sexta-feira, 11 de setembro de 2026

DESTAQUE

 





MINISTRO DO STF

   FLÁVIO DINO

CIDADE

            PREFEITURA DO RIO DE JANEIRO

                                     ANISTIA JÁ

         Continua a chegar e-mais pedindo Anistia do IPTU

O texto abaixo tem sido publicado várias vezes porque tem sido alto o número de e-mails recebidos, falando da impossibilidade de efetuar o pagamento do IPTU, por estarem em situação financeira difícel. Oportunamente, em outros e-mails recebidos, os leitores do Cidade da Barra, reclamam da cobrança injusta e indevida por serem os proprietários do imóvel comprado, não sendo justa a cobrança da taxa que por muitas vezes a chamam de oportuno roubo.

A situação de inadiplência do IPTU no Rio de Janeiro é alarmante e já  chega a R$ 10,8 bilhões

De nada adiantou o primeiro e o segundo desenrola.

A INADIPLÊNCIA CONTINUA EM ALTA COM 82% DOS BRASILEIROS NA FALÊNCIA TOTAL

São muitos os e-mails que continuam a chegar na redação do Jornal Cidade da Barra,  falando da impossibilidade de pagar o IPTU por estarem totalmente endividados.

A Barra da Tijuca acumula R$ 1,9 BILHÃO, Centro R$ 1,5 BILHÃO, Botafogo R$ 665 MILHÕES. Além do Complexo do ALEMÃO, VIDIGAL e MARÉ com R$ 59,1 MILHÕES, respectivamente.

EDUCAÇÃO

 Setembro Amarelo: quando a pressão escolar começa a pesar na saúde emocional dos alunos?

Especialista em educação explica sinais que pais e escolas devem observar em crianças e adolescentes diante de provas, cobranças e expectativas por desempenho

Provas, vestibulares, notas, trabalhos, expectativas familiares e a sensação de precisar decidir o futuro cada vez mais cedo fazem parte da rotina de muitos estudantes. Embora algum nível de ansiedade diante de uma avaliação seja esperado, mudanças persistentes de comportamento podem indicar que o aluno precisa de um olhar mais atento dos adultos que convivem com ele.
 

Para Cristiane Cristo, psicopedagoga e diretora pedagógica da Start Anglo Bilingual School Recreio, a saúde emocional precisa fazer parte da conversa sobre desempenho escolar, principalmente em períodos de maior cobrança.

“A criança e o adolescente nem sempre conseguem dizer que estão sobrecarregados. Muitas vezes, eles mostram isso pelo comportamento. Por isso, pais e escola precisam observar mudanças que fogem do padrão daquele aluno, em vez de interpretar tudo simplesmente como falta de interesse, preguiça ou uma fase.”

Entre os sinais, Cristiane lista cinco sinais que representam bandeira amarela:
 

1. Mudança brusca de comportamento

Uma criança normalmente comunicativa que passa a se isolar ou um adolescente que se torna constantemente irritado merece ser observado.

2. O desempenho cai sem explicação aparente

Uma queda repentina nas notas pode estar relacionada não apenas à dificuldade de aprendizagem, mas também a questões emocionais que estejam interferindo na concentração e na disposição para estudar.

3. O corpo começa a falar

Dor de cabeça, dor de barriga, alterações no sono ou cansaço frequente podem aparecer associados a períodos de maior tensão.

4. Tudo passa a parecer uma cobrança

Quando o estudante demonstra medo excessivo de errar, sofrimento intenso diante de uma nota ou sensação constante de que nunca está fazendo o suficiente, é importante conversar.

5. Ele deixa de fazer coisas que gostava

Perder o interesse por amigos, esportes, brincadeiras ou outras atividades que faziam parte da rotina é um sinal que merece atenção, especialmente quando se mantém ao longo do tempo.
 

Cristiane Cristo ressalta que nenhum desses sinais, isoladamente, permite concluir o que está acontecendo com o estudante. O mais importante é observar a frequência, intensidade e duração das mudanças e abrir espaço para uma conversa sem julgamento.

 

“O primeiro passo não é perguntar ‘o que está acontecendo com você?’, esperando que o aluno tenha uma resposta pronta. É mostrar que estamos disponíveis para ouvir. Às vezes, uma conversa tranquila, sem cobrança e sem transformar imediatamente o problema em uma solução, é o que permite que a criança ou o adolescente consiga falar.”

A psicopedagoga também defende que escola e família precisam atuar de forma próxima. A escola pode perceber mudanças que não aparecem em casa, enquanto os pais conhecem comportamentos e hábitos que ajudam a equipe pedagógica a compreender melhor aquele estudante.

