segunda-feira, 13 de abril de 2026

CAFÉ COM LABATT

UM DESASTRE VENDIDO COMO FORÇA E VITÓRIA

Ricardo Labatt

Irã com o PIB 5 vezes menor que o do Brasil, por conta das sanções, pouco mais de US$ 400 bilhões, impôs a maior derrota estratégia, bélica e financeira aos EUA.

Com a ação iraniana, só em petróleo, diariamente, os EUA deixam de comercializar US$ 2 trilhões em dólares, que passam a ser transacionados em Reinminbi.

Isso mensalmente representa US$ 60 trilhões quantia superior a imensa dívida norte-americana – US$ 40 trilhões – e mais de 3 vezes o PIB real dos EUA. Fora que, só em pedágio, mensalmente, o Irã recolheria, com esse pedágio, em condições normais, US$ 18 trilhões. Basicamente US$ 300 milhões/dia, a serem divididos com Omã. Embora hoje esteja recebendo cerca de 10% disso.

Na área militar, a destruição de todos os complexos de radares do Oriente Médio – cegando até a vigilância do sul da Rússia... a evacuação forçada da 5ª Frota no Bahrein... a grande perda coletiva de dezenas de aeronaves... o afastamento forçado de toda a marinha dos EUA, obrigando-a estar a, no mínimo mil quilômetros da costa iraniana, o que a torna praticamente inoperante... a impotência diante do cerceamento de passagem no Estreito de Ormuz... o esgotamento dos mísseis de cruzeiro BGM-109 Tomahawk, das munições de baterias antiaéreas do Patriot PAC-3 e do THAAD, de muito difícil reposição só colabora com a construção do verdadeiro desastre que tem sido essa aventura na Pérsia. Tanto que, diante de tantos fracassos, recentemente, numa atitude que desestabiliza a cadeia de comando do Pentágono, Pete Hegseth e Trump demitiram o Chefe do Estado-Maior do Exército, general Randy George e mais 11 generais do alto escalão. Coisa que nunca aconteceu nem na Guerra do Vietnã, nem da Coréia.

No campo interno, as campanhas “NO KING”, da oposição, vem ganhando adeptos até entre aliados de Trump, que enfrenta distensões até com antigos aliados, o que indica que a partir de novembro, caso chegue até lá, enfrentará crises jurídicas e políticas a cada semana, de forma a confirmar a tendência de se tornar um cadáver político que assombra a Casa Branca.

Israel, um anão geopolítico, com extensão territorial semelhante a de Sergipe, continua totalmente financiado pelos EUA, como se seu principal Estado fosse. Porém, diante de guerras constantes e, principalmente por conta desses revezes recentes, tem amargado muitas perdas, inclusive no campo da simpatia.

Cerca de 120 a 150 mil, emigrantes qualificados, mudou-se para o Chipre e Rússia, nos últimos dois anos.

Israel também tem sofrido com o fechamento significativo de pequenas e médias empresas e, os “startups” tecnológicos, que dependem de investimentos estrangeiros, estão fechando...

As falhas nos sistemas de defesa, tanto norte-americano como do Domo de Ferro, freqüentemente superados pela estratégia de saturação, utilizado pelo Irã e pelo Hezbolah, aliada a falta de munição, pelo uso excessivo, fez com que o Parlamento – Knesset que em hebraico significa “A Assembleia” - implementasse leis que punem, com 5 a 20 anos, quem divulgar imagens dos ataques sofridos, ou dos danos em território israelense. Mas não vejam como censura... deve ser zelo.

Este pequeno quadro mostra, com clareza, quem vem ganhando e quem está sendo mais impactado com esse desastre.

Apesar do fato real de que tanto o Irã como o norte do Líbano vem sofrendo bastante com bombardeios massivos, as narrativas e imagens editadas e selecionadas da mídia tradicional, procuram nos mostrar que a coalizão Epstein continua forte e sem perdas significativas. Também foi assim, por 4 anos, com relação à Ucrânia... Eram chips de geladeira... Rússia sem munição... lutando com pás... Putin com câncer... superioridade aérea total... dezenas de 72hs para que as armas “game changer” dos EUA, ou de outros da OTAN liquidassem os russo... etc.

Então, não se preocupem... à mídia cria narrativas pra te esconder toda a verdade e impor a chamada formação de opinião. Uma opinião que corresponde a que eles gostariam que você tivesse, mas nós achamos que é fruto do nosso raciocínio próprio.

