sexta-feira, 6 de novembro de 2026

ESPAÇO MOTOR

     RAM DAKOTA LARAMIE É A PICAPE MEDIA COM MAIS LUXO





João Mendes









O teste da semana foi com a picape RAM Dakota Laramie. Para quem tem boa memória vai se lembrar que o mercado brasileiro já teve uma Dakota lançada em 1998, pela Chrysler, montada no Paraná até 2001. A nova Dakota agora é RAM, uma picape média derivada da Fiat Titano mas com muito luxo e itens de série que o modelo da Fiat não tem. Seu motor é o 2.2L, turbo diesel, que desenvolve 200 cv e 45,9 quilos de torque. O câmbio é automático de 8 velocidades, são 4 modos de condução e a tração é 4X4. O consumo fica em 9,7 km/l na cidade e 10,8 km/l na estrada. A capacidade de carga é de 1.020 kg e tem a cobertura marítima na caçamba. O design da Dakota é bonito, de aparência robusta, as rodas são de 18” e a iluminação é toda em LED. No interior os bancos são de couro marrom e os painéis das portas também tem partes revestidas em couro. É um interior muito chic e refinado. A central multimídia tem 12,3”, espelha o celular sem fio e monitora 4 câmeras que mostram o carro em 540º em 2D e 3D e também tem os alarmes sonoros de estacionamento dianteiro e traseiro. O quadro de instrumentos é digital com 7”. 


O ar condicionado é de duas zonas com saída para os ocupantes do banco traseiro. Tem ajuste elétrico para o banco do motorista e carregador de celular no console por indução e com refrigeração. Tem importantes itens de assistência a condução como frenagem autônoma de emergência, monitoramento de ponto cego, piloto automático adaptativo, alerta de tráfego traseiro cruzado, manutenção de faixa e mais 6 air bags. A RAM Dakota Laramie tem um motor consagrado e muito forte e os sistemas de suspensão foi pensado na robustez e na capacidade de carga. Na dianteira ela é independente e na traseira tem feixe de molas e amortecedores hidráulicos com uma calibração para evitar um rodar mais macio mesmo com a caçamba vazia quando a picape tende a sair quicando de traseira. O preço sugerido da Ram Dakota Laramie é de R$ 322.990,00 e tem uma versão de visual totalmente escurecido que substitui os cromados da versão Laramie convencional por acabamentos em preto e cinza acetinado denominada Laramie Night Edition por R$ 329.990,00.

CULTURA

 Clássico dirigido por João Fonseca, “Cordélia Brasil” está de volta às quintas-feiras de novembro, no Teatro Glauce Rocha

Com humor ácido, a peça “Cordélia Brasil” coloca em foco personagens

que vivem no limite do absurdo

 

A nova montagem do clássico do teatro brasileiro “Cordélia Brasil”, de Antonio Bivar, chega ao Teatro Glauce Rocha, no Centro do Rio, em curta temporada, às quintas-feiras, às 19h, de 05 a 26 de novembro. Dirigida pelo aclamado João Fonseca, a tragicomédia se passa em uma quitinete decadente no Rio de Janeiro. Com seu potencial transgressor, a peça expõe o peso da obrigação do cuidado e o consequente esgotamento físico e mental imposto às mulheres e nos convida a questionar o quanto avançamos na promessa de uma sociedade menos desigual. A produção já passou pelos teatros Firjan SESI Caxias, Futuros, Casa de Cultura Laura Alvim, Centro Cultural Justiça Federal, Teatro Vannucci e Teatro da UFF, levando uma legião de espectadores.  

 

Cordélia, vivida por Paula Goja, trabalha como auxiliar de escritório que se prostitui para sustentar o marido Leônidas (Antonio Pina), um homem inerte e em constante procrastinação que sonha em ser escritor. A chegada de Rico (Pedro Pedruzzi) altera a dinâmica do casal.

