ANISTIA GERAL NO IPTU DO RIO DE JANEIRO
sexta-feira, 3 de abril de 2026
CIDADE
COLUNA ESPAÇO MOTOR
MODELO 2027 DA RAM RAMPAGE ESTREIA MOTOR FLEX
João Mendes
A Rampage, primeira Ram desenvolvida e fabricada fora da América do Norte, novamente faz história na marca em sua linha 2027. Pela primeira vez uma picape Ram passa a oferecer em sua gama uma motorização flexível, com o lançamento do motor 2.0 Turbo Hurricane 4 Flex. O premiado propulsor, que será ofertado nas versões Laramie e R/T, segue sendo o mais potente da categoria, com 272 cv e 400 Nm (40,8 kgfm), tanto com gasolina quanto com etanol. Com o lançamento da tecnologia flexível para o Hurricane 4, o motor volta a ser oferecido na versão Laramie, enquanto a R/T segue sendo ofertada exclusivamente com este propulsor. Já o eficiente 2.2 Turbodiesel de 200 cv e 450 Nm (45,9 kgfm) continua
Os equipamentos complementam o amplo pacote de equipamentos de segurança da Rampage, que inclui seis airbags, controle de estabilidade e tração com assistente de oscilação de reboque, faróis e lanternas totalmente de leds e freios a disco nas quatro rodas. A Rampage 2027 estará disponível em todas as concessionárias Ram espalhadas pelo Brasil a partir deste mês de abril. A versão de entrada é a Big Horn por R$230.990, a Laramie Turbo Flex custa R$259.990 e a top da linha é a R/T, também com motor Turbo Flex, por R$275.990.
TURISMO
Turismo estético cresce na Turquia e acende alerta sobre riscos enquanto Brasil mantém posição de destaque global
A busca por cirurgias plásticas no exterior avança, impulsionada por preço e redes sociais, enquanto especialistas reforçam a importância da segurança e do acompanhamento médico
O número de pessoas que viajam para realizar cirurgias plásticas fora de seus países de origem tem crescido nos últimos anos, em um movimento associado ao avanço do turismo médico global. Entre os destinos que mais se destacam, países como a Turquia têm ampliado a atração de pacientes internacionais por meio de estratégias estruturadas para esse público.
O Brasil ocupa a segunda posição no ranking mundial de cirurgias plásticas estéticas, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, que lideram o volume global de procedimentos. Na sequência aparecem Japão e México, países que também concentram parte relevante das intervenções realizadas no mundo. Os dados são da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS), referência internacional no monitoramento do setor, e consideram tanto cirurgias quanto procedimentos não cirúrgicos.
A cirurgiã plástica Dra. Danielle Gondim, formada pelo Instituto Ivo Pitanguy, e membro da ISAPS, explica que esse movimento está associado a fatores como custo e facilidade de acesso. “Existe uma busca por alternativas que combinem preço e praticidade. Alguns destinos internacionais passaram a estruturar ofertas que incluem diferentes etapas do atendimento, o que acaba influenciando a decisão de parte dos pacientes”, afirma.
Turismo médico avança e amplia opções para pacientes
O turismo médico é um fenômeno global documentado por organismos internacionais e envolve o deslocamento de pacientes em busca de tratamentos de saúde fora de seu país de residência. De acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), esse fluxo internacional tem crescido nas últimas décadas, impulsionado por diferenças de custo, acesso a serviços e tempo de espera.
Nesse contexto, países como a Turquia têm ampliado sua presença no cenário internacional ao investir em infraestrutura e na atração de pacientes estrangeiros. Dados oficiais do governo turco indicam aumento no número de atendimentos voltados ao público internacional, com estratégias que incluem integração entre serviços médicos e suporte ao paciente durante a estadia.
“É um modelo que facilita a jornada do paciente, principalmente para quem busca resolver tudo em um único deslocamento. Mas é importante que essa decisão seja acompanhada de uma avaliação criteriosa sobre segurança e continuidade do cuidado”, diz a especialista.
Riscos envolvem principalmente o pós-operatório
Apesar das facilidades, especialistas apontam que o turismo médico exige atenção, especialmente no que diz respeito ao acompanhamento após a cirurgia. O Centers for Disease Control and Prevention (CDC), órgão de saúde pública dos Estados Unidos, alerta que procedimentos realizados fora do país podem dificultar o manejo de complicações quando o paciente retorna ao local de origem.
Segundo a cirurgiã, esse é um dos principais pontos de atenção. “A cirurgia não termina no procedimento em si. O acompanhamento pós-operatório é essencial para monitorar a evolução, identificar possíveis complicações e orientar a recuperação adequada”, afirma.