São bilhões gastos, por anos, em desinformação. Tudo pra fazer com que acreditem que o Irã é uma ditadura... Que é vítima do “REGIME” (vejam palavra utilizada) do Regime dos Aiatolás malucos, criminosos e terroristas... onde as mulheres são perseguidas, não podem usar calças e são obrigadas a se cobrir com burca... que a ditadura sanguinária do corrupto Xá e sua SAVAC (polícia secreta) treinada pela CIA, MI6 e MOSSAD em técnicas de tortura e submissão, era uma democracia que respeitava os direitos humanos e os costumes conservadores... que a “REVOLUÇÃO COLORIDA”, criada através da Operação Ajax, orquestrada pelo Reino Unido e EUA, em 1953, derrubando o Primeiro-Ministro Mohammad Mossadegh, que havia nacionalizado o petróleo, criando uma espécie de “Petrobrás” exclusivamente iraniana, sem ações na bolsa e voltada para o desenvolvimento do País, foi uma maravilha para o povo persa... que em 1979, o ditador – vendido como democrata - Mohammad Reza Pahlavi - teria tido seus tempos de glória até a “Sexta Feira Negra”, em 8 de setembro de 1978, mais conhecida como o Massacre na Praça Jaleh, quando milhares de manifestantes protestavam contra a “democrática” Lei Marcial imposta pelo Xá e, foi massacrada pelo exército do Xá, que abriu fogo contra a população matando entre 2 a 4 mil pessoas, segundo os relatos da própria mídia ocidental...

Gastaram bilhões para nos impor a palavra xiita como se fosse sinônimo e maluco, terrorista, criminosos, homem bomba, mesmo sabendo que os homens bomba são característica de grupos sunitas, como Estado Islâmico, Al-Qaeda, Talibã, Boko Haram...

Ignoram o fato, ou mesmo suprimem e distorcem a realidade impondo uma narrativa de que os iranianos tem um governo “cumunista” e são poligâmicos. Quando na realidade, tanto o povo quanto o governo iraniano valoriza a propriedade privada, a família (um homem, uma mulher e filhos), rejeitam o aborto, as paradas gays e principalmente as drogas justamente pela sua fé. E é justamente essa fé que faz dos Aiatolás – uma espécie de Papa do século XVI – um líder com poder de veto. Um poder moderador que impede que a democracia iraniana, com eleições periódicas para todos os cargos, se veja tentada a violar o direito à vida e às Leis de Deus.

A mídia tradicional, financiada e de propriedade dos sionistas, transferem características de outros países árabes, na sua maioria sunitas, sempre tratados como democracias, por serem aliados dos EUA, quando na realidade são ditaduras monárquicas, elevadas ao poder pelo Reino Unido. Mantidas pelos EUA e, com o único objetivo de sangrar seus povos entregando os recursos naturais às corporações Ango-saxães.

Sendo assim, com essa mídia “cheirosa” nem tudo está perdido, há muitas mentiras “gostosas” e palatáveis para agradar olhos e ouvidos de quem, incondicionalmente, aprendeu a amar os EUA, através da atuação de seu “soft power” e vêm Israel, que não aceita Cristo, como o baluarte do cristianismo, mesmo seguindo o Talmud. Então, não só de verdades duras precisa-se viver... Há sempre narrativas agradáveis na mídia, embora inverídicas.

Se engana quem quer.


Saiba diariamente o que acontece, em análises sintetizadas dos 50 melhores analistas do planeta. A verdade, sem torcida, sem verniz ideológico. A verdade que você não vê na mídia tradicional. Basta clicar no link https://www.youtube.com/@RicardoLabatt


GERAL

 Corteco reforça presença estratégica no mercado sul-americano durante a Automechanika Argentina 2026

Executivos da empresa visitam o evento para estreitar parcerias e mapear tendências para o mercado de reposição

A Corteco, marca do Grupo Freudenberg e uma das principais fornecedoras de itens automotivos para o mercado de reposição, marca presença na Automechanika Buenos Aires 2026. O evento, consolidado como a principal exposição internacional de serviços do setor automotivo na América do Sul, vai até 11 de abril, no centro de exposições La Rural, em Buenos Aires, Argentina.

Com a participação de mais de 650 expositores de 30 países, a feira serve como um termômetro para as inovações que deverão ditar o futuro do setor automotivo. Representando a Corteco América do Sul, os executivos Estela Pacheco, gerente de Trade Marketing; Eryka Yared, gerente de Vendas Exportação e Customer Service; Diego Nuñez, gerente de Vendas para Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai; e Marcela Bassi, coordenadora de Customer Service; focam em uma agenda de visitas e relacionamento com clientes e parceiros durante todos os dias da feira.

“A Automechanika Buenos Aires reúne tendências importantes para o aftermarket automotivo, e participar como visitantes nos permite observar o mercado com amplitude. O contato com os clientes e os parceiros nos ajudam a antecipar necessidades e a manter a Corteco alinhada às transformações do setor”, comenta Estela.

A presença dos executivos da Corteco na Automechanika Buenos Aires também reforça o compromisso da empresa em incrementar o portfólio com soluções de alta tecnologia e qualidade alemã, fator crucial para manter a competitividade da marca no Brasil e nos países vizinhos.

