segunda-feira, 9 de março de 2026

EDUCAÇÃO


Reconhecimento facial busca ampliar segurança no Colégio Notre Dame Recreio, mães relatam mais conforto

 Presença de crianças são registradas em aplicativo, e pais recebem notificação

Fotos: Colégio Notre Dame

Em meios às inovações tecnológicas, o Colégio Notre Dame Recreio passou a adotar um sistema de reconhecimento facial para garantir mais segurança para pais e estudantes. Implantado desde 2024 e atualizado recentemente, o programa tem como objetivo monitorar convidados, alunos dos cursos livres,  funcionários, pais, e principalmente, os estudantes mais de perto, além de  verificar a frequência deles na escola. É importante destacar que com o funcionamento do sistema, quase 1.000 pessoas dentre alunos, pais e funcionários são beneficiados.

“A Secretaria passa para o Setor de Tecnologia  o cadastro do Registro do Aluno (RA), e com esse registro, fazemos a integração das leituras faciais com o aplicativo”, explica Marcos França, responsável pelo setor de Tecnologia do Colégio.



“O aluno chegando na escola, após a leitura facial, o pai vai receber o comunicado através do aplicativo da escola no celular", conta França.


Além da notificação para os pais, caso o aluno tenha um excesso de faltas, outra vantagem do monitoramento facial é saber quantas crianças do Ensino Integral estão presentes na escola para preparar uma refeição na quantidade certa para não haver desperdícios e ter o controle alimentar.

Os pais dos alunos já aprovaram o projeto e dizem que se sentem mais seguros  ao receberem a notificação quando os filhos chegam ao colégio e saberem que o cadastro será estendido a todos que frequentarem as instalações.

“Acho a iniciativa do cadastramento facial muito positiva, pois traz mais segurança para o ambiente escolar e agiliza nossa entrada como responsáveis, evitando filas e burocracia. Para mim, a tecnologia é uma grande aliada, levando em conta que a escola garante  o sigilo e a proteção dos nossos dados, priorizando sempre o bem-estar e a proteção dos nossos filhos”, conta Fernanda Barcelos, mãe de dois estudantes ND Recreio.

Quem está em contato direto com o monitoramento facial são os estudantes e eles também aprovaram a mudança.

“Eu acho que as catracas são uma boa melhoria para escola porque ampliam a segurança dos alunos. Os inspetores podem monitorar quem entra e sai do colégio e isso também ajuda na organização na hora da saída porque o Hall de Entrada enche bastante” disse João Vitor Nicolau Jorge Ramade, estudante da 3ª Série do Ensino Médio.

Novas Catracas

O Notre Dame Recreio implantou novas catracas, conhecidas como "bloqueio motorizado”, que são muito utilizadas em aeroportos. Após os alunos passarem pelo reconhecimento facial, as catracas são acionadas. A catraca é um produto muito utilizado para controle de entrada e saída, com a vantagem de poderem ser integradas a sistemas de contagem ou de identificação de pessoas.


 Qualificação feminina avança 32% e amplia presença na disputa por cargos de liderança

Dados da plataforma Trabalha Brasil mostram avanço da escolaridade feminina e maior interesse por posições de gerência, coordenação e diretoria, embora a maior parte das candidaturas ainda se concentre em funções operacionais e administrativas

O movimento de qualificação das mulheres no mercado de trabalho brasileiro ganhou intensidade em 2025. Dados do Trabalha Brasil (TBR), plataforma de recrutamento, indicam que o número de candidatas com ensino superior completo cresceu 32% no último ano, passando de 570 mil, em 2024, para mais de 754 mil em 2025. O avanço consolida uma tendência de maior preparo acadêmico para ocupação de funções de maior complexidade técnica e gerencial.

O aumento da escolaridade tem reflexo direto nas aspirações profissionais. Em 2025, mais de 162 mil mulheres cadastradas na plataforma buscam posições de gerência. A procura por cargos de supervisão (115 mil candidaturas), coordenação (77 mil) e diretoria (12 mil) reforça o movimento de ampliação da presença feminina nos níveis decisórios das organizações.

Para Kauã Leandro, gerente de Novos Negócios do Trabalha Brasil, o crescimento do número de mulheres graduadas indica uma mudança qualitativa no perfil da força de trabalho disponível. “O avanço de 32% no cadastro de profissionais com ensino superior mostra que a plataforma tem sido utilizada por mulheres com trajetória consolidada, que buscam dar o próximo passo na carreira”, afirma.

Do ponto de vista regional, o estado de São Paulo permanece como principal polo de candidaturas femininas, com 2,7 milhões de registros. Rio de Janeiro (1,4 milhão) e Minas Gerais (919 mil) aparecem na sequência. No Sul do país, Paraná e Santa Catarina apresentam volumes semelhantes, com cerca de 680 mil candidaturas cada.

O levantamento também destaca o protagonismo das profissionais mais jovens. A faixa etária entre 18 e 24 anos é a mais ativa na plataforma, reunindo 244 mil mulheres em busca de inserção ou recolocação no mercado de trabalho no início de 2025.