Além disso, protocolos de segurança, exigências sanitárias e critérios de formação médica podem variar entre países. A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca que a segurança do paciente depende de padrões consistentes de qualidade e de uma estrutura assistencial adequada ao longo de todo o tratamento.
“A continuidade do cuidado faz diferença no resultado e na segurança. Quando o acompanhamento é fragmentado, o risco de intercorrências aumenta”, acrescenta.
Brasil mantém tradição e reconhecimento internacional
Mesmo com o crescimento do turismo médico, o Brasil segue como uma das principais referências globais em cirurgia plástica. A posição no ranking da ISAPS reflete não apenas o volume de procedimentos, mas também a consolidação de uma tradição médica reconhecida internacionalmente.
A formação de especialistas, aliada à atuação de entidades como a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), contribui para a padronização de práticas e para a disseminação de protocolos de segurança.
“O Brasil construiu uma trajetória sólida na cirurgia plástica, com forte base técnica e científica. Isso se reflete na qualidade da assistência e na abordagem individualizada do paciente”, afirma a médica.
Decisão deve considerar mais do que custo
O crescimento da busca por cirurgias no exterior revela uma mudança no comportamento dos pacientes, mas também reforça a necessidade de decisões informadas. Especialistas destacam que fatores como qualificação do profissional, estrutura hospitalar e acompanhamento pós-operatório devem ter peso central na escolha.
“A avaliação precisa ser completa. Não se trata apenas de onde operar, mas de como todo o processo será conduzido, do pré ao pós-operatório”, conclui.
GERAL
Reforma da jornada de trabalho: entenda o impacto no bolso e no tempo com especialista
Professora da UniCesumar explica de forma didática como a redução da jornada para de 40 para até 36 horas semanais pode aumentar o valor da hora trabalhada, encarecer horas extras e ampliar o Descanso Semanal Remunerado (DSR)
Em um momento em que a qualidade de vida e a redefinição das relações de trabalho ganham destaque global, o Brasil avança no debate sobre uma possível reforma da jornada de trabalho. A proposta de reduzir a carga horária de 44 para até 36 horas semanais, embora celebrada por muitos, gera uma incerteza fundamental para o trabalhador: o que essa mudança representa, na prática, para o salário ao final do mês?
A principal alteração reside no cálculo do salário-hora. Suzana Ferreira, professora do curso de Contabilidade da EAD UniCesumar, explica que, atualmente, com uma jornada de 44 horas semanais, utiliza-se o divisor de 220 horas. "Hoje, a nossa Constituição Federal, em seu artigo 7º, XIII, estipula que a duração do trabalho normal não pode ser superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais. Considerando a carga semanal de 44 horas e que em média os meses possuem 5 semanas, a multiplicação das horas semanais pela quantidade de semanas do mês chega à carga mensal prevista na legislação: 44:00 x 5 = 220:00”.
A docente complementa que, com a possível reforma, esse divisor seria reduzido, elevando o valor da hora trabalhada. “Em um cenário de 40 horas semanais, o divisor passaria a ser 200, enquanto em uma jornada de 36 horas, seria 180”.
Valorização da hora trabalhada
A mudança, na prática, significa que o trabalhador receberá mais por cada hora de seu tempo. A especialista da UniCesumar ilustra com um exemplo prático. Para um trabalhador que ganha R$ 2.200 por mês, o valor da sua hora de trabalho hoje, com a jornada de 44 horas, é de R$ 10,00. Se a jornada fosse reduzida para 40 horas, esse valor subiria para R$ 11,00, e com uma jornada de 36 horas, alcançaria R$ 12,22. "Tendo redução da jornada semanal sem que haja redução proporcional no salário, o valor das horas será aumentado. Matematicamente falando, quando um número permanece, mas o seu divisor diminui, o resultado dessa divisão será maior", explica Ferreira.
Horas extras e Descanso Semanal Remunerado (DSR)
O aumento do valor do salário-hora impacta diretamente o cálculo das horas extras, que se tornam mais valiosas para o empregado e mais onerosas para o empregador. Utilizando o mesmo exemplo do salário de R$ 2.200 e um adicional de 50% para horas extras, o valor da hora extra passaria de R$ 15,00 no modelo atual de 44 horas, para R$ 16,50 com uma jornada de 40 horas, e chegaria a R$ 18,33 no cenário de 36 horas semanais.
Além disso, a adoção de modelos de trabalho como 5x2 (40 horas) ou 4x3 (36 horas), que aumentam os dias de folga, também afeta o Descanso Semanal Remunerado (DSR). "Atualmente, a legislação assegura ao menos um descanso semanal de 24 horas consecutivas. Com mais dias de folga, o valor do DSR sobre verbas variáveis, como horas extras, também aumenta”, contextualiza a professora.
