quarta-feira, 29 de abril de 2026

SHOW

 Sony Music Brasil lança promoção que leva fãs de Shakira a uma experiência exclusiva em Copacabana

Ação digital reúne fãs de todo o país em mapa interativo e premiará os participantes com lugares espec iais na apresentação de Shakira

Confira: https://www.vamoscomlaloba.com.br/

Com a proximidade do show de Shakira em Copacabana, cresce também a mobilização dos fãs brasileiros. Para entrar nesse clima, a Sony Music Brasil lança a promoção “Vamos com La Loba”, uma experiência digital interativa que conecta o público de várias partes do país e premiará os vencedores com um local privilegiado.

A gravadora deu início à promoção no Instagram da Sony Music Brasil
https://www.instagram.com/sonymusicbrasil/ e lançou a página oficial da ação (www.vamoscomlaloba.com.br) para os fãs acessarem e participarem.

Na plataforma, os interessados devem indicar no mapa de onde virão para o show, preencher o cadastro e responder à pergunta proposta. Os 100 primeiros fãs que preencherem corretamente a participação, com respostas completas e válidas, serão selecionados para viver essa experiência. Na página, após a inscrição, o fã também pode gerar o seu próprio card confirmando que irá ao show e compartilhar em suas redes sociais.

Além disso, a campanha permitirá acompanhar em tempo real quais cidades concentram o maior número de participantes, criando um retrato do engajamento dos fãs brasileiros antes da apresentação em Copacabana.

A ação reforça a mobilização em torno da apresentação de Shakira no Rio e amplia o envolvimento do público brasileiro nos dias que antecedem o show, gerando uma experiência coletiva e criativa, conectando fãs de todo o país em uma grande celebração à artista.

Regulamento:

Todos os detalhes sobre a promoção, incluindo critérios de participação, seleção dos ganhadores e datas, estão disponíveis no regulamento oficial: https://www.vamoscomlaloba.com.br/

Divulgação

A promoção “Vamos com La Loba” será divulgada por meio do seguinte canal:

Período de inscrição:

Início: 
28/04 às 14h (BRT)
Término: 
30/04 às 14h (BRT)
Anúncio: 30/04, a partir das 19h BRT (via IG da Sony Music BR)

GERAL

Israel usa privação de água como arma de punição coletiva em Gaza, denuncia MSF

Com sistema hídrico destruído e bloqueio à entrada de suprimentos essenciais, população vive sem o mínimo para sobrevivência

As autoridades israelenses têm usado o acesso à água como arma contra a população palestina, privando sistematicamente as pessoas em Gaza do abastecimento hídrico em uma campanha de punição coletiva, de acordo com um relatório divulgado por Médicos Sem Fronteiras (MSF).

MSF insta as autoridades israelenses a restabelecerem imediatamente o abastecimento de água para a população de Gaza nos níveis necessários. Os aliados de Israel devem usar sua influência para pressionar Israel a parar de impedir o acesso humanitário, incluindo os suprimentos de infraestrutura hídrica.

A negação deliberada de água aos palestinos é parte integrante do genocídio perpetrado por Israel.

O relatório de MSF, “Água como arma: a destruição e privação hídrica e de saneamento por Israel em Gaza”, documenta como o uso repetido da água como arma pelas autoridades israelenses não é um ato isolado, mas parte de um padrão recorrente, sistemático e cumulativo.

Isso ocorre paralelamente à morte direta de civis, à devastação de instalações de saúde e à destruição de casas, forçando deslocamentos populacionais em massa. Juntos, constituem uma imposição deliberada de condições destrutivas e desumanas aos palestinos em Gaza.

“As autoridades israelenses sabem que sem água a vida acaba, mas, mesmo assim, destruíram deliberada e sistematicamente a infraestrutura hídrica em Gaza, ao mesmo tempo em que bloqueiam consistentemente a entrada de suprimentos relacionados ao [abastecimento de] água”, alerta Claire San Filippo, coordenadora de emergência de MSF.

