segunda-feira, 23 de março de 2026

DIREITO & TRIBUTAÇÃO

 Burnout, afastamento e o dever legal de prevenir




*Claudio Carneiro


O Burnout não nasce apenas da sobrecarga de trabalho ou de jornadas longas. A síndrome de esgotamento profissional também está associada à percepção de injustiça no ambiente laboral, à falta de reconhecimento e a relações interpessoais marcadas por conflito e desrespeito. Advogados, médicos, professores e outras profissões ilustram bem esse quadro: quanto maior o idealismo e o investimento emocional, maior a vulnerabilidade quando o retorno é vivido como desigual ou desvalorizado. A consequência não é apenas clínica. É também jurídica – e, sobretudo, preventiva.


O reconhecimento do Burnout como fenômeno relacionado ao trabalho, com enquadramento como doença ocupacional, abriu caminho para enquadrar esses casos no mesmo regime das demais doenças do trabalho. Mas limitar o debate a “o que acontece depois que o trabalhador adoece” é perder de vista o eixo central da responsabilidade empresarial contemporânea: a obrigação de identificar perigos, avaliar riscos psicossociais e implementar medidas de prevenção – Trata-se do Compliance de saúde ocupacional.


As normas de saúde e segurança já não se restringem a máquinas, EPIs e mobiliário. A regulamentação recente exige que as organizações avaliem também riscos ligados a estresse crônico, sobrecarga e assédio (moral e sexual), integrando fatores psicossociais na gestão de saúde ocupacional. Isso significa olhar para metas inalcançáveis, jornadas que inviabilizam descanso, cultura de disponibilidade permanente em meios digitais, estilos de liderança abusivos e conflitos interpessoais não tratados. A análise ergonômica, por exemplo, deixou de ser apenas uma avaliação de cadeiras e mesas para incluir ritmo de trabalho, pausas, dimensionamento de equipes e exigências cognitivas que, somadas, alimentam a exaustão.


Do ponto de vista jurídico-empresarial, apostar apenas em “gestão de crise” é uma estratégia cara e ineficiente. Ações judiciais por Burnout, assédio e adoecimento psíquico vêm crescendo, com decisões que reconhecem a responsabilidade de empresas que falham em criar condições adequadas de trabalho e em adotar medidas preventivas minimamente razoáveis. A lógica dos tribunais é clara: quanto mais previsível o risco, maior o dever de preveni-lo. Ignorar sinais persistentes de adoecimento coletivo, reclamações recorrentes ou indicadores de absenteísmo e rotatividade pode ser entendido como omissão culposa na gestão dos riscos.


Prevenção, aqui, não é sinônimo de campanhas pontuais no “Setembro Amarelo” ou de palestras isoladas sobre bem-estar físico e mental. Tudo isso é importante, mas envolve, no mínimo, três camadas articuladas. A primeira delas é o diagnóstico: ouvir trabalhadores, analisar dados de afastamentos, mapear setores mais expostos, realizar avaliações periódicas de saúde mental e de clima organizacional. A segunda diz respeito à organização do trabalho: rever metas e prazos, garantir pausas e jornadas que permitam recuperação, ajustar dimensionamento de equipes, estabelecer limites claros para o uso de meios digitais fora do expediente. Por fim, a cultura e liderança: treinar gestores em práticas de gestão respeitosa, criar canais seguros para relatos de assédio e injustiça, e assegurar que reclamações gerem respostas efetivas, não retaliações.


Projetos em discussão no Congresso Nacional caminham na mesma direção ao propor que empresas implementem programas estruturados de saúde mental, como por exemplo a NR1, com ações de prevenção, acolhimento e conscientização, acesso periódico a atendimento psicológico, treinamento de lideranças e protocolos para crises. Ainda que muitas dessas medidas estejam em fase de debate ou regulamentação, elas revelam uma mudança de paradigma: a saúde mental do trabalhador passa a ser vista como componente da função social da empresa, e não como fragilidade individual a ser gerida em silêncio.


