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quinta-feira, 15 de outubro de 2026
SAÚDE
Cirurgia robótica no joelho acelera recuperação e garante alta precisão
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Fonte: Frederico Scherner, médico ortopedista, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia e especialista em cirurgia no joelho.
Técnica permite planejamento personalizado da prótese e cortes milimétricos, reduzindo a dor no pós-operatório
A artrose do joelho é uma das principais causas de dor crônica e perda de mobilidade em pessoas acima dos 60 anos no Brasil. Dados do Ministério da Saúde mostram que já são cerca de 15 milhões de pessoas que convivem com o problema e, para muitos deles, analgésicos e fisioterapia já não são suficientes para aliviar os sintomas.
Nos últimos anos, porém, a chegada da cirurgia robótica para o tratamento de artrose no joelho mudou um dos pontos mais delicados do procedimento: o posicionamento do implante.
Frederico Scherner, médico ortopedista, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia e especialista em cirurgia no joelho, é um adepto da tecnologia, que visa a uma maior precisão e recuperação mais rápida do paciente.
O sistema usa câmeras e sensores para mapear a articulação do paciente em tempo real, funcionando como um "GPS" durante o procedimento e permitindo ajustes de posicionamento da prótese com precisão de até 0,5 milímetro, uma margem mais difícil de se alcançar apenas com técnica manual.
O robô substitui o médico?
Uma dúvida comum entre os pacientes é se a tecnologia vai atuar sozinha, sem a necessidade do cirurgião. E a resposta é não.
"O robô não substitui o cirurgião, ele funciona como um auxiliar de alta precisão. Ele nos dá informações em tempo real sobre a anatomia daquele paciente específico, o que permite personalizar a posição do implante milímetro a milímetro", explica Scherner.
Segundo o especialista, essa precisão está diretamente relacionada a procedimentos menos invasivos, recuperação mais rápida e menos dolorosa, melhora da função articular, além de menor tempo de afastamento das atividades do dia a dia.
Para quem é indicada a técnica?
A técnica é indicada principalmente para pacientes com artrose avançada e dor que compromete a qualidade de vida, quando os tratamentos conservadores — fisioterapia, medicação e infiltrações — já não apresentam resultado.
"É importante que o paciente entenda que a tecnologia é uma ferramenta a mais no consultório, mas o que define o sucesso da cirurgia continua sendo a experiência de quem está operando", reforça o médico.
Principais vantagens da cirurgia guiada por robô
- Precisão no planejamento: com a tecnologia é possível planejar com mais detalhes o procedimento, inclusive prevendo a melhor forma de realizar os cortes ósseos e realizar os implantes, levando em conta as características de cada paciente.
- Menor manipulação de ligamentos: com a menor manipulação de ligamentos e outras estruturas moles, é possível preservar a função natural do joelho e promover uma recuperação mais rápida e com menos dor.
- Mais precisão no alinhamento: a alta precisão da cirurgia assistida por robô pode impactar, inclusive, na longevidade do implante.
- Tempo mais rápido de recuperação: com um procedimento mais preciso e com menor dor, o paciente pode retornar às atividades normais mais rápido. Em média, pode voltar a caminhar com apoio em 10 a 15 dias, voltando às atividades normais em torno de 45 dias.
DESAFIOS A EMPREENDER
Experiência acumulada pode ser aliada na mudança de carreira após os 30
Busca por melhores salários, qualidade de vida e novos desafios leva profissionais mais experientes a repensarem seus caminhos; planejamento e habilidades transferíveis podem facilitar a transição
Mudar de carreira depois dos 30, 40 ou 50 anos deixou de ser uma decisão incomum. Profissionais mais experientes também têm repensado seus caminhos em busca de melhores salários, qualidade de vida, novos desafios e maior alinhamento entre vida pessoal e profissional.
Análises baseadas no relatório Korn Ferry Workforce 2025 apontam que 58% dos profissionais brasileiros com mais de 40 anos demonstram intenção de trocar de carreira nos próximos anos, acima da média mundial, de 47%. O movimento mostra que a experiência acumulada pode ser aproveitada em uma nova trajetória profissional.
