terça-feira, 24 de março de 2026

CIDADE

    ANISTIA GERAL NO IPTU DO RIO DE JANEIRO

                        Alto índice de Inadiplência

A redação do Jornal Cidade da Barra, recebeu inúmeros e-mails de leitores reclamando do IPTU.

Estudos apontaram, que a inadiplência no IPTU do Rio de Janeiro chegou a níveis alarmantes superiores a 70% dos imóveis.
A Dívida Ativa já ultrapassa a casa dos 10 milhões.

CIDADE

 IBMR oferece atendimento gratuito para declaração do Imposto de Renda à população

Serviço começa em 27 de março e vai até 29 de maio

Com o início do prazo para o acerto de contas com o Leão, o IBMR, integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil, o Ecossistema Ânima, abre as portas de suas unidades na Barra e Botafogo para ajudar a população a preencher a declaração do Imposto de Renda de forma gratuita.

O serviço é realizado pelo Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF) e oferece suporte técnico direto para garantir que o contribuinte envie os dados corretamente. A assistência é fundamental para quem se enquadra nas novas faixas de obrigatoriedade deste ano, como pessoas que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584,00 reais, em 2025, ou que possuem bens e propriedades com valor somado superior a R$ 800 mil reais.

Os atendimentos ocorrem em duas unidades da instituição no Rio de Janeiro. Na Barra da Tijuca, as orientações serão realizadas às sextas-feiras, das 15h30 às 18h, com início no dia 27 de março. Já na unidade de Botafogo, o suporte acontece às segundas-feiras, das 13h às 14h, a partir do dia 30 de março. O serviço segue disponível até o dia 29 de maio, prazo final estipulado pelo governo para a entrega do documento. Para garantir o atendimento, o interessado deve fazer um agendamento prévio com hora marcada pelo site da Receita Federal.

 Atendimento NAF IBMR – Imposto de Renda 2026

  • Unidade Barra da Tijuca: Avenida das Américas, 2.603. Sextas-feiras, das 15h30 às 18h (A partir de 27/03).
  • Unidade Botafogo: Praia de Botafogo, 158. Segundas-feiras, das 13h às 14h (A partir de 30/03).
  • Prazo: Até 29 de maio.
  • Agendamento: Obrigatório, via site da Receita Federal.

 

GERAL

 Pesquisa de 3 min | Jornalistas da América Latina: como vocês veem a inclusão financeira?


Uma pesquisa rápida com jornalistas da América Latina para entender como o tema de inclusão e educação financeira está sendo percebido na cobertura da região. Sua participação contribui diretamente para um estudo regional com jornalistas de países como Brasil, México, Colômbia e Argentina.
 
Como retorno, vamos compartilhar os principais insights em primeira mão, que podem inclusive apoiar futuras pautas. Participar leva menos de 3 minutos, acesse aqui.
 
Os resultados serão apresentados em um webinar sobre o papel do jornalismo na inclusão financeira — e você será convidado.

SAÚDE

 Cirurgia facial profunda ganha espaço entre pacientes que buscam rejuvenescimento natural

Aumento da procura por procedimentos faciais acompanha mudança no perfil dos pacientes que priorizam naturalidade e preservação da identidade

A busca por rejuvenescimento facial com aparência natural tem impulsionado o crescimento de procedimentos estéticos em todo o mundo. Levantamento da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) mostra que foram realizados cerca de 34,9 milhões de procedimentos estéticos globais em 2023, entre cirúrgicos e não cirúrgicos.

No recorte de cirurgias faciais, o avanço foi significativo, com mais de 6,5 milhões de intervenções na região da face e da cabeça e crescimento de aproximadamente 19,6% em relação ao ano anterior. O Brasil permanece entre os países que mais realizam cirurgias plásticas no mundo, ao lado dos Estados Unidos e da Coreia do Sul.

Por esse motivo, técnicas que priorizam resultados discretos e respeitam a anatomia facial vêm ganhando espaço entre pacientes e especialistas. A cirurgiã plástica Dra. Danielle Gondim, formada pelo Instituto Ivo Pitanguy e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, explica que o Deep Plane Facelift acompanha essa mudança no comportamento de quem procura rejuvenescimento facial. “Hoje a prioridade não é mudar o rosto do paciente, mas restaurar estruturas que se deslocam com o tempo. O objetivo é recuperar contornos naturais preservando identidade e expressão”, afirma.

