quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
CIDADE
MATA CRESCE EM RUA DO JARDIM OCEÂNICO
Foto: Campuzano
No terreno abandonado pela Carvalho Hosken Engenharia, na rua Jonh Kennedy, o lugar ficou sendo banheiro público por quem consegue passar por ali, e de ratos disputando com às cotias o que podem encontrar pra comer.
GERAL
Nova dinâmica dos lares brasileiros impulsiona a demanda por diaristas
Mudanças no perfil das famílias, aumento da jornada de trabalho e profissionalização do setor sustentam o crescimento da Maria Brasileira
O mercado de serviços domésticos vive um momento de forte expansão no Brasil, impulsionado por mudanças no estilo de vida, maior valorização do tempo e busca por soluções práticas no cotidiano. Dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF) mostram que o segmento de Limpeza e Conservação registrou alta de 14,5% no terceiro trimestre de 2025. Entre os fatores que explicam esse avanço estão a transformação do perfil habitacional, especialmente nas grandes cidades, com imóveis mais compactos, a escassez de mão de obra e a crescente preferência dos consumidores por serviços especializados, recorrentes e com padrão de qualidade mais elevado.
Ainda segundo o levantamento da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2025, a contratação de diaristas deixou de ser pontual e passou a fazer parte da rotina dos brasileiros. De acordo com a instituição, o trabalho doméstico emprega cerca de 5,9 milhões de pessoas no país e atravessa um processo de reorganização e formalização, abrindo espaço para empresas que atuam como intermediadoras qualificadas, oferecendo mais segurança, padronização, seleção criteriosa das profissionais e facilidade no agendamento dos serviços.
Dentro desse contexto, a Maria Brasileira, maior rede de serviços residenciais e empresariais do país, se consolida como um dos principais cases do mercado de serviços no Brasil. Criada com o propósito de facilitar a vida das pessoas, a empresa estruturou um modelo de negócio que equilibra eficiência operacional, cuidado humano e padronização de processos. Hoje, a rede soma 525 unidades franqueadas, com presença em todos os estados brasileiros, e realizou mais de 1 milhão de atendimentos no ano passado.
A expertise da marca está diretamente ligada à atenção dedicada às duas pontas do negócio, clientes e profissionais parceiros, sempre buscando facilitar e transformar a vida das pessoas e ambiente, com qualidade nos serviços, além de preparar os franqueados que estão a frente das operações, para gerir todas as demandas e garantir a padronização da marca
“Nosso modelo nasceu não apenas para oferecer praticidade ao cliente, mas também para valorizar quem executa o serviço. Acreditamos que essa combinação é o que sustenta o crescimento da empresa no setor”, destaca Felipe Buranello, CEO da Maria Brasileira.
Ao transformar uma necessidade cotidiana em um serviço estruturado e profissionalizado, a Maria Brasileira exemplifica a maturidade de um mercado que deixa a informalidade para trás e passa a operar com escala, processos e visão estratégica. “Nosso compromisso com a qualidade do atendimento, a geração de oportunidades para profissionais de limpeza e franqueados e a busca por crescimento sustentável, colocam a rede em posição de destaque no mercado de serviços domésticos, acompanhando e ajudando a moldar a evolução do comportamento do consumidor brasileiro, que cada vez mais valoriza praticidade, relacionamento próximo, confiança e eficiência no dia a dia”, finaliza o CEO da rede.
CIDADE
RIBALTA HOSPITALIDADE FECHA 2025 COM RECEITA BRUTA DE MAIS DE R$ 30 MILHÕES
Empreendimento na Barra da Tijuca mantém taxa de ocupação média do hotel em 83% e registra performance operacional mais robusta, com atração de novos clientes
A Ribalta Hospitalidade, que engloba o Ribalta Hotel e a tradicional casa de eventos Ribalta, na Barra da Tijuca, encerrou 2025 com receita bruta acima de R$ 30 milhões, consolidando um novo ciclo de crescimento a partir do processo de retrofit que vem acontecendo nos espaços do empreendimento. A taxa média de ocupação ficou em 83%, desempenho consistente em relação ao ano anterior e alinhado à estratégia de fortalecimento no mercado corporativo, de turismo, eventos e lazer.
Em 2025, houve uma ampliação no portfólio de clientes da Ribalta Hospitalidade. O hotel, que atende a um robusto público corporativo de clientes, principalmente do segmento offshore, expandiu a sua atuação junto a turistas nacionais e internacionais, bem como a atratividade de hóspedes que frequentam shows e os grandes eventos realizados na região da Barra.
Já no espaço multieventos, a operação se manteve em linha com 2024, mas com melhor performance financeira e maior ticket médio, contexto impulsionado pela diversificação de eventos ofertados e pelas modernizações estruturais realizadas no complexo.
— Foi um ano de consolidação, em que alcançamos mais qualidade de receita, novos perfis de clientes e uma maturidade maior na operação, resultado direto dos investimentos feitos nos últimos anos. Em 2025, também começamos a desenvolver projetos que vão tomar forma este ano, com a conclusão do retrofit e novas oportunidades de negócios. Queremos elevar cada vez mais o padrão da experiência Ribalta — destaca Neyre Freixo, superintendente de operações da Ribalta Hospitalidade.
Em 2026, a estratégia da Ribalta Hospitalidade é avançar na ampliação da oferta gastronômica no hotel, com a inauguração da Ribalta Pizzaria, para dinamizar ainda mais a movimentação de clientes. Além disso, haverá a modernização de salas de reunião e a expansão do escopo de eventos oferecidos no complexo.