“Palestinos têm sido feridos e mortos simplesmente por tentarem ter acesso à água”, relata San Filippo. “Essa privação, combinada com condições de vida precárias, superlotação extrema e um sistema de saúde colapsado, cria o cenário perfeito para a propagação de doenças.”

 

Infraestrutura destruída e violência durante distribuições de água

Israel destruiu ou danificou quase 90% da infraestrutura de água e saneamento em Gaza, incluindo usinas de dessalinização, poços, tubulações e sistemas de esgoto*.

Equipes de MSF documentaram o Exército israelense atirando em caminhões-pipa claramente identificados e destruindo poços que eram a única fonte de água para dezenas de milhares de pessoas.

Episódios violentos ocorreram com frequência durante a distribuição de água à população, ferindo palestinos e profissionais humanitários e danificando equipamentos.

“Meu neto estava em Nuseirat, em julho [de 2025]. Ele foi buscar água potável”, diz Hanan, uma mulher palestina na Cidade de Gaza. “Ele estava na fila com outras crianças, e eles [as forças israelenses] o mataram. Ele tinha 10 anos... Buscar água não deveria ser perigoso.”

 

Ordens de deslocamento dificultam fornecimento de água

Com a escassez hídrica provocada pelas autoridades israelenses, simplesmente não é possível fornecer água suficiente à população.

Depois das autoridades locais, MSF é a maior produtora e uma das principais distribuidoras de água potável em Gaza.

No entanto, entre maio e novembro de 2025, uma em cada cinco de nossas distribuições de água terminou sem conseguir atender à demanda. Nossos caminhões não conseguiram transportar água suficiente para todas as pessoas que aguardavam na fila. As ordens de deslocamento do Exército israelense impediram o acesso de nossas equipes a áreas onde fornecíamos água a centenas de milhares de pessoas, levando à interrupção de serviços essenciais e à perda de infraestrutura vital.

 

Bloqueio de Israel impede entrada de materiais essenciais

As autoridades israelenses têm impedido a entrada de materiais essenciais para o abastecimento de água e saneamento em Gaza.

Desde outubro de 2023, o fornecimento de eletricidade, combustível e suprimentos como geradores, suas peças de reposição e óleo de motor — essenciais para o funcionamento dos sistemas de tratamento e distribuição de água — foi suspenso ou severamente restringido.

Um terço de nossos pedidos para levar suprimentos essenciais para o fornecimento de água e saneamento foi rejeitado ou não obteve respostas.

Esses itens incluem unidades de dessalinização de água, bombas, cloro e outros produtos químicos para o tratamento hídrico, tanques de água, repelentes de insetos e latrinas.

Muitos dos materiais aprovados pelas autoridades israelenses foram posteriormente barrados na fronteira.

“Precisamos de água”, diz Ali, um homem palestino deslocado que vive em um acampamento em Deir Al-Balah. “Isso não faz sentido. É como se estivéssemos pedindo ao mundo o essencial para viver.”

 

Sem água, riscos à saúde são enormes

As consequências dessa privação de acesso à água são grandes para a saúde, a higiene e a dignidade das pessoas, particularmente para mulheres e pessoas com deficiência.

O acesso à higiene básica, incluindo água potável, sabão, fraldas e produtos de higiene menstrual, tornou-se extremamente difícil.

As pessoas são forçadas a cavar buracos na areia para servir de banheiros, que inundam e contaminam os arredores e as águas subterrâneas com matéria fecal.

A falta de acesso à água e à higiene, juntamente as condições de vida precárias e indignas, como tendas superlotadas e abrigos improvisados, também leva ao aumento de doenças, incluindo infecções respiratórias, doenças dermatológicas e diarreicas.

As doenças de pele representaram quase 18% das consultas de cuidados de saúde gerais de MSF em 2025. Entre maio e agosto de 2025, constatamos que quase 25% das pessoas haviam sofrido de doenças gastrointestinais no mês anterior.

