quinta-feira, 5 de março de 2026

CAFÉ COM LABATT

                                   O QUE ESPERAR DESTA LONGA GUERRA...

E QUAIS SEUS MOTIVOS VERDADEIROS ?

Ricardo Labatt


Dividir um País, uma política de governo, ou como sinal de “democracia” em quem cobre o cabelo e quem não cobre é ridículo.

Trump declarou domínio sobre o espaço aéreo do Irã. Mas como isso pode ser real quando os aviões da coalizão não entram em espaço aéreo iraniano e, no momento em que estou escrevendo agora, já há confirmação de 6 deles, um bombardeiro “invisível” B2 Spirit (no valor de US$ 2 bilhões) e cinco F-15, já foram abatidos à distância, sobre o espaço aéreo de países árabes, por MIG 29 iranianos (acredita-se com pilotos russos), que realmente dominam os céus por conta de radares e capacidade de lançamento de mísseis ar-ar, mesmo antes que possam ser detectados por radares norte americanos. Principalmente quando os radares de terra, inclusive o maior e mais potente deles, com alcance para 5 mil Km, o NA/FPS-132 Block 5, antes localizado na Base Aérea de Al Udeid, no Catar, foi completamente destruído, quando também foram atacadas diversas bases americanas, no Oriente Médio, inclusive com a destruição de suas pistas de decolagem e pouso.

O PIB norte-americano é 17 vezes maior que o do Irã. O investimento bélico dos EUA é 70 vezes maior que o iraniano.  Mandaram pra lá 2.000 caças... Caso os iranianos conseguissem jogar uma cabeça de nego pro outro lado do muro já seria um feito... Mas nenhum caça iraniano foi abatido e os EUA já perderam 5.  E, foram filmados. Mas imediatamente acompanhados da narrativa de “fogo amigo”. Pior, agora acabam de “informar” que a Câmera Térmica de um Satélite provocou o fogo no convés de um Destróier americano. É lógico que não foi um ataque iraniano... Foi um pedaço de satélite que caiu justamente no convés do navio dos EUA. Afinal, eles são inatingíveis...


A IDÉIA BINÁRIA e IDEOLÓGICA NÃO SE APLICA AO MUNDO REAL

É comum vermos, uma parte da sociedade brasileira, jogar o Irã no caldeirão da dita esquerda. Sendo assim, é imperativo frisar que o Regime Iraniano foi, no mundo, o que mais combateu sistematicamente a esquerda desde a sua consolidação após a Revolução de 1979 e, continua a reprimir qualquer dissidência política, incluindo grupos de esquerda, até hoje.

A repressão foi um pilar para a consolidação do poder teocrático liderado pelo Aiatolá Ruhollah Khomeini, quando a partir de 1980 iniciou uma “limpeza” nas universidades, expurgando elementos "ocidentais", liberais e de esquerda, fechando universidades, proibindo sindicatos estudantis e ocupações violentas de campos.

Sendo que de 81 a 82, após conflitos com grupos como os Mujahideen-e-Khalq (MEK) e Fedayeen-e-Khalq, o regime executou milhares de opositores de esquerda, incluindo adolescentes, o que à época enfureceu o Ocidente.

Ainda hoje grupos de esquerda e comunistas, como o Partido Tudeh do Irã, rejeitam tanto a República Islâmica quanto o retorno da monarquia, operando frequentemente sob intensa vigilância e clandestinidade e sempre financiados por Israel e pelos EUA, na tentativa de desestabilização e mudança do regime iraniano.


A DERRUBADA DO IRÃ É OBCESSÃO DE ISRSAEL POR 2 MOTIVOS

O primeiro é pela hegemonia única no Oriente Médio e o segundo, mais razão de tudo, é pelo Greater Israel, que reivindica fronteiras históricas, ou bíblicas, para o Estado Teocrático de Israel, que se estenderia desde o controle da Cisjordânia e Gaza até áreas contidas entre os rios Nilo ao Eufrates.

