quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

EDUCAÇÃO

 ESPM

Em fevereiro, tem Carnaval… E tem trabalho!

Joana Contino Professora do Programa de Pós-graduação  em Economia Criativa, Estratégia e Inovação da ESPM

 

Em fevereiro, tem Carnaval… E tem trabalho!




Joana Contino

Tem gente que desfila na Sapucaí, tem gente que se acaba nos blocos de rua, tem gente que assiste pela TV, tem gente que maratona séries, tem gente que aproveita a praia, tem gente que foge para o mato. Tem gente que ama, tem gente que não liga, tem gente que odeia.

E tem gente que trabalha. 

O Carnaval representa folia para uns, descanso para outros. Mas a maior festa popular do país — e do mundo — só pode acontecer porque, para muitos, ela é sinônimo de trabalho. Seja recebendo turistas em hotéis, bares e restaurantes; atuando no trabalho informal, como ambulante; fazendo o espetáculo acontecer na Sapucaí; confeccionando fantasias e alegorias para as escolas de samba ou para os foliões nas ruas; transmitindo os eventos pela TV e pela internet; trabalhando na segurança pública, na limpeza urbana e em tantas outras funções relacionadas à festa — tem gente. Muita gente.

A cidade do Rio de Janeiro é reconhecida pelo Guinness Book desde 2004 como palco do “maior Carnaval do mundo” e, naturalmente, a festa é um dos seus mais importantes motores econômicos. De acordo com a RioTur, em 2025 foram movimentados R$ 5,7 bilhões, resultado da geração de empregos temporários, da atuação de pequenos negócios e de ações de grandes marcas. A expectativa é que, em 2026, esse valor seja mantido ou até superado.

Vale lembrar que essa movimentação não acontece apenas nos cinco dias oficiais de festa — ela começa bem antes. Neste ano, a programação carnavalesca carioca tem duração de 37 dias. E a atuação da cadeia produtiva se estende praticamente por todo o ano, envolvendo ensaios, oficinas, eventos e a produção de fantasias, adereços, alegorias e instrumentos musicais. Segundo a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), o Carnaval gera cerca de 50 mil empregos na cidade, entre postos temporários e trabalhadores que atuam ao longo do ano nessa cadeia (Veloso; Furtado, 2026b). A festa também impulsiona o empreendedorismo: de janeiro até o início de fevereiro de 2025, foram criados, no estado do Rio de Janeiro, mais de 2,1 mil empreendimentos relacionados ao Carnaval, conforme dados divulgados pelo Governo do Estado (Rio de Janeiro, 2025).

Essa pujança não é exclusividade do Rio. Ela se reflete em diversas cidades brasileiras, como Salvador, Recife e Olinda, Belo Horizonte, Ouro Preto, Manaus e São Paulo, entre tantas outras. A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) estima que o Carnaval de 2026 deve movimentar R$ 18,6 bilhões em todo o país, com crescimento de 10% em relação ao ano anterior.

Entretanto, o Carnaval vai muito além de seu aspecto econômico. É um fenômeno potente que revela ao mundo a força da economia criativa brasileira, transformando cultura e identidade em motor econômico e social. Cada fantasia, cada adereço, cada bloco e cada solução criada para fazer a folia acontecer integram uma cadeia produtiva que movimenta bilhões, gerando trabalho, renda e pertencimento. Trata-se de uma festa que carrega histórias, saberes e práticas transmitidas de geração em geração — elementos que ajudam a contar a história do nosso país e a explicar quem somos enquanto sociedade.

É justamente por isso que a economia criativa é o alicerce do Carnaval. Reconhecer o valor econômico da festa sem perder de vista seu valor simbólico é fundamental para garantir políticas públicas, condições dignas de trabalho e o fortalecimento dessa cadeia produtiva complexa, diversa e profundamente enraizada na cultura brasileira. Valorizar o Carnaval é, portanto, defender o trabalho, a cultura e a criatividade como dimensões centrais do desenvolvimento. Porque, sem economia criativa, não há festa — e, sem festa, não há Carnaval, uma das formas mais potentes de o Brasil imaginar e celebrar a si mesmo.

CIDADE

 O que abre e o que fecha na folia: Shoppings no Rio e Baixada têm horário especial de funcionamento no Carnaval 2026

Horários especiais valem para shoppings da Zona Sul, Zona Norte e Baixada administrados pela Ancar

Os shoppings administrados pela Ancar, uma das cinco maiores empresas de shopping center do país, terão horário especial de funcionamento neste Carnaval, no Rio de Janeiro e Baixada Fluminense. Os horários estão detalhados abaixo e têm o objetivo de facilitar a busca de serviços pelos clientes. A Ancar administra os seguintes empreendimentos: Botafogo Praia ShoppingShopping BoulevardMadureira ShoppingShopping Nova América e Shopping Nova Iguaçu.  

