quinta-feira, 21 de maio de 2026

QUEM ACONTECE

 QUEM ACONTECE



                                                                                       FLÁVIO BOLSONARO

SAÚDE

Singularidade redefine o padrão de beleza e muda a lógica da cirurgia estética facial

Comportamento do paciente evolui e reposiciona a cirurgia plástica como ferramenta de preservação da identidade individual 

O Brasil se tornou um dos maiores mercados de cirurgia plástica do mundo, mas a motivação de quem busca o consultório mudou. Segundo dados da ISAPS, a tendência atual não é mais a transformação radical, mas a preservação da identidade, o movimento marca o surgimento da "estética da singularidade".

A cirurgiã plástica Dra. Danielle Gondim, formada pelo Instituto Ivo Pitanguy e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, observa que os pacientes desenvolveram uma resistência visual aos padrões das redes sociais. “Existe um incômodo com resultados replicáveis. As pessoas não querem mais parecer iguais; querem ser reconhecidas como elas mesmas, apenas em uma versão mais descansada e jovem”, afirma a especialista.

A crítica à padronização estética ganhou força nos últimos anos, impulsionada pelas redes sociais e pela popularização de procedimentos minimamente invasivos que, muitas vezes, seguem padrões repetitivos de preenchimento e proporção facial. Esse movimento, segundo especialistas, levou a um efeito contrário: a valorização da individualidade como um novo atributo de luxo.

Técnicas profundas ganham protagonismo

Nesse contexto, técnicas cirúrgicas mais profundas e estruturais passaram a ganhar espaço. Procedimentos como lifting facial em plano profundo (Deep Plane Facelift) reposicionam músculos e tecidos, em vez de apenas tensionar a pele, o que favorece resultados mais naturais e duradouros. “Quando você trata apenas a superfície, o resultado pode até ser imediato, mas não conversa com a anatomia real do paciente. A abordagem estrutural respeita a identidade e evita aquele aspecto artificial”, explica a cirurgiã.

A tendência também acompanha uma mudança mais ampla no consumo de serviços de alto padrão. Assim como ocorre em setores como moda e turismo, cresce a valorização de experiências personalizadas. Na estética, isso se traduz em um planejamento individualizado, que considera proporções faciais, histórico do paciente e aspectos emocionais ligados à autoimagem. 

A médica afirma que o conceito de singularidade não está apenas no resultado final, mas em todo o processo. “Cada face envelhece de forma diferente. Quando a gente replica técnicas sem adaptação, perde a essência do paciente. O planejamento precisa ser único, porque o objetivo não é transformar, é restaurar”, diz.

Esse olhar mais criterioso também impacta a escolha dos procedimentos. Intervenções combinadas, que tratam diferentes camadas da face, têm sido preferidas por oferecer maior harmonia. Cirurgias como blefaroplastia, lifting de sobrancelhas e enxertos de gordura são associadas de forma estratégica para preservar características originais e melhorar a qualidade da pele e das estruturas faciais.

Naturalidade se consolida como novo luxo

Ao mesmo tempo, cresce a conscientização sobre os riscos da padronização. Resultados exagerados ou desproporcionais passaram a ser associados à perda de identidade, o que reforça a busca por naturalidade. “O excesso começou a ser percebido como um erro, não como um ideal. Hoje, o melhor resultado é aquele que não denuncia o procedimento”, afirma.

Para a especialista, a singularidade tende a se consolidar como um novo parâmetro de valor dentro da estética. “O luxo deixou de ser o visível e passou a ser o imperceptível. É quando ninguém percebe o que foi feito, mas todos notam que há algo melhor”, diz.

CIDADE

Free flow no Rio de Janeiro: ticket médio cresce 10,5% no início de 2026, aponta Sem Parar

Crescimento acumulado desde 2024 chega a 31% na BR-101 e indica mudança no padrão de uso do sistema


Crédito: Freepik

O uso do sistema de pedágio eletrônico sem barreiras, o free flow, começa a apresentar sinais de maturação no Brasil. O levantamento do Sem Parar analisa o desempenho da tecnologia na BR-101 (Rio-Santos) no Rio de Janeiro, primeiro trecho a implementar o modelo no país, em 2023. Os dados do primeiro trimestre de 2026 mostram que o modelo avança não apenas em volume, mas também em frequência e valor das transações.  

No período, o volume de passagens em pórticos de free flow cresceu 2,8%, enquanto o índice de recorrência dos usuários subiu 5,6%, indicando maior regularidade no uso. O movimento sugere que a tecnologia começa a se integrar de forma mais consistente à rotina de deslocamento dos motoristas. 

O ticket médio das transações atingiu R$ 21,84, com alta de 10,5% no início de 2026. No acumulado desde 2024, o crescimento chega a 31%, em um contexto de maior frequência de uso e ampliação da base de usuários recorrentes. 