Para obter mais informações sobre a empresa e seus produtos, basta acessar o site www.corteco.com.br, fazer contato pelo Whatsapp por meio do número (11) 95033-8809, ou pelos perfis nas redes sociais: Facebook e Instagram (@cortecobrasil). 

SHOW

 Festival Feira Preta retorna ao Rio após 10 anos e ocupa a Pequena África em maio



Edição carioca conecta história, diáspora e inovação em um movimento cultural e econômico

Após uma década, o Festival Feira Preta volta ao Rio de Janeiro com uma edição que conecta memória, cultura e futuro da economia preta. Com o conceito “Viva Pequena África”, o evento será realizado nos dias 29, 30 e 31 de maio, com programação distribuída entre o Píer Mauá, Armazém Kobra e a região portuária, incluindo o circuito histórico da Pequena África, um dos principais territórios da diáspora africana no Brasil.

O encontro sucede o festival realizado em Salvador em 2025, que reuniu mais de 30 mil pessoas ao longo de três dias de programação gratuita no Centro Histórico da cidade. Mais do que uma expansão geográfica, o movimento entre as duas cidades revela a proposta do Festival Feira Preta de conectar territórios históricos da diáspora africana no Brasil, criando pontes entre diferentes centros de produção cultural e econômica negra. Ao sair de Salvador e chegar ao Rio de Janeiro, o festival articula uma rede viva entre esses espaços, fortalecendo a circulação de pessoas, ideias e negócios e consolidando a economia preta como um eixo estratégico de desenvolvimento no país.

A volta ao Rio marca um movimento simbólico do festival, que escolhe a cidade como palco para aprofundar sua conexão com a história e a ancestralidade negra. “Retornar ao Rio depois de 10 anos é reconhecer a força desse território na formação da cultura negra brasileira. A Pequena África é um símbolo vivo de memória e resistência, mas também de futuro. É aqui que queremos afirmar a potência da economia preta como caminho de desenvolvimento”, afirma Adriana Barbosa, fundadora da Feira Preta.

A edição carioca acontece em parceria com a iniciativa Viva Pequena África, que propõe uma governança inédita no país, com decisões compartilhadas, centralidade no território e comunicação como infraestrutura estratégica de transformação. 

"A realização do Festival na Pequena África é uma celebração ao legado  deste território, reconhecendo as manifestações e organizações locais e sua importância para a cultura carioca e do Brasil. É uma oportunidade única de convergir tecnologias e metodologias de desenvolvimento da cultura e economia criativa preta que as organizações da Viva Pequena África produzem em benefício do território", destaca Antônio Pita, diretor da iniciativa e fundador da Diáspora.Black.

Considerado o maior festival de cultura e economia preta da América Latina, o evento articula três eixos principais: território, diáspora e economia preta; e propõe uma ocupação cultural e econômica da cidade. A programação inclui feira de empreendedores, shows, rodas de samba, debates, experiências gastronômicas, além de encontros de negócios e iniciativas voltadas ao fortalecimento do empreendedorismo negro.

sábado, 11 de abril de 2026

DIREITO & TRIBUTAÇÃO

 Compliance e Governança nas empresas: uma necessidade cada vez mais urgente

Claudio Carneiro

Até pouco tempo, falar em Compliance e Governança parecia assunto restrito a grandes corporações, bancos e multinacionais. Nas pequenas e médias empresas, a impressão era de que bastava “tocar o negócio” com a experiência do dono e boa vontade. O cenário de 2026 mostra que essa visão ficou para trás: regras se multiplicam, a fiscalização aperta, clientes estão mais atentos e qualquer deslize pode virar um problema caro – financeiro e de reputação. Em outras palavras, o custo de não estar em compliance passou a ser maior do que o custo de implementar controles mínimos.


Compliance vai além da capacidade da empresa de cumprir normas e compromissos assumidos. A Governança, por sua vez, é o conjunto de estruturas e práticas que definem quem decide o quê, com base em quais informações e com qual nível de transparência. Quando essas duas dimensões caminham juntas, a empresa reduz riscos, melhora a tomada de decisão e inspira confiança em sócios, funcionários, fornecedores, bancos, governo, comunidade e etc. Ao contrário do que muitos imaginam, isso não é um luxo de empresa listada em bolsa; é um diferencial de sobrevivência também para quem tem um comércio de bairro, uma indústria familiar ou um escritório de serviços.