Por que profissionais estão mudando de carreira
Entre os principais fatores que motivam a mudança estão a busca por melhores salários, citada por 64,8% dos profissionais, a qualidade de vida, mencionada por 42,7%, e a insatisfação ou falta de realização profissional, apontada por 36,6%. Saúde mental e física também aparecem entre as razões, com 29,2%.
“O profissional muda ao longo da carreira, e suas prioridades também. Uma escolha que fazia sentido em determinado momento pode deixar de fazer sentido anos depois. A experiência permite olhar para essa trajetória com mais maturidade e identificar novos objetivos”, explica José Tortato, COO do Banco Nacional de Empregos (BNE).
Experiência pode ser um diferencial na transição
Mudar de área não significa necessariamente começar do zero. Competências desenvolvidas ao longo da trajetória, como comunicação, liderança, organização, negociação e relacionamento interpessoal, podem ser aproveitadas em diferentes funções.
“Uma transição de carreira envolve posicionar aquilo que o profissional já sabe fazer em um novo contexto. O desafio é identificar quais experiências continuam relevantes e quais conhecimentos precisam ser desenvolvidos para a nova área”, afirma Tortato.
Como se preparar para uma nova carreira
Antes de tomar uma decisão definitiva, o profissional deve pesquisar o mercado, conhecer a rotina da nova área e identificar quais qualificações são exigidas. Cursos, certificações e experiências práticas podem ajudar a desenvolver novas competências e avaliar a adaptação ao novo setor.
O planejamento financeiro também pode ser importante, principalmente quando a mudança envolve um período de redução de renda. Uma reserva equivalente a três a seis meses do custo de vida pode oferecer maior segurança durante a transição.
Outra etapa é adaptar o currículo para a nova área, destacando experiências e habilidades transferíveis que tenham relação com o novo objetivo profissional. O networking também pode ampliar o contato com profissionais e oportunidades do setor desejado.
“Não existe uma idade certa para mudar de carreira. O mais importante é transformar a vontade de mudança em uma decisão planejada,
DESAFIOS A EMPREENDER
Último dia do Employer Summit aborda prevenção de riscos e governança trabalhista
Programação reúne especialistas para discutir a atuação do RH diante de questões de segurança, saúde e relações de trabalho
Segurança e saúde no trabalho e governança trabalhista encerram a programação do Employer Summit, evento online voltado para lideranças de RH, no dia 16 de outubro. Os dois painéis tratam de questões que fazem parte da rotina do RH e que podem ter impacto direto sobre trabalhadores e empresas, especialmente quando não são identificadas e acompanhadas de forma adequada.
Às 14h, Francielli Vitali, Head de Negócios da Esset, Rogério Luiz Balbinot, Engenheiro de Segurança do Trabalho da RS Data e Helryn Becker, gerente de Sustentabilidade da Crasa, participam do painel “SST e RH: como reduzir riscos antes que eles se tornem passivos”. A discussão aborda a relação entre as áreas de Segurança e Saúde no Trabalho e Recursos Humanos e a importância de reconhecer situações de risco e tomar medidas preventivas antes que elas resultem em acidentes, afastamentos ou passivos.
Na sequência, às 15h, o painel “Governança trabalhista: como o RH reduz riscos e fortalece o negócio” reúne Fernanda de Souza Dutra, advogada; Manoel Netto, gerente-geral de RH da Gerdau; e Larissa Moreira, Product Owner da Epay. O debate trata da gestão das relações de trabalho, do acompanhamento das obrigações trabalhistas e de como a organização dos processos pode ajudar a evitar problemas e reduzir riscos para as empresas.
O Employer Summit acontece de 14 a 16 de outubro, em formato 100% online e com participação de profissionais de todo o Brasil. Em sua 8ª edição, o evento reúne mais de 100 palestrantes e já alcançou mais de 9 mil participantes, segundo a organização.
