quinta-feira, 23 de julho de 2026

CAFÉ COM LABATT

 ESTAMOS MUITO PRÓXIMOS DA TERCEIRA GUERRA MUNDIAL




Ricardo Labatt


Estamos caminhando a passos largos para a Terceira Guerra Mundial, uma guerra que não sei quando começará, mas garanto que será rápida e devastadora.

No Oriente Médio as coisas vão de mal a pior...

Os EUA terão que chamar Israel para a guerra porque não estão conseguindo nada além de serem dizimados em suas frentes terrestres e, não conseguem se aproximar por vias marítimas.

O Irã expulsa os EUA cada vez mais para o leste, afastando a presença norte-americana do território iraniano. Após tornarem inabitáveis as bases no Catar, nos Emirados, no Barhein, no Kuwait, na Arábia Saudita, no Iraque, na Síria e até na Jordânia, além de empurrarem a Marinha norte-americana para o sul, agora, obrigam os EUA a operar a partir de bases da Grécia da Bulgária e da Romênia, do outro lado do Mar Negro.

Caso se concentrassem em Israel, que insiste em ficar fora da guerra, mesmo a tendo provocado e a precipitado d, dariam ao Irã a união do útil ao agradável. Afinal foi Israel que começou e fomentou tudo a todo tempo. Mas entendam, quando falamos de Israel não estamos falando dos judeus. Estamos evidenciando os sionistas. Um MOVIMENTO que, possivelmente, os próprios judeus, todo o tempo usados como escudos humanos, sem nunca terem elegido nenhum líder nascido naquelas terras, um dia os derrotarão.

Há informações de que nos ataques as bases da Jordânia soldados norte-americanos foram “vaporizados” e que o número de mortos passaria de duas dúzias. Porém os EUA tentam esconder esses dados e confirmam apenas 2 mortos. Algo inacreditável quando observamos as imagens e a extensão dos danos, que tornaram estas bases praticamente inoperantes. E isso sem contar as mais de 3 dezenas de soldados americanos mortos no ataque ao Crowne Plaza Hotel, situado na cidade portuária de Duqm, em Omã.

Hoje um dos maiores segredos das FFAA dos EUA é número real de mortos de forma a evitar levantes em seu próprio território. Admitem 600 feridos o que remete a uma média de 200 mortos. Isso porque a métrica para de relação entre feridos e mortos em casos de explosões é de 3 x 1. 

Ocorre que após estes outros reveses, os EUA, que quebraram acordos unilateralmente pela “enésima” vez, tentando passar navios, com os Sistema de Identificação Automática (AIS) - transponders - desligados, de forma a burlar a vigilância iraniana, estariam mais uma vez implorando para voltar ao que haviam assinado. Mas os iranianos não aceitam apenas promessas e exigem ações imediatas. Em resumo, os iranianos, como qualquer outro ser vivo que observe os acontecimentos e o histórico dos EUA e de Israel, os vêm como maus pagadores e não lhes concedem crédito. Exigem pagamento à vista. Exigem o desbloqueio dos ativos imediatamente. Sem isso não sentam mais na mesa e negociação. Querem ver a cor dos 12 bilhões de dólares, o levantamento das sanções sobre venda de petróleo e todas as demais, como ato de boa-fé, antes de começarem a pensar em conversar, como sempre, com a intermediação dos paquistaneses.

Trump se encontra numa encruzilhada. Está sendo obrigado a admitir a derrota, ou continuar sendo empurrado para cada vez mais longe do Irã e sofrendo baixas... acumulando incontáveis derrocadas, além de mergulhar o planeta numa crise de energia, que se amplia a cada dia que o Estreito de Ormuz continua fechado.

Paralelamente a isso existe o fator Houthi’s. O grupo iemenita que controla o Estreito de Bad al-Mandab, tem ligações estreitas com o Irã e com a Palestina, tendo sido fundado na década de 80, por Hussein Badreddin al-Houthi. E, mesmo  diante de tantos avisos foi atacado pela Arábia Saudita.


O ataque a pista do Aeroporto de Sanaa, visando atingir a comitiva que retornava do funeral de Khamenei ampliou o problema econômico pois o Ansar Allah (Partidários de Deus), mais conhecidos no Ocidente como “Houthis”, isolaram o Mar Vermelho e o Canal de Suez, inclusive incendiando navios que tentaram cruzar o Estreito de Bad-al Mandab.