O comportamento varia ao longo da semana. A utilização é mais concentrada em dias úteis, com alta de 3% no período, o que indica associação do free flow a deslocamentos recorrentes, como trajetos de trabalho. 

“Os dados mostram que o uso do free flow deixa de ser pontual e passa a fazer parte da rotina. A recorrência indica que o motorista percebe valor na fluidez e na previsibilidade do trajeto”, afirma Carla Barreiros, diretora de Operações do Sem Parar. 

Nesse contexto, Carla reforça que a tag se consolida como a melhor opção para o uso do free flow. Além de eliminar riscos de inadimplência e multas por esquecimento do pagamento posterior, a tag oferece uma experiência mais prática e segura ao motorista, com cobrança automática e identificação precisa da passagem. Outro diferencial é a previsibilidade financeira, já que o usuário acompanha os gastos em tempo real e pode organizar melhor o orçamento, especialmente em trajetos recorrentes.  

 

tecnologia

 Exclusão digital abre novo eixo de desigualdade no Brasil e ameaça cidadania

De acordo com especialista da UNIASSELVI, a migração de serviços públicos para o ambiente virtual em um contexto de falta de acesso à tecnologia torna-se barreira para o exercício de direitos básicos e avanço social 

A migração de diversos processos administrativos e canais de participação social para o ambiente online nos últimos anos reduziu o tempo e aumentou a eficiência de processos burocráticos governamentais. No entanto, também criou uma barreira adicional em um país onde parte da população ainda não tem acesso pleno à internet. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, do IBGE, 20,5 milhões de brasileiros com 10 anos ou mais não utilizavam a internet em 2024, o que representa 10,9% desse grupo. Destes, 45,6% declararam não saber usar a internet, o que reforça que a falta de acesso e de habilidades digitais constitui um obstáculo ao exercício pleno da cidadania.

“A exclusão digital compromete diretamente o exercício da cidadania na sociedade contemporânea. Quando parte da população permanece desconectada ou possui acesso limitado à tecnologia, cria-se uma barreira adicional para o acesso a direitos e políticas públicas. Nesse sentido, a inclusão digital se torna um elemento fundamental para garantir participação cidadã plena”, afirma Fernando Eduardo Cardoso, pós-doutor em Administração e coordenador do curso de Gestão Pública da UNIASSELVI.

A consequência da exclusão digital vai além da relação com o Estado. No mercado de trabalho, a desigualdade digital limita o acesso a oportunidades e reduz as chances de ascensão profissional. Em uma economia cada vez mais tecnológica, estar desconectado significa largar atrás.

“Jovens e trabalhadores que possuem acesso limitado à internet ou a dispositivos tecnológicos enfrentam maiores dificuldades para desenvolver habilidades digitais, participar de cursos online ou acessar oportunidades profissionais. Esse cenário pode reduzir significativamente suas possibilidades de mobilidade social. Além disso, a desigualdade digital também afeta o acesso à informação e a serviços públicos que hoje são cada vez mais ofertados em plataformas digitais. Isso pode criar uma nova forma de exclusão, na qual determinados grupos sociais têm menor capacidade de acessar oportunidades disponíveis”, explica o professor.

cultura

 Santander oferece curso online gratuito de espanhol

Com inscrições até 25 de maio, o curso tem duração de seis meses e não exige formação universitária

O Santander e Open Mundo, por meio da plataforma global Santander Open Academy, recebe até o dia 25 de maio inscrições para o curso online gratuito de espanhol Santander | Español Online 2026. Com duração de seis meses, as aulas são direcionadas para quem deseja aprimorar as habilidades e capacidades de aprendizagem no idioma. No total, são oferecidas 1.000 vagas.  Não é necessário ter formação universitária para participar das aulas. Para se inscrever, clique AQUI.

“Aprender ou buscar mais conhecimento em outro idioma possibilita ampliar as oportunidades profissionais e preparar as pessoas para um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, conectado e global. A proposta do Santander é contribuir diretamente para o crescimento na carreira, democratizando o acesso à educação”, explica Carolina Learth, sênior head de Plataformas Globais do Santander.

Os selecionados poderão aprender ou se aprofundar mais no idioma desde o primeiro dia de aula, ministrada por professores nativos, e escolher o nível de conhecimento que mais se enquadra em seu perfil (iniciante, pré-intermediário, intermediário ou avançado). Os níveis do Open Mundo estão alinhados com o Marco Comum Europeu de Referência para as Línguas (MCER), permitindo alcançar até um nível C1 do idioma.

As aulas são totalmente interativas e é uma oportunidade para os participantes reforçarem o vocabulário e a gramática mais utilizados no idioma. O programa contempla, ainda, quatro aulas online particulares por mês para aperfeiçoar a pronúncia, ganhar confiança e dominar as expressões comuns.