O procedimento atua abaixo do SMAS, camada responsável pela sustentação da face, reposicionando músculos e compartimentos de gordura que sofrem deslocamento ao longo do envelhecimento. Ao atuar nessas estruturas profundas, o método busca restaurar proporções faciais originais em regiões como bochechas, mandíbula e pescoço, evitando o efeito esticado frequentemente associado a técnicas superficiais.

Segundo a especialista, a técnica ganhou relevância internacional justamente por respeitar a dinâmica natural da face. Em vez de apenas remover excesso de pele, o procedimento reorganiza a base estrutural do rosto. “Quando apenas a pele é tracionada, o resultado pode parecer artificial. Ao reposicionar as estruturas profundas, conseguimos um rejuvenescimento mais equilibrado, que acompanha o movimento natural da face”, explica.

Outro fator que tem ampliado o interesse pelo procedimento é a durabilidade do resultado. Como o método atua na origem da flacidez facial, o efeito tende a permanecer por mais tempo quando comparado a abordagens superficiais. “O envelhecimento continua acontecendo, mas quando reposicionamos músculos e gordura que se deslocaram com o tempo, a face mantém um aspecto mais descansado e natural ao longo dos anos”, diz.

O planejamento cirúrgico pode incluir ainda procedimentos complementares, como blefaroplastia, lifting de sobrancelhas ou tratamento do pescoço, dependendo das características de cada paciente. A avaliação individual é considerada fundamental para manter a harmonia do resultado. “Cada rosto apresenta padrões próprios de envelhecimento. O planejamento precisa considerar qualidade da pele, posicionamento das estruturas profundas e proporções faciais para que o resultado preserve a identidade da pessoa”, afirma a médica.

A especialista aponta cinco dicas para quem busca rejuvenescimento facial com aparência natural

1. Avaliação individual da anatomia facial
O primeiro passo envolve análise detalhada das estruturas da face. Cada paciente envelhece de maneira diferente e o planejamento cirúrgico precisa respeitar essas características para evitar alterações artificiais na expressão.

2. Escolha de cirurgião especializado em face
O Deep Plane Facelift exige conhecimento avançado da anatomia facial profunda. Cirurgiões plásticos com treinamento específico em cirurgia facial e dedicação exclusiva apresentam maior domínio da técnica e das estruturas envolvidas.

3. Planejamento de procedimentos complementares
Em alguns casos, o rejuvenescimento pode incluir intervenções associadas, como cirurgia das pálpebras ou lifting de sobrancelhas, que ajudam a equilibrar o resultado global da face.

4. Reposicionamento estrutural em vez de tração da pele
A técnica atua nas camadas profundas da face, restaurando posições anatômicas originais e evitando o aspecto artificial que pode ocorrer em procedimentos superficiais.

5. Recuperação acompanhada por equipe médica
O pós operatório exige acompanhamento especializado para monitorar cicatrização, edema e evolução do resultado estético.

Para a Dra. Danielle Gondim, o crescimento da técnica reflete uma mudança no perfil dos pacientes que procuram cirurgia facial. “As pessoas querem continuar sendo reconhecidas. O que procuram hoje é uma aparência mais descansada e natural, sem perder características próprias do rosto”, conclui.

segunda-feira, 23 de março de 2026

DIREITO & TRIBUTAÇÃO

 Burnout, afastamento e o dever legal de prevenir




*Claudio Carneiro


O Burnout não nasce apenas da sobrecarga de trabalho ou de jornadas longas. A síndrome de esgotamento profissional também está associada à percepção de injustiça no ambiente laboral, à falta de reconhecimento e a relações interpessoais marcadas por conflito e desrespeito. Advogados, médicos, professores e outras profissões ilustram bem esse quadro: quanto maior o idealismo e o investimento emocional, maior a vulnerabilidade quando o retorno é vivido como desigual ou desvalorizado. A consequência não é apenas clínica. É também jurídica – e, sobretudo, preventiva.


O reconhecimento do Burnout como fenômeno relacionado ao trabalho, com enquadramento como doença ocupacional, abriu caminho para enquadrar esses casos no mesmo regime das demais doenças do trabalho. Mas limitar o debate a “o que acontece depois que o trabalhador adoece” é perder de vista o eixo central da responsabilidade empresarial contemporânea: a obrigação de identificar perigos, avaliar riscos psicossociais e implementar medidas de prevenção – Trata-se do Compliance de saúde ocupacional.


