sexta-feira, 15 de maio de 2026

QUEM ACONTECE

 

                                                          FLÁVIO BOLSONARO

Maria Helena Cantamissa



CAFÉ COM LABATT

 TRUMP VOLTA DA CHINA DE MÃOS VAZIAS




Ricardo Labatt

 

Trump retornou bravateando e iludindo os americanos com mentiras. Disse que a China comprará centenas de aviões da Boeing e Chips da Nvidia.

Mas não vai!

A China tem contratos com a Airbus e não pretende mudar para a Boeing.

Sobre os Chips da Nvidia... ela não precisa, já os desenvolveu.

Na verdade, Trump voltou de mãos abanando, foi humilhado e tomou um pito de Jinping.

A China mostrou que não tem o mesmo respeito, nem tem nenhum receio dos EUA. Foi firme com relação a Taiwan alertando aos EUA para não tentarem impedir que a ilha rebelde de Taiwan seja reincorporada a China continental.

Durante a visita, a equipe norte-americana experimentou o impensável: Ficou retida por mais de 30 minutos enquanto Scott Bessent- Secretário do Tesouro dos EUA - ficou retido na porta do Grande Salão do Povo, por mais de 20 minutos, até que recebesse o crachá adequado que permitisse que adentrasse. Seguranças chineses se colocaram a sua frente impedindo, ostensivamente, o seu acesso.

Já no Templo do Céu foi pior. Oficiais e seguranças da presidência norte-americana foram informados que armas não eram permitidas no recinto. 

A equipe e, os seguranças de Trump ficaram retidos por mais de 30 minutos até que se desfizessem das armas para adentrarem e acompanharem Trump.

Em resumo, conforme informam jornais iranianos e chineses, a China dialoga com Washington, mas não a ponto de sacrificar Teerã e, está ao lado do Irã, mas não a ponto de confrontar os EUA belicamente, por enquanto.

No Golfo, enquanto não há definições de paz e a aceitação completa das exigências iranianas por parte dos EUA e de Israel, a Arábia Saudita propôs hoje, dia 14, um pacto de não agressão com o Irã.

SOBRE OS DELÍRIOS DE INDEPENDÊNCIA DO ESTREITO DE ORMUZ

Antes de se aceitar as narrativas dos que não conhecem geografia, história, logística e infraestrutura do Golfo, é necessário se pontuar alguns detalhes reais.

O Canal de Suez, inaugurado em 1.869, com profundidade máxima de 24 metros, levou 10 anos para ser construído e tem aproximadamente 193 km de extensão, ligando o Mar Mediterrâneo ao Mar Vermelho.

O Canal do Panamá, inaugurado em 1.914, com profundidade máxima de 25 metros, possui cerca de 82 km de extensão e levou 30 anos para ser construído.

A extensão de terra da Arábia Saudita entre o Mar Vermelho e o Golfo Pérsico, percorrido pelo “Petroline” é de 1.200 km. O oleoduto que conecta os campos petrolíferos de Abqaiq, no Golfo Pérsico, ao porto de Yanbu, no Mar Vermelho, mede mais de 6 vezes o cumprimento do Canal de Suez, que levou 10 anos para ser concluído, o que inviabiliza um novo Canal e ainda apresenta um probleminha simples: Na profundidade de Suez, apenas petroleiros de médio porte, conhecidos como “Suezmax”, passam pelo Canal de Suez totalmente carregados, com um limite máximo de 1 milhão de barris.

Já os gigantes das categorias VLCC (Very Large Crude Carrier) e ULCC (Ultra Large Crude Carrier) não conseguem atravessa-lo devido às restrições de profundidade e largura.

No caso de necessidade extrema de travessia, é imperativo que se aplique a “Operação Transhipment”, quando grandes petroleiros (VLCCs) descarregam parte de sua carga em navios menores, ou em oleodutos (como o oleoduto SUMED) antes da entrada, recarregando a carga do outro lado do Canal.

A operação de transbordo, conhecida no jargão logístico como “transshipment”, tem um custo médio entre US$ 800 mil e US$ 1 milhão e, atrasa a travessia em até 5 dias adicionados a uma operação normalmente feita em 16 horas.

Assim, muitos superpetroleiros evitam o Canal de Suez e contornam todo o continente africano (passando pelo Cabo da Boa Esperança), adentrando ao Mar Vermelho, pelo sul, através do Estreito de Bab el Mandeb, dominado pelos Houthis, especialmente quando as embarcações estão com a capacidade máxima.

Já na hipótese veiculada por delirantes Canais de Internet, de não utilização do Estreito de Ormuz, a saída pelo sul da Arábia Saudita poderia ser através de um suposto e imaginário Canal, a ser construído, que certamente teria que ser combinado com Omã (sócia do Irã no Estreito de Ormuz), ou com o Iêmen dos Houthis – aliados do Irã.

Em quaisquer das hipóteses, este hipotético Canal teria que ter 300 km de extensão, a partir da fronteira sul da Arábia Saudita com qualquer dos dois países, e serem construídos com uma profundidade de mais de 40 metros. O Canal de Suez, na parte mais profunda, possui apenas 24 metros de profundidade.

Em resumo, não passam de delírios de quem nada sabem.

