Ricardo Labatt
Através de Adolfo Sachsida, que é o coordenador da área econômica da
campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) e cotado para assumir o Ministério
da Fazenda em um eventual governo Flávio, o Flávio diz que vai cortar de 1,5 a 2
% do PIB em despesas. Isso fica na casa dos 200 e 300 bilhões de reais.
Não há como cortar estas despesas se não abolir o reajuste real das
aposentadorias, inclusive as congelando por 4 anos, como inclusive Bolsonaro fez.
Não há como cortar estas despesas sem se desvincular o salário mínimo do
Benefício de Prestação Continuada, o BPC Loas...
Não há como cortar estas despesas se não cortarem as próprias verbas carimbadas
da Saúde, ou da Educação.
Só esses itens abrandem esses valores citados. Isso é ponto pacífico.
Assim, essa dita economia, ou sai desses benefícios, ou das Despesas Tributárias
que incidem sobre o empresariado. E isso, não acredito que esteja em pauta.
Aliado a isso, ainda existe o problema dos Juros da Dívida. De uma dívida que,
inclusive NUNCA foi auditada. E o que farão com essa absurda TAXA SELIC que
onera o Estado e sacrifica investimentos, combatendo a inflação pela demanda e
não pela produção.
Além é claro dos projetos de privatização (lógico que a preço de banana), de uma
parte da Petrobrás, do Banco do Brasil e da caixa Econômica Federal, fora o risco
real e iminente de que entreguem aos estrangeiros a Margem Equatorial, a
exemplo do que fizeram com o Pré Sal.
Assim, desafio qualquer economista a me provar que a conta das mentiras são
plausíveis...
Mas piora, Sachsida diz que irá diminuir as despesas e também os impostos. Quer
dizer, vai reduzir a receita também.
Eu só queria que algum economista me explicasse como se diminui despesas de um
orçamento apertado, de onde não se tem de onde tirar, mas se vende a fantasia de
que se consegue economizar, tendo ainda cortes nos rendimentos. Afinal, ele crava
que haverá diminuição da carga tributária.
Veja o depoimento advindo direto de Nárnia...
https://www.instagram.com/reel/DeRs2cihOC/?utm_source=ig_web_copy_link&md
xt=NTc4MTIwNjQ2YQ==
Quando se ouve a Coordenadora da Área de Economia, vendida como genial,
Daniella Marques, o pânico ainda é maior. Afinal, enquanto um posa com a camisa
da Argentina, a colega surge com um modelito astronáutico de Nárnia.
E, de certo que alguns emocionadas torcedores dirão: Mas quem é bom então, o
Haddad? O Guido Mantega?
Não é este o caso. O caso é que essa historinha de Nárnia não dá pra ser engolida.
Ou estão mentindo para um, ou para outro e, na minha experiência de observação,
nunca mentem para o mercado. Afinal, quem manda é a Faria Lima.
Em resumo, o brasileiro vai ser sacrificado e culparão os reajustes necessários, por
períodos determinados, que se alongarão por todo o mandato, por conta de um
hiato “desastroso” entre os governos Bolsonaro.
E ainda há quem repita que está tão ruim que não possa piorar. Mas tenha certeza
que pode, claro que pode piorar e muito.
Além do que se especula que pretendem mexer na Constituição e, quando há um
movimento neste sentido, por um grupo desta linha neoliberal, NUNCA é para
adicionar direitos e sim para restringi-los. Inclusive com uma bem provável
ampliação da idade para a aposentadoria.
Não é um cenário nem um pouco animador. Eu diria até que é evidentemente
preocupante. E eles continuam dando voltas e declarando que não põem discutir,
agora, os “detalhes dos detalhes”. O que implicaria em explicar detalhes muito
impopulares.
Diante de tudo isso, segue a célebre frase, que denota essa divisão imposta ao
povo brasileiro e cria sérias rupturas entre amigos e até familiares:
“Democracia é quando EU mando em você.
Ditadura é quando VOCÊ manda em mim.”