quinta-feira, 14 de maio de 2026

GERAL

 Celular na adolescência: mediação ativa e 'detox' são as estratégias reais de proteção

Especialista da UniCesumar defende a presença dos responsáveis no ambiente virtual e pondera que uso diário do aparelho; proibição agrava os riscos

Pesquisas recentes apontam que o aumento intenso do uso de celulares entre os jovens está diretamente ligado à queda no desempenho escolar e ao crescimento de relatos de solidão. No Brasil, o acesso também é massivo: de acordo com o estudo TIC Kids Online 2025, a internet faz parte da rotina de 92% da população de 9 a 17 anos. Diante da exposição diária e, muitas vezes, sem filtros, adolescentes ficam vulneráveis a abusos, pressões digitais e danos diretos à formação da identidade.

“Proibir totalmente o uso de telas atualmente é quase impossível, porque a vida gira em torno da internet, que é uma infraestrutura essencial para educação e socialização. Quando os pais tentam proibir o acesso, a relação se desgasta. Os adolescentes começam a esconder o que estão fazendo, tentam recuperar a conexão a qualquer custo e passam a usar a rede em locais sem nenhuma supervisão”, afirma Leonardo Pestillo de Oliveira, doutor em Psicologia e professor Programa de Pós-Graduação em Promoção da Saúde da UniCesumar de Maringá (PR).

O cenário impõe um desafio prático para as famílias e a resposta imediata de muitos responsáveis é o bloqueio do acesso, estratégia que os dados e a análise comportamental demonstram ser obsoleta. Em vez de simplesmente retirar o aparelho da mão dos adolescentes, a abordagem correta exige estabelecer estratégias reais para dosar o uso e garantir a segurança.

Os desafios das redes sociais

Oliveira explica que a superexposição em redes sociais afeta de forma mensurável a saúde mental e as plataformas são desenvolvidas para fornecer recompensas neurológicas imprevisíveis, operando em um cérebro adolescente que ainda não possui maturidade plena para controlar impulsos. “Os adolescentes estão expostos a conteúdos irrealistas que afetam diretamente a identidade e a autoestima. Com a exposição constante, a ausência de validação imediata, como curtidas e comentários, passa a ser interpretada como uma rejeição social”, complementa o docente.

Esse ambiente também abre portas para riscos práticos de segurança, como o cyberbullying e o aliciamento digital, nos quais adultos se aproximam de jovens para fins de exploração. O compartilhamento impulsivo de conteúdos aumenta o risco de chantagens e vazamentos de imagens íntimas.

AUTOMOTIVO

 Saiba quando começa o calendário do licenciamento no estado do Rio de Janeiro

Aplicativo da Zapay permite a consulta de débitos veiculares e o parcelamento do tributo em até 12 vezes no cartão de crédito

Teve início o calendário do Licenciamento Anual 2026 no estado do Rio de Janeiro, e os proprietários de veículos devem ficar atentos aos prazos para garantir a regularização dentro do período estabelecido.  

Assim como ocorre todos os anos, o cronograma do licenciamento é definido de acordo com o número final da placa. O não cumprimento dessa obrigação pode gerar impactos financeiros e legais, além de impedir a circulação regular do veículo.  

Soluções digitais como Zapay que faz parte do ecossistema do Sem Parar, se destaca por oferecer praticidade e segurança aos motoristas na regularização de débitos veiculares. A plataforma é oficialmente credenciada aos órgãos de trânsito como os Detrans. Por meio do aplicativo é possível consultar pendências, acompanhar o histórico de IPVA, multas e licenciamento, receber alertas de vencimento e realizar pagamentos de forma 100% digital, com opções de parcelamento em até 12 vezes via cartão de crédito.  

Mais do que uma taxa obrigatória, o licenciamento é o documento que autoriza o automóvel a trafegar de forma regular. Ele viabiliza a emissão do CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo), comprovante essencial de que o veículo atende às exigências previstas na legislação brasileira.  

