MINISTRO DO STF
FLÁVIO DINO
Um dos maiores nomes da dança brasileira, Thiago Soares retorna ao Rio com sua “Carmem” Artista de trajetória consagrada nos principais palcos internacionais apresenta, de 16 a 19 de setembro, no Teatro Multiplan, sua releitura latino-americana do clássico de Georges Bizet; primeira bailarina do San Francisco Ballet, Sasha De Sola fará sua estreia no Brasil como convidada especial das sessões de 17 e 19, às 20h. | |
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Crédito: Cainã Dittrich Um dos artistas brasileiros mais celebrados da dança internacional, Thiago Soares retorna aos palcos do Rio de Janeiro com “Carmem”, releitura do clássico de Georges Bizet criada para a Cia. de Dança Thiago Soares. De 16 a 19 de setembro, no Teatro Multiplan, no VillageMall, o bailarino, coreógrafo e diretor artístico apresenta uma montagem que aproxima a personagem do universo latino-americano e combina a técnica clássica à dança contemporânea, às linguagens urbanas e à teatralidade. Nas sessões de 17 e 19 de setembro, às 20h, o espetáculo contará com a participação especial de Sasha De Sola, primeira bailarina do San Francisco Ballet, em sua estreia no Brasil. Os ingressos estão à venda pela Sympla. Conhecida por atravessar gerações como símbolo de desejo, sensualidade e insubmissão, Carmem ganha novos contornos nesta versão. Mais do que a mulher fatal perpetuada pelo imaginário em torno da obra, ela surge como uma mulher consciente de suas escolhas, que se recusa a estabelecer suas relações a partir da ideia de posse. É essa liberdade, e o preço cobrado por ela, que conduz a narrativa. A relação entre Carmem e José concentra o principal conflito da montagem. O que começa pelo desejo e pela paixão se transforma com a chegada do ciúme, do controle e da tentativa de determinar a liberdade do outro. Ao deslocar o foco da história, Thiago propõe uma leitura atual sobre a diferença entre amar alguém e acreditar que esse amor concede o direito de posse. “Carmem sempre me interessou pela força da personagem e, principalmente, pelo que ela representa: liberdade, desejo e a recusa em pertencer a alguém. É uma obra muito conhecida, mas justamente por isso me interessava encontrar uma maneira de contá-la a partir do meu olhar e do nosso tempo. Minha intenção nunca foi simplesmente remontar um clássico, mas utilizar essa história como ponto de partida para construir uma linguagem própria”, afirma. A música de Bizet permanece como um dos pilares da criação, mas a montagem não pretende reproduzir uma Espanha tradicional nem transportar literalmente a ópera para a dança. A narrativa se aproxima da América Latina, ganha características brasileiras e passa pela experiência dos corpos que estão em cena. O vocabulário clássico convive com uma movimentação mais contemporânea, física e teatral, na qual os encontros, as tensões e os conflitos entre os personagens também constroem a dramaturgia. Esse encontro entre a técnica clássica, as linguagens urbanas e a teatralidade acompanha Thiago desde o início de sua história com a dança. Nascido em São Gonçalo e criado no Rio de Janeiro, ele começou pela dança de rua e pelo hip-hop antes de chegar ao balé clássico, aos 15 anos, no Centro de Dança Rio. Dois anos depois, já integrava o corpo de baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Em 2001, conquistou a medalha de ouro no Concurso Internacional de Ballet de Moscou, resultado que projetou seu nome internacionalmente. Em 2002, ingressou no The Royal Ballet, em Londres, e, quatro anos depois, alcançou o posto de Principal Dancer, posição máxima dentro de uma das companhias mais prestigiadas do mundo. Durante sua trajetória no grupo britânico, interpretou personagens centrais de obras como “Romeu e Julieta”, “O Lago dos Cisnes”, “Giselle”, “A Bela Adormecida”, “Manon”, “Mayerling” e “Onegin”, além de participar de processos criativos com alguns dos principais nomes da dança internacional. Em 2004, recebeu o prêmio de Outstanding Male Artist na categoria clássica do Critics’ Circle National Dance Awards, no Reino Unido. A dimensão internacional da temporada se amplia com a participação especial de Sasha De Sola, primeira bailarina do San Francisco Ballet, que fará em “Carmem” suas primeiras apresentações no Brasil. Integrante da companhia norte-americana desde 2007, ela foi promovida