domingo, 28 de junho de 2026

SHOW MUSICAL

 Música no Museu recebe concertos de Patrícia Glatzl e Coral Cobra Vocal

Patrimônio Cultural Imaterial do Estado e da Cidade Rio de Janeiro, projeto celebra 29 anos em 2026

 

O projeto Música no Museu dá sequência aos Concertos de Outono na comemoração dos seus 29 anos com um programa movimentado que passeia pelas músicas brasileira e internacional. A jovem pianista Patrícia Glatzl, no Palácio São Clemente, na renovação da música clássica, um dos focos do projeto, e o Coral Cobra Vocal, no Museu do Exército, no Forte de Copacabana, fecham a programação de junho. 

 

Criado por Sergio da Costa e Silva, o Música no Museu é Patrimônio Cultural Imaterial do Estado e da Cidade do Rio de Janeiro e já atingiu mais de 1 milhão e 250 mil pessoas em quase três décadas de atividades ininterruptas. Os concertos são gratuitos. 

 

Confira o programa completo: 
 

Dia 30 de junho, terça-feira, às 18h

Museu do Exército - Forte de Copacabana - Praça Cel. Eugênio Franco, 1, Posto 6, Copacabana

Capacidade: 120 lugares

Músicos: Coral Cobra Vocal - Direção Marco D’Antonio

Programa: Clássicos Brasileiros

Entrada: gratuita.

GERAL

 Grupo Prima reforça incentivo à liderança feminina com patrocínio e participação no Welcome Women Forum

Patrícia Guerra, especialista de Eventos e Conteúdo, integra painel do primeiro fórum mundial de mulheres líderes organizado no Brasil

 

O Grupo Prima anuncia patrocínio ao Welcome Women Forum (WWF), primeiro fórum mundial dedicado a mulheres líderes, organizado pela Sociedade Civil Brasileira, que acontece nos dias 29 e 30 de junho, no Palacete Tirachapéu e no Fala Artes e Design, localizados na Rua Chile, no Centro Histórico de Salvador. Além do apoio institucional, a companhia reforça seu engajamento com a pauta por meio da participação de Patrícia Guerra, especialista de Eventos e Conteúdo, como uma das painelistas confirmadas.

Patrícia Guerra é painelista no evento

Patrícia Guerra, painelista no evento que reunirá mais de 80 personalidades nacionais e internacionais, comenta a importância da iniciativa. “Sinto-me honrada em participar e ter a oportunidade de incrementar um diálogo tão relevante. Estar ao lado de tantas mulheres inspiradoras para debater desafios e oportunidades é fundamental para construirmos, juntas, um futuro corporativo mais inclusivo e potente”, declara.

Esta iniciativa consolida o posicionamento do Grupo Prima como apoiador estratégico de pautas relacionadas à equidade de gênero. “O apoio a iniciativas como o Welcome Women Forum reforça nosso compromisso em impulsionar a liderança feminina e em contribuir para o desenvolvimento de uma sociedade mais equitativa e para a valorização de Salvador. Realizar um evento desta magnitude na Rua Chile é fundamental para fortalecer o Centro Histórico”, afirma Antonio Barretto Junior, diretor do Grupo Prima e presidente da ARCE (Associação dos Empreendedores da Rua Chile e Entorno).

O evento tem patrocínio incentivado da Lei Rouanet com Jacobina Mineração Pan American Silver e Propeg; e conta com o patrocínio do Grupo Prima, CNI, SEBRAE, FIEB, Banco do Nordeste, Bahiagás, Governo do Estado da Bahia e Prefeitura de Salvador.

 

Welcome Women Forum

Data: 29 e 30 de junho de 2026

Local: Palacete Tirachapéu e Fala Artes e Design (Rua Chile, Centro Histórico, Salvador/BA)

Ingresso: gratuito e sujeito à capacidade do espaço. 

Link do Sympla: https://www.sympla.com.br/evento/welcome-women-forum-2026/3440335

Ação social: o evento convida os inscritos a doarem 1kg de alimentos para as Obras Sociais Irmã Dulce (OSID) e Instituto de Cegos da Bahia

SHOW

Quilombo Mineiro Pau mantém viva tradição centenária em evento gratuito  


Festejo junino em Santa Cruz preserva memória iniciada por homem que nasceu escravizado

 

No próximo dia 29 de junho, segunda-feira, a partir das 17h, moradores de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, se reunirão mais uma vez em torno de uma fogueira no Quilombo Urbano Mineiro Pau. À primeira vista, pode parecer apenas mais uma celebração junina. Mas a história dessa chama atravessa gerações, resiste ao tempo e carrega a memória de um Brasil que raramente aparece nos livros.

 

A tradição começou com Manoel Caetano Madeira, homem negro que nasceu escravizado e viveu cerca de quarenta anos sob o regime da escravidão. Após a chamada liberdade, estabeleceu-se em Paraíba do Sul, no interior do Estado do Rio de Janeiro, onde passou a acender, todos os anos, uma fogueira no dia 29 de junho. Uma chama acesa há mais de 100 anos e que hoje ilumina centenas de crianças, adolescentes, jovens e famílias através da cultura, da educação, da solidariedade e da ancestralidade.

 

Em uma sociedade que criminalizava saberes, crenças e formas de organização da população negra, a fogueira permitia fortalecer vínculos comunitários, transmitir conhecimentos ancestrais e proteger identidades coletivas. Ao seu redor circulavam histórias, ensinamentos, afetos e formas de resistência que ajudaram gerações a manter vivas suas referências culturais. Por isso, a Fogueira de Xangô não representa apenas uma tradição familiar. Ela constitui um patrimônio vivo construído como estratégia de preservação da memória, afirmação da ancestralidade e continuidade cultural. Uma tecnologia ancestral que atravessou o tempo e chegou ao século XXI mantendo acesa a chama da resistência negra.

