segunda-feira, 27 de abril de 2026

SAÚDE

 Em parceria com a Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro, Feira Mega Gestante promove campanha de vacinação contra a gripe

Evento gratuito no Riocentro também sorteará um "quarto dos sonhos", em parceria com a Permobili Baby, e reunirá 140 expositores do setor materno-infantil

Entre os dias 13 e 17 de maio, o Rio de Janeiro recebe a 2ª edição de 2026 da Feira Mega Gestante, considerada a maior feira do setor materno-infantil no Brasil. Realizado no Riocentro, na Barra da Tijuca, o evento tem entrada gratuita e traz como destaque uma campanha de vacinação contra a gripe, realizada em parceria com a Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro, reforçando o compromisso com o cuidado e a prevenção para gestantes, bebês e famílias.

 

A vacinação estará disponível gratuitamente na quarta e quinta-feira, das 14h às 18h; na sexta-feira, das 14h às 20h; no sábado, das 10h às 20h; e no domingo, das 10h às 16h, e tem como objetivo ampliar o acesso do público a serviços de saúde em um ambiente já voltado ao acolhimento e à preparação para a chegada do bebê. A iniciativa se soma a outras ações pensadas para tornar a experiência mais completa do público, como o sorteio de um “quarto dos sonhos”, em parceria com a Permobili Baby, que inclui berço, cômoda, roupeiro e kit berço. Para participar, é necessário realizar um cadastro prévio no site da feira, que, além do acesso ao evento, também garante um voucher de pipoca para os visitantes. 

Com cerca de 10 mil metros quadrados de área e 140 expositores, a previsão é receber aproximadamente 15 mil visitantes durante os 5 dias de evento. Voltada para gestantes e famílias com bebês de zero a dois anos, a feira reúne uma ampla variedade de produtos e serviços, com itens a partir de R$ 1,99.

Segundo Eliane Paim, diretora de marketing da Mega Gestante, nesta edição, o evento aposta em uma experiência mais próxima e sensorial para o público, valorizando o contato direto com os produtos. A proposta é resgatar o aspecto emocional da escolha, permitindo que os visitantes toquem, comparem e se conectem com cada item do enxoval. “Queremos proporcionar uma experiência mais humana para as famílias. A feira permite esse contato direto, sentir o produto, escolher com calma e afeto, algo que muitas vezes se perde nas compras online. É um momento especial, e buscamos valorizar cada etapa dessa jornada”, afirma.

Neste contexto, Eliane destaca que os produtos que agregam valor afetivo à experiência de compra devem ter forte procura nesta edição. Entre os destaques, estão itens sob medida, como saídas de maternidade bordadas na hora e produtos de puericultura customizados, além de carrinhos de bebê e itens como bebê conforto. Na categoria de decoração, ganham espaço as peças artesanais desenvolvidas de acordo com o projeto do quarto do bebê, refletindo uma tendência crescente de consumo mais autoral no setor. “Percebemos que as famílias estão buscando cada vez mais produtos que traduzam identidade e afeto. Não é apenas sobre comprar, mas sobre construir memórias desde os primeiros momentos. A feira acompanha esse movimento ao reunir opções que permitem essa conexão mais próxima com cada escolha”, finaliza Eliane.

Feira Mega Gestante
13 a 17 de maio de 2026
Riocentro, Pavilhão 2 - Avenida Salvador Allende, 6555 - Barra da Tijuca, Rio de Janeiro
Horários: de quarta a sexta-feira: das 14h às 21h; de sábado, das 10h às 21h; e de domingo, das 10h às 20h.
Entrada gratuita: necessário pré-cadastro no site: https://feiradagestante.com/#rio-de-janeiro
Instagram: @feiradagestante.oficial 

Sobre a Feira da Gestante

A Feira da Gestante, reconhecida como a maior do setor, reúne mais de 60 expositores de todo o Brasil, oferecendo uma variedade de produtos materno-infantis com qualidade e preços acessíveis. Fundado em 1994, o evento está presente em 10 cidades brasileiras e se destaca como uma vitrine para empreendedores, que encontram na feira uma oportunidade de crescimento e visibilidade no mercado. 