Do lado do empregador, investir em prevenção não é apenas cumprimento de dever legal ou blindagem contra passivos trabalhistas, previdenciários e tributários. Empresas que estruturam políticas de saúde mental, ajustam suas práticas de gestão e tratam o Burnout como risco organizacional – e não como fraqueza pessoal – tendem a reduzir absenteísmo, rotatividade e acidentes, ao mesmo tempo em que fortalecem engajamento e produtividade. Do lado do trabalhador, a mensagem também muda: buscar ajuda, sinalizar sobrecarga e recusar jornadas incompatíveis com a vida deixam de ser atos de rebeldia para se tornarem exercício de um direito fundamental à saúde.


Em síntese, discutir afastamento por Burnout sem falar de prevenção é como discutir indenização por acidente sem falar de manutenção de máquinas: juridicamente possível, mas socialmente insuficiente. Se o Burnout é, em grande medida, produto de ambientes percebidos como injustos, desorganizados e hostis, a resposta mais inteligente das empresas não está apenas nos pareceres jurídicos, e sim na revisão honesta de como se trabalha, se cobra e se reconhece. É nesse movimento preventivo – contínuo, mensurável e participativo – que reside a verdadeira diferença entre uma organização que administra afastamentos e outra que, de fato, protege a saúde de quem trabalha.


Por Claudio Carneiro

(Advogado e PhD em Direito)

@claudiocarneirooficial


*Claudio Carneiro
Advogado
Professor
Auditor Líder certificado pela Itália
Pós-Doutor em Direito pela Universidade Nova de Lisboa (Portugal)
Coordenador do Mestrado em Direito da UniFG (Bahia)
Professor Convidado da EMERJ - FGV - IBMEC - FIRJ - UAL 
CEO do Instituto Carneiro
Vice-presidente da Ethical & Compliance International Institute

SAÚDE

 Tuberculose cresce no Brasil e atinge mais de 85 mil casos registrados  

Tosse por mais de 15 dias é alerta para doença; entenda sintomas e como evitar formas graves da doença

A clássica tosse persistente e prolongada, aliada a perda de peso, é sinal de alerta. A tuberculose é uma doença que não ficou para trás. O problema segue latente no Brasil, com 85 mil casos registrados no ano passado, além de 6 mil mortes, sendo uma das doenças infecciosas que mais mata no país. Os dados reveladores são da Organização Mundial de Saúde (OMS). 

O Brasil segue na contramão da Estratégia Fim da Tuberculose da Organização Mundial da Saúde (OMS) que prevê acabar com a doença até 2035. Para 2025, a meta era reduzir 50% da incidência e 75% da mortalidade. O Brasil, porém, registrou uma tendência contrária e viu a incidência da infecção aumentar desde 2015.

Dados epidemiológicos da tuberculose afastam o país de metas a serem alcançadas nos próximos cinco anos. Números ainda são elevados mesmo com ações por parte da iniciativa pública.

Neste contexto, a infectologista Juliana Caetano Barreto Cypreste Oliveira, que atende no Órion Complex, reforça a importância do diagnóstico precoce. "Se você tem uma tosse por mais de 15 dias, perdendo peso, com ou sem catarro, procure o médico para pesquisar e afastar qualquer outra doença. A tosse prolongada indica uma possível lesão pulmonar progressiva causada pela micobactéria da tuberculose”, alerta.

Além da tosse longa, a doença apresenta sinais de alerta que costumam se agravar com o tempo. Os sintomas mais comuns incluem: febre baixa, que costuma aparecer no final da tarde, suor excessivo durante a noite, falta de apetite e emagrecimento, cansaço, fraqueza e dor no peito. Em casos mais graves e avançados, pode haver escarro com sangue.

A infectologista alerta para o avanço da doença em Goiás. “Somente nesta quinta-feira, dia 19, eu atendi três pacientes com diagnóstico positivo para doença, dois de tuberculose latente e outro com ativa. Já notifiquei a pessoa que coordena o programa da doença no Estado”, afirma a médica.      