Na Start Anglo Bilingual School, esse olhar também faz parte da rotina escolar. A proposta é fortalecer a identidade e o protagonismo de cada aluno, criando espaços de escuta, como rodas de conversa, em que crianças e adolescentes possam compartilhar dúvidas, medos e dificuldades, mas também reconhecer suas próprias forças. A equipe procura acompanhar cada estudante de maneira individualizada, entendendo que uma mesma situação pode ser vivenciada de formas muito diferentes por cada pessoa.

GERAL

 The Circulate Initiative expande o programa 'Responsible Sourcing' para a LATAM com projeto para melhorar a vida de catadores de recicláveis no Brasil

 Parceria entre a OSC The Circulate Initiative e a multinacional Tetra Pak busca implementar práticas de fornecimento responsável na cadeia de valor da Alto Vale Celulose, no âmbito da Responsible Sourcing Initiative.


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Gilberto Brata, catador autônomo

A The Circulate Initiative, organização sem fins lucrativos dedicada a solucionar o desafio da poluição plástica em mercados emergentes, anunciou hoje a expansão de seu programa global Responsible Sourcing Initiative para a América Latina, com o lançamento de um novo projeto em fase de implementação no Brasil e o início, ainda neste ano, de um projeto na Colômbia. 

A Responsible Sourcing Initiative mobiliza atores em toda a cadeia de valor da reciclagem para promover práticas de compras responsáveis que respeitem os Direitos Humanos e impulsionem uma economia circular de materiais reciclados. Com projetos de implementação em andamento na Ásia e na África, a expansão para o Brasil representa o quinto mercado do programa.

Com apoio da Tetra Pak, a The Circulate Initiative vai atuar junto ao Inclusive Waste Recycling Consortium (iWrc) para implementar práticas de compras responsáveis na cadeia de valor da recicladora brasileira Alto Vale Celulose. O projeto utiliza o Harmonized Responsible Sourcing Framework for Recycled Materials (Framework Harmonizado), a primeira estrutura global criada para tornar concretas as práticas de abastecimento responsável, fortalecendo a devida diligência em direitos humanos ao longo da cadeia produtiva de materiais reciclados. 

No Brasil, estima-se que 800 mil catadores informais formam a espinha dorsal do sistema de reciclagem do país. Outros cerca de 70 mil catadores estão organizados em mais de 3 mil cooperativas. Apesar dessa contribuição significativa e dos avanços regulatórios progressivos do Brasil para o reconhecimento e formalização do setor informal, os catadores ainda enfrentam condições de trabalho inseguras, ausência de direitos e baixos salários.

O projeto tem como objetivo fortalecer práticas de compras responsáveis para melhorar as condições de trabalho, os meios de subsistência e o acesso a proteções para os catadores na cadeia de valor da Alto Vale Celulose, empresa selecionada para apoiar o processo de compreensão das realidades, desafios e oportunidades que moldam as cadeias de valor da reciclagem no Brasil.

Annerieke Douma, diretora sênior de Programas da The Circulate Initiative, declarou: "A expansão para a América Latina marca um momento importante para o programa Responsible Sourcing Initiative. O Brasil possui um dos ecossistemas de reciclagem mais consolidados do mundo, construído a partir da dedicação e da expertise dos catadores, responsáveis pela recuperação da maior parte dos materiais recicláveis do país. Este projeto trará aprendizados de nosso trabalho na Ásia e na África, somando-se a uma sólida base de organização dos trabalhadores e de políticas inclusivas já existentes no Brasil, para impulsionar uma mudança sistêmica e real."

Valéria Michel, diretora de Sustentabilidade para o Brasil e o Cone Sul da Tetra Pak, afirmou: "Na Tetra Pak, temos o compromisso de proteger alimentos, pessoas e o planeta – e esse compromisso se estende aos trabalhadores que tornam a reciclagem possível. Contribuir para melhorar as condições de trabalho, os meios de subsistência e as proteções dos catadores é central ao nosso compromisso com os Princípios Orientadores das Nações Unidas sobre Empresas e Direitos Humanos. Os catadores são fundamentais para a economia circular do Brasil, e temos orgulho de apoiar a expansão da Responsible Sourcing Initiative para a América Latina. Por meio desta iniciativa, estamos avançando na devida diligência em direitos humanos nas cadeias de valor da reciclagem e ajudando a fortalecer práticas de compras responsáveis que colocam os catadores no centro de um ecossistema de reciclagem mais inclusivo e resiliente."

O anúncio ocorreu no momento em que representantes de recicladoras e agregadoras locais, associações de catadores e marcas globais se reuniram em São Paulo, no início de agosto, para avaliar os resultados do diagnóstico inicial (baseline assessment) da cadeia de valor da Alto Vale Celulose e discutir as necessidades e perspectivas dos catadores no Brasil. Os parceiros do projeto utilizarão essas conclusões para identificar e desenvolver, em conjunto, soluções a serem implementadas ao longo do projeto.