 

Nota sobre as atividades de MSF:

MSF é a maior produtora de água potável na Faixa de Gaza, depois das autoridades locais. Em março de 2026, graças a melhorias graduais, apesar das condições extremamente restritas, MSF produziu ou distribuiu mais de 5,3 milhões de litros de água por dia em Gaza, o equivalente às necessidades básicas de mais de 407 mil pessoas – um em cada cinco habitantes da Faixa de Gaza. Durante o mês de março, MSF distribuiu mais de 100 milhões de litros: isso equivale a 1.507 km de galões de 20

litros alinhados, o que seria uma distância pouco menor do que a de Belo Horizonte a Brasília, ou de Londres a Roma.

 

*De acordo com as Nações Unidas, a União Europeia e o Banco Mundial.

CIDADE

Iniciativa acontece nos dias 29 e 30 de abril em três grandes concessionárias do estado e oferece isenção da tarifa no ato da adesão


O Sem Parar, plataforma de soluções para o carro, realiza nos dias 29 e 30 de abril uma ação promocional no estado do Rio de Janeiro. Sob o mote “Faça adesão e pagamos o seu pedágio”, a companhia oferecerá um benefício aos motoristas que aderirem ao serviço durante a abordagem, o valor da tarifa de pedágio será custeado pela empresa.  

A iniciativa tem como objetivo aproximar o público da experiência de fluidez e conveniência proporcionada pelo pagamento automático. Durante a ação, equipes especializadas estarão presentes nas praças de pedágio para orientar os motoristas sobre os planos e realizar a adesão, assegurando a entrada no pedágio já com o primeiro benefício. 

“Esta iniciativa busca mostrar ao condutor que a conveniência de não enfrentar filas começa no primeiro contato. Ao custear a passagem no momento da adesão, o Sem Parar amplia seu compromisso de ser um facilitador da jornada do motorista desde o primeiro quilômetro”, afirma José Augusto da Cunha, gerente regional de vendas do Sem Parar. 

A ação será concentrada em três das principais concessionárias do estado, o que amplia a visibilidade tanto para o fluxo urbano quanto para quem se desloca entre cidades: 

Linha Amarela (Lamsa): Eixo fundamental de conexão com a Zona Norte. 

Via Rio/TransOlímpica (Sulacap): Importante via de escoamento e mobilidade urbana. 

Via Lagos: Principal rota de acesso à Região dos Lagos. 

 

“Nosso objetivo é tornar a experiência do usuário cada vez mais simples, rápida e eficiente. Mais do que apresentar o serviço, queremos que o motorista vivencie, na prática, os benefícios da tag. Ao permitir a passagem gratuita no momento da adesão, mostramos de forma concreta como a tecnologia pode reduzir o tempo de viagem e trazer mais conforto e previsibilidade para quem utiliza a via”, afirma Luciana Parpinelli, diretora da ViaRio e ViaLagos. 

A ação ocorre das 07h às 18h, período de maior fluxo nas praças, o que possibilita que um grande volume de usuários conheça as vantagens da tag e a integração com o ecossistema de serviços da marca. 

 Ação Promocional Sem Parar RJ 

29 e 30 de abril (quarta e quinta-feira). 

Das 07h às 18h. 

Praças de pedágio da Linha Amarela, TransOlímpica e Via Lagos. 

Mecânica: Isenção da tarifa de pedágio no momento da adesão ao serviço durante a abordagem promocional.

GERAL

 Proteção efetiva ou instrumento de renegociação?

*por Diogo Queiroz Pádua e Bárbara Caldeira Aguiar

A cláusula de Material Adverse Change (MAC) ocupa posição central nas operações de fusões e aquisições (M&A). Sua finalidade, em transações tradicionais, é clara: atuar como um mecanismo de defesa do comprador contra eventos que alterem, de forma substancial, o valor ou as condições do negócio entre a assinatura e o fechamento, alocando riscos extraordinários e imprevisíveis.