A tuberculose latente é uma condição na qual o indivíduo está infectado pelo Mycobacterium tuberculosis, mas não apresenta sintomas clínicos da doença ativa. Neste estado, a bactéria está presente no organismo, porém inativa, e o sistema imunológico consegue controlá-la, impedindo a progressão para a tuberculose ativa. 

*A prevenção vai além da vacina*

A vacina BCG, aplicada logo após o nascimento, é a principal forma de prevenção na infância, sendo  fundamental para proteger as crianças contra as formas mais graves da doença. Mas na fase adulta, a prevenção exige outras medidas. 

“É importante que a pessoa infectada use máscara, assim como quem tem contato direto com ela. O ambiente de convívio deve ser aberto e ventilado. Imunossuprimidos que tiveram contato com um infectado devem ser avaliados rapidamente, pois elas podem ter sido contaminadas e estar com a infecção latente, ou seja, na fase em que a doença ainda não se desenvolveu", orienta a médica.

O tratamento da tuberculose é oferecido pelo sistema de saúde e dura, no mínimo, seis meses com o uso de antibióticos específicos. A boa notícia é que o paciente deixa de transmitir a doença rapidamente: em torno de duas a três semanas após iniciar a medicação correta, a carga de bactérias cai e o contágio é interrompido.

Por outro lado, com a melhora rápida, muitos pacientes cometem o erro de abandonar o tratamento. A infectologista, o abandono da medicação antes do prazo de seis meses é um dos maiores desafios de saúde pública. “Parar de tomar os remédios ao se sentir melhor gera a "tuberculose multirresistente". Quando isso acontece, o tratamento precisa ser reiniciado, mas passa a durar de 9 meses a 1 ano, exigindo remédios mais caros, com mais efeitos colaterais e com um processo de cura muito mais difícil”, afirma.


*Dia da Tuberculose*

A tuberculose ainda é uma doença cercada de estigmas, o que muitas vezes afasta os pacientes do diagnóstico precoce. Associada no passado exclusivamente a condições de extrema pobreza, a infecção hoje atinge diferentes perfis e continua sendo transmitida silenciosamente por pessoas que ignoram um sintoma clássico: a tosse persistente.

Por isso, o Dia Mundial do Combate à Tuberculose, celebrado em 24 de março, tem como objetivo de desfazer mitos, conscientizar a população sobre a prevenção, o diagnóstico e o tratamento da doença. A data foi escolhida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para lembrar o dia em que, em 1882, o cientista Robert Koch anunciou a descoberta do bacilo causador da tuberculose, o Mycobacterium tuberculosis.

GERAL

 Deepfakes e uso de IA ampliam debate sobre desinformação nas eleições

Especialista da UNIASSELVI aponta que regulamentação adequada e educação digital são instrumentos importantes para o combate na proliferação de conteúdos falsos nas redes sociaias 

O avanço da inteligência artificial generativa e a popularização de tecnologias capazes de produzir vídeos, imagens e áudios hiper-realistas colocaram a desinformação em um novo patamar no debate público. Em períodos eleitorais, especialistas alertam que as deepfakes podem ampliar a circulação de conteúdos manipulados e influenciar a percepção do eleitorado sobre candidatos e acontecimentos políticos.

Para Rafael Adilio Silveira dos Santos, professor de Ciência Política da UNIASSELVI, a própria lógica das plataformas digitais contribui para a amplificação desse fenômeno. “Precisamos considerar que um algoritmo de rede social não é neutro; ele é programado para atender a determinados objetivos. Se o intuito é manter o indivíduo o máximo de tempo possível diante da tela e isso é alcançado entregando-lhe o que deseja, as notícias falsas acabam entrando nesse radar”, afirma.

