terça-feira, 9 de junho de 2026

ESPORTE

 Copa do Mundo: Combinação de estresse emocional e excessos acende alerta para a saúde cardiovascular e mental

Especialistas da UniCesumar explicam como a tensão das partidas e a quebra de rotina afetam o organismo e orientam sobre os cuidados necessários para evitar crises hipertensivas e infartos

Com a chegada da Copa do Mundo 2026, a rotina dos torcedores brasileiros sofre alterações imediatas, com a criação de um cenário de atenção para a saúde pública devido à alta carga emocional das partidas decisivas somada ao aumento no consumo de bebidas alcoólicas e alimentos ultraprocessados.

"Essa combinação gera um impacto cardiovascular direto e em curto prazo. O excesso de sódio eleva a pressão arterial, enquanto o álcool contribui para a desidratação e para alterações no ritmo cardíaco. Quando associados ao estresse intenso de um jogo, esses fatores sobrecarregam o organismo e podem precipitar crises hipertensivas e arritmias graves, especialmente em pacientes que já possuem histórico de doenças cardiovasculares", alerta Rafael Battilani, cardiologista e professor do curso de Medicina da UniCesumar de Maringá.

Durante os jogos, o organismo entra em um estado de alerta comparável a situações de estresse agudo. Há a ativação do sistema nervoso simpático, que provoca o aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial. Em pessoas sem condições pré-existentes, essas alterações são temporárias. No entanto, para grupos de risco, o impacto pode ser deletério.

“Em pacientes com hipertensão, diabetes, obesidade ou histórico de infarto, isso pode precipitar descompensações. Sintomas como aperto no peito, falta de ar súbita, palpitações duradouras e sensação de desmaio nunca devem ser ignorados e exigem atendimento imediato”, complementa o docente.

Saúde mental e o gerenciamento do estresse

Além dos impactos físicos, o evento esportivo atua diretamente na saúde mental. O futebol promove uma experiência coletiva que gera picos de euforia e frustração em curtos períodos de tempo. A ansiedade pré-jogo é uma resposta natural do corpo, mas passa a ser um problema de saúde quando afeta o sono, a concentração no trabalho e as relações interpessoais.

“O comportamento em grupo intensifica as reações emocionais, tornando as emoções contagiosas. É fundamental que o torcedor observe seus próprios sinais físicos de tensão e aplique estratégias de autocuidado para regular o estresse. A resiliência emocional se fortalece quando compreendemos que o esporte deve ser uma fonte de lazer e integração social, e não um gatilho para o sofrimento constante”, afirma Andrea Rua, coordenadora do curso de Psicologia da UniCesumar de Curitiba.

Medidas práticas de prevenção

Para que o período do campeonato seja aproveitado de forma segura, os especialistas da UniCesumar destacam diretrizes práticas de prevenção:

  • Adesão aos tratamentos: pacientes com doenças crônicas não devem, sob nenhuma circunstância, interromper o uso das medicações prescritas.
  • Moderação no consumo: reduzir a ingestão de alimentos ricos em gordura e sódio. O consumo de álcool deve ser intercalado com a hidratação contínua com água.
  • Higiene do sono: manter a rotina de descanso estruturada, adaptando-se com cautela aos horários alternativos das partidas.
  • Regulação emocional: praticar exercícios de respiração nos momentos de maior tensão e focar na convivência social positiva.

“A Copa do Mundo é um momento de união. Com atenção aos limites do corpo e manutenção de hábitos preventivos, é possível acompanhar a competição protegendo a integridade física e mental”, conclui Andrea Rua.

ESPORTE

 Decidir sem todas as respostas: 6 lições de Guga Kuerten para líderes em tempos de incerteza

Tricampeão de Roland Garros compartilhou no Senior Experience aprendizados sobre adaptação, resiliência e tomada de decisão sob pressão que podem ser aplicados ao mundo dos negócios

Em um cenário empresarial marcado por transformações constantes, pelo avanço da inteligência artificial, por mudanças aceleradas de mercado e pela pressão crescente por resultados, esperar ter todas as respostas antes de tomar uma decisão pode ser um dos maiores riscos para uma liderança. Foi justamente sobre esse desafio que o ex-tenista Gustavo Kuerten refletiu durante sua participação no Senior Experience, evento promovido pela Senior Sistemas, em maio no Transamérica Expo Center, em São Paulo.

Diante de uma plateia formada por executivos, empresários e líderes de diferentes setores, Guga compartilhou histórias dos momentos mais decisivos de sua carreira para mostrar que a alta performance raramente nasce da certeza absoluta. Ela surge da combinação entre preparação, capacidade de adaptação e confiança para agir mesmo diante do desconhecido.

