quarta-feira, 27 de maio de 2026
DESAFIOS A EMPREENDER
Apagão de talentos faz empresas reverem filtros tradicionais de contratação
Pressionadas pela dificuldade de preencher vagas e reter profissionais, organizações passaram a priorizar habilidades práticas e capacidade de adaptação em vez de credenciais acadêmicas formais
A dificuldade de encontrar e reter profissionais qualificados está levando empresas a revisarem um dos critérios mais tradicionais dos processos seletivos: a exigência de diploma universitário. Em áreas pressionadas pela escassez de talentos, como tecnologia, vendas, marketing e varejo, organizações passaram a priorizar competências práticas, capacidade de aprendizado e experiência aplicada em vez de credenciais acadêmicas formais.
O movimento impulsiona o avanço do chamado Skill-Based Hiring, modelo de recrutamento baseado em habilidades que vem ganhando espaço no Brasil diante das transformações aceleradas do mercado de trabalho. Mais do que uma mudança conceitual, especialistas afirmam que a tendência responde a uma necessidade prática das empresas de encontrar profissionais capazes de acompanhar a velocidade das mudanças do ambiente corporativo e permanecer por mais tempo nas organizações.
Dados do Fórum Econômico Mundial mostram que, até 2030, cerca de 19% dos empregadores pretendem eliminar a exigência de diploma em parte dos processos seletivos. Já 43% dos líderes de aquisição de talentos afirmam que as credenciais acadêmicas são hoje menos relevantes do que eram há dez anos.
O diploma deixou de ser garantia
A mudança também tem motivação financeira e operacional. Estudos de mercado apontam que modelos de contratação baseados em habilidades podem ser até cinco vezes mais eficientes para prever desempenho profissional do que processos focados apenas na formação acadêmica. Dados do LinkedIn Talent Trends indicam ainda que esse modelo aumenta em 25% a probabilidade de retenção dos profissionais.
Embora o Brasil ainda mantenha uma cultura corporativa fortemente ligada à valorização de títulos, algumas áreas passaram a acelerar essa mudança por necessidade. Setores com alta velocidade de transformação e maior dificuldade de contratação, como tecnologia da informação, marketing, vendas e funções administrativas, começaram a flexibilizar filtros tradicionais para ampliar o acesso a talentos e reduzir gargalos de contratação.
Para Kauã Leandro, gerente de Novos Negócios do Trabalha Brasil (TBR), o avanço da inteligência artificial e das mudanças tecnológicas tornou o mercado mais dinâmico e reduziu o tempo de validade de determinadas competências técnicas.
“O mercado muda muito rápido. Hoje, as empresas passaram a valorizar profissionais que conseguem aprender novas habilidades com agilidade e se adaptar às transformações do negócio. Em muitos casos, a capacidade de aprendizado pesa mais do que a formação tradicional”, afirma.
As empresas estão revendo quem consideram talento
Além da pressão por eficiência, o modelo também amplia o acesso de profissionais que desenvolveram competências fora da universidade tradicional, incluindo técnicos, autodidatas, profissionais em transição de carreira e trabalhadores que adquiriram experiência prática ao longo da trajetória profissional.
Segundo o especialista, essa mudança também representa uma revisão dos filtros históricos utilizados pelas empresas. Em vez de priorizar apenas diplomas e trajetórias lineares, organizações passaram a olhar com mais atenção para habilidades transferíveis, repertório prático e potencial de desenvolvimento.
“Muitas vezes, profissionais de atendimento, por exemplo, possuem habilidades de comunicação e negociação que permitem uma migração muito eficiente para áreas comerciais, mesmo sem experiência prévia direta em vendas”, explica Leandro.
A mudança também começa a impactar profissionais em início de carreira. Em vez de exigir anos de experiência para vagas de entrada, algumas empresas passaram a utilizar testes práticos e avaliações comportamentais para medir competências técnicas e soft skills, ampliando o acesso de jovens ao mercado formal.
ESPORTE
31/05/2026
Monumento aos
5km, 10km e 15km
Horário da largada: em breve no site
Valor do Kit: consulte as opções de kits no site do evento
Retirada do Kit: Nos dias 28, 29 e 30 de abril, a partir das 10h, na Running Land (R. Jardim Botânico, 746 - Jardim Botânico)
CULTURA
GERAL
A Atlantic Nickel exporta mais de 38 mil toneladas de níquel sulfetado nos primeiros quatro meses do ano
- As exportações nos primeiros quatro meses representam um crescimento anual de 26%;
- América do Norte e a Europa são os principais destinos do concentrado de níquel;
- A empresa opera com capacidade máxima de produção para atender à crescente demanda.
A Atlantic Nickel, produtora brasileira de níquel sulfetado verde no Sul da Bahia, inicia 2026 com forte desempenho nas exportações e eficiência operacional. Sob a gestão da Appian Capital Brazil, consultora de investimentos para fundos privados de capital de longo prazo focados em valor, a empresa exporta mais de 38 mil toneladas de níquel sulfetado para a América do Norte e Europa, um aumento de 26% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
“Os resultados alcançados nos primeiros meses de 2026 refletem nosso compromisso com a excelência operacional, a criação de valor e as melhores práticas de mineração sustentáveis. Por meio de uma gestão eficiente e responsável, continuamos a aliar alto desempenho com um forte foco em segurança, gestão ambiental e bem-estar de nossos colaboradores e das comunidades anfitriãs às nossas operações”, afirma Milson Mundim, Country Manager da Appian Capital Brasil.
Atlantic Nickel (ATN): desempenho das exportações
Com carga de 38 mil toneladas de concentrado de níquel sulfetado a Atlantic Nickel (ATN), única produtora de níquel sulfetado no Brasil, realizou quatro embarques entre janeiro e abril de 2026. Os navios partiram do Porto de Ilhéus (BA) com destino ao Canadá e à Finlândia.
Desde o início das exportações sob a gestão da Appian em 2020, mais de 670 mil toneladas de minério foram enviadas para o Canadá, China e Finlândia. Ao longo de seis anos de operações no Brasil, a empresa construiu sólido histórico impulsionado pela melhoria contínua das práticas de segurança, excelência operacional e compromisso com a proteção das comunidades no entorno das operações. A Appian investe na cultura preventiva de acidentes, prioriza o bem-estar, a saúde e a segurança física de seus empregados e contratados, associado ao cuidado com as pessoas.
O níquel sulfetado é um dos metais mais resistentes e versáteis do mundo, desempenhando um papel crucial como matéria-prima essencial na produção de baterias para veículos elétricos e outras tecnologias de energia limpa.