Sem o CRLV válido, o motorista está sujeito a penalidades, como multa no valor de R$293,47, sete pontos na CNH e até a remoção do veículo. Classificada como infração gravíssima pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a irregularidade também contribui para o acúmulo de pontos, aumentando o risco de suspensão de habilitação.

SHOW

 Kid Abelha estreia turnê "Eu Tive Um Sonho" no Rio de Janeiro

Vem amor que a hora é essa. Se o verso vale para 1984, vale também, e talvez mais ainda, para 2026, quando uma grande celebração se anuncia no show de estreia da turnê “Eu Tive Um Sonho”, no dia 12 de junho de 2026, na Farmasi Arena, no Rio de Janeiro, reunindo o Kid Abelha que você lembra e aquele que você ainda vai conhecer, agora em grande estilo.

Ingressos: https://www.ticketmaster.com.br/event/venda-geral-kid-abelha-rio-de-janeiro

Desde o final do ano passado, quando a ideia começou a tomar forma, Paula Toller, George Israel e Bruno Fortunato se animaram com essa retomada dos palcos.

Não, ninguém está falando em retorno – não ouvi isso da boca de nenhum deles. É uma continuidade do que um dia ficou no ar. O Kid Abelha não tem muito tempo para nostalgia não. A ideia é, como sempre foi, aproveitar o presente. 

Nenhum deles também disse que foi fácil resumir uma carreira como a da banda num setlist. Fechar as músicas que vão mexer com os fãs nessa turnê talvez tenha sido o maior desafio. Desafio que Paula, George e Bruno encararam como tudo que sempre fizeram: com alegria e tesão.

O projeto é grandioso, com um time campeão, e o resultado é uma espécie de presente para os fãs do Kid – de várias gerações. Desde a última vez que tocaram juntos, os três integrantes da banda seguiram (e ainda seguem) por caminhos múltiplos. 

Quando bateu aquela vontade de estar junto de novo, veio aquela energia inexplicável. Não é saudade não. É vontade mesmo de viver tudo aquilo agora, com o mesmo astral, com a mesma alegria, com uma vontade infinita de fazer todo mundo dançar.

Mas que a ambição de uma proposta como essa não faça ninguém esquecer que o espírito daquele início de banda, quarenta anos atrás, ainda está no sangue de cada um deles: Paula Toller, George Israel, Bruno Fortunato. 

Porque eu bem sei, já que orgulhosamente sou da mesma geração de todos os envolvidos, o que importa quando a gente tá junto é que ali se fez e ainda se faz música boa. Como se nunca tivesse havido uma pausa. Como se todo mundo estivesse ali junto numa espécie de tempo suspenso.

Todo mundo feliz, todo mundo vibrando. Como se fosse só um bando de amigos tocando. Ou, pegando emprestado da incomparável Patti Smith, JUST KIDS. Bora pra festa? Vê se entende a minha pressa...

O show reúne a formação do Kid Abelha com Paula Toller nos vocais, Bruno Fortunato na guitarra e George Israel no sax, vocais, violão e bandolim. A direção musical é de Liminha, direção de arte de Gringo Cardia, iluminação de Samuel Betts e codireção artística de Paula Toller, A banda de apoio é formada por Gustavo Camardella na guitarra, violão e vocais, Adal Fonseca na bateria, Pedro Dias no baixo e vocais, e Gê Fonseca nos teclados e vocais, além de músicos de sopro. A realização é da Live Nation Brasil e da Posto 9 Entretenimento.

quarta-feira, 13 de maio de 2026

SAÚDE

 Advogado defende acesso ao hormônio do crescimento com base em prescrição médica

Advogado defende acesso ao hormônio do crescimento com base em prescrição médica

O acesso ao hormônio do crescimento, utilizado no tratamento de crianças e adolescentes com condições como deficiência de GH, Síndrome de Turner e baixa estatura idiopática, tem sido alvo de debates no campo jurídico e da saúde suplementar no Brasil. Diante de negativas frequentes por parte de planos de saúde e dificuldades no fornecimento pelo sistema público, especialistas defendem que a prescrição médica deve prevalecer como critério principal para garantir o tratamento.