 

Quando Manoel Caetano Madeira faleceu, aos 105 anos de idade, a responsabilidade de manter a tradição passou para seu filho, Fausto Manoel Madeira. Mais tarde, ao migrar para Santa Cruz em busca de melhores condições de vida para sua família, ele levou consigo a chama simbólica daquela celebração.

 

Desde então, a fogueira nunca deixou de ser acesa

 

Nem a passagem do século XIX para o século XX. Nem a chegada do século XXI. Nem as transformações sociais, econômicas e culturais do país foram capazes de interromper uma tradição mantida de geração em geração por uma família negra comprometida com a preservação de sua memória.

 

Hoje, a celebração acontece no Quilombo Urbano Mineiro Pau, através do Terreiro de Umbanda São Pedro e São Paulo - Kabiúna do Sertão e da Obra Social Filhos da Razão e Justiça (OSFRJ), organização comunitária que desenvolve ações de cultura, educação afrocentrada, segurança alimentar, saúde comunitária e promoção dos direitos humanos. Ao longo dos anos, a chama que um dia iluminou uma família passou a iluminar toda uma comunidade.

 

É a mesma chama que inspira projetos de educação antirracista, fortalece crianças e adolescentes, acolhe famílias, promove cultura afro-brasileira, preserva a Dança do Mineiro Pau, valoriza o Jongo e mantém viva uma das mais importantes tradições comunitárias da Zona Oeste do Rio de Janeiro. Por isso, o encontro do dia 29 de junho é muito mais do que uma festa junina. É uma celebração da memória, da ancestralidade, da cultura popular e da capacidade que o povo negro teve de transformar resistência em legado.

 

Programação

 

A programação contará com apresentações da Dança do Mineiro Pau, Jongo, música popular, comidas típicas, atividades para crianças, celebração da ancestralidade e o tradicional acendimento da fogueira que há mais de um século reúne gerações em torno da mesma chama.

 

- Quando acendemos essa fogueira, não estamos apenas preservando uma tradição. Estamos renovando um compromisso com aqueles que vieram antes de nós. Cada centelha carrega a memória de nossos ancestrais e reafirma nossa responsabilidade de manter viva essa história para as próximas gerações. E enquanto houver quem se reúna ao seu redor, ela continuará contando a história de um povo que transformou memória em futuro - afirma Fausto Madeira, coordenador da Obra Social Filhos da Razão e Justiça (OSFRJ).

 

Festejo Junino do Quilombo Mineiro Pau

Dia e horário: 29 de junho, segunda-feira, a partir das 17h

Local: Quilombo Urbano Mineiro Pau - Travessa Aurora, 157 - Santa Cruz - Rio de Janeiro

Entrada: gratuita

segunda-feira, 15 de junho de 2026

GERAL


Médicos Sem Fronteiras reforça preparação para emergências no Brasil com treinamento conjunto com a Força Nacional do SUS

Capacitação reúne 40 profissionais com discussão de casos, incluindo inundações em áreas urbanas e rurais

Médicos Sem Fronteiras (MSF) realizou, nesta semana, um treinamento voltado ao fortalecimento da capacidade de resposta a emergências no Brasil. Ao longo de cinco dias, cerca de 40 profissionais participaram de atividades sobre promoção da saúde, engajamento comunitário, saúde mental e apoio psicossocial. Metade dos participantes são da equipe da própria organização humanitária, enquanto a outra metade é formada por profissionais da Força Nacional do SUS, que solicitou vagas para capacitação de suas equipes.

Durante quatro anos consecutivos, MSF atuou em resposta a inundações históricas e eventos climáticos extremos no país — incluindo as enchentes no Rio Grande do Sul (2023 e 2024), em Pernambuco (2022), na cidade de Petrópolis (RJ, 2022) e na Bahia (2021). Com o agravamento da crise climática, a tendência é que eventos desse tipo se tornem mais frequentes e severos, reforçando a importância da preparação e da resposta rápida. “Este tipo de treinamento promove a troca e o aprendizado técnico entre MSF e Força Nacional do SUS, fortalecendo capacidades e competências e incentivando a colaboração entre as instituições para uma possível nova resposta de emergência,” afirma Caterina Gallizioli, coordenadora médica de MSF no Brasil.

De acordo com Isabel Kraml, especialista em Saúde Mental da Unidade Médica Brasileira (BRAMU, na sigla em inglês), MSF já desenvolveu diversos materiais teóricos e ferramentas práticas para apoiar a organização em respostas de emergência no Brasil, contribuindo para ações ainda mais rápidas, eficientes e alinhadas com as políticas públicas. “Os treinamentos são a segunda etapa desse projeto, voltado à capacitação de profissionais para atuar em situações de desastres de saúde pública”, explica Kraml.

Com ampla experiência em contextos de crises humanitárias e desastres, MSF trabalha em muitos locais onde o acesso ao sistema de saúde é limitado e a capacidade de resposta dos governos é reduzida. No Brasil, entretanto, o Sistema Único de Saúde (SUS) possui maior capilaridade, é robusto e chega rapidamente às áreas afetadas. Nesse contexto, o principal papel da organização é apoiar as equipes locais, identificar lacunas na assistência e contribuir com sua experiência acumulada em projetos realizados em mais de 75 países. “Essa também é uma oportunidade muito valiosa para nós, porque temos chance de aprender ao mesmo tempo em que compartilhamos nossa experiência”, diz Caterina Gallizioli, coordenadora médica de MSF no Brasil.