PET

 Alto padrão reinventa lazer para famílias e pets e transforma o condomínio em extensão da casa

Empreendimentos ampliam o conceito de áreas comuns para atender às novas dinâmicas familiares, integrar gerações e incorporar o bem-estar como ativo central de valor

O que antes era visto como um diferencial passa a ser decisivo: o lazer nos empreendimentos de alto padrão está no centro da estratégia de desenvolvimento imobiliário. A mudança reflete um novo perfil de comprador — mais presente na rotina familiar, com forte vínculo com seus pets e cada vez mais orientado para a qualidade do tempo dentro de casa. Nesse cenário, os condomínios deixam de ser apenas locais de moradia e assumem o papel de verdadeiros ambientes integrados de convivência, trabalho, descanso e experiências.

Piscinas e playgrounds, ainda importantes, já não são suficientes para responder a essa demanda mais complexa. O que se vê é uma reconfiguração das áreas comuns, que passam a contemplar uma diversidade de espaços pensados para diferentes perfis, idades e momentos do dia. A lógica é clara: oferecer infraestrutura capaz de acomodar, no mesmo endereço, múltiplas rotinas, do home office ao lazer em família, do autocuidado à socialização.

Entre as soluções que ganham protagonismo estão ambientes como o spa e o beauty space, áreas com fireplace (lareiras), bares integrados e espaços gourmet completos, além de livrarias, lounges de convivência e espaços de coworking. Mais do que itens de sofisticação, esses ambientes traduzem uma mudança de comportamento: morar bem hoje está diretamente ligado à possibilidade de viver experiências sem sair de casa.

A presença dos pets, por sua vez, deixa de ser um detalhe e passa a influenciar diretamente o desenho dos projetos. Os chamados pet places evoluem para espaços estruturados, com equipamentos, áreas de circulação e soluções que priorizam o conforto e a segurança — reflexo de um núcleo familiar que inclui, cada vez mais, os animais de estimação.

Para as crianças, a transformação também é evidente. A infância ganha novas possibilidades dentro dos empreendimentos, com áreas que estimulam a criatividade, a autonomia e a interação. O conceito tradicional de playground dá lugar a ambientes mais dinâmicos e multifuncionais, pensados para acompanhar diferentes fases do desenvolvimento infantil.

Essa mudança acompanha um movimento cultural mais amplo, em que famílias mais participativas buscam qualidade de vida e valorizam experiências compartilhadas. Nesse contexto, o imóvel passa a ser percebido não apenas como patrimônio, mas como uma plataforma de bem-estar.

De acordo com o arquiteto da GT Building, Fábio Lima, essa tendência deve se intensificar nos próximos anos, impulsionada por um consumidor mais exigente e atento a como o espaço em que vive impacta sua rotina. Projetos que conseguem traduzir, em arquitetura e serviços, as novas formas de viver, conviver e aproveitar o tempo tendem a se destacar em um mercado cada vez mais competitivo. 

Mais do que metragem ou localização, o novo luxo está na experiência, que começa, cada vez mais, dentro de casa.

EDUCAÇÃO

 Dia da Educação: EAD já representa quase metade dos universitários no Brasil e impulsiona transformação social

Em celebração a data, Vitru apresenta histórias de superação em diversas regiões do país que mostram como a formação acadêmica tem sido uma ferramenta essencial para a inclusão e o desenvolvimento

O acesso à educação superior no Brasil reflete um cenário de ampla expansão, impulsionado principalmente pela modalidade de Ensino a Distância (EAD). De acordo com o levantamento do Mapa do Ensino Superior, o país conta com aproximadamente 9,9 milhões de estudantes de graduação. A base dessa pirâmide educacional é cada vez mais digital, com as matrículas em EAD crescendo 326% na última década e já correspondendo a 49,3% do total de alunos. Nesse contexto, a Vitru, líder em educação digital no país e controladora das marcas UNIASSELVI e UniCesumar, tem se tornado um dos principais agentes fomentadores do setor, se destacando por ampliar o acesso ao conhecimento por meio de suas opções de ensino presencial e a distância.

