quarta-feira, 4 de novembro de 2026

GERAL

 Com 16 mortes por afogamento por dia no Brasil, SOBRASA mobiliza escolas e famílias para férias mais seguras

Campanha é tema central do programa “Piscina + Segura”, que  acontece de 9 a 15 de novembro e integra a Semana Latino-Americana da Prevenção de Afogamentos, com foco na segurança de crianças e famílias em ambientes aquáticos

Dezesseis pessoas morrem afogadas por dia no Brasil, quase um terço dos casos acontece entre dezembro e fevereiro, segundo o Boletim Nacional de Afogamento 2026. Para preparar as famílias antes das férias, a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (SOBRASA) realiza, de 9 a 15 de novembro, a Semana Piscina + Segura, com o tema “Partiu Férias + Seguras”, e convida escolas, academias, clubes de natação e parques aquáticos a promover atividades gratuitas de prevenção. A ação integra a Semana Latino-Americana de Prevenção em Afogamentos e coincide com o primeiro aniversário do Mês Nacional da Segurança Aquática, instituído pela Lei nº 15.258/2025.

As atividades podem ser presenciais ou digitais. A proposta é que o conhecimento adquirido nas aulas de natação ultrapasse os limites das piscinas e chegue às famílias, contribuindo para escolhas mais seguras durante as férias, seja na piscina de casa, na praia, no rio ou na cachoeira.


“As férias vêm aí, e a SOBRASA está preocupada com o verão. Precisamos preparar as famílias para esse período, reforçando que a prevenção de afogamentos começa com informação e atitudes responsáveis. O Piscina + Segura é um celeiro de educação, que reúne e dissemina conhecimentos para que crianças, professores e familiares aprendam a reconhecer riscos e adotem comportamentos mais seguros dentro e fora das piscinas”, afirma o médico David Szpilman, fundador e secretário-geral da SOBRASA.

A atenção às crianças é um dos principais focos da campanha. Segundo o Boletim Nacional de Afogamento 2026, elaborado pela SOBRASA com dados do Ministério da Saúde, o lar e as piscinas concentram 66% das mortes por afogamento de crianças de até 9 anos. A supervisão constante por um adulto responsável, o controle de acesso às piscinas e a adoção de barreiras físicas de proteção estão entre as medidas fundamentais para reduzir os riscos.

“Na aula, a criança aprende a vestir o colete, a pedir ajuda e a nunca pular na água para socorrer um amigo. Depois, ela ensina isso em casa. Resumimos tudo em uma sigla, AGUAS: Atenção, Guarda-vidas, Urgência, Acesso restrito e Sucção. Quem pratica essas cinco atitudes reduz muito o risco de um afogamento”, explica o professor Antonio Santos, diretor do programa Piscina + Segura.

O cuidado precisa acompanhar as famílias em todos os ambientes. Dois em cada três óbitos por afogamento no país ocorrem em rios, lagos e represas, locais que em geral não contam com guarda-vidas. “Nas praias, a orientação é escolher áreas com guarda-vidas e respeitar as bandeiras; em rios e cachoeiras, entrar só onde se conhece a profundidade e nunca mergulhar de cabeça. Para crianças e para quem não sabe nadar, o colete salva-vidas é o equipamento indicado, já que boias de braço não garantem segurança. Diante de alguém se afogando, a regra é não entrar na água, ligar 193 e jogar um objeto que flutue" , explica o dr. Szpilman.

Criado em 2012 pela SOBRASA, o Piscina + Segura é um programa de educação para a segurança em piscinas que capacita professores e envolve alunos de natação em atividades de prevenção de afogamentos. As ações são distribuídas em quatro semanas ao longo do ano, nos meses de março, maio, agosto e novembro, sendo esta última realizada antes do verão.

Desde sua criação, a iniciativa já alcançou 19 estados brasileiros, com a participação de 487 instituições e o envolvimento de 972 mil crianças, professores e pais. Somente em 2025, foram realizadas 1.875 ações, que envolveram 93.750 alunos e professores de natação. O objetivo é ampliar o conhecimento sobre os riscos de afogamento e estimular comportamentos preventivos que possam ser incorporados à rotina das famílias.

Semana Latino-Americana da Prevenção de Afogamentos

Organizada pelos países-membros do Comitê Latino-Americano de Salvamento (CLAS), a Semana Latino-Americana da Prevenção de Afogamentos acontece de 9 a 15 de novembro e tem como objetivo mobilizar a sociedade para reduzir os casos de afogamento e promover ambientes aquáticos mais seguros. A iniciativa é aberta à participação de instituições, empresas e indivíduos, que podem realizar atividades de conscientização presenciais ou digitais.

DESAFIOS A EMPREENDER

Planejamento da força de trabalho: por que a escolha do modelo de contratação se tornou estratégica

Em um cenário de mudanças constantes, empresas têm repensado a forma de estruturar suas equipes. Mais do que preencher vagas, o desafio é definir qual modelo de contratação atende melhor às necessidades do negócio

A pressão por mais produtividade, agilidade e eficiência mudou a forma como as empresas planejam suas contratações. Se antes o foco era preencher uma vaga o mais rápido possível, hoje o RH participa de decisões que envolvem toda a estratégia da força de trabalho.

Isso significa que, antes mesmo de iniciar um processo seletivo, é preciso entender qual necessidade o negócio pretende atender. A demanda é temporária ou permanente? Haverá aumento sazonal da operação? Trata-se de um projeto específico ou de uma atividade contínua? As respostas a essas perguntas ajudam a definir o modelo de contratação mais adequado para cada situação.

