ANISTIA GERAL NO IPTU DO RIO DE JANEIRO
quarta-feira, 1 de abril de 2026
CIDADE
CAFÉ COM LABATT
ESPANHA CRITICA “APARTHEID”
Ricardo Labatt
O parlamento de Israel aprovou, nesta segunda, a pena de morte como sentença padrão para palestinos condenados por ataques fatais provocou críticas de líderes internacionais.
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, classificou a legislação como um "passo a mais rumo ao apartheid".
Em publicação, nesta terça-feira, (31), ele afirmou: "Mesmo crime, pena diferente. Isso não é justiça", e complementou afirmando que o mundo não pode permanecer em silêncio frente à medida.
A Alemanha também manifestou reação contrária à medida. O governo alemão declarou lamentar a aprovação e indicou que a lei tende a ser aplicada quase exclusivamente a palestinos nos territórios ocupados.
Em nota, um porta-voz afirmou que o país vê a legislação "com grande preocupação".
A União Européia se posicionou na mesma linha. Um representante da Comissão Européia avaliou a decisão como "um claro retrocesso" e pediu que Israel respeite o direito internacional e princípios democráticos.
Antes da votação, ministros das Relações Exteriores de Alemanha, França, Itália e Reino Unido já haviam alertado que o projeto tinha caráter "de fato discriminatório".
A legislação prevê execução por enforcamento em até 90 dias após a sentença, com possibilidade limitada de adiamento e sem direito à clemência. Embora também permita punição de cidadãos de Israel em casos específicos, especialistas apontam que a aplicação a judeus israelenses tende a ser rara.
Críticos afirmam que a norma é discriminatória, já que atinge principalmente palestinos julgados em Tribunais Militares de Israel, sobretudo na Cisjordânia. O território está sob ocupação israelense desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967, e possui regimes legais distintos para palestinos e colonos judeus.
Mesmo em Israel, integrantes do sistema jurídico questionam a constitucionalidade da lei, o que pode levar a contestações na Suprema Corte.
Especialistas das Nações Unidas também demonstraram preocupação com a legislação, indicando que definições amplas de terrorismo podem ampliar o alcance da pena capital. O chefe da agência da ONU para refugiados palestinos, Philippe Lazzarini, disse ter ficado "absolutamente consternado" com o que chamou de "lei abjeta".
Porém, as recentes posições da Espanha, com declarações e atitudes concretas contra o sionismo, a proporcionou um desconto na compra de petróleo, advindo do Golfo e da Rússia.
CONFLITO do GOLFO – NECECIDADES e POSSIBILIDADES MUITO PLAUSÍVEIS
Trump, no desespero, precisa de toda a ajuda que puder... precisam de gente, bases, helicópteros, aviões, navios e, principalmente munição...
Embora o problema logístico, para os EUA, é o pior pesadelo para eles e para a OTAN.
Já o Irã, em sua defesa contra incursões, precisará de uma grande quantidade de MANPADS (Man-Portable Air-Defense Systems), mísseis terra-ar, guiados por calor, que podem ser transportados e disparados por um único soldado, ou uma pequena equipe. Eles são essenciais para a defesa de curto alcance (VSHORAD - Very Short Range Air Defense). Principalmente para ser utilizado contra helicópteros de transporte, de ataque, aeronaves em geral e, até drones a baixa altitude.
O modelo mais moderno 9K333 Verba (SA-29 Gizmo), o 9K38 Igla e a série Strela.
HOUTHIS PODEM TIRAR MAIS DE 7 MILHÕES DE BARRIS, DIÁRIOS, DO MERCADO
Muita gente fala no fechamento do Estreito de Bab el-Mandeb pelo Houthis, mas com a entrada deles na guerra, eles tem capacidade de atacar o oleoduto saudita que cruza o país para contornar o Estreito de Ormuz. O Petroline - conhecido como Oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita – que dista apenas mil km de Sanaã, no Iêmem e, possuiu 1.200Km de extensão, tendo uma capacidade de escoar 7 milhões de barris diários e, leva a produção Saudita para o porto de Yanbu, no Mar Vermelho, de onde poderia sair pelo canal de Suez.
REINO UNIDO PODE VIRAR ALVO
Também não se assustem caso o Irã, no desenrolar do conflito, encaixe drones, ou mesmo mísseis hipersônicos em instalações inglesas, ou mesmo em Londres. O Reino Unido está enviando submarinos para auxiliar os EUA e, em breve, deverá ser classificado pela IRDC (Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica), como inimigo do Irã.TECNOLOGIA
ECA Digital: Proteção ou Controle?
