sexta-feira, 17 de abril de 2026

AUTOMOTIVO

IA nos negócios: como empresa do setor automotivo investiu na tecnologia para aumentar as vendas em 33% na rede

Miguel Henrique Souza CEO Vaapty

Avanço do setor automotivo, com alta de até 9,8% no país, impulsiona investimentos em inteligência artificial e novos modelos de gestão

A Inteligência Artificial (IA) deixou de ser apenas uma promessa para se consolidar como peça-chave na estratégia de crescimento de empresas brasileiras. No setor automotivo, marcado por alta competitividade, o uso de dados e automação tem se mostrado determinante para ganho de eficiência e escala, movimento que já impacta diretamente o desempenho das redes de franquias.

Segundo o último levantamento divulgado pela Associação Brasileira de Franchising (ABF), o crescimento no faturamento dos serviços automotivos de 2024 para 2025 foi de 8,1% no Paraná. No país, esse aumento representa uma alta de 9,8%. É nesse cenário que a Vaapty, rede paranaense líder no franchising de intermediação de venda de veículos no Brasil, vem acelerando seus investimentos em tecnologia. A empresa estruturou um modelo de gestão orientado por dados e sustentado por uma IA própria, com foco em produtividade, padronização e escalabilidade da operação. O resultado disso é um crescimento de aproximadamente 33% na movimentação financeira da rede, saltando de R$ 1,5 bilhão em 2025, para mais de R$ 2 bilhões em 2026.

No último ano, a companhia implementou um ecossistema tecnológico que integra CRM com inteligência artificial e um ERP desenvolvido especificamente para o modelo de franquias. A estratégia inclui automação de tarefas, monitoramento em tempo real das unidades e uso de análise preditiva para apoiar decisões comerciais e operacionais.

“Estruturamos um painel para monitorar toda a operação, além da automação de tarefas críticas, integração entre sistemas e implementação de chatbots para melhorar a comunicação entre franqueados e clientes. A IA também passou a atuar na análise preditiva de dados e na resolução de problemas complexos da operação. Com isso, aumentamos a transparência dos resultados, a eficiência da rede e a segurança para investidores e franqueados”, afirma Miguel Henrique Souza, CEO da Vaapty.

Segundo ele, a digitalização da operação já se reflete em ganhos de performance e aumento no volume de negócios. Para 2026, impulsionado pela expansão da rede e pelo aumento no volume de negócios, a expectativa da Vaapty é de alta de cerca de 11,7% no faturamento da franqueadora, que deve atingir R$ 12,6 milhões em royalties. No mesmo ritmo, a empresa prevê ampliar sua base de 172 para 228 unidades em operação, o que representa um crescimento de cerca de 32,6%, reforçando a estratégia de ganho de escala ancorada em tecnologia e padronização operacional.

O foco da estratégia está na redução de custos operacionais dos franqueados, geração qualificada de leads e maior assertividade na precificação de veículos, além de um atendimento cada vez mais orientado por dados. A proposta é não apenas acelerar vendas, mas também transformar o modelo de negócio do setor.

“Para 2026, nosso objetivo é consolidar a Vaapty como a franqueadora mais tecnológica do setor automotivo brasileiro, com um modelo escalável, orientado por dados e preparado para crescer com eficiência, governança e rentabilidade sustentável”, diz o executivo.

O movimento acompanha uma tendência global, que mostra que empresas que adotam IA de forma estruturada conseguem elevar produtividade, reduzir custos operacionais e melhorar a experiência do cliente, fatores cada vez mais decisivos em setores tradicionais que passam por transformação digital acelerada.

DIREITO & TRIBUTAÇÃO

 O imposto que você paga sem ver: o “vilão escondido” no consumo




Claudio Carneiro


Quando você faz compras no supermercado, recarrega o celular ou pega um aplicativo de transporte, não está pagando só pelo produto ou serviço. Também está pagando uma fatia nada desprezível de tributos que não aparecem de forma clara na nota fiscal. É o chamado imposto indireto ou imposto “embutido” no consumo, uma espécie de vilão silencioso do bolso do brasileiro.


No Brasil, a maior parte da arrecadação vem justamente desse tipo de tributo (expressão que envolve impostos, taxas, contribuições, etc.), que incide sobre bens e serviços. São siglas como ICMS, ISS, PIS, Cofins e IPI, nomes difíceis que aparecem nas manchetes, mas quase nunca na conversa do dia a dia. Em vez de serem cobrados diretamente de você, como o imposto de renda, eles entram no preço do que você compra — da conta de luz ao pacote de arroz.


Funciona assim: a cada etapa da cadeia (indústria, distribuidor, loja), o governo cobra sua parte. Esse custo vira componente do preço e vai sendo repassado ao longo do caminho até chegar ao consumidor final. No fim, quando você passa o cartão, paga não só o lucro da empresa e os custos de produção, mas também todos esses tributos que foram empilhados ao longo da cadeia. Como a cobrança é “por dentro” do preço, muita gente nem percebe quanto do que desembolsa vai parar nos cofres públicos. Em alguns casos, chega a 70% do valor total.