Os exemplos de falta ou falhas de compliance (ou conformidade) e governança são conhecidos e frequentes. Multas milionárias por descumprimento de leis anticorrupção, condenações por produtos que causaram danos a consumidores, penalidades ambientais e sanções ligadas à proteção de dados são alguns dos casos que mostram que a conta, mais cedo ou mais tarde, chega. Em grande parte, o impacto maior nem é a multa em si, mas a perda de credibilidade, clientes e oportunidades de negócio, após um escândalo. Reconstruir reputação é um processo lento, incerto e caro – algo que pesa mais para as empresas de menor porte, que não têm a mesma folga financeira das grandes.


Por que esse tema está ainda mais atual agora? De um lado, o ambiente regulatório brasileiro ficou mais complexo, com leis como a Lei Anticorrupção e a LGPD sendo aplicadas com mais rigor e com autoridades dispostas a usar o instrumento das sanções exemplares. De outro, grandes clientes – inclusive internacionais – passaram a exigir cláusulas de integridade, comprovação de controles internos, gestão de riscos e histórico limpo de seus fornecedores e parceiros. Quem não tiver um mínimo de organização documental, políticas definidas e registros confiáveis tende a ficar de fora das melhores cadeias de negócios. Em resumo, compliance e governança deixaram de ser apenas um “escudo contra multas” e se tornaram passaporte para competir.


Diante desse cenário, empresas menores reagem com um argumento quase automático: “isso é caro demais para o meu tamanho”. Na prática, o que a experiência recente tem mostrado é justamente o oposto: as boas práticas de compliance podem e devem ser proporcionais ao porte e ao risco da organização. Não se trata de copiar o manual de uma multinacional, com centenas de páginas, mas de construir alguns pilares simples e consistentes. Políticas claras e objetivas, responsabilidades bem definidas, registros das decisões importantes e canais básicos para que problemas sejam identificados e tratados já fazem uma diferença enorme.


Alguns passos são relativamente simples de implementar, mesmo em empresas com estruturas enxutas. O primeiro é mapear os principais riscos do negócio: onde a empresa pode errar com mais frequência – compras, vendas, contratos, dados de clientes, saúde e segurança, questões ambientais e tributárias. Em seguida, definir regras básicas para essas áreas críticas, formalizar esses procedimentos e garantir que todos os colaboradores entendam o que se espera deles. Outro ponto é registrar as decisões relevantes: contratos aprovados, condições de negócios diferenciadas, contratações sensíveis, tudo de forma rastreável. Em eventual fiscalização ou conflito, a empresa deixa de depender da memória das pessoas e passa a contar com evidências concretas.


A cultura, porém, é o elemento que sustenta qualquer programa de conformidade. Quando a alta direção dá o exemplo, respeita as regras que ela mesma aprova e não passa “por cima do processo” em situações convenientes, a mensagem que chega à equipe é poderosa. Em muitas organizações, o desafio não está em escrever códigos de conduta, mas em traduzi-los em comportamentos diários, desde a forma de contratar um fornecedor até o jeito de tratar um erro. Criar um ambiente onde as pessoas possam apontar problemas sem medo de retaliação é tão importante quanto ter a política certa no papel. Sem esse alinhamento, o compliance vira apenas um manual esquecido na gaveta ou um arquivo perdido no computador.


Outro elemento que ganhou força recente é o chamado compliance digital e fiscal. Com a transformação tecnológica, os dados dos clientes – sejam eles de consumo, saúde, previdência ou crédito – se tornaram o novo ativo sensível a ser protegido. Vazamentos de informação, sistemas lentos e falta de transparência na relação com o cidadão e com o consumidor geram insegurança e podem provocar tanto ações judiciais quanto sanções administrativas. Investir em processos seguros, em sistemas minimamente confiáveis e em linguagem clara com o público é parte indissociável da governança atual.


Ao olhar para as tendências de 2025 e 2026, é possível perceber a convergência entre compliance, gestão de riscos e ESG. Isso significa que investidores, clientes e parceiros esperam ver não apenas empresas “dentro da lei”, mas negócios que tratam adequadamente impactos sociais e ambientais e demonstram isso com dados e indicadores. No Brasil, esse movimento vem acompanhado de maior atuação dos órgãos de controle e de uma cobrança social mais intensa, especialmente após grandes desastres que mostraram o custo da má governança. Empresas que antecipam essa agenda tendem a estar em melhor posição quando novas exigências surgirem.


No fim das contas, compliance e governança não são um fim em si mesmos. São instrumentos para que a empresa exista de forma mais sustentável, responsável e competitiva, resistindo a crises e construindo relações de confiança duradouras. Em um ambiente em que a improvisação está cada vez menos tolerada, a escolha é clara: ou a empresa organiza seus processos e valores por vontade própria hoje, ou será empurrada a fazê-lo amanhã, sob pressão de um problema que poderia ter sido evitado. Entre o improviso e a conformidade, o mercado já decidiu com quem prefere fazer negócio.


Por Claudio Carneiro

(Advogado e PhD em Direito)

@claudiocarneirooficial