O que o trabalhador deve observar
Caso a reforma seja aprovada, é crucial que o trabalhador confira o seu contracheque. "É fundamental que todo trabalhador confira as informações do seu contracheque, mesmo sem a mudança. Os campos mais importantes a serem observados são a carga horária semanal de referência, a manutenção do salário e o cálculo correto de horas extras e descontos”, alerta Ferreira.
A docente da UniCesumar também destaca pontos de atenção que o trabalhador deve conhecer, como o salário não poder ser reduzido. “Além dessa questão da diminuição do salário, o trabalhador também precisa estar atento a outras situações que poderão ocorrer, como implementação de banco de horas para evitar o pagamento de horas extras, crescimento de cobranças e intensificação do ritmo para se cumprir as metas ou demandas".
A proposta de redução da jornada de trabalho, que ganhou força nos últimos meses, está em discussão no Congresso Nacional. A mudança é vista por seus defensores como uma forma de melhorar a qualidade de vida e a saúde dos trabalhadores, além de potencialmente gerar novos empregos. "A mudança pode gerar ganho financeiro, especialmente se o salário for mantido e a jornada reduzida. Contudo, seu alcance não é apenas econômico. A redução da jornada também representa potencial valorização do tempo, com reflexos na saúde, no convívio familiar e na qualidade de vida”, conclui Ferreira.
CIDADE
Região Metropolitana do Rio de Janeiro registra 113.933 admissões formais em fevereiro, aponta Caged
Resultado acompanha geração de mais de 255 mil empregos no país, com serviços liderando as contratações no mês
A Região Metropolitana do Rio de Janeiro contabilizou 113.933 admissões e 103.709 desligamentos em fevereiro, resultando em saldo positivo de 10.224 vagas formais, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. A regional abrange municípios como Rio de Janeiro, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Niterói e São Gonçalo, entre outras cidades da região metropolitana, refletindo a movimentação do mercado de trabalho no início de 2026.
Entre os admitidos, 53,47% foram homens (60.925) e 46,53% mulheres (53.008). O ensino médio completo concentrou a maior parte das contratações, com 64,88% do total (73.921 trabalhadores), seguido por ensino superior completo (14,38%) e ensino médio incompleto (5,93%), indicando predominância de vagas com exigência de qualificação intermediária.
Na distribuição etária, a faixa de 30 a 39 anos respondeu por 26,36% das admissões, seguida pelo grupo de 18 a 24 anos (23,30%) e de 40 a 49 anos (19,49%), demonstrando absorção relevante de jovens e profissionais em fase de consolidação no mercado.
Setorialmente, serviços liderou as contratações na região, com 75.619 admissões (66,37% do total), seguido pelo comércio (20,14%), construção (8,42%), indústria (4,94%) e agropecuária (0,12%). A composição reforça o perfil econômico da região, com forte predominância das atividades de serviços e comércio.
No cenário nacional, o Brasil registrou a geração de 255.321 empregos com carteira assinada em fevereiro, resultado de 2.381.767 admissões e 2.126.446 desligamentos. Todos os cinco grandes setores apresentaram saldo positivo, com destaque para serviços, responsável pela criação de 177.953 vagas, seguido por indústria, construção, agropecuária e comércio.
Trabalho temporário
No Brasil, o trabalho temporário somou 86.292 admissões e 82.234 desligamentos em fevereiro, com saldo positivo de 4.058 vagas, acompanhando a expansão do mercado formal e com forte concentração no setor de serviços. No estado do Rio de Janeiro, foram registradas 1.994 admissões na modalidade, refletindo o uso do modelo como instrumento de ajuste operacional diante das variações de demanda ao longo do ano.
Para Leandro Jesus, gerente regional da Employer Recursos Humanos no Rio de Janeiro, o desempenho do mês acompanha a dinâmica econômica da região. “O trabalho temporário tem papel estratégico nesse contexto, ao permitir que as empresas ajustem suas equipes com mais flexibilidade e segurança jurídica. Para o trabalhador, representa uma porta de entrada no mercado formal, com geração de renda, aquisição de experiência e possibilidade de efetivação”, afirma.
Direitos do Trabalhador Temporário
Na modalidade temporária, o trabalhador tem anotação em carteira e os direitos assegurados pela legislação 6.019/1974. Dentre os direitos, estão inclusos pagamento de horas extras, descanso semanal remunerado, 13° salário e férias proporcionais ao período trabalhado. Ele recebe 8% dos seus proventos a título de FGTS e o período como temporário conta como contribuição para a aposentadoria.
Vale ressaltar que na legislação, o trabalhador temporário pode ser contratado por até 180 dias, com a possibilidade de prorrogação por mais até 90 dias. A efetivação pode acontecer a qualquer momento desse período. Junto à Previdência, o trabalhador temporário também tem todos os direitos garantidos, desde que se respeite a carência mínima exigida para o pagamento dos benefícios. .