Relatórios recentes do World Economic Forum apontam a desinformação digital como um dos principais riscos globais de curto prazo, especialmente em ambientes de alta polarização política. A combinação entre algoritmos das redes sociais e tecnologias capazes de simular discursos ou situações inexistentes cria um cenário mais complexo para o funcionamento das democracias.

 

Efeitos da manipulação digital

Em democracias emergentes, onde instituições e cultura política ainda estão em processo de consolidação, os efeitos da manipulação digital podem ser ainda mais sensíveis. “É difícil afirmar com precisão, mas considerando que suas instituições podem ser mais frágeis para frear a disseminação de informações infundadas e que uma cultura política — valores democráticos consolidados na população — ainda está se enraizando, é provável que esses países enfrentem mais problemas e consequências danosas vindas da manipulação digital”, afirma Santos.

No Brasil, o tema já mobiliza autoridades eleitorais. Nos últimos anos, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) passou a adotar medidas para enfrentar a desinformação, como parcerias com plataformas digitais e iniciativas voltadas à checagem de informações durante os períodos de campanha. . “As instituições brasileiras, especialmente o TSE, têm demonstrado preocupação em lidar com o impacto das tecnologias digitais nas eleições e, na medida do possível, em regulamentar o processo. Contudo, é difícil prever os resultados com exatidão, pois esta será a primeira eleição presidencial com uma presença tão forte da IA”, explica o professor da UNIASSELVI.

Verdadeiro ou falso: como diferenciar conteúdos

Outro ponto de preocupação é a dificuldade da população em diferenciar conteúdos autênticos de materiais manipulados por inteligência artificial. Segundo Santos, a maioria das pessoas tende a confiar nas informações que consome online. “A maioria das pessoas tende a acreditar no que lê, assiste ou ouve, sendo difícil diferenciar o real do artificial. Seja porque a correria da rotina dificulta um acompanhamento atento, seja pela falta de educação digital ou porque a farsa, nas montagens, está cada vez mais próxima da realidade”, diz.

Especialistas defendem que o enfrentamento da desinformação exige uma combinação de regulação institucional e educação digital. Portanto, é preciso encontrar formas de regular a disseminação dessas informações, seja responsabilizando quem as compartilha ou obrigando as corporações a criarem mecanismos de alerta “Acredito que este seja um tema a ser incluído nas escolas, promovendo o letramento digital de crianças para que aprendam a analisar conteúdos de forma crítica. É fundamental, também, investir em campanhas públicas que alertem a população e orientem sobre o uso de ferramentas de checagem de fatos”, conclui o professor da UNIASSELVI.

sábado, 21 de março de 2026

DESAFIOS A EMPREENDER

 Procon-RJ está com vagas abertas para estágio

Inscrições são pelo site do CIEE Rio

O processo seletivo de estágio do Procon-RJ destinado a estudantes do ensino médio, técnico e superior está aberto até o dia 6 de abril 2026. As inscrições devem ser realizadas pela internet no link https://pp.ciee.org.br/vitrine/14028/detalhe no portal do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE Rio) e detalhes do processo também podem ser consultados no Edita, que consta no link. As vagas são para cadastro reserva.

 As bolsas auxílios são de R$ 960,00 para ensino médio e técnico e R$ 1.320,00 para ensino superior, além de auxílio-transporte de R$ 325,60 e auxílio-alimentação de R$ 231,00 por mês. As vagas são para atuação em unidades do Procon-RJ na capital. O candidato deverá residir no município do Rio de Janeiro ou em municípios limítrofes (São João de Meriti; Duque de Caxias; Nilópolis; Mesquita; Belford Roxo; Nova Iguaçu; Niterói e São Gonçalo). O regime do estágio será de 20 (vinte) horas semanais para ensino médio/técnico e superior a serem cumpridas em horários e turnos definidos pelo Procon-RJ.