"O RH deixou de ser apenas executor dos processos de contratação e passou a participar das decisões estratégicas da empresa. Escolher o modelo correto significa garantir mais eficiência para a operação, melhor aproveitamento dos recursos e maior capacidade de resposta às mudanças do mercado", afirma Vânia Montenegro, vice-presidente da Employer Recursos Humanos.

Nesse cenário, uma das dúvidas mais frequentes das empresas continua sendo quando optar pelo trabalho temporário e quando a terceirização é a alternativa mais indicada. Embora as duas modalidades ofereçam flexibilidade às organizações, elas atendem objetivos diferentes e não devem ser tratadas como soluções equivalentes.

Segundo Letícia do Nascimento Pereira, advogada da Employer, a escolha precisa considerar a finalidade da contratação e não apenas fatores como custo ou urgência. "O trabalho temporário e a terceirização possuem características próprias e foram criados para atender necessidades distintas. Quando a empresa compreende essa diferença, consegue utilizar cada modalidade de forma mais eficiente e em conformidade com a legislação."

De forma geral, o trabalho temporário atende demandas transitórias, como substituição de empregados afastados, cobertura de férias, aumento sazonal da produção ou projetos com prazo determinado. Já a terceirização costuma ser mais indicada quando a empresa pretende contratar uma prestadora especializada para executar e gerir uma atividade contínua da operação.

Para Vânia Montenegro, essa análise faz parte do planejamento da força de trabalho e contribui para decisões mais assertivas. "Não existe um modelo melhor do que o outro. Existe aquele que faz sentido para a necessidade da empresa naquele momento. Quando essa escolha faz parte do planejamento da força de trabalho, o RH consegue responder às demandas do negócio com mais agilidade, reduzir riscos e apoiar o crescimento da organização de forma sustentável."

Além de organizar contratações, o planejamento da força de trabalho ajuda as empresas a antecipar necessidades, dimensionar equipes e definir a melhor estratégia para cada fase do negócio. Nesse processo, a escolha entre trabalho temporário e terceirização deixa de ser uma decisão exclusivamente operacional e passa a integrar o planejamento estratégico da organização.

Quando cada modalidade é mais indicada

Trabalho temporário

  • Cobertura de férias e afastamentos;
  • Aumento sazonal da demanda;
  • Picos de produção ou vendas;
  • Projetos com curta duração;
  • Demandas complementares de serviços.

Terceirização

  • Atividades contínuas;
  • Serviços especializados;
  • Operações permanentes;
  • Situações em que a empresa pretende transferir a execução e a gestão de uma atividade para uma prestadora de serviços.

A escolha do modelo de contratação deve estar alinhada aos objetivos da empresa e às características da demanda. Quando essa definição faz parte do planejamento da força de trabalho, o RH amplia sua capacidade de apoiar o negócio com mais flexibilidade, eficiência e segurança jurídica.

SAÚDE

 Cirurgia robótica no joelho: 5 mitos que ainda confundem o paciente

Magnific

Especialista esclarece dúvidas comuns sobre uma tecnologia cada vez mais presente na ortopedia brasileira

A utilização de robôs em cirurgias virou uma realidade em várias áreas da medicina, inclusive na ortopedia. A primeira cirurgia robótica para implante de prótese no joelho realizada no Brasil é recente, de dezembro de 2020. Desde então, o procedimento ganhou espaço entre os especialistas, mas também gerou dúvidas entre os pacientes.

Frederico Scherner, médico ortopedista, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia e especialista em cirurgia no joelho, lembra que a tecnologia veio para ficar, auxiliando no rigor e eficiência do procedimento.

“Essa precisão também significa um procedimento menos invasivo, com recuperação mais rápida e menos dolorosa para o paciente”, ressalta o especialista.

Como funciona o procedimento

Na cirurgia robótica, o sistema usa câmeras e sensores para mapear a articulação do paciente em tempo real, funcionando como um "GPS" durante o procedimento e permitindo ajustes de posicionamento da prótese com exatidão muito próxima de 100% entre o planejado e o executado. 

“É o estudo apurado do médico juntamente com a precisão que a tecnologia traz, resultando em um procedimento mais preciso, com tempo mais rápido de recuperação e com menor dor ao paciente”, completa Scherner.

Mitos sobre a cirurgia robótica

Apesar dos avanços com o uso da tecnologia quando o assunto é cirurgia no joelho, ainda há dúvidas sobre o assunto. Por isso, o ortopedista esclareceu os principais mitos sobre o tema.

Mito 1: "O robô opera sozinho." O robô não toma nenhuma decisão e não realiza nenhum corte sozinho. Ele funciona como um assistente de refinamento, guiado o tempo todo pelo cirurgião.

Mito 2: "Cirurgia robótica é apenas marketing, não muda o resultado." Na prática, o sistema permite ajustar o posicionamento da prótese com precisão de até 0,5 milímetro a partir do mapeamento da anatomia individual do paciente. Isso está associado a procedimentos menos invasivos e recuperação mais rápida.

Mito 3: "Cirurgia robótica é só para quem pode pagar caro, particular." A disponibilidade da tecnologia varia por clínica, hospital e convênio. Ela não é, por definição, restrita a um único modelo de atendimento — cabe ao paciente consultar diretamente as opções aceitas pelo profissional escolhido.

Mito 4: "Se tem auxílio de robô, pode haver risco cirúrgico maior." A tecnologia foi incorporada justamente para aumentar a segurança e a previsibilidade da cirurgia, não para adicionar risco.

Mito 5: "Qualquer paciente com dor no joelho já pode fazer a cirurgia robótica." A indicação segue os mesmos critérios da prótese convencional: quadro de artrose avançada, dor que compromete a qualidade de vida e ausência de resposta a tratamentos conservadores, como fisioterapia e infiltrações.