Na realidade englobando todas as áreas entre o Jordão e o Mediterrâneo (incluindo Cisjordânia e Gaza) e, baseado em passagens bíblicas (Gênesis 15:18-21) que segundo o LIKUD e Benjamin Netanyahu, poderia ser muito maior. Englobando partes do Líbano, Síria, Jordânia, Arábia Saudita, Kwait, Iraque e Egito. Pois, também tologicamente, na Bíblia Hebraica, ou Tanakh, Deus concede a Abraão e seus descendentes uma vasta extensão de terra que se estende "do ribeiro do Egito ao Eufrates”.

Mas há uma pegadinha nisso... A teoria divina seria referente aos judeus originais e seus descendentes. Porém os líderes sionistas e, a maior parte dos residentes em Israel, são descendentes de europeus, que por mais de 700 anos viveram na Europa e, passaram a se “misturar” com os Ashkenaz, ou também chamados de asquenazes, no leste europeu. Estes, judeus por escolha, nascidos na Alemanha, França, Polônia, Rússia e Ucrânia eram convertidos à religião, MAS NÃO ERAM JUDEUS DE ORIGEM. Ao se misturarem com os originais, criaram uma linhagem que não mais seria a pura linhagem dos descendentes de SEM, filho de Noé.


A denominação SEMITA NÃO É EXCLUSIVIDADE DOS JUDEUS. Pois os descendentes de SEM, povos originais d’aquela área são: os PAESTINOS (antigos cananeus, filisteus, hebreus e outros povos semitas que se fixaram em Canaã com forte proximidade genética de judeus, libaneses e outros povos do Oriente Médio), os ELEMITAS (cuzistaneses e iranianos), os ASSIRIOS (os nascidos no norte do Iraque, na Síria, no Irã e na Turquia), os ARMEUS (os nascidos na Turquia, Síria, Iraque e Líbano, além de comunidades na diáspora (Suécia, Alemanha), os LÍDIOS (os nascidos na Turquia, na Armênia, no Líbano, na Síria, no Iraque e na Geórgia e, os ÁRABES DO SUL (os nascidos no Iêmen, em Omã e em partes da Arábia Saudita (especialmente nas regiões sul e oeste).


Noé teria tido mais dois filhos que teriam sobrevivido ao Dilúvio. Seriam eles CAM (o cão) e JAFÉ (ancestral dos gentios – não judeus).

Exames de DNA para fins de prova legal de paternidade, ancestralidade, ou imigração é estritamente PROIBIDA pelo Governo Teocrático de Israel. Talvez porque o DNA de SEM tenha se perdido em grande parte dos que migraram para a “Terra Prometida”, mesmo contrariando os inscritos bíblicos. Pois tal migração só deveria acontecer, segundo os escritos teológicos, após a vinda do Messias e, pelo que sei, judeus não aceitam Cristo como o Messias. Há até muitas citações indecorosas no TALMUD (livros apócrifos, rejeitados por judeus e Rabinos Ortodoxos), criado e adotado pelos sionistas, sobre a descendência e o destino eterno de Jesus Cristo.

MAS VOLTANDO A GUERRA DO OCIDENTE CONTRA O IRÃ...

É certo que a guerra a primeira vítima é a verdade. E assistir CNN, BBC, Fox, Globo News “emburrecer” pela quantidade de HASBARAH e distorção de notícias, de forma a agradar os que os sustentam. Tais comportamentos comprometidos criam distorções e fantasias como as apresentadas, inclusive recentemente, no conflito da Ucrânia, quando além da criação de historinhas sobre o “Fantasma de Kiev”, o “Velho da Espingarda”, os “Chips de Geladeira” e de “Máquina de Lavar”, a “Fortona de Odessa”, o suposto câncer de Putin, a suposta falta de munição dos russos...

Chegaram, em determinado momento, às raias da loucura de afirmar que os russos estariam lutando com pás! Portanto, como estudioso do assunto geopolítica há 40 anos, nos certificamos com fontes e checagens conjunta com os melhores analistas internacionais, que não fazem parte desses “DESinformantes oficiais”, antes de fazermos análise, ou publicarmos informações, ou tendências e projeções.

A prioridade para a formação de opinião abalizada é se ter conhecimento de que um Aiatolá não é um ditador. Muito menos um nome, ou um sanguinário. Aiatolá no mundo islâmico é como um Papa no mundo católico. É uma liderança religiosa que sugere pautas de costumes e comportamento. Mas no caso do Irã, determina ao direcionamento das políticas externas e, emite “Fatwas” (decretos religiosos) como, por exemplo, a de Ali Khameni, publicada em outubro de 2.003, que determinava: “O islã proíbe a posse e o uso de armas de destruição em massa”.

