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segunda-feira, 4 de maio de 2026
QUEM ACONTECE
EDUCAÇÃO
Seguro de vida vai além da proteção e exige mais educação financeira, aponta especialista
O seguro de vida tem ganhado cada vez mais espaço no Brasil. com crescimento superior a 21% em 2024, segundo dados da Fenaprevi e da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) , refletindo um movimento de maior atenção das pessoas à proteção financeira. Ainda assim, o tema segue cercado por percepções limitadas e, muitas vezes, equivocadas.
Culturalmente, o brasileiro ainda associa o seguro de vida à morte, deixando de enxergá-lo como uma ferramenta estratégica de planejamento financeiro, proteção patrimonial e organização familiar. Essa visão está diretamente ligada à falta de educação financeira, que impede uma compreensão mais ampla sobre como o seguro pode atuar em diferentes momentos da vida, inclusive em situações em vida, como doenças graves, invalidez e imprevistos que impactam a renda.
De acordo com o especialista em seguros Gustavo Queiroga, a ausência de educação financeira expõe as pessoas a riscos que vão além do aspecto econômico. “Indivíduos que não possuem essa educação estão à deriva, sujeitos a impactos de situações acidentais ou de saúde, que afetam não só a própria vida, mas também a rotina e a vida financeira de quem está ao redor”, afirma.
Gustavo explica que a percepção limitada do seguro de vida também tem raízes históricas. “Isso ocorre devido à exposição do brasileiro a produtos de proteção ofertados, principalmente, por bancos, que não são especialistas em proteção familiar. Essa realidade, no entanto, tem mudado com o avanço de seguradoras independentes, que oferecem soluções mais completas”, destaca.
Na prática, o seguro de vida pode ser utilizado como uma importante estratégia de planejamento familiar em diferentes horizontes. No curto prazo, garante liquidez diante de imprevistos; no médio prazo, pode assegurar, por exemplo, a continuidade da educação dos filhos; e, no longo prazo, contribui para a sucessão patrimonial e a proteção da família em caso de ausência inesperada.
Outro ponto pouco conhecido é a amplitude de coberturas em vida. “O seguro não está ligado apenas ao falecimento. Ele pode cobrir diagnóstico de doenças graves, internações, cirurgias, invalidez e perda de autonomia, oferecendo suporte financeiro em momentos críticos”, ressalta o especialista.
Nesse contexto, o especialista aponta que a educação financeira desempenha papel fundamental para mudar a percepção do seguro de vida de “gasto” para investimento em proteção. “Quem se protege está investindo na tranquilidade. Não se trata apenas de uma despesa, mas da garantia de liquidez financeira para enfrentar períodos difíceis e manter a estabilidade familiar”, explica Queiroga.
Em países onde o seguro de vida é amplamente difundido, como Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul, ele já faz parte do planejamento financeiro básico, seja por cultura, tradição ou incentivo institucional. O resultado, segundo o especialista, é o mesmo: “famílias indenizadas e patrimônios protegidos”.
"Diante desse cenário, torna-se essencial ampliar o debate e promover informação qualificada, mostrando que o seguro de vida pode ser um aliado importante na construção de estabilidade, segurança e continuidade do padrão de vida das famílias. Afinal, em situações inesperadas, a proteção financeira pode ser determinante para garantir tempo, dignidade e equilíbrio enquanto novos caminhos são estruturados", conclui.
DESAFIOS A EMPREENDER
BNE apresenta balanço de vagas e perfil do mercado de trabalho no primeiro trimestre de 2026
Levantamento aponta 173 mil vagas abertas, predominância do trabalho presencial e maior volume de candidaturas entre profissionais de 25 a 34 anos
O Banco Nacional de Empregos (BNE) divulgou um balanço sobre o mercado de trabalho no Brasil no primeiro trimestre de 2026. Entre janeiro e março, foram registradas 173.138 vagas em todo país. No mesmo período de 2025, o volume havia sido de 195.158 oportunidades.
Os dados mostram que o modelo presencial segue dominante nas contratações, concentrando 95,68% das vagas abertas. Já o trabalho remoto responde por 4,31% das oportunidades monitoradas na plataforma.
Segundo o COO do BNE, José Tortato, os números refletem o ritmo de contratações das empresas no início do ano. “O mercado mantém um fluxo contínuo de oportunidades, com predominância do modelo presencial. Também observamos uma maior estabilidade nas relações de trabalho, com permanência média de cerca de dois anos nos empregos”, afirma.
Distribuição geográfica e salários
No recorte por cidades, São Paulo lidera a oferta de vagas, com 12.070 postos, seguida por Rio de Janeiro (11.894) e Porto Alegre (11.013). Campinas aparece na sequência com 7.875 vagas, e Porto Alegre completa a lista com 6.949.
O levantamento também traz dados salariais. O salário médio das vagas ofertadas no período foi de R$2.083,51. Já a pretensão salarial média dos profissionais cadastrados na plataforma ficou em R$3.046,63.
Perfil das vagas
O volume de candidaturas indica maior participação de profissionais entre 25 e 34 anos, que somaram 269.743 inscrições no trimestre. Na sequência, estão os jovens de 18 a 24 anos, com 236.140 candidaturas.
Profissionais de 35 a 44 anos registraram 147.252 inscrições, enquanto trabalhadores acima de 45 anos somaram 89.475 candidaturas.
CULTURA
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