As normas de saúde e segurança já não se restringem a máquinas, EPIs e mobiliário. A regulamentação recente exige que as organizações avaliem também riscos ligados a estresse crônico, sobrecarga e assédio (moral e sexual), integrando fatores psicossociais na gestão de saúde ocupacional. Isso significa olhar para metas inalcançáveis, jornadas que inviabilizam descanso, cultura de disponibilidade permanente em meios digitais, estilos de liderança abusivos e conflitos interpessoais não tratados. A análise ergonômica, por exemplo, deixou de ser apenas uma avaliação de cadeiras e mesas para incluir ritmo de trabalho, pausas, dimensionamento de equipes e exigências cognitivas que, somadas, alimentam a exaustão.


Do ponto de vista jurídico-empresarial, apostar apenas em “gestão de crise” é uma estratégia cara e ineficiente. Ações judiciais por Burnout, assédio e adoecimento psíquico vêm crescendo, com decisões que reconhecem a responsabilidade de empresas que falham em criar condições adequadas de trabalho e em adotar medidas preventivas minimamente razoáveis. A lógica dos tribunais é clara: quanto mais previsível o risco, maior o dever de preveni-lo. Ignorar sinais persistentes de adoecimento coletivo, reclamações recorrentes ou indicadores de absenteísmo e rotatividade pode ser entendido como omissão culposa na gestão dos riscos.


Prevenção, aqui, não é sinônimo de campanhas pontuais no “Setembro Amarelo” ou de palestras isoladas sobre bem-estar físico e mental. Tudo isso é importante, mas envolve, no mínimo, três camadas articuladas. A primeira delas é o diagnóstico: ouvir trabalhadores, analisar dados de afastamentos, mapear setores mais expostos, realizar avaliações periódicas de saúde mental e de clima organizacional. A segunda diz respeito à organização do trabalho: rever metas e prazos, garantir pausas e jornadas que permitam recuperação, ajustar dimensionamento de equipes, estabelecer limites claros para o uso de meios digitais fora do expediente. Por fim, a cultura e liderança: treinar gestores em práticas de gestão respeitosa, criar canais seguros para relatos de assédio e injustiça, e assegurar que reclamações gerem respostas efetivas, não retaliações.


Projetos em discussão no Congresso Nacional caminham na mesma direção ao propor que empresas implementem programas estruturados de saúde mental, como por exemplo a NR1, com ações de prevenção, acolhimento e conscientização, acesso periódico a atendimento psicológico, treinamento de lideranças e protocolos para crises. Ainda que muitas dessas medidas estejam em fase de debate ou regulamentação, elas revelam uma mudança de paradigma: a saúde mental do trabalhador passa a ser vista como componente da função social da empresa, e não como fragilidade individual a ser gerida em silêncio.


Do lado do empregador, investir em prevenção não é apenas cumprimento de dever legal ou blindagem contra passivos trabalhistas, previdenciários e tributários. Empresas que estruturam políticas de saúde mental, ajustam suas práticas de gestão e tratam o Burnout como risco organizacional – e não como fraqueza pessoal – tendem a reduzir absenteísmo, rotatividade e acidentes, ao mesmo tempo em que fortalecem engajamento e produtividade. Do lado do trabalhador, a mensagem também muda: buscar ajuda, sinalizar sobrecarga e recusar jornadas incompatíveis com a vida deixam de ser atos de rebeldia para se tornarem exercício de um direito fundamental à saúde.


Em síntese, discutir afastamento por Burnout sem falar de prevenção é como discutir indenização por acidente sem falar de manutenção de máquinas: juridicamente possível, mas socialmente insuficiente. Se o Burnout é, em grande medida, produto de ambientes percebidos como injustos, desorganizados e hostis, a resposta mais inteligente das empresas não está apenas nos pareceres jurídicos, e sim na revisão honesta de como se trabalha, se cobra e se reconhece. É nesse movimento preventivo – contínuo, mensurável e participativo – que reside a verdadeira diferença entre uma organização que administra afastamentos e outra que, de fato, protege a saúde de quem trabalha.


Por Claudio Carneiro

(Advogado e PhD em Direito)

@claudiocarneirooficial


*Claudio Carneiro
Advogado
Professor
Auditor Líder certificado pela Itália
Pós-Doutor em Direito pela Universidade Nova de Lisboa (Portugal)
Coordenador do Mestrado em Direito da UniFG (Bahia)
Professor Convidado da EMERJ - FGV - IBMEC - FIRJ - UAL 
CEO do Instituto Carneiro
Vice-presidente da Ethical & Compliance International Institute