A Lei nº 15.211/2025, chamada de ECA Digital, começou a valer em 17 de março de 2026. Ela atualiza o Estatuto da Criança e do Adolescente para a internet. A lei cria regras para redes sociais, apps, jogos, YouTube, Instagram, TikTok e até sistemas operacionais.
Mas o que ela protege?
A lei obriga as plataformas a tirar conteúdos de abuso e exploração sexual de crianças. Exige verificação de idade mais séria, dá ferramentas de controle parental e proíbe ganhar dinheiro com vídeos que sexualizam menores.
O foco é proteger crianças e adolescentes dos riscos da internet.
À primeira vista, parece uma boa ideia. Mas na prática aparece um problema grande: o ECA Digital protege, sim, porém também cria controle excessivo. E o pior é que ele não resolve os problemas vividos diariamente com o acesso digital.
Por um lado, a lei é necessária. Muitas crianças passam horas no celular e usam redes sociais cedo demais por outro cria um cenário para censura e controle das empresas de tecnologia. Segundo A pesquisa TIC Kids Online Brasil 2025, do Cetic.br, mostra que 92% das crianças e adolescentes de 9 a 17 anos usam internet no país – cerca de 24,5 milhões de jovens. Muitos acessam redes incansavelmente o que leva a exposição e problemas de saúde como depressão e ansiedade.
A lei tem falhas claras. Ela não obriga o bloqueio de sites de apostas nem de pornografia explícita. Canais enormes no YouTube, Instagram e TikTok continuam monetizando conteúdo duvidoso com milhões de seguidores. As plataformas não têm interesse real em mudar isso, porque perdem dinheiro.
Além disso, a lei exige que sistemas operacionais tenham verificação de idade. No entanto, muitos sistemas baseados em Linux, que são gratuitos e usados no mundo todo, não conseguiram cumprir as regras e simplesmente suas empresas saíram do Brasil. Ninguém foi obrigado a mudar o Linux que roda em servidores ou computadores antigos. Isso mostra que a lei pega mais fácil quem é pequeno e deixa os grandes de lado.
Entao fazer uma lei federal para controlar a internet das crianças já é um descompasso. Em vez de regular o uso dentro de casa, o governo prefere criar regras complicadas para empresas e sistemas operacionais. Isso tira a responsabilidade dos pais e passa para o Estado.
Na verdade, o maior problema não é falta de lei. É falta da presença das famílias em muitos lares brasileiros. Quem coloca um celular na mão de uma criança de 8 ou 9 anos sem acompanhar o que ela vê assume a maior parte da culpa. Ferramentas de controle parental já existem há muito tempo. Basta usar.
O ECA Digital tem um antagonismo claro. Ele tenta proteger a infância, mas cria a ilusão de que o governo vai resolver tudo. Enquanto isso, sites de aposta e pornografia continuam livres, grandes plataformas faturam alto e sistemas livres são prejudicados.
A solução de verdade está onde sempre esteve: na responsabilidade dos pais. O Estado pode ajudar fiscalizando casos graves de abuso. Mas não pode fingir que uma lei vai educar ou proteger melhor do que uma família atenta.
O futuro vai mostrar se essa lei foi um avanço ou só mais uma tentativa de controlar o que não se controla com papel. Enquanto isso, o celular continua na mão de quem deu. E a conta vai chegar para quem usa a tecnologia como solução para a vida.
Maria Augusta Ribeiro é especialista em comportamento digital e Netnografia no Belicosa.com.br
IMÓVEIS
Inadimplência de aluguel no Rio de Janeiro recua em fevereiro, na contramão da alta nacional, aponta Índice Superlógica
- Índice traz ranking das regiões com maior taxa de inadimplência de aluguel
- Índice de inadimplência de aluguel no Rio de Janeiro ficou em 4,02%, ante 4,32% no mês anterior
- A região Sudeste registra taxa de inadimplência de 3,28%, abaixo da média nacional de 3,35% no período
- Imóveis residenciais acima de R$ 13.000 lideram inadimplência no país
- Criado para apoiar imobiliárias em decisões estratégicas, índice analisa dados anonimizados de mais de 600 mil clientes
A inadimplência de aluguel no Rio de Janeiro apresentou uma queda em fevereiro, com a taxa passando de 4,32% em janeiro para 4,02% em fevereiro, segundo dados do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica, principal plataforma de soluções tecnológicas e financeiras para o mercado do morar. No comparativo com o mesmo período de 2025 (3,91%), houve crescimento de 0,11 ponto percentual. No país, a média nacional de inadimplência registrou leve alta após quatro meses consecutivos de queda, alcançando 3,35% em fevereiro, ante 3,29% em janeiro.