O movimento acompanha um cenário favorável para a Barra da Tijuca, com o aumento do fluxo turístico e a realização de grandes eventos, como o Rock in Rio, reforçando o posicionamento da região como polo de lazer e negócios. A conclusão da modernização do espaço de eventos projeta 2026 como um ano simbólico para o negócio, que celebra os 25 anos da Ribalta e os 10 anos do Ribalta Hotel.
Avanços em governança, diversidade e agenda ESG
Além dos resultados financeiros e operacionais, 2025 também foi marcado pelo fortalecimento da agenda ESG da companhia. De acordo com o Relatório de Sustentabilidade divulgado recentemente, 54,3% do quadro de colaboradores da Ribalta Hospitalidade é formado por mulheres, que ocupam 76% dos cargos de liderança – índice acima da média do setor hoteleiro e que reforça o compromisso do grupo com práticas de governança inclusivas e valorização da diversidade.
Outro marco relevante foi a adesão ao Pacto Global da ONU, a maior iniciativa de sustentabilidade corporativa do mundo. Ao se tornar signatária, a Ribalta Hospitalidade passa a integrar a Rede Brasil do Pacto Global, alinhando sua estratégia aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 e aprofundando sua atuação em temas ambientais, sociais e de governança.
No campo da gestão de pessoas, o Ribalta Hotel iniciou, em 2025, a implementação da escala 12x36 para parte dos colaboradores, substituindo o modelo tradicional 6x1. A outra parcela de colaboradores já atua na escala 5x2. A iniciativa posiciona o empreendimento entre os primeiros da região a testar esse formato, com foco em melhor equilíbrio entre vida pessoal e profissional, redução de deslocamentos e impacto positivo na qualidade do atendimento ao cliente.
Investimentos e modernização dos espaços
Em paralelo aos resultados operacionais, a Ribalta Hospitalidade avançou em um amplo plano de modernização da casa de eventos e do hotel, iniciado em 2023. Após mais de duas décadas de operação, a casa de eventos Ribalta passa por sua maior intervenção estrutural, com renovação completa de pisos, camarotes, fachada e letreiro, além da ampliação da integração visual e funcional entre os dois edifícios do complexo.
Os 26 camarotes estão sendo totalmente remodelados para se posicionarem como um produto premium, com bar exclusivo, serviço de concierge e proposta voltada também para eventos corporativos e celebrações empresariais. Já o hotel intensificou investimentos no rooftop, que vem sendo preparado para receber novos formatos de eventos sociais e corporativos, com melhorias em mobiliário, paisagismo e infraestrutura.
— Essas intervenções representam um novo capítulo na história da Ribalta Hospitalidade. Nosso objetivo é que o cliente perceba, tanto no hotel quanto na casa de eventos, que tudo foi pensado para acolher bem, com mais conforto, praticidade e integração entre os espaços — afirma Neyre Freixo.
GERAL
Médicos Sem Fronteiras quer ser ouvida no STF em ação sobre pesquisas com seres humanos
Organização pede ingresso como amicus curiae no processo para defender direitos de participantes, fortalecimento da ética em pesquisa e repartição de benefícios diante da nova lei
Médicos Sem Fronteiras Brasil (MSF-Brasil) protocolou, na última sexta-feira (30/01), uma
A organização sustenta que a lei 14.874, de 2024, representa um retrocesso aos direitos dos participantes de pesquisas clínicas, pois restringe o acesso a novos medicamentos e tecnologias médicas após o término do estudo. O texto legal também fragiliza o controle ético e público e a
A norma ainda enfraquece a governança pública do sistema de pesquisa. Isso inclui o papel histórico da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), vinculada ao Conselho Nacional de Saúde, como salvaguarda pública para prevenir abusos e conflitos de interesses em nome da ciência e do mercado — erodindo a confiança que sustenta a própria pesquisa.
MSF também destaca que o debate ocorre em um contexto internacional em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou recentemente o Acordo sobre Preparação, Prevenção e Resposta a Pandemias, reforçando compromissos de equidade e de repartição de benefícios da pesquisa — isto é, a garantia de que os resultados retornem para as pessoas e as comunidades que contribuíram para seu desenvolvimento.
Nesse cenário, retrocessos em proteção ética e em acesso pós-pesquisa sinalizam um caminho incompatível com a centralidade dos participantes — e comprometem o papel do Brasil como referência internacional em ética em pesquisa num momento em que outros países buscam parâmetros para implementar compromissos globais de equidade e repartição de benefícios.
“MSF-Brasil não é um observador neutro: como organização médico-humanitária, vivencia o descompasso entre a inovação e o acesso. Por isso, buscamos contribuir com o debate no STF, que envolve direitos, confiança pública, conflitos de interesses e o exemplo que o Brasil projeta num momento em que a OMS reforçou compromissos internacionais sobre equidade e repartição de benefícios da pesquisa.” — Rachel Soeiro, Diretora do Hub das Américas de Médicos Sem Fronteiras Acesso.
No pedido ao STF, MSF-Brasil requer a declaração de inconstitucionalidade dos dispositivos que restringem o acesso pós-pesquisa e enfraquecem a governança pública e a participação social. A organização também pede ao tribunal que reafirme que a pesquisa científica deve estar a serviço da vida, da dignidade humana e do interesse público, de acordo com os princípios constitucionais que norteiam o Sistema Único de Saúde (SUS).