Segundo o gerente, a tecnologia tem papel central na aproximação entre empresas comprometidas com diversidade e profissionais qualificadas. “O volume de mulheres que buscam cargos de gerência sinaliza uma transição relevante no mercado de trabalho. Nosso papel é tornar essa conexão mais ágil e eficiente”, diz Leandro.

Além do crescimento no número de mulheres com ensino superior, o grupo com ensino médio completo também apresentou expansão, alcançando 852 mil perfis ativos na plataforma em 2025.

CIDADE

 ‘Corrida e Caminhada de São José’ celebra 15ª edição e os 100 anos da Paróquia São José do Avahy


No próximo dia 19 de março, feriado municipal em homenagem ao padroeiro de Itaperuna, RJ, será realizada a 15ª edição da tradicional “Corrida e Caminhada de São José”, prova de 5 quilômetros que já se consolidou como um dos eventos esportivos mais emblemáticos do interior do Estado do Rio de Janeiro.

Neste ano, a edição ganha um significado ainda mais especial ao integrar as celebrações pelos 100 anos da Paróquia São José do Avahy, marco histórico da fé católica na cidade. A expectativa é reunir mais de mil participantes entre atletas e caminhantes, além de um público superior a cinco mil pessoas, transformando o evento em uma grande celebração que une esporte, espiritualidade, saúde e confraternização.

Muito mais do que uma competição esportiva, o evento se consolidou como um verdadeiro encontro de fé, saúde, cultura e turismo, reunindo todos os anos atletas, famílias e visitantes em uma atmosfera marcada pela alegria, pela convivência e pelo espírito de celebração. Essa combinação singular entre esporte e espiritualidade fez com que a prova recebesse, de forma carinhosa, o título de “A corrida mais abençoada do Brasil”.

A competição premia todos os participantes que completarem o percurso e também oferece premiações especiais para os campeões gerais, atletas locais, pessoas com deficiência (PCD) e competidores divididos por categorias de faixa etária, tanto no masculino quanto no feminino.

A PREMIAÇÃO QUE TORNA A CORRIDA ÚNICA NO BRASIL

Um dos momentos mais marcantes e simbólicos da “Corrida e Caminhada de São José” é a premiação especial dedicada aos três primeiros padres e às três primeiras freiras que completarem o percurso. A iniciativa, que se tornou uma das marcas registradas do evento ao longo dos anos, reforça a forte ligação entre fé, comunidade e esporte que caracteriza a prova realizada em Itaperuna.

Mais do que uma curiosidade, a premiação expressa o espírito que move a corrida: a celebração da vida, da saúde e da espiritualidade. A presença de religiosos participando da prova, lado a lado com atletas profissionais, corredores amadores, famílias e visitantes, cria uma atmosfera singular de confraternização e testemunho de fé.

Em poucas corridas no Brasil é possível ver padres e freiras vestindo tênis e número de peito para enfrentar o percurso com entusiasmo e alegria. Esse momento, sempre aguardado pelo público, costuma arrancar aplausos e emoção na linha de chegada, tornando-se um dos pontos altos da programação.

Para o secretário municipal de Esporte e Lazer, Nivaldo Godoi, o Professor Godoy, idealizador da “Corrida e Caminhada de São José”, o evento representa muito mais do que uma competição esportiva. Segundo ele, a iniciativa nasceu com o propósito de incentivar a prática esportiva, fortalecer a fé e promover a integração da comunidade em torno de um momento especial para Itaperuna.

“Quando criamos a corrida, a ideia era incentivar a prática esportiva e promover saúde, mas também valorizar a fé e a identidade da nossa cidade. Ao longo dos anos, o evento cresceu, ganhou reconhecimento e hoje se tornou uma tradição muito aguardada pela população e pelos atletas da região. Chegar à 15ª edição justamente no ano em que celebramos os 100 anos da Paróquia São José do Avahy torna tudo ainda mais especial. Aproveito também para agradecer o apoio e o incentivo do prefeito Nel e do vice-prefeito Jair Neto, que têm sido fundamentais para fortalecer o esporte e permitir que eventos como este continuem acontecendo e crescendo em Itaperuna”, destaca o secretário.

Seja correndo, caminhando ou apenas prestigiando, a população e os visitantes estão convidados a participar desse momento especial que celebra a vida, a fé e a tradição de Itaperuna. A “Corrida e Caminhada de São José” se consolida, a cada edição, como um evento que vai além do esporte, promovendo integração, saúde e valorização cultural em torno de uma das datas mais importantes do município.

A iniciativa é uma realização do Instituto Taiwan, em parceria com a Prefeitura Municipal de Itaperuna, reforçando o compromisso de incentivar o esporte e fortalecer eventos que movimentam a cidade e aproximam a comunidade. Informações e inscrições podem ser acessadas no site: www.ecorumos.com.br

Fotos: arquivo | E. S. Dornellas (Comuniqque)

sábado, 7 de março de 2026

DIREITO & TRIBUTAÇÃO

 Dinheiro, amor e segredos: o preço de não falar de finanças em casal



Claudio Carneiro






Não é o amor que paga o boleto, mas é ele que desanda quando o dinheiro vira tabu na relação. A frase é dura, mas pesquisas mostram que mais da metade dos divórcios no Brasil ocorrem por problemas financeiros. Em muitos casamentos, a conversa sobre finanças só aparece na crise — no aperto, na fatura atrasada, na compra feita “escondido” — quando o desgaste emocional já está instalado. O curioso é que boa parte desses conflitos poderia ser evitada se o casal tratasse o dinheiro como projeto em comum, e não como segredo individual.