 

O texto de Antônio Bivar foi escrito nos anos 60 e ainda se faz pertinente ao escancarar a potência da mulher e o desejo de igualdade social. O autor tangeu toda sua dramaturgia como um manifesto da contracultura, sendo “Cordélia Brasil” a grande obra de sua trajetória.

 

“Cordélia Brasil” coloca em xeque toda a opressão, a solidão, o etarismo e a sobrevivência em meio ao fracasso dos sonhos, em uma montagem que nos comove e faz rir do ridículo existente em cada um de nós.

 

Espetáculo: Cordélia Brasil

Temporada: de 05 a 26 de novembro, quintas-feiras, às 19h

Local: Teatro Glauce Rocha - Av. Rio Branco, 179, Centro (metrô Carioca), Rio de Janeiro – RJ

Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia), vendas na bilheteria do teatro ou no site https://www.sympla.com.br/evento/cordelia-brasil/3623959  

Classificação indicativa: 16 anos

Duração: 75 minutos

Gênero: comédia dramática

 Exposição “Sublime cotidiano” reúne obras de Caio Luiz e Renata Leoa no Sesc Três Rio".


Com curadoria de Jean Carlos Azuos, mostra gratuita propõe novos olhares sobre as paisagens, as arquiteturas populares e as experiências que constituem a vida cotidiana

 

O Sesc Três Rios recebe, a partir do dia 7 de novembro, sábado, às 14h, a exposição “Sublime cotidiano”, que reúne trabalhos dos artistas visuais Caio Luiz e Renata Leoa, com curadoria de Jean Carlos Azuos. Contemplada pelo Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar 2025/2026, a mostra permanece em cartaz até 7 de fevereiro de 2027 e propõe uma reflexão sobre a capacidade da arte de revelar outras dimensões estéticas e sensíveis dos lugares que habitamos. O espaço fica aberto para visitação de terça a sábado, das 10h às 17h, e a entrada é gratuita.


 

Partindo da ideia de que o sublime também se manifesta nas experiências ordinárias, a exposição aproxima duas pesquisas artísticas atravessadas pela observação dos territórios, pela memória e pelas maneiras como a vida transforma continuamente a paisagem. Ruas, construções populares, muros, caminhos e horizontes ganham novas interpretações em obras que interrogam os limites entre aquilo que vemos diariamente e o que ainda podemos descobrir.

 

Natural de Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, Renata Leoa desenvolve uma pintura atenta às arquiteturas e aos percursos urbanos. As suas composições revisitam casas, ruas e paisagens familiares, conferindo novas feições a espaços marcados pela presença humana e pelas transformações do tempo. Em trabalhos como Rua, Pedra Branca e Casa 77, a artista mobiliza relações entre memória, construção e imaginação, fazendo da pintura uma possibilidade de reinventar o que parece conhecido.

 

Nascido na Posse, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, Caio Luiz parte de experiências sociais e materiais que constituem o cotidiano de seu território. A sua produção incorpora elementos como cimento e terra, estabelecendo relações entre a superfície das obras, as construções urbanas e os processos de transformação da paisagem. Entre matéria, imagem e invenção, seus trabalhos evidenciam como as experiências vividas também participam da construção de nossas sensibilidades.

 

Organizada a partir dos eixos O dia a dia reinventado e A paisagem como experiência, a exposição estabelece aproximações entre as pesquisas dos dois artistas, preservando as suas singularidades. A montagem articula obras, planos e intervalos, fazendo coexistir paisagens e temporalidades dissonantes e convidando o público a reconsiderar os sentidos atribuídos ao que está diante dos olhos.

 

Ao deslocar o sublime de sua associação exclusiva ao monumental ou ao extraordinário, a mostra reconhece na complexidade dos lugares, nas arquiteturas populares e nas experiências cotidianas um vasto campo de elaboração estética. Sublime cotidiano afirma, assim, a potência da criação artística para ampliar nossas maneiras de perceber, imaginar e habitar o mundo.