segunda-feira, 20 de julho de 2026

ESPORTE

                                             FIFA QUE FIFA?

              E A ARGENTINA SE FERROU 

Mesmo sendo roubada a Seleção da Espanha, conseguiu superar todo tipo de provocação de Leonel Messi e até mesmo pasmem, da bola com chipe... Ela rolava e transmissões de TV não mostravam isso. 

TECNOLOGIA

 O que podemos aprender com o "apagão cibernético"

*Por Fabiano Oliveira

O "apagão cibernético", ocorrido em 19 de julho, destacou uma vulnerabilidade significativa na infraestrutura digital global. A interrupção foi causada por uma atualização de software, projetada para melhorar a detecção e resposta a ameaças. 

Como se sabe,  muitas organizações estão preocupadas com possíveis ataques cibernéticos. Um levantamento da Check Point Research revela que os ataques cresceram quase 70% no Brasil em um ano. 

Segundo o "Barômetro da Segurança Digital", a cibersegurança é considerada extremamente importante, pois impede a exposição de dados sensíveis, adulteração de informações e indisponibilidade de sistemas, evitando riscos à credibilidade da organização. De acordo com a pesquisa, 84% das empresas reconhecem a importância da cibersegurança; no entanto, apenas 35% delas possuem um departamento dedicado exclusivamente à segurança digital.

Ocorre que a  atualização visava aprimorar a capacidade do mecanismo de proteção dinâmica do programa, que realiza operações de correspondência de padrões comportamentais para identificar e neutralizar ameaças. No entanto, a atualização resultou em uma "tela azul" em vários computadores com sistemas operacionais da Microsoft ao redor do mundo.

Uma falha na atualização Rapid Response Content levou a uma interrupção não planejada. Esse mecanismo, que utiliza um sistema altamente otimizado de campos e valores com filtragem associada, impactou diretamente as máquinas que utilizam o Windows.

Este incidente destaca a necessidade de uma abordagem mais cautelosa e rigorosa na implementação de atualizações em sistemas críticos de segurança, ressaltando a necessidade de uma atenção interna mais detalhada, pois atualizações de segurança exigem uma abordagem cuidadosa e preventiva. 

O apagão cibernético serve como uma lição importante, reforçando que, além das ameaças externas, as vulnerabilidades podem estar nos sistemas ou processos já existentes, neste caso no processo de gestão de mudanças.

Os profissionais de TI devem adotar processos de homologação e testes rigorosos antes da liberação de atualizações na produção. Destaco a necessidade dessa prática para garantir a qualidade e o correto funcionamento dos sistemas, porque isso ajuda a reduzir custos, evitar desperdícios e minimizar os riscos de falhas catastróficas. 

A prática rigorosa de uma gestão de mudanças e quality assurance é crucial para manter a confiança dos usuários finais e assegurar a estabilidade dos serviços, garantindo que as melhorias de segurança não comprometam a funcionalidade dos sistemas e operações.

* Fabiano Oliveira é CTO na NAVA Technology for Business

GERAL

 Trabalho temporário cria mais de 17 mil vagas entre janeiro e maio e reforça papel estratégico para empresas

A modalidade registrou 442.999 admissões no período, com destaque para o setor de serviços. Tendência acompanha movimento observado globalmente, em que sete em cada dez líderes apontam a agilidade como prioridade para os negócios

O trabalho temporário mantém participação relevante no mercado de trabalho brasileiro e vem ganhando espaço na estratégia das empresas. Entre janeiro e maio deste ano, a modalidade registrou 442.999 admissões e 425.754 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 17.245 vagas, segundo dados do Novo Caged. O setor de serviços foi o principal responsável por esse desempenho, concentrando 17.039 das novas vagas geradas no período.

Os dados também mostram que o trabalho temporário continua sendo uma importante porta de entrada para o mercado de trabalho. Das admissões registradas entre janeiro e maio, 341.029 foram de profissionais com ensino médio completo. Os jovens de 18 a 24 anos lideraram as contratações, com 146.666 admissões, seguidos pelos trabalhadores de 30 a 39 anos (114.180) e de 25 a 29 anos (86.288).

Para Vânia Montenegro, vice-presidente da Employer Recursos Humanos, os números refletem uma mudança na forma como as empresas organizam suas equipes diante de um mercado cada vez mais dinâmico.

"O trabalho temporário continua sendo uma solução importante para atender demandas sazonais, mas seu papel evoluiu. Hoje, muitas empresas recorrem a essa modalidade para responder rapidamente a mudanças no mercado, apoiar processos de expansão, implantar novas operações e conduzir projetos específicos. A agilidade passou a ser um diferencial competitivo, e isso também se reflete na forma de contratar".

Agilidade muda a estratégia de contratação das empresas

A busca por maior rapidez nas decisões é uma tendência observada também no cenário internacional. O relatório 2026 Global Human Capital Trends, da Deloitte, aponta que sete em cada dez líderes afirmam que a agilidade será a principal estratégia competitiva para os próximos três anos. Além disso, 67% consideram a capacidade de adaptação um dos principais diferenciais para enfrentar um ambiente de negócios em constante transformação.

Outro levantamento reforça esse contexto. O Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, revela que 63% dos empregadores apontam a falta de profissionais com as competências necessárias como a principal barreira para transformar seus negócios. O estudo também projeta que, até 2030, serão criados 170 milhões de empregos em todo o mundo, enquanto 92 milhões deverão ser substituídos em razão das mudanças econômicas e tecnológicas.