Já atendi vários casais para orientações financeiras e ministrei vária palestras sobre o tema, inclusive em encontro de casais, e posso afirmar categoricamente que a maioria das brigas que envolvem as finanças (dinheiro) costumam ser por causa de expectativas, prioridades e falta de diálogo e combinação. Um gasta mais com lazer, o outro com a própria família; um pensa em comprar imóvel, o outro em viajar o mundo; um tem horror a dívida, o outro convive em paz com o cartão de crédito superando o limite. A verdade é que, sem estratégia, cada um joga um jogo diferente — com o mesmo orçamento.


A estratégia financeira a dois começa por um gesto simples e, ao mesmo tempo, corajoso: abrir a vida financeira um para o outro, ou seja, dialogar com transparência. É colocar na mesa quanto entra, quanto sai, quais dívidas já existem e quais compromissos futuros estão assumidos, sem maquiagem nos números. Parece óbvio, mas não é incomum que casais descubram, anos depois, parcelas “esquecidas”, empréstimos não contados ou cartões que nunca tinham sido mencionados. Transparência não é apenas questão de planilha; é questão de confiança.


A partir daí, entra o componente que transforma números em projeto de vida: metas em comum. Quando o casal define, juntos, objetivos de curto, médio e longo prazo — a viagem dos próximos anos, a entrada do apartamento, a reserva para os filhos, a aposentadoria — o dinheiro ganha direção. Deixa de ser apenas aquilo que “falta no fim do mês” para se tornar ferramenta de realização. Essa simples mudança de visão reduz a ansiedade e aumenta o senso de parceria.


Mas metas sem regras claras viram fonte de frustração. Por isso, a estratégia financeira precisa incluir decisões concretas: como será feita a divisão das despesas? Alguns casais optam por dividir tudo meio a meio; outros preferem que cada um contribua proporcionalmente à própria renda; há ainda quem separe por tipo de conta (um paga moradia, outro paga mercado e serviços) ou, simplesmente, apenas um dos cônjuges é o provedor da família. Não existe fórmula única, mas existe um critério indispensável: a combinação precisa ser percebida como justa pelos dois. Quando um sente que carrega o mundo nas costas e o outro “surfando” no esforço alheio, o orçamento vira terreno fértil para mágoas silenciosas que, muitas vezes, culminam com o fim do relacionamento.


Outro pilar da estratégia financeira do casal é a construção de uma reserva de emergência conjunta. Imprevistos acontecem: perda de emprego, doença na família, um conserto caro, uma mudança abrupta de renda. Quando não há reserva, qualquer tropeço financeiro vira uma crise doméstica, com culpa, apontamento de dedos e sensação de desamparo. Quando existe um colchão de segurança, o problema continua sério, mas deixa de ser uma ameaça à própria estabilidade da relação.


Muita gente acredita que só vale falar em planejamento financeiro depois que “sobrar dinheiro”. É justamente o contrário: é o planejamento que faz o dinheiro começar a sobrar. Registrar despesas, definir limites de gastos para categorias sensíveis (lazer, restaurantes, compras por impulso) e revisar o orçamento com alguma periodicidade ajuda a identificar vazamentos, a cortar excessos e a preservar aquilo que realmente importa para o casal. Não se trata de viver em regime de privação, mas de escolher conscientemente onde gastar e por quê.


Na prática, uma medida simples muda o jogo: institucionalizar a “reunião financeira do casal”. Uma vez por mês — ou a cada dois meses —, sentar com calma, olhar extratos, revisar metas, ajustar rota e conversar sobre decisões futuras. É nesse espaço que se decide, por exemplo, se um projeto será antecipado, adiado ou substituído; se é hora de renegociar dívidas, rever padrão de consumo ou até buscar orientação profissional. Quanto mais essa conversa se torna rotina, menos ela aparece apenas no calor da briga.


Ao contrário do que muitos pensam, estratégia financeira para casais não é privilégio de quem ganha muito. É justamente em contextos de renda apertada que o improviso cobra mais caro e a falta de plano produz mais desgaste. A vida a dois já traz, por si só, desafios emocionais, profissionais e familiares suficientes; adicionar caos financeiro à equação é escolher viver permanentemente no fio da navalha.


Tratar o dinheiro com a seriedade de um projeto em conjunto não romantiza a conta bancária, mas protege o que há de mais valioso: a relação. Quando o casal age como time — compartilha informações, define metas, combina regras e se organiza — o orçamento deixa de ser campo de batalha e passa a ser um aliado na construção de uma biografia comum. No fim das contas, não é sobre cifrões, é sobre a qualidade da vida que se quer viver a dois.


Por Claudio Carneiro

(Advogado e PhD em Direito)

@claudiocarneirooficial