Apesar do recuo no estado, o patamar ainda se mantém acima da média do Brasil, indicando que o estado segue entre os mercados que demandam maior atenção por parte de imobiliárias e proprietários. Segundo Manoel Gonçalves, Diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica, o início do ano exige atenção, mesmo com variações moderadas. “A oscilação da inadimplência reflete um cenário ainda pressionado por inflação e juros, que impactam diretamente o orçamento das famílias e, por consequência, a capacidade de pagamento dos inquilinos”.
Entre a base analisada no país, a inadimplência em imóveis residenciais de alta renda (na faixa de aluguel acima de R$ 13.000), que esteve no topo das taxas mais altas durante 2025, teve alta expressiva de 3,81 ponto percentual, em fevereiro, com média de 8,58% contra 4,77%, em janeiro. Já os imóveis na faixa de até R$ 1.000, que registraram a maior taxa no mês passado no segmento residencial, subiram 1,32 ponto percentual, saindo de 5,76% para 7,08%, em fevereiro. A inadimplência de imóveis de R$ 2.000 a R$ 3.000 e R$ 3.000 a R$ 5.000 foram as mais baixas do período, com taxas de 2,78% e 2,89%, respectivamente.
“Apesar dos imóveis residenciais de alta renda terem voltado a liderar com a maior taxa de inadimplência, a alta expressiva na faixa de até R$ 1.000 reforça a leitura de um aperto maior neste início de ano entre todas as classes sociais, mas em especial entre as famílias de menor renda”, analisa Gonçalves.
Já em relação aos imóveis comerciais, a faixa até R$ 1.000 continua com a maior taxa, de 7,98%, alta de 0,76 ponto percentual na comparação com o mês anterior (7,22%). A segunda maior taxa foi em imóveis acima de R$ 13.000, com 4,67%. Já a menor foi na faixa de R$ 5.000 a R$ 8.000, de 4,09%.
Em relação ao tipo de imóvel, a taxa de inadimplência de apartamentos voltou a subir depois de três quedas seguidas, para 2,33%, após alcançar 2,15% em janeiro; a de casas subiu de 3,74% para 3,85%. Os imóveis comerciais também apresentaram alta, de 4,46% de inadimplência, em janeiro, para 4,75%, no último mês.
IIL por região
Em janeiro, a região Nordeste voltou ao topo do ranking de inadimplência, com uma taxa de 4,67%, alta de 0,71 ponto percentual em relação a janeiro (3,96%). Já o Norte, no topo no mês passado, ficou em segundo lugar, com 4,61%, alta de 0,58 ponto percentual, ante os 4,03% de janeiro. A região Centro-Oeste marca o terceiro lugar com 3,71%, um recuo de 0,43 ponto percentual, após os 3,28% do mês anterior. O Sudeste aparece em seguida, com taxa de 3,28% – alta de 0,12 ponto percentual em relação a janeiro –, e o Sul com 2,87%, mantendo a menor taxa do país, apesar da alta de 0,39 ponto percentual entre janeiro e fevereiro.
Principais dados do Índice de Inadimplência Superlógica:




Sobre o Índice Superlógica
O Índice de Inadimplência Locatícia da Superlógica é um levantamento mensal de dados exclusivos e internos que apresenta o cenário de dívidas do mercado brasileiro de locação imobiliária. O índice leva em consideração o valor do boleto, o tipo de imóvel (apartamento, casa ou comercial) e a sua localização, além das datas de vencimento e pagamento, que mostram se há inadimplência ou não.
Esta edição do estudo contou com dados de mais de 600 mil clientes locatários em todo o Brasil, sendo considerados inadimplentes aqueles que possuem boletos que estão há mais de 60 dias sem pagamento ou que foram pagos com atraso de mais de 60 dias. Nesta edição, a Superlógica refinou os dados usados nesta análise a fim de que eles reflitam a realidade com a maior precisão possível. Todos os dados são anonimizados, não sendo passíveis de associação a um indivíduo, direta ou indiretamente.
GERAL
Nenhum lugar é seguro para mulheres e meninas em Darfur, no Sudão, aponta relatório de Médicos Sem Fronteiras
Documento revela violência sexual generalizada e sistemática em estradas, campos e acampamentos para pessoas deslocadas, tanto em zonas de conflito extremo quanto longe das áreas de combate
Nairóbi, Mulheres e meninas em Darfur, no Sudão, exigem proteção, atendimento médico e justiça à medida que a violência sexual persiste em toda a região, tanto em áreas de conflito ativo quanto muito além da linha de frente dos combates, segundo um novo relatório divulgado hoje por Médicos Sem Fronteiras (MSF).