Apesar das narrativas vendidas pela grande mídia, controlada por eles, Trump acumula derrotas. Se encontra encurralado. Não pode ceder por pressão de Israel e para não as admitir. Também não pode continuar pois não há caminhos. Não há munição suficiente nem de ataque, nem de Sistemas de Defesa... Não há produção que possa contornar o problema... Não há logística possível... Não há tropas suficientes para um ataque terrestre...

Em resumo: A única estratégia, como sempre, foi a arrogância e a aposta em uma vitória rápida, vendida por Israel. Porém, a cada míssil, interceptador, ou bomba utilizados, apenas eram contabilizados um a menos, no hoje limitado, estoque da OTAN.

A par desta realidade, China e Rússia contabilizam tais fragilidades e sorriem ao entenderem que cada disparo norte-americano significa um artefato a menos a ser usado contra eles.

Esse é o verdadeiro retrato do momento. Os EUA e a própria OTAN se transformaram numa potência de muletas, e ferida. De forma que a cada ação, o quadro da enfermidade só se amplia.

Ocorre que a racionalidade nunca foi o forte destas nações acostumadas a mandar e desmandar no planeta, sempre ignorando a diplomacia e, ao seu bel-prazer, fazendo uso do martelo para amaçar pulgas.

Mesmo nesta delicada situação, os EUA ainda agem como George Foreman em 30 de outubro de 1974, em sua luta contra Cassius Clay - mais conhecido como Muhammad Ali - quando a totalidade da mídia apostava que Foreman derrotaria Clay de forma rápida e brutal. Porém, Clay limitava-se a provocar o campeão, exaurindo-o física e mentalmente.

À medida que a luta avançava para a segunda metade, os golpes de Foreman foram perdendo a intensidade e sua guarda não mais se mantinha defendida.

Fato é que no oitavo assalto, restando poucos segundos para o fim, Muhammad Ali desferiu uma sequência fulminante de diretos e cruzados que levou Foreman à lona.

Link de todo o confronto https://youtu.be/pm5avYT5bTs?si=AhziuBodwblEqt23

Esta analogia pode parecer exagerada mais retrata a situação dos EUA e do Irã. Diante da necessidade de apresentar algo para o eleitorado, mas estando impotente, Trump, que descumpriu TODOS os itens do acordo, vem, a exemplo de Foreman, dobrando a aposta... atacando a infraestrutura civil iraniana, como o Aeroporto Internacional Chabahar Konarak e, inclusive, a Central Nuclear de Bushehr, no canteiro de obras da Usina de Darkhovin, que está sendo construída, com 100% de tecnologia iraniana, sob supervisão direta da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o que certamente terá uma resposta já anunciada pelo Irã caso isso acontecesse. Resta saber o quão profunda será essa retaliação:

Quantas e quais usinas de dessalinização de água do Golfo serão atingidas?...

O Irã atacará o Porto de Jebel Ali? O maior porto artificial e o mais movimentado do Oriente Médio, localizado em Dubai, nos Emirados, ou se concentrará em Israel?


Pessoalmente, acredito que Trump será obrigado a ceder, principalmente pela necessidade do tipo de petróleo que advém do Golfo e para o qual estão preparadas as refinarias norte-americanas e de seus aliados, de forma a extrair tanto diesel (maior problema do momento), como combustível de aviação.

Portanto, baseio esta teoria na premissa criminalista de SEMPRE SIGA O RASTRO DINHEIRO... Mas ainda há outro vetor que não pode ser ignorado, a pressão política das eleições do Congresso dos EUA, em novembro, que pode vir a levar Trump a fazer mais uma grande besteira. Tentar distrair o seu eleitorado acatando os desejos de Rubio, atacar Cuba. Uma ação temerária que provavelmente criará arestas sérias com a China, que já alertou os EUA sobre isso e, com a própria Rússia.

Um ataque, ou tentativa de invasão de Cuba, aliado a crise no Oriente Médio - conhecida no Oriente como Ásia Ocidental - e ao descontentamento russo com a manipulação da Ucrânia pela União Europeia e pelos EUA, pode ser o estopim que faltava para uma Terceira Guerra Mundial.

