiro. O episódio passou a envolver decisões do STF, pedidos da Polícia Federal, manifestações do Ministério Público, reações do Congresso Nacional e suspeita de gravações indevidas, transformando-se em um caso emblemático de tensão entre poderes.

A atuação do ministro Dias Toffoli na relatoria – com decisões sucessivas sobre foro, sigilo, acesso a provas e condução de diligências – foi alvo de forte escrutínio público e de pedidos formais de suspeição, diante de citações a seu nome em mensagens de Daniel Vorcaro, principal investigado. Ainda que, em um primeiro momento, o colegiado tenha afastado a suspeição e preservado a validade dos atos por ele praticados, o fato de, após reunião convocada pelo presidente Edson Fachin, o ministro D

Mais do que discutir questões jurídico-processuais, ou seja, se esta ou aquela decisão foram tecnicamente corretas e o se o ministro deveria ou não se afastar do caso, o que se consolidou foi a percepção de que o episódio marcou um ponto de inflexão na forma como a sociedade enxerga o STF: a Corte que deveria oferecer estabilidade apareceu, aos olhos de muitos, como parte do próprio problema.

Crises são inevitáveis em qualquer entidade, mas o grau e o modo como elas são administradas determina se fortalecem ou corroem a instituição. No caso Master, análises têm apontado sinais de autodefesa interna, dificuldade em lidar com potenciais conflitos de interesse e uma resposta corporativa a questionamentos legítimos da sociedade.

Apesar da sua saída da relatoria, a rejeição da suspeição de Dias Toffoli pelo colegiado, combinada com a preservação formal de seus atos e a solução pela redistribuição, foi lida por parte da opinião pública como uma tentativa de encerrar a crise sem enfrentá-la plenamente. Ainda que juridicamente defensável, essa estratégia cobra um preço institucional, pois alimenta a ideia de que pode existir uma zona de proteção, imune a mecanismos ordinários de responsabilização. Afinal, não seria ético que com evidências de que seu nome haveria sido citado no caso, o próprio ministro pedisse imediatamente o seu afastamento da relatoria? Coloca-se, portanto, mais uma pitada na discussão sobre a necessidade do código de ética.

Quando suspeitas, ainda em apuração, tocam diretamente ministros da Suprema Corte, o efeito simbólico é profundo: abala a imagem do juiz imparcial e amplia a distância entre o Poder Judiciário e a sociedade. Nessas horas, a forma como o STF comunica suas decisões, explicita seus critérios de impedimento e suspeição e lida com potenciais conflitos de interesse é tão relevante quanto o resultado final dos julgamentos.

Em um ambiente de juros altos e crescimento modesto, cada sinal de insegurança institucional pesa no cálculo de risco de investidores e instituições financeiras. No caso Master, a combinação de crise bancária, intervenção judicial em temas tradicionalmente técnicos do Banco Central e incerteza sobre o rumo das investigações gerou ruído adicional em um sistema que depende de previsibilidade. Economistas e analistas de mercado têm alertado que a judicialização de decisões regulatórias, somada à percepção de instabilidade no topo do Poder Judiciário, pode elevar prêmios de risco, encarecer o crédito e restringir investimentos em setores sensíveis, inclusive com impacto em arrecadação tributária futura. A mensagem é simples, ainda que desconfortável, quando a confiança nas instituições se fragiliza, o custo do dinheiro sobe, a disposição de investir cai e o espaço fiscal para políticas públicas se estreita.

Assim, o desgaste institucional do STF não é apenas um problema de imagem ou narrativa. Ele apresenta reflexos concretos sobre o ambiente de negócios, as expectativas de longo prazo e a capacidade do Estado de financiar suas próprias promessas. Em um país em que boa parte da litigiosidade tributária acaba nas mãos do Supremo, isso deveria preocupar tanto quanto qualquer discussão sobre alíquotas.

É importante registrar que, até o momento, muitas das suspeitas ventiladas seguem em apuração, sem conclusões definitivas sobre eventuais ilícitos atribuídos a agentes específicos. Contudo, só o que foi aventado até agora, já foi suficiente para causar um abalo à imagem do tribunal. Aguardemos o que virá depois com o desenrolar da investigação e do processo! 

Frise-se que o caso Master é só mais um entre outros que afetaram a imagem institucional do STF e desgastaram a imagem de alguns ministros. Este episódio escancarou a urgência de reforçar regras claras de transparência, prevenção de conflitos de interesse, impedimento e suspeição, assim como de aperfeiçoar formas de controle interno e externo sobre o próprio STF. Não se trata de enfraquecer o STF, mas de proteger sua legitimidade como Corte Suprema. Afinal, quanto mais alto for o tribunal, maior deve ser seu compromisso com a imparcialidade, lisura e padrões éticos visíveis e verificáveis. Esse é o caminho para que decisões impopulares, quando necessárias, sejam aceitas como fruto de convicção jurídica – e não de arranjos opacos.

Uma das principais lições que o caso Master apresenta é que a autoridade do STF não se sustenta apenas em sua competência constitucional, mas na confiança de que seus julgamentos não pertencem a ninguém – nem a bancos, nem a governos, nem a corporações, nem aos próprios ministros. Quando essa confiança vacila, o preço é pago – como sempre – por toda a sociedade.


Por Claudio Carneiro

(Advogado e PhD em Direito)

@claudiocarneirooficial