a Principal Dancer em 2017 e, três anos depois, recebeu o título de Diane B. Wilsey Principal Dancer. Em seu repertório estão personagens centrais do balé clássico e contemporâneo, como Aurora, de “A Bela Adormecida”, e Kitri, de “Dom Quixote”, além de obras como “O Lago dos Cisnes”, “Giselle”, “Romeu e Julieta”, “O Quebra-Nozes” e “Onegin”. O encontro entre artistas com carreiras construídas em duas das mais prestigiadas companhias de dança do mundo poderá ser visto nas sessões de 17 e 19 de setembro, às 20h. A rotina de Thiago ao longo desses anos consolidou não apenas sua técnica, mas sua compreensão sobre a construção de uma carreira. Ao retornar ao Brasil, o artista passou a direcionar essa experiência também para a criação coreográfica, a direção artística e a formação de outros bailarinos. “Depois de tantos anos construindo minha carreira fora, comecei a sentir uma necessidade muito grande de devolver ao Brasil parte de tudo o que a dança me proporcionou. Voltar não significava encerrar minha trajetória internacional, mas iniciar um novo capítulo, no qual eu pudesse compartilhar experiência, criar e contribuir para o desenvolvimento de outros artistas”, explica. A Cia. de Dança Thiago Soares nasceu, em 2025, desse novo momento. Com sede na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, o grupo mantém uma rotina de aulas, preparação técnica, ensaios e criação de repertório, além de desenvolver um trabalho voltado à profissionalização de jovens talentos. A escolha dos bailarinos não se limita à execução: considera musicalidade, personalidade, presença cênica e disponibilidade para transitar entre diferentes qualidades de movimento. A técnica clássica sustenta o trabalho, mas dialoga com a dança contemporânea, as linguagens urbanas e a cultura brasileira na construção de uma identidade própria. “Continuo sendo bailarino e continuo querendo estar no palco, mas hoje existe também uma responsabilidade e um desejo muito fortes de abrir caminhos, formar artistas e ajudar a construir novas possibilidades para a dança no Brasil”, diz Thiago. Depois da temporada carioca de “Carmem”, a companhia pretende ampliar a circulação de seu repertório, estabelecer intercâmbios com outros artistas e instituições e fortalecer sua estrutura de trabalho no Rio de Janeiro. Entre os projetos em desenvolvimento está uma montagem de “O Quebra-Nozes”, produção que amplia a atuação do grupo e dá continuidade ao projeto de construir, no Brasil, uma companhia capaz de dialogar com a dança produzida no mundo sem abrir mão de sua identidade. “Carmem” | Cia. de Dança Thiago Soares Temporada: de 16 a 19 de setembro de 2026 |
Saúde mental no trabalho exige mais do que campanhas
Setembro Amarelo abre espaço para discutir o papel das empresas na prevenção, no acolhimento e na gestão dos riscos psicossociais
Mais de meio milhão de brasileiros receberam, em 2025, benefícios por incapacidade relacionados a transtornos mentais e comportamentais. Foram 546.254 benefícios concedidos pela Previdência Social, alta de 15,66% em relação a 2024. O número reforça a dimensão que a saúde mental ganhou na agenda das empresas e da segurança e saúde no trabalho.
O cenário coincide com uma mudança importante na NR-1. Desde 26 de maio de 2026, os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho passaram a integrar expressamente o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). Entre os exemplos citados pelo Ministério do Trabalho estão excesso de demandas, assédio e falta de suporte ou apoio no trabalho.
A aplicação das novas regras, porém, está sendo discutida no Supremo Tribunal Federal. Em agosto, o Plenário confirmou, por unanimidade, a suspensão por 90 dias de multas e outras sanções relacionadas aos dispositivos sobre riscos psicossociais. A decisão não suspendeu as diretrizes gerais da NR-1, que continuam válidas.
É nesse contexto que o Setembro Amarelo ganha espaço no ambiente corporativo. A campanha amplia a discussão sobre prevenção ao suicídio e valorização da vida, mas a saúde mental não deve entrar na pauta das empresas apenas em setembro.
O trabalho também precisa ser observado
A Organização Mundial da Saúde recomenda que a promoção da saúde mental no trabalho combine mudanças organizacionais, capacitação de gestores e trabalhadores e mecanismos de apoio a quem enfrenta problemas de saúde mental.