“Hoje as consequências das decisões estão cada vez mais distantes do nosso controle. A gente faz uma pequena parte e, ao mesmo tempo, precisa criar uma convicção tão forte que consegue transmitir tranquilidade e confiança”, afirmou.

A reflexão encontra eco em uma realidade comum aos líderes corporativos. Em um ambiente de negócios cada vez mais complexo, o papel do gestor deixou de ser encontrar respostas perfeitas e passou a ser interpretar cenários, ajustar rotas rapidamente e mobilizar equipes diante das incertezas.

A importância de ler o cenário em tempo real

Ao relembrar sua histórica vitória sobre o russo Yevgeny Kafelnikov em Roland Garros, em 1997, quando ainda era um jovem desconhecido no circuito internacional, Guga revelou que entrou em quadra acreditando que não tinha chances reais de vencer.

O que mudou o rumo da partida não foi um plano milagroso, mas a capacidade de observar sinais durante o jogo. “Eu estava perdendo por dois sets a um quando percebi um detalhe: ele respirou fundo. Aquilo mostrou que ele também estava sofrendo. Foi o sinal que eu precisava”, lembrou.

Para o ex-tenista, a principal habilidade em situações complexas é manter a atenção constante ao ambiente e às mudanças de contexto: “É fundamental estar disposto a observar o cenário o tempo inteiro e estar atento às mudanças.”

A lógica é semelhante à vivida por empresas diante de mercados voláteis. Nem sempre o diferencial está na estratégia inicial, mas na capacidade de interpretar novos sinais e reagir antes da concorrência.

Quando o plano precisa mudar

Outro aprendizado compartilhado por Guga diz respeito à necessidade de abandonar rapidamente estratégias que não funcionam.

Ao lembrar dos confrontos contra Pete Sampras, um dos maiores nomes da história do tênis, o brasileiro contou que precisou perder diversas vezes até encontrar uma forma competitiva de enfrentá-lo.

“Eu tentava de um jeito, depois de outro, até encontrar uma forma de ganhar mais tempo e entrar na disputa. Quando consegui isso, percebi que tinha chance.”

Segundo ele, a repetição de experiências constrói repertório para lidar com situações futuras.

No mundo corporativo, essa lógica se traduz na importância de testar, aprender e ajustar continuamente. Empresas que interpretam erros apenas como fracassos tendem a perder oportunidades de aprendizado e evolução. Já organizações que transformam experiências em aprendizado aumentam sua capacidade de resposta diante dos desafios.

Instinto ajuda. Planejamento é obrigatório.

Durante a conversa, um dos temas centrais foi a relação entre planejamento e intuição. Para Guga, existe espaço para ambos, mas eles desempenham papéis diferentes. “O instinto ajuda nos dias especiais. O plano orienta. Ele é obrigatório.”

O tricampeão destacou que os maiores atletas da história se diferenciam justamente pela quantidade de alternativas que conseguem acessar diante de um problema inesperado. 

“Federer, Nadal, Djokovic, Alcaraz. Eles são incríveis porque têm milhares de planos prontos na cabeça.”

A mensagem dialoga diretamente com a realidade dos negócios. Em tempos de transformação digital e inovação acelerada, as empresas mais resilientes não são necessariamente aquelas que acertam sempre na primeira tentativa, mas as que desenvolvem diferentes caminhos para atingir seus objetivos.

Resiliência como vantagem competitiva

Ao longo da masterclass, Guga também reforçou que a persistência continua sendo uma das competências mais subestimadas da alta performance.

Ele relembrou derrotas duras, partidas perdidas por detalhes e momentos em que parecia impossível alcançar seus objetivos. Em vez de interpretar esses episódios como pontos finais, ele transformou cada experiência em combustível para evoluir.

“Tem que persistir. Sempre tem um jeito.”

A frase resume uma das mensagens mais relevantes para executivos que enfrentam cenários adversos: resultados extraordinários raramente são construídos por trajetórias lineares. Eles costumam ser consequência da capacidade de continuar avançando, mesmo quando os resultados ainda não apareceram.

Nenhuma grande conquista é individual

Outro ponto destacado por Guga foi o papel das pessoas na construção da excelência.

Ao recordar sua trajetória, ele atribuiu parte significativa de seus resultados à rede de apoio formada por treinadores, familiares, amigos e profissionais que estiveram ao seu lado ao longo da carreira.

“Não tem como chegar a um desafio do tamanho do mundo e fazer sozinho.”