E, corroborando com sua “Fatwa”, em um discurso de 2019, ele afirmou que construir e manter armas atômicas é "absolutamente haram", que dizer pecado.

Isso já mostra que além dos assassinatos seletivos de lideranças, que só geram ódio e propaganda de suposto poder, sem nenhum resultado efetivo, uma vez que são substituídos imediatamente e, por vezes, como no caso do Irã, por comandantes mais radicais. Pois os únicos que se rendiam, ou ficavam atordoados, com a morte do chefe, eram os índios de filmes de faroeste norte-americanos.

Importante também frisar que o Irã é a maior democracia do Oriente Médio e NÃO uma ditadura. Realiza eleições para todos os cargos periodicamente e o presidente eleito, no caso Masoud Pezeshkian, que está no governo há dois anos, é quem determina as políticas de governo. É mais ou menos como acontece no Brasil, ou pelo menos, deveria acontecer por aqui, de acordo com a Constituição.

Já os demais, todos árabes, como Kuwait, Catar, Arábia Saudita, Emirados e Jordânia, Síria e mesmo Egito e Iraque são ditaduras. Os cinco primeiros governados com mão de ferro por famílias reais que estão no poder há mais de 400 anos. Com graves casos de abusos contra mulheres e, inclusive “picotamento” de jornalistas dissidentes. A Síria é governada por um ex-membro da Al-Qaeda (organização terrorista que apóia Israel). Mohammed al-Jawlani, que até pouco tempo tinha sua cabeça à prêmio, precificada em US$ 10 milhões pelos EUA, mas foi recebido, com terno, barba aparada e toda a pompa de chefe de Estado por Trump, na Casa Branca, meses atrás.

Assim, chega a ser engraçado o Ocidente, comandado pelo EUA proteger essas terras petrolíferas e produtoras de gás como democracias, pelo simples fato de seus governos serem subservientes ao Tio Sam, embora seus povos não. Pois na maioria mulçumanos, repudiam as libertinagens e proteções exageradas da Cultura Woke e, logicamente, a exploração de recursos naturais por parte de estrangeiros, que só beneficiam as elites.

Já o Irã, que não se curva e, em 1979, derrubou a ditadura sanguinária, imposta inicialmente pelo Reino Unido e abraçada pelos EUA é o Regime a ser derrubado. Mesmo que o povo iraniano repudie o corrupto período do Xá Reza Pahlavi quando imperavam as atrocidades da sua polícia oficial - a SAVAC – que era pior que o DOI-CODI e, há anos, não dê a menor importância a seu filho, que, residente nos EUA, se intitula Príncipe e Herdeiro, criou, em 2.003 o inoperante e inútil Conselho Nacional do Irã (INC), mas nunca foi recebido na Casa Branca.

Ao tentar acompanhar a cobertura dos acontecimentos, muito cuidado com as fontes de DESinformação. Elas te pintam um quadro que só favorece os que a patrocinam, usam a burra concepção binária e/ou ideológica, demonizam o que querem que as massas odeiem e, por fim, te faz imaginar que te deram embasamento para formar sua própria opinião. Uma “opinião” que eles te levaram a ter, não te trazendo toda a verdade para que possa ter o devido discernimento de pensar.

Uma ótima semana. Te manteremos informados. Do outro lado das bolhas...

PET

 Clínica veterinária do IBMR inicia atendimentos noturnos no Catete

Unidade oferece consultas, exames, ultrassonografia, vacinação e atendimentos de emergência

 
 
O Complexo Médico Veterinário do IBMR, integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil, o Ecossistema Ânima, está com atendimentos veterinários disponíveis de segunda a sexta-feira, das 17h às 22h, no Catete. A unidade oferece serviços com valores populares voltados à população da região.
 
Os atendimentos são realizados mediante agendamento prévio pelo WhatsApp da clínica. Entre os serviços disponíveis estão consulta clínica, vacinação para cães e gatos, exames laboratoriais como hemograma, urina, PCR e ultrassonografia. A clínica também realiza atendimentos de emergência.
 