Na avaliação de Vânia Montenegro, esse cenário faz com que as empresas repensem a forma de planejar sua força de trabalho. "O cenário atual exige capacidade de adaptação. Nem sempre as empresas conseguem prever quando precisarão ampliar suas equipes ou por quanto tempo essa demanda vai durar. O trabalho temporário permite ajustar a força de trabalho de forma planejada, acompanhando o ritmo dos negócios e oferecendo mais segurança para empresas e trabalhadores".

Segundo a executiva, essa mudança de percepção tem ampliado o espaço do trabalho temporário dentro das estratégias de gestão de pessoas. "As empresas perceberam que flexibilidade e rapidez deixaram de ser diferenciais e passaram a ser requisitos para manter a competitividade. O trabalho temporário acompanha essa transformação ao permitir respostas mais ágeis às necessidades do negócio, sem abrir mão da segurança jurídica e da qualidade das contratações”.

TECNOLOGIA

Como o consumo de dispositivos eletrônicos está convergindo para atender diferentes demandas

*Por Richard Kenj

Cada vez mais lidamos com a convergência digital em todas as áreas da nossa vida. Eficiência e produtividade foram otimizadas pelo acesso e compartilhamento de informações em tempo real, independentemente do local. Além disso, segundo um estudo da Accenture de 2023, a integração entre os mundos físico e digital está permitindo que agências governamentais e empresas reorientem suas operações para alcançar maior sucesso. Com facilidade, profissionais e estudantes realizam videochamadas, participam de reuniões virtuais e assistem a webinars utilizando dispositivos eletrônicos, ferramentas indispensáveis no ambiente corporativo e acadêmico.

Já quando pensamos nos momentos de lazer, diversos equipamentos, como smartphones e smart TVs, bem como seus acessórios, podem oferecer experiências imersivas e personalizadas para o consumo de conteúdos digitais. Assistir a filmes, jogar videogames e ouvir músicas se tornam atividades enriquecedoras graças à qualidade sonora aprimorada e à conectividade sem fio, por exemplo. De acordo com a DataReportal, em 2023, a média de tempo gasto on-line por usuários da internet foi de 6 horas e 37 minutos por dia, evidenciando a importância desses dispositivos em nossa rotina diária.

Tendo esse histórico evidenciado, a convergência digital é o principal motor da transformação, integrando diversas tecnologias e plataformas em um único dispositivo ou sistema. A tecnologia Bluetooth, por exemplo, permite que dispositivos como smartphones se conectem ao mesmo tempo a vários outros gadgets, como fones de ouvidos e smart watches. Essa integração também se estende aos assistentes virtuais e plataformas de streaming, acessíveis diretamente de dispositivos como os smart speakers, que se tornaram centrais de comando em muitas residências.

Inovações tecnológicas, como o cancelamento de ruído ativo e a qualidade de som de alta definição em dispositivos de áudio, aumentam ainda mais a versatilidade desses aparelhos, permitindo o uso em diferentes cenários, conciliando o uso doméstico ao corporativo. Caixas de som, por exemplo, podem ser usadas em reuniões corporativas e em momentos de festa e diversão.

Podemos dizer que a pandemia acelerou drasticamente a convergência digital. Antes de 2020, a maioria das interações e atividades eram predominantemente presenciais – o home office tinha uma presença ainda tímida, mas em evolução. A partir de 2020, o uso de dispositivos híbridos disparou, permitindo a continuidade das atividades em um ambiente remoto. Estudo do Pew Research Center do ano passado indica que, apesar do trabalho remoto ter recuado, continua cinco vezes maior que no pré-pandemia e o formato híbrido está crescendo no mercado, mostrando o quanto o período trouxe mudanças.

Essa transformação dos dispositivos eletrônicos reflete uma tendência de nossa sociedade - buscamos por tecnologias que não apenas atendam a uma necessidade, mas que funcionem em diversos momentos, sendo exploradas no lazer, durante as atividades físicas, na hora do trabalho e estudo. A convergência digital é a chave para essa transformação, e seu impacto continuará a moldar o futuro da tecnologia de consumo, também trazendo uma melhor relação custo x benefício ao seu usuário. Segundo a Grand View Research, o mercado global de dispositivos conectados deve crescer a uma taxa de 12% ao ano até 2026, impulsionado pela integração contínua de novas tecnologias.

A versatilidade dos dispositivos eletrônicos, impulsionada pela convergência digital é uma realidade que veio para ficar. O desafio está em encontrar equilíbrio no uso da tecnologia, aproveitando os benefícios sem deixar que ela domine as relações e rotinas. A consciência sobre o tempo de uso dos dispositivos, o incentivo a atividades offline e a criação de momentos de desconexão são passos importantes para garantir que a ferramenta seja uma aliada e não uma inimiga das relações familiares.

Conforme os dispositivos eletrônicos se tornam fundamentais em diversos ambientes do dia a dia, facilitando desde reuniões virtuais até o consumo de conteúdo digital, a convergência digital surge como um alimento dessa transformação. Enquanto inovações integram diversas plataformas, a versatilidade desses aparelhos promete redefinir como interagimos no trabalho, estudos e lazer.