Horários Especiais – Carnaval 2026  

Botafogo Praia Shopping - Praia de Botafogo, 400 – Botafogo, RJ   
Sábado (14/02) - Lojas e Quiosques - 10h às 22h | Alimentação e Restaurantes - 12h às 22h Domingo (15/02) - Lojas e Quiosques - 13h às 21h | Alimentação e Restaurantes - 12h às 21h
Segunda-feira (16/02) - Lojas e Quiosques - 10h às 22h | Alimentação e Restaurantes - 12h às 22h
Terça-feira (17/02) - Lojas e Quiosques - Fechados | Alimentação e Restaurantes - 12h às 21h
Quarta-feira (18/02) - Lojas e Quiosques - 12h às 22h | Alimentação e Restaurantes - 12h às 22h  
Cinema – De acordo com a programação de filmes

Madureira Shopping - Estrada do Portela, nº 222 - Madureira, RJ  
Sábado (14/02) - Lojas e Quiosques | Alimentação | Cinema - 10h às 18h
Domingo (15/02) - Lojas e Quiosques | Alimentação | Cinema - Fechado
Segunda-feira (16/02) - Lojas e Quiosques | Alimentação | Cinema - Fechado
Terça-feira (17/02) - Lojas e Quiosques | Alimentação | Cinema - Fechado
Quarta-feira (18/02) - Lojas e Quiosques - 10h às 22h | Alimentação e Restaurantes - 10h às 22h | Cinema - De acordo com a programação de filmes 
Cartório - Todos os dias, das 9h às 12h

Shopping Nova América - Av. Pastor Martin Luther King Jr., 126 - Del Castilho  
Sábado (14/02): Lojas e quiosques: 10h às 22h | Alimentação: 10h às 22h | Restaurantes e Rua do Rio: 11h às 23h
Domingo (15/02): Lojas e quiosques: 13h às 21h | Alimentação: 11h às 22h | Restaurantes e Rua do Rio: 11h às 22h
Segunda-feira (16/02): Lojas e quiosques: 10h às 22h | Alimentação: 11h às 22h | Restaurantes e Rua do Rio: 11h às 23h
Terça-feira (17/02): Lojas e quiosques: Fechados | Alimentação: 11h às 21h | Restaurantes e Rua do Rio: 11h às 22h
Quarta-feira (18/02):  Lojas e quiosques: 10h às 22h | Alimentação: 10h às 22h | Restaurantes e Rua do Rio: 11h às 23h
Cinema - De acordo com a programação de filmes

Shopping Boulevard: Rua Barão de São Francisco, 236 - Andaraí  

Sábado (14/02) - Lojas e quiosques: 10 às 22h | Lazer e alimentação: 10 às 22h

Domingo (15/02) - Lojas e quiosques: 13 às 21h | Lazer e alimentação: 12 às 21h

Segunda-feira (16/02) - Lojas e quiosques: 10 às 22h | Lazer e alimentação: 10 às 22h

Terça-feira (17/02) - Lojas e quiosques: Fechados | Lazer e alimentação: 12 às 21h 

Quarta-feira (18/02) - Lojas e quiosques: 12 às 22h | Lazer e alimentação: 12 às 22h
Cinema – De acordo com a programação de filmes

 
Shopping Nova Iguaçu - Avenida Abílio Augusto Távora, 1111 - Bairro da Luz, Nova Iguaçu  

Sábado (14/02) - Lojas e Quiosques - 10h às 22h | Alimentação e Restaurantes - 10h às 22h | Quintal da Pedreira - 12h às 23h

Domingo (15/02) - Lojas e Quiosques - 13h às 21h | Alimentação e Restaurantes - 11h às 22h | Quintal da Pedreira - 12h às 23h 

Segunda-feira (16/02) - Lojas e Quiosques – 10h às 22h | Alimentação e Restaurantes - 10h às 22h | Quintal da Pedreira - 12h às 23h 

Terça-feira (17/02) - Lojas e Quiosques – 13h às 21h | Alimentação e Restaurantes - 11h às 22h | Quintal da Pedreira - 12h às 23h   

Quarta-feira (18/02) - Lojas e Quiosques - 12h às 22h | Alimentação e Restaurantes - 12h às 22h | Quintal da Pedreira - 12h às 23h 

Cinema – De acordo com a programação de filmes

GERAL

 Do bloquinho para o quarto: 8 em cada 10 brasileiros usam música para transar

Se o Carnaval é a festa do ritmo, da pele arrepiada e do corpo em movimento, não é surpresa que essa mesma energia atravesse a porta do quarto. A batida que embala o bloquinho também dita o compasso da intimidade: 77% dos brasileiros costumam transar ao som de música, segundo pesquisa do Sexlog com mais de 3 mil participantes.

Em pleno verão e em meio à atmosfera carnavalesca, a trilha sonora deixa de ser apenas pano de fundo e passa a funcionar como estímulo. Do funk ao eletrônico, cada batida ajuda o corpo a entrar no clima, como se o prazer também tivesse seu próprio desfile.