Na realidade os riscos existem mesmo que os EUA não pisem nesta outra casca de banana. A mídia não toca no assunto, mas China e Rússia assinaram um Pacto de Segurança com o Irã ainda este ano, em 28 de janeiro. E, diferentemente dos EUA, costumam historicamente, cumprir seus acordos.

Esta colaboração entre os três países só não é maior porque o Irã rejeitou um pacto mais amplo proposto pela Rússia e mais tarde pela China. Assim basicamente, limita-se ao uso de inteligência mútua, de Sistemas de Defesa e do uso do BeiDou (BDS). Sistema este que neutralizou a vantagem criada pelo ardil norte-americano. Entendam que enquanto o Irã e a própria China, faziam uso do GPS (dos EUA), os dados eram embaralhados de forma a passar informações e posições falsas.

A China teve problemas sérios em 1993, com um navio totalmente paralisado após uma alegação infundada da CIA de que a embarcação transportava armas químicas. A partir deste incidente, a China desenvolveu o seu Sistema de Navegação, lançado no ano 2.000 e implementando sua rede global final em 2020, seguindo o exemplo da Rússia que criou o Glonass, em 1982 e o aperfeiçoou em 1995.

A trapaça dos EUA perdeu seu efeito a partir do início deste ano de 26. O Irã não tinha precisão em suas respostas à ataques de Israel e dos norte-americanos pois as coordenadas de alvos eram sempre reposicionadas pelos EUA, fazendo com que os mísseis e drones fossem direcionados para locais desertos, no meio do nada. O problema ficou mais evidente na guerra dos 12 dias, quando o Irã sofreu com as manipulações no GPS. A partir do uso do sistema Chinês e/ou Russo, nunca mais o Irã perdeu um alvo, acertando com precisão de erro de menos de um metro, em lançamentos de mais de 2.500km de distância, o que não o impede de atingir aeronaves e instalações dos EUA tanto na Grécia, como na Bulgária, ou na Romênia.

Na realidade os EUA e Israel tinham certeza de que estavam batendo num cego. Por isso tanta autoconfiança. Porém, a coisa mudou e desde a assinatura do acordo, o Irã bate sem dó quando responde aos ataques dos que os manipulavam com coordenadas erradas e, perderam esta vantagem.

Pior, com o controle geral do petróleo do Golfo, decreta, quase que definitivamente o fim do petrodólar.


CULTURA

 

Monólogo baseado em best-seller, “Eu matei Sherazade, confissões de uma árabe em fúria” retorna aos palcos do RJ, no Teatro TotalEnergies


Indicada ao Prêmio APTR, Carolina Chalita inicia, com a reestreia, tour da peça que mergulha na obra da autora libanesa Joumana Haddad para propor um olhar sobre o feminino  

 

Até onde as realidades vividas pelas brasileiras e pelas mulheres árabes se distanciam? Este questionamento é o ponto de partida de “Eu matei Sherazade, confissões de uma árabe em fúria”, que retorna aos palcos no Teatro TotalEnergies, na Glória, para apenas três apresentações, nos dias 24, 25 e 26 de julho, sexta-feira e sábado, às 20h, e domingo, às 18h. Indicada ao Prêmio APTR, Carolina Chalita atua e assina a dramaturgia do monólogo, primeira adaptação do livro homônimo da autora libanesa Joumana Haddad para o teatro, com direção de Miwa Yanagizawa, direção musical de Beto Lemos e música ao vivo de Maria Clara Valle. Após a reestreia, o espetáculo segue em tour até outubro pelas unidades do SESC RJ e no Centro Cultural do Poder Judiciário (CCPJ).    

 

No palco, Carolina - que tem ascendência libanesa - narra as confissões de uma árabe enfurecida pela maneira como a mulher é vista por seu próprio povo e pelo olhar preconceituoso do Ocidente. 

 

- Desenvolvemos uma dramaturgia que oferece a possibilidade de investigar as fronteiras entre os olhares árabe e ocidental sobre as mulheres. Joumana Haddad nos apresenta um caminho para a libertação da hipocrisia da cultura patriarcal - conta Chalita.