Para líderes empresariais, o recado é claro: decisões complexas exigem inteligência coletiva. Em um contexto onde o conhecimento está cada vez mais distribuído, a capacidade de formar times complementares e construir confiança tornou-se tão importante quanto a competência técnica.

A melhor decisão é continuar aprendendo

Ao final da conversa, Guga foi questionado sobre o que considera uma boa decisão. Sua resposta sintetizou a filosofia que o levou ao topo do esporte mundial: “A melhor decisão é continuar aprendendo.”

Segundo ele, a excelência não está ligada à ausência de erros, mas à disposição permanente para evoluir, corrigir rotas e aproveitar cada experiência como oportunidade de crescimento.

A mensagem encerrou a participação do ex-tenista com um ensinamento que vai além do esporte: em um mundo cada vez mais imprevisível, a vantagem competitiva não pertence necessariamente a quem sabe mais, mas a quem aprende mais rápido.

SHOW

 Disney On Ice no Brasil estreia, na próxima quarta-feira, na Farmasi Arena, no Rio de Janeiro

Nova superprodução promete encantar famílias com personagens que marcaram gerações

Feld Entertainment.
 
A magia está prestes a ganhar vida no gelo. Na próxima quarta-feira (17/06), acontece a estreia de Disney On Ice: Festa em Família, espetáculo que transforma algumas das histórias mais amadas da Disney em uma superprodução de alcance internacional. Em cena, personagens inesquecíveis, trilhas marcantes e números de patinação de alto nível se unem a cenários monumentais, efeitos especiais e centenas de figurinos para criar uma experiência visual capaz de transportar o público para dentro dos universos que encantam gerações há décadas.
 
Disney On Ice: Festa em Família é uma celebração dos laços que unem pais, filhos, irmãos e amigos por meio de personagens que fazem parte da memória afetiva de milhões de pessoas. A temporada brasileira tem início na Farmasi Arena, onde o público poderá conferir as primeiras apresentações entre os dias 17 e 21 de junho, dando início a uma das atrações familiares mais aguardadas do ano. Após a estreia, a produção segue para São Paulo, com sessões no Ginásio Ibirapuera, de 24 a 28 de junho, e na Vibra, entre 2 e 5 de julho.
 
Reconhecido mundialmente por transformar o gelo em palco para histórias extraordinárias, Disney On Ice retorna ao país com uma montagem que combina tecnologia, arte e emoção em escala grandiosa. A abertura da temporada na próxima semana marca o encontro entre o público brasileiro e uma produção que percorre o mundo encantando plateias e reafirma por que o espetáculo se tornou um dos maiores fenômenos do entretenimento familiar ao vivo.
 
Reconhecido mundialmente por transformar o gelo em um palco de emoções, Disney On Ice retorna ao país com uma produção inédita que reúne personagens de diferentes universos Disney em uma jornada repleta de música, aventura, efeitos visuais impressionantes e momentos inesquecíveis para todas as idades.


Entre os destaques desta edição está a aguardada estreia de Stitch e Angel, de Lilo & Stitch, no gelo pela primeira vez na América Latina. A dupla promete conquistar o público com apresentações cheias de energia, diversão e espírito aventureiro.
 
O espetáculo também traz ao rinque personagens que se tornaram ícones da cultura pop contemporânea. Elsa e Anna, de Frozen, conduzem o público por uma história marcada por coragem, afeto e união familiar. Já Mirabel e a família Madrigal, do premiado Encanto, levam ao gelo toda a magia de uma narrativa que conquistou espectadores ao redor do mundo.
 
Com mais de quatro décadas de história, Disney On Ice se consolidou como uma das maiores produções de entretenimento ao vivo do planeta. Desde 1981, o espetáculo percorre diferentes países promovendo encontros entre gerações por meio de histórias que atravessam o tempo e seguem emocionando públicos de todas as idades.
 
Por trás de cada apresentação existe uma operação internacional de grande porte. A montagem envolve toneladas de equipamentos, equipes técnicas especializadas e mais de 50 patinadores de diversas nacionalidades, responsáveis por dar vida a coreografias que unem excelência artística, narrativa e emoção.
 
O resultado é uma experiência criada para reunir pais, filhos, avós e amigos em momentos que permanecem na memória muito além do espetáculo. Com a estreia cada vez mais próxima e a procura crescente por ingressos, a recomendação é garantir lugar o quanto antes para acompanhar de perto a nova superprodução da Disney sobre o gelo.
 
Os ingressos estão disponíveis exclusivamente pela plataforma feverup.com.