Segundo o advogado Moisés Teixeira, especialista em Direito da Saúde, a indicação feita pelo médico deve ter peso determinante nas decisões sobre cobertura. Para ele, quando há respaldo clínico, com exames e relatório detalhado, a recusa das operadoras pode ser considerada indevida. “A avaliação técnica cabe ao médico que acompanha o paciente. Limitações administrativas não podem se sobrepor à necessidade comprovada de tratamento”, afirma.

As negativas costumam se apoiar em três justificativas principais: a ausência do medicamento no Rol de Procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), cláusulas contratuais que restringem o fornecimento de medicamentos de alto custo ou de uso domiciliar, e a classificação do tratamento como off-label (quando um medicamento é prescrito para uma finalidade diferente da descrita em bula aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa).

Ainda assim, decisões recentes do Judiciário têm sinalizado entendimento favorável aos pacientes, especialmente quando há evidências científicas e cobertura da doença pelo plano. Um marco relevante foi o julgamento do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em 8 de junho de 2022, que definiu o rol da ANS como taxativo, mas admitiu exceções. Posteriormente, a Lei 14.454/2022 passou a prever expressamente a possibilidade de cobertura de tratamentos fora do rol, desde que atendidos critérios como comprovação científica e recomendação médica.

Também com base na Lei 14.454/2022, outra sentença favorável foi proferida pela 18ª vara Cível de Brasília: a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi) foi condenada a reembolsar integralmente despesas realizadas com tratamento à base de somatropina.

Outro ponto fundamental a favor dos pacientes é a necessidade de urgência do tratamento. “O uso do hormônio do crescimento está diretamente ligado a uma fase específica do desenvolvimento infantil, o que configura uma janela terapêutica limitada. A demora no início pode comprometer de forma irreversível o crescimento e o desenvolvimento da criança”, diz Teixeira.

O advogado recomenda que as famílias reúnam documentação, incluam relatório médico detalhado, prescrição atualizada, exames complementares e a negativa formal do plano de saúde. “Esses elementos são considerados essenciais para embasar eventuais medidas judiciais”, reforça

terça-feira, 12 de maio de 2026

GERAL

Golpe digital supera medo de crime violento no Brasil; especialista da UNIASSELVI ensina como se proteger 

Com 83,2% dos brasileiros temendo fraudes online, coordenador de Cibersegurança dá checklist para realização de compras seguras, evitando prejuízos 

Mais do que furtos ou roubos, o principal medo do brasileiro em 2026 é ser vítima de um golpe digital. Um levantamento recente, divulgado em maio deste ano pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com o Datafolha, revelou que 83,2% da população teme perder dinheiro em fraudes pela internet ou celular. Diante deste cenário, que coloca os crimes virtuais no topo das preocupações de segurança, a prevenção se torna a ferramenta mais importante para o consumidor.

Nader Ghoddosi, coordenador do curso de Cibersegurança da UNIASSELVI, explica que, na prática, a vítima clica em um link aparentemente legítimo, realiza o pagamento e o produto nunca chega. “O que induz a compra é o impulso que transforma ofertas em armadilhas. Nesse caso é o desejo da oportunidade ou de economizar. Então os golpistas usam frases de impacto como ‘últimas unidades’, ‘só hoje’ ou ‘queima de estoque’, que reduzem o tempo de reflexão da pessoa. Ela, ao ver uma oferta vantajosa, cede para a emoção e perde a racionalidade”, afirma.

Segundo o professor, os golpistas se aproveitam do impulso e do desejo de economizar para criar armadilhas cada vez mais sofisticadas: lojas falsas idênticas às originais, links maliciosos, QRcodes enviados por redes sociais, vendedores fictícios em grandes marketplaces e até solicitação de pagamento adiantado com a promessa de que a pessoa vai receber algum benefício.