O relatório “Há algo que eu quero te contar…”: Sobrevivendo à crise de violência sexual em Darfur reúne os relatos mais abrangentes já documentados sobre violência sexual na guerra do Sudão, com depoimentos de sobreviventes e dados das atividades médicas de MSF, que evidenciam claros padrões de abuso generalizado e sistemático.
Entre janeiro de 2024 e novembro de 2025, pelo menos 3.396 sobreviventes de violência sexual buscaram tratamento em unidades de saúde apoiadas por MSF em Darfur do Norte e do Sul. A organização alerta, porém, que este número representa apenas uma fração dos casos e da escala real, uma vez que muitas sobreviventes não conseguem chegar aos serviços de saúde com segurança. Mulheres e meninas representaram 97% das sobreviventes atendidas
“A violência sexual é uma característica definidora deste conflito — não restrita às zonas de combate, mas sim disseminada por comunidades inteiras”, disse Ruth Kauffman, gerente de Emergência de MSF. “Esta guerra está sendo travada às custas dos corpos e das vidas das mulheres e meninas. Deslocamento, colapso das redes comunitárias de apoio, falta de acesso a cuidados de saúde e desigualdades de gênero profundamente enraizadas permitem que esses abusos continuem por todo o Sudão.”
Testemunhos de sobreviventes e dados médicos de MSF mostram que soldados das Forças de Apoio Rápido (RSF – sigla em inglês) e milícias aliadas são responsáveis por atos generalizados e sistemáticos de violência sexual contra mulheres.
Após a captura de El Fasher, capital de Darfur do Norte, pelas RSF em 26 de outubro de 2025, MSF tratou mais de 140 sobreviventes que fugiram da cidade para Tawila em novembro, 94% das quais haviam sido atacadas por homens armados, muitas relatando agressões ao longo das rotas de fuga. Os ataques eram generalizados, frequentemente perpetrados
Em apenas um mês, entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, MSF identificou mais de 732 sobreviventes em acampamentos de deslocados ao redor de Tawila, onde mulheres relataram ataques durante seus deslocamentos e, até mesmo, dentro dos próprios acampamentos. Abrigos superlotados, ausência de segurança básica e condições inseguras — incluindo pontos de coleta de água distantes, áreas de banho expostas e latrinas insuficientes — aumentaram ainda mais a vulnerabilidade dessas mulheres.
As sobreviventes descreveram ataques não apenas durante confrontos, mas também em situações cotidianas — em estradas usadas para fugir da violência, em campos agrícolas onde famílias cultivam alimentos e em mercados e acampamentos para pessoas deslocadas — demonstrando como a violência sexual se estende muito além das zonas de combate.
Em Darfur do Sul, a centenas de quilômetros dos confrontos terrestres ativos, 34% das sobreviventes foram agredidas enquanto trabalhavam no campo ou se deslocavam para áreas agrícolas, e 22% enquanto coletavam lenha, água ou alimentos — indicando que a violência também ocorre durante atividades diárias.
Crianças também estão entre as sobreviventes: em Darfur do Sul, uma em cada cinco era menor de 18 anos, incluindo 41 crianças com menos de cinco anos.
Os dados de MSF também apontam para padrões de abuso sistemático: homens armados foram responsáveis por mais de 95% dos ataques em Darfur do Norte, enquanto quase 60% dos casos no Sul envolveram múltiplos perpetradores.
Uma sobrevivente descreveu a violência que sofreu ao fugir de casa: “Eles nos levaram para uma área aberta. O primeiro homem me estuprou duas vezes, o segundo uma vez, o terceiro quatro vezes. Além dos estupros, eles nos bateram com paus e apontaram armas para a minha cabeça.”
Para muitas, a ameaça de violência já se tornou parte da rotina: “Todos os dias, quando as pessoas vão ao mercado, há casos de estupro. Quando vamos para a fazenda, isso acontece”, disse uma mulher de 40 anos em Darfur do Sul.
As sobreviventes também enfrentam barreiras significativas no acesso a cuidados médicos — incluindo a insegurança, estigma e as limitações dos serviços de proteção. MSF afirma que a violência sexual está sendo usada como arma de guerra e como instrumento sistemático de controle da população civil, em violação ao direito humanitário internacional.
Líderes comunitários, parteiras, ativistas e sobreviventes em grupos focais organizados por MSF pediram o fim imediato da violência sexual em todo o Sudão, exigindo proteção, acesso a cuidados médicos e dignidade — juntamente com justiça e responsabilização pelos crimes cometidos.
MSF pede a todas as partes envolvidas no conflito — incluindo as RSF e seus aliados — a interromper e prevenir a violência sexual e responsabilizar os perpetradores. A organização também solicita às Nações Unidas, aos doadores e aos atores humanitários que ampliem urgentemente os serviços de saúde e proteção em Darfur e em todo o Sudão.