 

O caminho para a libertação, na obra de uma das mais influentes escritoras do mundo árabe, é encontrado por meio de uma crítica à forma como é apresentada a personagem Sherazade no livro “As mil e uma noites”, obra que compilou histórias populares originárias do Oriente Médio e do sul da Ásia em língua árabe a partir do século IX.

 

Sherazade sempre foi exaltada, especialmente sob o olhar ocidental, como uma referência de insubmissão feminina, ao utilizar sua imaginação para sobreviver aos abusos de um sultão. Segundo Joumana Haddad, no entanto, ela não rompe com o sexismo. Pelo contrário, o perpetua por trás de histórias que ludibriam e que maquiam uma transformação do sultão, um assassino de mulheres.

 

- O sultão, que, a cada noite, matava uma virgem de seu reino como vingança por ter sido traído por sua primeira esposa, fica curioso com as fábulas de Sherazade, o que, para o mundo ocidental e para os próprios árabes, significa que a personagem não é submissa. É exatamente isso que Joumana questiona - detalha Carolina.

 

A sua ascendência, inclusive, foi um dos motivos pelo interesse de Chalita por “Eu matei Sherazade”. A atriz conta que assistiu a uma leitura dramatizada de uma adaptação do livro realizada por Clarisse Niskier, em 2013.

 

- Quando acabou a leitura, procurei a Clarisse e disse que, se ela não fosse montar, de fato, o texto, eu me interessaria. Depois de um ano, ela me liberou e procurei a Joumana – revela. 


Sinopse do espetáculo:

 

O espetáculo narra as confissões de uma árabe enfurecida pela maneira como a mulher é vista por seu próprio povo e pelo olhar preconceituoso do Ocidente. Ela descobre, através da literatura, o caminho para se libertar da hipocrisia patriarcal e, assim, escolher o que realmente deseja ser e criticar a forma como a personagem Sherazade, do livro “As mil e uma noites”, é exaltada em todo o mundo por ser uma referência de insubmissão feminina. Segundo Joumana Haddad, Sherazade não rompe com o sexismo. Pelo contrário, o perpetua, por trás de uma transformação maquiada. A autora enaltece a importância de as mulheres conquistarem o protagonismo sobre suas vidas para a construção de uma nova consciência do feminino.

 


TEATRO TOTALENERGIES:

Sessões: dias 24, 25 e 26 de julho, sexta-feira e sábado, às 20h, e domingo, às 18h

Local: Teatro TotalEnergies – Sala Adolpho Bloch – Rua do Russel, 804, Glória, Rio de Janeiro - RJ

Ingressos:

Plateia A: R$ 90 (inteira) e R$ 45 (meia-entrada)

Plateia B: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia-entrada)

Vendas e mais informações pelo site https://www.ingresso.com/espetaculos/eu-matei-sherazade-confissoes-de-uma-arabe-em-furia

Duração: 60 minutos

Classificação: 14 anos

CULTURA

 

Bárbara Carine e Thiago Thomé lançam no Rio de Janeiro dia 03 de agosto livros autorais inspirados em experiência no Egito


O Livros "O Velho Mundo: Egito Negro – KMT", de Bárbara Carine, e "Jorge Obaína e o Tesouro de Nefertári", de Thiago Thomé, são as primeiras obras da Atotô Editorial, selo nacional lançado pelo casal em parceria com a Editora Caxinguelê


Dois anos depois de celebrarem o casamento civil e de viverem uma experiência que transformaria suas trajetórias pessoais e intelectuais, a escritora, educadora e vencedora do Prêmio Jabuti Bárbara Carine e o multiartista Thiago Thomé escolhem o Rio de Janeiro para o primeiro lançamento nacional de um projeto que reúne amor, ancestralidade, literatura e memória. 


No dia 3 de agosto, às 19h, na Livraria da Travessa - em Botafogo, o casal apresenta ao público seus novos livros — O Velho Mundo: Egito Negro – KMT e Jorge Obaína e o Tesouro de Nefertári, respectivamente — e lançam oficialmente a Atotô Editorial, selo criado em parceria com a Editora Caxinguelê para ampliar a circulação de narrativas negras, afrocentradas e decoloniais. Para aqueles que desejam garantir antecipadamente, os livros estão com pré-venda na Amazon, no valor de R$59,90 (cada).