Contudo, quando a operação envolve empresas em dificuldade financeira, essa lógica perde clareza. Nesses cenários, o estado de deterioração econômico-financeira do ativo é um fato conhecido e, em grande medida, já incorporado ao preço e à estrutura da transação. Surge uma questão prática que desafia os negociadores quanto ao que pode ser configurado como um evento adverso relevante em um contexto que já é, por natureza, adverso.

A resposta exige uma delimitação precisa do risco assumido. Em empresas em crise, a volatilidade de resultados, a perda de receita e o aumento de passivos são expectativas inerentes ao negócio. A admissão genérica do gatilho da MAC, sem as devidas reservas, pode esvaziar o compromisso de fechamento da operação, transformando o que deveria ser um mecanismo de proteção em uma via de saída facilitada.

Por outro lado, a completa inaplicabilidade da cláusula é insustentável. Mesmo em cenários de deterioração conhecida, eventos que fogem ao curso ordinário da crise — como a perda de ativos essenciais, contingências desconhecidas de vulto ou alterações regulatórias imprevistas — podem desfigurar a base econômica da transação.

Na prática, a dificuldade em distinguir o risco assumido pelo comprador daquele que configura um evento adverso relevante cria uma zona cinzenta. Diante de fatos novos, ainda que juridicamente discutíveis, abre-se espaço para que o comprador revisite o preço e as condições do negócio. Embora tal movimento seja compreensível do ponto de vista econômico, ele exige cautela, especialmente quando a cláusula é redigida de forma ampla, ampliando a subjetividade e fragilizando a segurança jurídica da operação.

A cláusula MAC também preserva, naturalmente, sua função clássica como mecanismo de desistência. Quando o evento adverso atinge o patamar de relevância contratado, o comprador pode optar por não prosseguir com o fechamento (closing) sem incidência de penalidades. Ainda que menos frequente no mercado, essa possibilidade reafirma o papel da MAC como instrumento fundamental de alocação de risco, sobretudo em momentos de incerteza elevada.

Nesse cenário, a experiência internacional reforça a necessidade de uma interpretação rigorosa. A jurisprudência norte-americana, notadamente em Delaware, tende a interpretar a MAC de maneira restritiva, exigindo que o evento seja relevante, duradouro e estranho ao curso ordinário dos negócios, além de impor ao comprador um ônus probatório elevado. Esse parâmetro, embora útil como referência, deve ser aplicado com parcimônia no Brasil, onde a prática contratual e o ambiente decisório possuem dinâmicas próprias e devem ser respeitados.

Diante disso, a redação da cláusula ganha importância estratégica em operações com empresas em dificuldade. Torna-se imprescindível diferenciar, de forma clara, os riscos já conhecidos e assumidos dos eventos efetivamente extraordinários.

Para mitigar ambiguidades e alinhar as expectativas das partes, o uso de critérios objetivos torna-se essencial. A definição clara de métricas, como variações percentuais de EBITDA, receita ou fluxo de caixa e a delimitação do período de análise são passos necessários para conferir robustez ao contrato e reduzir o espaço para interpretações unilaterais.

Em síntese, a cláusula MAC permanece relevante em operações com empresas em situação de crise, mas passa a desempenhar um papel distinto: o de balizador do reequilíbrio econômico da transação. O ponto central, portanto, não é a eliminação da cláusula, mas o aprimoramento da sua estruturação. É a qualidade técnica dessa negociação que determinará se a MAC funcionará como um mecanismo legítimo de proteção ou apenas como uma alavanca de pressão indevida.

* Diogo Queiroz Pádua é especialista em M&A e contratos empresariais; e Bárbara Caldeira Aguiar é especialista em M&A, contratos empresariais com foco em operações financeiras e de mercado de capitais, estruturação jurídica de negócios e governança corporativa, no Marcos Martins Advogados.