A unidade atende cães, gatos e pets não convencionais, ampliando o acesso da comunidade a serviços veterinários em estrutura acadêmica equipada. Os atendimentos fazem parte do estágio supervisio44-2606nado dos alunos do 9º período do curso de Medicina Veterinária.
 
Em média, cinco estudantes participam por dia, sempre acompanhados por um médico-veterinário responsável e com apoio de equipe de laboratório, garantindo supervisão técnica e segurança nos procedimentos. A partir do próximo período letivo, a expectativa é que a clínica amplie o funcionamento também para o turno da manhã.
 
Complexo Médico Veterinário do IBMR
Rua Corrêa Dutra, 133 – Catete
Atendimento: segunda a sexta, das 17h às 22h
Agendamento via WhatsApp da clínica: (21) 3544-2606

CIDADE

 Região metropolitana do Rio de Janeiro registra 95.562 admissões formais em janeiro, aponta Caged

Resultado acompanha saldo positivo no país, com serviços liderando as contratações no início do ano

A região metropolitana do Rio de Janeiro contabilizou 95.562 admissões e 106.002 desligamentos em janeiro, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. A regional abrange municípios como Rio de Janeiro, Niterói e Duque de Caxias, entre outras cidades da Região Metropolitana fluminense, refletindo a movimentação do mercado formal no início de 2026.

Entre os admitidos, 57,69% foram homens (55.131) e 42,31% mulheres (40.431). O ensino médio completo concentrou a maior parte das contratações, com 67,34% do total (64.350 trabalhadores), seguido por ensino superior completo (10,94%) e ensino fundamental completo (6,24%), indicando predominância de vagas com exigência de qualificação intermediária.

Na distribuição etária, a faixa de 30 a 39 anos respondeu por 26,78% das admissões, seguida pelo grupo de 18 a 24 anos (23,51%) e de 40 a 49 anos (19,35%), demonstrando absorção relevante de profissionais em diferentes estágios da trajetória profissional.

Setorialmente, serviços liderou as contratações na região, com 59.134 admissões (61,88% do total), seguido por comércio (22,20%), construção (10,27%), indústria (5,54%) e agropecuária (0,11%). A composição reflete o perfil econômico da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, fortemente baseado em atividades de serviços e comércio.

No cenário nacional, o mercado formal registrou 2.208.030 admissões e 2.095.696 desligamentos em janeiro, com saldo positivo de 112.334 vagas. O setor de serviços foi o principal motor das contratações no país, seguido por construção e indústria, mantendo a trajetória de geração líquida de empregos no início do ano.

Trabalho temporário

Na região do Rio de Janeiro foram registradas 1.920 admissões na modalidade temporária em janeiro, representando 2,01% do total de contratações no período. No estado do Rio de Janeiro, foram contabilizadas 2.024 admissões temporárias no mês. No país, o trabalho temporário registrou 95.649 admissões e 84.265 desligamentos, com saldo positivo de 11.384 vagas, concentrado majoritariamente no setor de serviços.

Para Leandro Jesus, gerente regional da Employer Recursos Humanos no Rio de Janeiro, o comportamento do mercado regional reflete a dinâmica econômica da região metropolitana. “O trabalho temporário é uma ferramenta estratégica para que as empresas ajustem suas equipes com maior flexibilidade e segurança jurídica, especialmente em setores com demanda variável. Para o trabalhador, representa oportunidade de inserção formal, geração de renda e possibilidade de efetivação”, afirma.

Direitos do Trabalhador Temporário   

Na modalidade temporária, o trabalhador tem anotação em carteira e os direitos assegurados pela legislação 6.019/1974. Dentre os direitos, estão inclusos pagamento de horas extras, descanso semanal remunerado, 13° salário e férias proporcionais ao período trabalhado. Ele recebe 8% dos seus proventos a título de FGTS e o período como temporário conta como contribuição para a aposentadoria.    

Vale ressaltar que na legislação, o trabalhador temporário pode ser contratado por até 180 dias, com a possibilidade de prorrogação por mais até 90 dias. A efetivação pode acontecer a qualquer momento desse período. Junto à Previdência, o trabalhador temporário também tem todos os direitos garantidos, desde que se respeite a carência mínima exigida para o pagamento dos benefícios.