O diagnóstico inicial revelou diferenças na maturidade das empresas intermediadoras e compradoras, refletindo diferentes níveis de governança, infraestrutura e modelos de cadeia de suprimentos. Também evidenciou condições inadequadas nos pontos de coleta, incluindo desafios de saúde, segurança e proteção limitadas para os catadores. Ao mesmo tempo, os catadores vêm se organizando cada vez mais em empreendimentos coletivos, o que amplia o acesso a mercados, estabiliza a renda e favorece melhores condições de trabalho. Os resultados também mostraram que incentivos direcionados, como recompensas financeiras e apoio alimentar, podem aumentar a coleta de materiais de baixo valor, ao mesmo tempo em que fortalecem cadeias de suprimentos de reciclagem mais inclusivas e resilientes.

Larissa Kraemer, cofundadora da Alto Vale Celulose, declarou: "Na Alto Vale Celulose, acreditamos que um negócio de reciclagem sólido e o tratamento justo dos catadores caminham juntos. Integrar a Responsible Sourcing Initiative nos oferece um roteiro estruturado para transformar essa crença em prática verificável e mensurável em toda a nossa cadeia de valor. O diagnóstico inicial nos deu uma visão mais clara das áreas prioritárias para fortalecer as condições e os meios de subsistência dos catadores que abastecem nossas operações. Estamos ansiosos por essa colaboração, para construir uma cadeia de valor que estabeleça o padrão de sourcing responsável no Brasil e na América Latina."

A expansão do programa para a América Latina também marcará o lançamento da Responsible Sourcing Network Latin America, uma rede de intercâmbio de conhecimento e capacitação liderada pela The Circulate Initiative, voltada a organizações da região que buscam ampliar suas práticas de sourcing responsável.

Em nível global, o programa Responsible Sourcing tem como metas melhorar os meios de subsistência de 50 mil trabalhadores informais do setor de resíduos e catadores, garantir o compromisso de mais de 60 marcas globais, investidores, recicladoras e agregadoras com a adoção do Framework Harmonizado, e viabilizar a entrega de 100 mil toneladas de materiais reciclados provenientes de compras responsáveis. 

DESAFIOS A EMPREENDER

 Ex-Vasco lança Pricefood, plataforma para combater desperdício de alimentos

Fabricio Baiano é um dos sócios da Otimize, startup de Niterói que desenvolveu plataforma para evitar desperdícios e otimizar compras em restaurantes

Todos os dias, toneladas de alimentos são desperdiçadas antes mesmo de chegar ao prato do consumidor. Dados da WRI Brasil indicam que o país desperdiça cerca de 41 mil toneladas de alimentos por ano, das quais aproximadamente 15% ocorrem em restaurantes. Parte dessas perdas, inclusive, está relacionada não apenas às sobras na cozinha, mas também à dificuldade de controlar custos, acompanhar preços e planejar compras de forma eficiente. Foi a partir desse problema que nasceu a Pricefood Company, plataforma lançada em agosto pela empresa de tecnologia carioca Otimize e que tem entre seus sócios o ex-volante Fabrício Baiano. A solução busca automatizar o processo de compras de restaurantes, reunindo cotações em um único ambiente, aumentando o controle sobre os gastos e ajudando estabelecimentos a comprarem apenas o necessário.

A startup estima reduzir de sete para duas horas o tempo gasto pelos restaurantes no processo de cotação de produtos e tem como meta conquistar 120 clientes no primeiro ano de operação.

Para Fabrício, a criação da empresa representa uma conexão entre sua trajetória pessoal e o desejo de gerar impacto.

“Jamais imaginei que um dia estaria à frente de uma empresa de tecnologia. Mas hoje faz todo sentido quando olho para a minha história. A Pricefood nasceu justamente desse propósito. Depois de tudo o que vivi, seria egoísmo pensar apenas em mim. Eu queria construir algo que ajudasse outras pessoas”, afirma.

Da fome no interior da Bahia ao sonho de ser jogador

Antes de conquistar espaço no futebol profissional, Fabrício viveu uma realidade de extrema dificuldade no interior da Bahia. Ao lado da família, chegou a viver como sem-terra e enfrentou períodos em que a falta de comida fazia parte da rotina enquanto morava em Camacan.

“Assim como todo garoto, eu sonhava em ser jogador de futebol. Mas, para mim, o futebol era muito mais do que um sonho. Era a oportunidade de mudar a minha vida e a história da minha família. A gente passava muita necessidade no interior da Bahia. E quando eu falo em necessidade, eu falo de fome”, relembra.

A mudança para a cidade aproximou Fabrício do futebol. Ainda jovem, decidiu apostar no esporte como caminho para transformar a realidade da família.