AUTOMOTIVO

Admirados Auto Giovanna Riato é a primeira mulher a faturar o lugar mais alto da premiação automotiva



EDUCAÇÃO

 

Exclusive Session: Ivy League & Top-Tier U.S. Universities

É com grande entusiasmo que convidamos nossos alunos, suas famílias e convidados externos para um encontro exclusivo com representantes de admissão de seis das universidades mais prestigiadas e seletivas do mundo  

Este evento reúne um grupo verdadeiramente singular, composto por membros da Ivy League e outras instituições de altíssimo nível acadêmico e influência global:

Ivy League: Princeton University & Dartmouth College
Top-Tier Elite: Duke, Georgetown, Northwestern & Vanderbilt

Esta é uma oportunidade rara para que nossos alunos/famílias conversem diretamente com os representantes  dessas instituições. O objetivo é fornecer insights valiosos sobre o que essas universidades buscam em candidatos internacionais e como construir um perfil competitivo para processos de candidatura globais.

📝 Instruções e Regras para Participação:

  • Inscrição Obrigatória: Apenas alunos devidamente inscritos poderão participar da sessão.

  • Logística Escolar: Somente os alunos presentes na lista oficial de inscritos terão suas ausências justificadas junto ao corpo docente durante o período do evento.

  • Deadline: O formulário de interesse deve ser preenchido impreterivelmente até o dia 13/05.

📅 Programe-se:

  • Data: 18 de maio (Segunda-feira)

  • Horário: 12:45 – 13:45

  • 📍 Local: Teatro Escola Eleva Urca

GERAL

Inglês deixa de ser diferencial e se torna requisito de contratação no Brasil em 2026

Dados mostram que 92% das vagas gerenciais exigem o idioma, mas país indica baixa proficiência; especialistas explicam como a IA e o trabalho remoto mudaram o jogo

A barreira entre um currículo promissor e a contratação definitiva no Brasil tem nome: o idioma inglês. Se antes o domínio da língua era um 'plus', hoje sua ausência funciona como um critério de desqualificação técnica em processos seletivos globais.

Segundo o Guia Salarial 2025 da consultoria Robert Half, o inglês já se consolidou como uma das quatro habilidades técnicas mais valorizadas, sendo requisito em 92% das vagas gerenciais no LinkedIn. Em áreas como tecnologia, marketing e finanças, o idioma aparece em mais de 70% de todas as oportunidades abertas.

O fim do "inglês passivo" e o filtro de operacionalidade

Para Fabiana Zandroski, Gerente de RH Estratégico da Employer Recursos Humanos, o mercado não aceita mais o inglês que apenas consta no papel. "O idioma tornou-se um requisito técnico de corte. O candidato muitas vezes possui uma excelente bagagem, mas deixa de avançar por falta de aderência operacional ao contexto da vaga, como a incapacidade de conduzir uma reunião com participantes internacionais ou gerir sistemas globais", explica.

Segundo a executiva, a régua subiu porque o trabalho remoto internacional redefiniu o mercado. "Antes, o inglês era necessário para algumas multinacionais. Hoje, ele conecta o profissional brasileiro a oportunidades no mundo inteiro. Em muitos casos, a proficiência aplicada gera mais empregabilidade e segurança jurídica para a empresa do que uma pós-graduação", pontua Fabiana.

Ela reforça que, se o inglês virou o básico, o novo diferencial está no repertório comportamental: "A habilidade técnica agora deve vir acompanhada de adaptabilidade e pensamento crítico para transformar informação em entrega de valor".

Brasil na contramão da proficiência global

Apesar da urgência, o Brasil ainda escorrega. No EF English Proficiency Index 2025, o país ocupa a 75ª posição em um ranking de 123 nações, figurando na faixa de "baixa proficiência". O cenário é crítico quando comparado a outros países em desenvolvimento, como Índia e Filipinas, que utilizaram o idioma como alavanca econômica para serviços globais.

Gustavo Silva, professor pesquisador e especialista em idiomas na Idioma Independente, destaca que o ensino tradicional é parte do entrave. "Muitos cursos ainda privilegiam a memorização gramatical mecânica, enquanto o mercado exige negociação, escrita objetiva e interação intercultural", afirma.

Silva defende que o inglês deve ser compreendido como uma ferramenta de participação social. "Há uma diferença entre 'saber inglês' e 'trabalhar em inglês'. O contexto profissional exige tomar decisões, argumentar e lidar com complexidades em outro idioma. É uma infraestrutura de trabalho, não um símbolo de status".

A revolução da IA e a carreira após os 30

Um dos mitos derrubados pelos especialistas é a barreira da idade. Silva ressalta que a neuroplasticidade permite que profissionais acima dos 30 ou 40 anos alcancem a fluência com vantagens competitivas. "Adultos têm mais disciplina, motivação clara e um repertório profissional que facilita a compreensão de contextos de negócios", diz o professor.

A Inteligência Artificial (IA) surge como a grande catalisadora dessa aceleração. "A IA democratizou o acesso. Hoje é possível simular entrevistas e praticar a fala diariamente de forma personalizada e gratuita", afirma Fabiana.

No entanto, Gustavo faz uma ressalva importante para quem busca o nível "empregável" que leva, em média, de 6 a 12 meses para ser atingido: "A tecnologia ajuda na prática, mas não substitui a autonomia linguística. É preciso treinar o cérebro para retomar os códigos aprendidos e não depender apenas de traduções automáticas para não travar em uma negociação real".