“Quando falamos em saúde mental no ambiente de trabalho, a empresa precisa olhar além das ações pontuais. É importante avaliar as condições e a organização do trabalho, identificar fatores que podem representar riscos psicossociais e criar caminhos para que o trabalhador possa buscar apoio quando necessário”, afirma Francielli Vitali, head de Negócios da ESSET, empresa do grupo Employer.
Sobrecarga, relações de trabalho inadequadas, assédio e falta de apoio são alguns dos fatores que podem ser considerados nessa avaliação. Isso não significa estabelecer uma relação direta entre trabalho e suicídio, que é um fenômeno multifatorial. A responsabilidade da organização está em reconhecer os fatores relacionados ao trabalho que estão sob sua gestão e atuar sobre eles.
Liderança não é diagnóstico
Gestores e colegas podem ser os primeiros a perceber mudanças de comportamento, como isolamento, alterações significativas na rotina, queda repentina de desempenho ou manifestações de sofrimento.
Isso não significa tentar identificar um diagnóstico. A orientação é abrir espaço para uma conversa reservada, ouvir sem julgamentos e conhecer os canais de apoio disponíveis. “O gestor não precisa e não deve assumir o papel de um profissional de saúde. O que ele precisa é estar preparado para perceber mudanças de comportamento, abrir espaço para uma conversa respeitosa, ouvir sem julgamentos e saber quando é necessário encaminhar aquela pessoa para um atendimento especializado”, explica Francielli.
Situações que exigem avaliação clínica devem ser encaminhadas para profissionais e serviços especializados. A empresa pode acolher e orientar, mas não substitui o atendimento de saúde.
Prevenção precisa entrar na rotina
A gestão dos riscos psicossociais exige que a organização observe como o trabalho é planejado, organizado e executado. Carga e ritmo de trabalho, apoio das lideranças, relações profissionais, autonomia e situações de assédio estão entre os aspectos que podem ser considerados.
“Prevenir também significa olhar para aquilo que a organização pode mudar. Sobrecarga, relações de trabalho inadequadas, assédio, falta de apoio e outros fatores psicossociais precisam ser identificados e tratados dentro daquilo que cabe à gestão da empresa”, destaca a especialista.
Campanhas de conscientização podem ajudar a ampliar o debate, mas precisam estar acompanhadas de ações permanentes.
“Setembro é uma oportunidade para ampliar a conversa sobre prevenção, mas a saúde mental não pode entrar na agenda da empresa apenas nesse período. As ações precisam fazer parte da rotina e estar associadas às condições de trabalho, à preparação das lideranças e aos canais de apoio disponíveis aos trabalhadores”, afirma Francielli.
Entre as medidas estão a capacitação de gestores, a divulgação dos canais de apoio, o estabelecimento de procedimentos de encaminhamento e o acompanhamento dos fatores de risco identificados.
O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional gratuito pelo telefone 188, 24 horas por dia, em todo o território nacional. “Para as empresas, o Setembro Amarelo pode ser o ponto de partida para uma discussão que precisa continuar ao longo do ano sobre como identificar e reduzir riscos psicossociais, preparar as lideranças e criar condições para que os trabalhadores encontrem apoio quando precisarem”, finaliza a executiva.
PREFEITURA DO RIO DE JANEIRO
ANISTIA JÁ
Continua a chegar e-mais pedindo Anistia do IPTU
O texto abaixo tem sido publicado várias vezes porque tem sido alto o número de e-mails recebidos, falando da impossibilidade de efetuar o pagamento do IPTU, por estarem em situação financeira difícel. Oportunamente, em outros e-mails recebidos, os leitores do Cidade da Barra, reclamam da cobrança injusta e indevida por serem os proprietários do imóvel comprado, não sendo justa a cobrança da taxa que por muitas vezes a chamam de oportuno roubo.
A situação de inadiplência do IPTU no Rio de Janeiro é alarmante e já chega a R$ 10,8 bilhões
De nada adiantou o primeiro e o segundo desenrola.
A INADIPLÊNCIA CONTINUA EM ALTA COM 82% DOS BRASILEIROS NA FALÊNCIA TOTAL
São muitos os e-mails que continuam a chegar na redação do Jornal Cidade da Barra, falando da impossibilidade de pagar o IPTU por estarem totalmente endividados.
A Barra da Tijuca acumula R$ 1,9 BILHÃO, Centro R$ 1,5 BILHÃO, Botafogo R$ 665 MILHÕES. Além do Complexo do ALEMÃO, VIDIGAL e MARÉ com R$ 59,1 MILHÕES, respectivamente.