“Eu não aguentava mais ver minha mãe e meus irmãos passando dificuldade sem poder fazer nada. Foi aí que decidi que seria jogador de futebol”, conta.

A oportunidade no Vasco e o peso de uma escolha

A busca por uma oportunidade no esporte levou Fabrício ao Rio de Janeiro. Sem dinheiro para pagar a viagem, arrecadou ajuda em feiras e comércios da cidade e conseguiu chegar ao Vasco para realizar um teste.

“Consegui R$ 70, mas ainda não era suficiente. Foi quando consegui uma carona em um caminhão que levava mercadorias para o Rio de Janeiro. Minha mãe nem sabia que eu iria de caminhão. Saímos na sexta-feira e chegamos apenas no domingo”, relata.

Na adolescência, devido às dificuldades de alimentação e desenvolvimento físico comuns entre jovens da sua região, Fabrício chegou a utilizar documentos de outra pessoa para tentar uma oportunidade no futebol. Depois de um período carregando esse conflito, decidiu revelar a situação.

“Chegou um momento em que eu não aguentava mais carregar aquele peso. Eu sentia que estava tirando o sonho de outra pessoa. Podiam me oferecer um caminhão de dinheiro que eu não queria mais viver daquela maneira”, afirma.

Após contar a verdade, recebeu uma nova oportunidade no Vasco e conseguiu regularizar sua trajetória.

“O Vasco, com o Roberto Dinamite, me deu uma nova oportunidade para seguir no clube jogando na minha categoria. Eu sempre fui muito dedicado e continuei trabalhando”, lembra.

O momento mais difícil da vida

A carreira profissional trouxe experiências internacionais e passagens por clubes como Coritiba, Marítimo (Portugal), Rizespor (Turquia), Fortaleza, Petrolul (Romênia) e Sagamihara (Japão). Mas, antes da consolidação no futebol, Fabrício passou por um dos períodos mais delicados da vida.

Após uma lesão no ligamento cruzado do joelho e a perda do pai durante a recuperação, deixou o Vasco e enfrentou uma fase de extrema dificuldade financeira no Rio de Janeiro.

“Foi nesse período que vivi o momento mais difícil da minha vida. Eu passava o fim de semana inteiro sem comer. Durante a semana, uma senhora fazia minhas refeições, mas, quando chegava sábado e domingo, eu não tinha dinheiro”, conta.

A situação chegou ao limite quando precisou recorrer ao próprio lixo para conseguir se alimentar.

“Um dia, não tinha absolutamente nada para comer e precisei voltar ao lixo para pegar aquelas sobras. Eu tive que comer o meu próprio lixo”, revela.

Ele também lembra que esperava o fim dos jogos em São Januário para conseguir alimentos deixados pelos torcedores.

“Eu não tenho vergonha de falar isso. Faz parte da minha história e é uma lembrança que jamais vou esquecer”, afirma.

Do futebol aos negócios

Depois de construir uma carreira no futebol, Fabrício começou a planejar a transição para o empreendedorismo ainda durante os anos como atleta. A inspiração veio de outros jogadores que construíram negócios fora dos campos.

“Minha carreira toda sempre me inspirei no Flamini, que era do Milan. Ele também era volante e iniciou uma empresa para criar plásticos biodegradáveis. Antes de me aposentar, eu sempre soube que queria trabalhar com tecnologia que fizesse a diferença”, explica.

A Pricefood nasceu da união entre Fabrício e os sócios Thiago Coelho, Jeferson Sodré e Alef Lotaif. O projeto começou após uma conversa com um empresário do setor de alimentação, que relatou dificuldades para administrar compras e custos em uma rede de restaurantes.

A partir daquele encontro, o grupo passou cerca de sete meses desenvolvendo a plataforma. A ferramenta permite centralizar cotações, comparar preços entre fornecedores cadastrados e oferecer mais previsibilidade para a gestão dos estabelecimentos.

“Com a nossa plataforma, queremos que o empresário só precise pesquisar o produto para visualizar rapidamente as melhores opções entre os fornecedores cadastrados, reduzindo um processo tedioso e que só atrasa uma rotina que já é estressante”, explica.

Para Fabrício, a startup representa uma nova fase profissional, mas mantém o mesmo propósito que guiou sua trajetória desde a infância.

“A gente sabe que não vai acabar com a fome no mundo. Mas, se conseguirmos reduzir o desperdício de alimentos e ajudar uma ou duas pessoas a terem uma refeição digna, já vai valer a pena. Eu sei o que é sentir a barriga doer de fome. Sei o que é comer do lixo. É por isso que tenho esse sangue nos olhos para ajudar pessoas e evitar que tanta comida seja desperdiçada”, finaliza.