"O avanço do EAD é uma das maiores conquistas da educação brasileira. Além de proporcionar acesso ao conhecimento para quem vive em regiões remotas, o EAD possibilita a transformação de vidas e mobilidade social em um país ainda marcado por desigualdades. Ao longo de nossa trajetória, acumulamos inúmeras histórias de sucesso e superação que nos estimulam a seguir construindo educação de qualidade e acessibilidade como uma ponte concreta para um Brasil mais igualitário e rico em oportunidades", destaca a professora Sara Pedrini, vice-presidente acadêmica da Vitru Educação.

A educação continua a ser um vetor de desenvolvimento em todo o mundo e a Vitru reforça sua missão ao marcar presença em mais de 2.630 cidades pelo Brasil, com um portfólio diversificado de cursos que atendem às mais variadas realidades. Em celebração ao Dia Mundial da Educação, confira abaixo três histórias inspiradoras que ilustram como o acesso ao estudo pode superar barreiras em diferentes regiões do país:

Pelos rios e estradas, o saber encontra caminho

Residente da comunidade Nossa Senhora das Graças, em Manacapuru (AM), o estudante Wilke Carneiro, de 21 anos, leva até duas horas e meia para chegar ao seu polo de estudo da UNIASSELVI durante o período da seca. O trajeto inclui 30 minutos de caminhada, uma travessia de barco e uma viagem de carro. Mesmo com desafios como falta de energia e instabilidade na internet, ele vê no EAD a única alternativa para realizar seu sonho de se formar em Licenciatura em Matemática e Análise e Desenvolvimento de Sistemas. "É cansativo, mas cada dificuldade enfrentada hoje abrirá portas no futuro", conta o estudante.

Do gramado à glória, a educação como tática de vitória

A jornada de Davi Zaqueo, de 45 anos, demonstra a ascensão profissional impulsionada pelo conhecimento. Ex-zelador do estádio do Tanabi Esporte Clube, no interior de São Paulo, ele se apaixonou pelo universo do futebol e viu na graduação em Educação Física da EAD UniCesumar a chance de crescer. A formação permitiu que ele se tornasse auxiliar técnico, depois técnico da base e, finalmente, comandante da equipe profissional, sendo eleito o melhor técnico do Campeonato Paulista da Segunda Divisão de 2025. "Se não fosse a minha graduação, eu não estaria onde estou hoje. Passei a falar com propriedade sobre esporte", conclui Zaqueo.

Da periferia ao pódio, o sonho da medicina como destino

Wesley de Jesus, um jovem de 23 anos de Cajazeiras, em Salvador, transformou uma rotina marcada por dificuldades em uma trajetória de superação. Ex-aluno de escola pública, ele estudou com o apoio da plataforma digital gratuita Rede Enem e, após três tentativas, conquistou o primeiro lugar do curso de Medicina na Univeridade de São Paulo (USP), considerado um dos mais concorridos do país. Enfrentando limitações estruturais em casa, como goteiras que prejudicavam seu ambiente de estudo, Wesley buscou na biblioteca da escola um refúgio para se dedicar às aulas e revisões, provando que a determinação, aliada ao acesso à educação de qualidade, é capaz de romper qualquer barreira.

sábado, 25 de abril de 2026

DIREITO & TRIBUTAÇÃO

O voto e a crise silenciosa da democracia brasileira


Claudio Carneiro

Nas próximas eleições, milhões de brasileiros irão às urnas mais uma vez, mas uma parte importante deles chegará à cabine de votação com uma sensação incômoda: a de que está escolhendo o “menos pior” e não propriamente um projeto em que acredita. É um incômodo que não é novo, mas que ganhou força à medida que cresceu a desconfiança nas instituições, nos partidos e na própria ideia de política. A democracia segue de pé, mas algo nela vem se esgarçando em silêncio.

Pesquisas recentes mostram que a confiança dos brasileiros nas instituições está em baixa histórica. O Congresso e os partidos políticos figuram entre os campeões de desconfiança, e até o Supremo Tribunal Federal, que deveria ser um dos pilares de estabilidade, passou a ser visto com reservas por boa parte da população. Quando o eleitor olha à sua volta e enxerga um sistema que parece não o representar, o voto corre o risco de se transformar em mero gesto burocrático. O que falar então do Poder Executivo nas suas três esferas de governo (federal, estadual e municipal)?