Carga horária e bolsa-auxílio:

Nível

Carga Horária Diária

Carga Horária Semanal

Bolsa Auxílio

Ensino Médio

4 (quatro) horas

20 (vinte) horas

R$ 960,00

Técnico

4 (quatro) horas

20 (vinte) horas

R$ 960,00

Superior

4 (quatro) horas

20 (vinte) horas

R$ 1.320,00

O regime do estágio será de 20 (vinte) horas semanais para ensino médio/técnico e superior a serem cumpridas em horários e turnos definidos pelo PROCON-RJ.


SAÚDE

 MARÇO LILÁS - Tabu atrapalha adolescentes receberem vacina contra HPV, alerta ginecologista   

Ainda existem mitos que impedem a adesão à vacina, como o receio de que ela incentive a iniciação sexual precoce

O câncer do colo é o terceiro tipo de câncer com maior incidência entre as mulheres. Para cada ano do triênio 2023-2025, estima-se 17.010 novos casos, o que representa uma taxa bruta de incidência de 15,38 casos a cada 100 mil mulheres, segundo informações do Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Causado principalmente pela infecção persistente por tipos oncogênicos do Vírus do Papiloma Humano (HPV), o diagnóstico precoce e a imunização são os pilares para reduzir drasticamente as estatísticas da doença. De acordo com a Organização Pan Americana de Saúde (OPAS), a vacinação de adolescentes contra o papilomavírus humano pode prevenir cerca de 70% dos casos. Por isso mesmo, é meta estabelecida pela  Organização Mundial da Saúde (OMS) que 90% de meninas de até 15 anos estejam vacinadas até 2030. 

Vencer a barreira cultural das famílias a respeito do tema é um dos grandes desafios para se alcançar a meta. Ainda existem mitos que impedem a adesão à vacina, como o receio de que ela incentive a iniciação sexual precoce. 

Contudo, explica a médica ginecologista Vânia Marcella Calixtrato, que atende no Órion Complex, é importante que as famílias entendam que vacina foi desenvolvida para prevenir infecções antes da exposição ao papilomavírus, o que a torna mais eficaz, daí a importância de se promover a imunização ainda na adolescência. “Ela não tem influência sobre o comportamento sexual”, diz

O HPV é um vírus transmitido principalmente por contato sexual. Ele se desenvolve na parte inferior do útero, que se conecta à vagina. Na grande maioria dos casos, ele causa lesões que, se não identificadas e tratadas, evoluem para o tumor maligno. 

Outro ponto levantado pelas famílias é a segurança do imunizante, mas a médica esclarece que efeitos colaterais graves são extremamente raros. “O mais comum são apenas reações leves como dor no local da aplicação ou febre baixa, riscos que são infinitamente menores do que os perigos de um câncer invasivo", observa.

Ela considera a campanha Março Lilás, de combate ao câncer de útero, válida para levar esclarecimento à população sobre este tabu, que acaba colocando muitas mulheres em um risco potencial futuro. “Esses mitos precisam ser combatidos com informações científicas, demonstrando que a vacina é uma ferramenta preventiva, não relacionada ao comportamento sexual", diz.

A vacina é indicada também para mulheres de até 45 anos, mesmo já tendo tido contato com HPV. “Ela as protege de outras cepas com alto grau de associação com o câncer do colo do útero, além de proteger contra verrugas genitais e outros tipos de câncer", informa a médica.

Além disso, ela também observa que muita gente não acredita que a contaminação pelo papilomavírus humano pode evoluir para um tumor. Para a especialista, o caminho para mudar o cenário da doença no Brasil passa pela educação clara sobre estes riscos, campanhas constantes em redes sociais e centros de saúde e, especialmente nas escolas. 

“A escola é um ambiente crucial para disseminar informações. Parcerias entre escolas e unidades de saúde para promover a vacinação, esclarecer dúvidas e desmistificar mitos, ajudariam a aumentar a adesão”, sugere. Em Goiás, foram contabilizados 981 casos da doença em 2024. Já em 2025, os registros chegaram a 622 notificações, número ainda considerado preliminar.