“Pra mim, o silêncio absoluto atrapalha”, conta Eduardo*, de 40 anos. “Se não tem música ou algum ruído de fundo, minha cabeça viaja e eu acabo não curtindo o momento.” Já Cristina, de 62, prefere o oposto: “Acho que o sexo tem seu próprio som. Gosto de ouvir a respiração, os toques, o barulho dos corpos.”

As experiências mostram que, assim como no Carnaval, cada um encontra seu ritmo, seja na explosão do tamborim ou no compasso mais íntimo da própria respiração.

Quando a música entra em cena

Entre os entrevistados, 29,7% afirmam usar música frequentemente durante o sexo e 47,8% “às vezes”. Apenas 9,4% disseram nunca usar.

Na hora de escolher a trilha, quase metade (47,45%) recorre a playlists prontas em plataformas como Spotify, Deezer e YouTube Music. Outros 25% preferem selecionar manualmente suas faixas favoritas, enquanto 18,6% criam trilhas específicas para a ocasião, quase como montar o setlist perfeito de um trio elétrico particular.

Os estilos mais citados como combinando com sexo refletem bem o clima de verão: Funk/Trap (27,1%), Pop lento ou “bedroom pop” (22,3%), Eletrônica (20,4%) e Rock Indie (17,3%).

E o ritmo realmente interfere: 47,6% acreditam que a batida influencia diretamente os movimentos. O momento mais sensível à trilha são as preliminares (44,1%), seguido pela penetração (18,6%). Curiosamente, apenas 3,8% sentem maior impacto no auge do orgasmo, talvez porque, nesse momento, o corpo já esteja totalmente entregue ao próprio som.

O poder da batida sobre o corpo

Pesquisas em psicologia e neurociência indicam que a música ativa circuitos cerebrais ligados à recompensa, liberando dopamina e modulando o estado emocional, o que pode reduzir inibições e aumentar a sensação de conexão. Um estudo publicado na Psychology of Music (2019) aponta que casais que usam música relatam maior sincronização emocional e sensação de entrega.

Para Mayumi Sato, CMO do Sexlog, a relação entre ritmo e desejo é quase intuitiva. “A música funciona como uma ponte entre mente e corpo. Ela eleva o desejo, estabelece o ritmo e cria um ambiente onde somos protagonistas do momento sexual. No Sexlog, vemos muitos casais trocando playlists e pedindo sugestões para encontros íntimos.”

TURISMO

Decolar aponta crescimento de mais de 40% na procura por hospedagens para o Carnaval de 2026

Rio de Janeiro e Orlando concentram a maior parte das buscas entre os clientes durante o período

 

Decolar – empresa líder em tecnologia de viagens da América Latina – realizou um estudo sobre as intenções de viagem para o Carnaval de 2026, que será celebrado entre 14 e 18 de fevereiro, e identificou um aumento superior a 40% na procura por hospedagens em relação ao mesmo feriado de 2025, que ocorreu entre 1 e 5 de março. O dado reflete o interesse crescente dos viajantes em aproveitar o período para descansar, conhecer novos destinos e viver experiências além da folia tradicional.

“O crescimento confirma a relevância do Carnaval como um dos períodos mais estratégicos do calendário turístico, impulsionado tanto pelo mercado doméstico quanto pelas viagens internacionais”, diz Max González, diretor executivo da Decolar no Brasil. “Esse cenário evidencia que o Carnaval deixou de estar ligado apenas à festa e passou a representar uma janela de viagem mais ampla, acompanhando a evolução do comportamento do público e as principais tendências do turismo.”

DESTINOS MAIS PROCURADOS 

Posição

Nacional

Internacional

Rio de Janeiro (RJ)

Orlando (US)

Salvador (BA)

Nova York (US)

São Paulo (SP)

Paris (FR)

Porto Seguro (BA)

Lisboa (PT)

Foz do Iguaçu (PR)

Buenos Aires (AR)

Belo Horizonte (MG)

Madrid (ES)

Maceió (AL)

Roma (IT)

Recife (PE)

Santiago (CL)

Natal (RN)

Las Vegas (US)

10º

Fortaleza (CE)

Cancún (MX)

11º

Gramado (RS)

Miami (US)

12º

Aracaju (SE)

Londres (UK)

13º

João Pessoa (PB)

Barcelona (ES)

14º

Curitiba (PR)

Mendoza (AR)

15º

Caldas Novas (GO)

Florença (IT)

16º

Florianópolis (SC)

Kissimmee (US)

17º

Búzios (RJ)

Milão (IT)

18º

Porto de Galinhas (PE)

Cartagena (CO)

19º

Cabo Frio (RJ)

Porto (PT)

20º

Balneário Camboriú (SC)

Amsterdã (NL)

 

Sobre o levantamento

O estudo considerou as buscas por hospedagens nacionais e internacionais realizadas nas plataformas da Decolar para o período do Carnaval de 2026 (14 a 18 de fevereiro), em comparação com o mesmo feriado em 2025 (1 a 5 de março).