Essa erosão da confiança não acontece de um dia para o outro. Ela é resultado de anos de promessas não cumpridas, escândalos sucessivos, decisões judiciais controversas e um ambiente de polarização em que o adversário político passou a ser tratado como inimigo a ser destruído. Em vez de as eleições servirem para renovar esperanças, muitas vezes elas apenas escancaram fraturas que já estavam abertas.


Há quem leia o aumento do voto de protesto, do voto nulo ou branco, e também da abstenção, como sinais dessa crise de confiança. Em vez de usar o voto para apoiar um projeto, parte do eleitorado prefere usálo para rejeitar “tudo isso que está aí” ou simplesmente se ausentar do processo. É um recado claro: a democracia segue sendo o regime possível, mas o modo como ela tem sido praticada no Brasil não convence. Mas será que essa é a melhor solução para transformar o país?


Ao mesmo tempo, é importante notar que essa crise não significa necessariamente vontade de ruptura. A maioria dos brasileiros continua preferindo a democracia a qualquer forma autoritária de governo, ainda que critique duramente o funcionamento concreto das instituições. A tensão está justamente aí: queremos instituições que funcionem, mas temos cada vez mais dificuldade de confiar nelas.


Parte do problema está na confusão entre crítica e deslegitimação. Toda democracia saudável precisa de crítica às suas instituições; isso é o que as faz melhorar. O que se vê, com frequência, é algo mais corrosivo: transformar ataques às instituições em estratégia política, como se enfraquecêlas fosse um atalho para vencer eleições ou se manter no poder. Nesse jogo, a conta sempre chega, e não é pequena.


Quando a desconfiança vira método, o país entra em um círculo vicioso. Governos eleitos passam mais tempo se defendendo de suspeitas do que governando, opositores apostam no “quanto pior, melhor”, decisões técnicas são interpretadas como manobras partidárias, e o cidadão comum se retira para o único espaço em que ainda sente algum controle: o da própria vida privada. É nesse momento que a democracia começa a definhar por falta de participação qualificada.


O voto, nesse contexto, continua sendo um instrumento poderoso, mas não é mágica. Ele não resolve sozinho o problema de um sistema político fragmentado, de partidos que se parecem pouco ideologicamente e de instituições que comunicam mal suas razões. Ainda assim, abrir mão do voto, ou tratálo como um gesto irrelevante, é entregar de bandeja as decisões mais importantes do país a quem ainda está disposto a ocupar esse espaço


O desafio é resgatar a ideia de que a política não é assunto distante. Ela está no trânsito, na segurança pública, na escola dos filhos, na saúde, no imposto que se paga e no serviço que não chega. Quando o eleitor conclui que “tanto faz”, ele está, na prática, dizendo que tanto faz quem decide sobre tudo isso em seu lugar.


Isso não significa votar com entusiasmo cego em quem quer que seja. Significa assumir uma postura adulta diante da democracia: informarse, desconfiar das promessas fáceis, cobrar coerência entre discurso e prática, recusar a lógica do inimigo interno permanente. E, sobretudo, entender que o voto não é um cheque em branco, mas um contrato que pode — e deve — ser rescindido nas urnas quando for preciso.


A crise da democracia brasileira não está apenas nos discursos inflamados, nas redes sociais ou nas manchetes dos jornais. Ela também se manifesta na apatia, no cansaço e na sensação de que nada muda, independentemente de quem vença. Justamente por isso, talvez o maior gesto de responsabilidade cívica neste momento não seja gritar mais alto nas redes, mas fazer um movimento simples e, ao mesmo tempo, exigente: olhar para a própria consciência antes de apertar o botão verde da urna.


Em tempos de desconfiança crescente, o voto continua sendo o último fio que nos liga à ideia de que é possível corrigir rumos sem romper com a democracia. Se romper esse fio, o que sobra é sempre pior do que o cenário que hoje criticamos — e, nessa hora, pode ser tarde demais para se arrepender


Claudio Carneiro

(Advogado e PhD em Direito)

@claudiocarneirooficial