Esse modelo tem pelo menos três efeitos perversos. Primeiro, ele reduz o poder de compra, porque uma parte grande da renda das famílias, especialmente das mais pobres, é consumida por tributos embutidos nos preços. Quem ganha menos, proporcionalmente, entrega uma fatia maior da renda em impostos sobre consumo, já que gasta quase tudo em bens essenciais, como alimentação, energia e transporte. Em outras palavras: o sistema pesa mais no andar de baixo do que no de cima. Imagine que o cafezinho, todos pagam o mesmo valor embutido, independentemente do quanto ganham. 


Segundo, ele dificulta a transparência. Se o consumidor não sabe exatamente quanto paga de imposto em cada compra, fica mais difícil cobrar melhores serviços públicos ou discutir se a carga tributária é adequada. Algumas iniciativas estaduais e municipais, como programas de “nota fiscal cidadã”, tentam mostrar o valor aproximado de tributos em cada cupom. Mas, em geral, a informação segue técnica, fragmentada e pouco amigável para o cidadão comum.


Terceiro, o modelo atual complica a vida das empresas. Regras diferentes entre estados e municípios, incidência em cascata e uma série de exceções fazem com que calcular o preço final de um produto vire quase um quebracabeça tributário. Muitos empresários acabam elevando margens para se proteger de surpresas com o fisco, o que, de novo, recai sobre o preço ao consumidor.


Nos últimos anos, a discussão sobre reforma tributária colocou esse tema no centro do debate. Uma das principais mudanças é a substituição de parte desses tributos (como ICMS, ISS, PIS e Cofins) por um imposto sobre valor agregado, o chamado IVA Dual, que no Brasil foi desenhado como IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços). A ideia é simplificar a cobrança, reduzir a cobrança em cascata e tornar mais visível quanto de imposto há em cada etapa. Há ainda o imposto seletivo (ou “imposto do pecado”) que incide sobre produtos nocivos à saúde a ao meio ambiente.


Essa substituição busca tornar a tributação sobre o consumo mais transparente para a população. Em um sistema mais simples, o consumidor consegue entender melhor o peso dos tributos, e o empresário consegue formar preço com mais segurança. Em última análise, a forma como o país tributa o consumo diz muito sobre que tipo de sociedade quer ser: uma em que o custo do Estado se esconde no preço do supermercado ou uma em que a conta é clara para todos.


Da próxima vez que você olhar o valor final da compra, vale lembrar: aquele número não é só o que você paga pelo produto, é também o que você paga pelo modelo de tributação que escolhemos — ou aceitamos — ter. A Reforma Tributária, apesar da confusão que tem causado e do aumento de tributação em diversos segmentos, veio para simplificar esse modelo para o consumidor final. 


Por Claudio Carneiro

(Advogado e PhD em Direito)

@claudiocarneirooficial


TURISMO

 Nova rota turística conectará visitantes a 2.365 praias, 778 cachoeiras e 550 ilhas entre o litoral de SP e Rio

Roteiro das Praias SP-Rio conduzirá turistas aos atrativos naturais do litoral paulista, Costa Verde e Região dos Lagos ao longo de 760km das rodovias Rio-Santos e Via Lagos  


Roteiro das Praias SP-Rio, que será lançado nas próximas semanas, é um novo produto turístico que integrará algumas das regiões costeiras mais belas e relevantes do Brasil, conectando o litoral de São Paulo ao litoral do Rio de Janeiro. O objetivo é criar uma experiência contínua e diversificada, valorizando a natureza, cultura, história, gastronomia e o patrimônio das cidades envolvidas.

O percurso abrange destinos já consolidados e reconhecidos pela excelência em belezas naturais, estruturando-os em um roteiro único, coerente e tematicamente conectado pela riqueza de suas praias, pela diversidade ecoturística, pelo legado histórico e pela variedade gastronômica que caracteriza cada região.

No estado de São Paulo, integram o novo Roteiro as cidades de Santos, Guarujá, Bertioga, São Sebastião, Ilhabela, Caraguatatuba e Ubatuba. Já no estado do Rio fazem parte Paraty, Angra dos Reis, Mangaratiba, Rio de Janeiro, Saquarema, Cabo Frio, Arraial do Cabo e Búzios.


O Roteiro das Praias SP-Rio oferecerá aos turistas pacotes de 3 a 15 dias, adequando a viagem ao seu tempo disponível e ao tipo de experiência desejada. A ideia é proporcionar atrativos que façam com que os visitantes permaneçam mais tempo na região escolhida.

Embarque em São Paulo ou Rio

Turistas de outros estados ou países poderão desembarcar nos aeroportos de Congonhas ou Cumbica, em São Paulo; ou Viracopos, em Campinas (SP), para iniciar o roteiro em Santos (SP) ou Guarujá (SP) e terminar na Região dos Lagos, de onde poderão retornar ao seu estado ou país de origem por meio dos aeroportos Santos Dumont ou Galeão, na capital fluminense.

Para trajetos terrestres, os turistas poderão iniciar a viagem em Búzios (RJ) e terminar em Santos/Guarujá, ou vice-versa. Ou qualquer cidade do trecho.

As 15 cidades que compõem o Roteiro das Praias SP-Rio reúnem 2.365 praias, 550 ilhas e 778 cachoeiras, distribuídas em 760 km de estradas, especialmente a Rodovia Rio-Santos, considerada uma das mais belas do país, além da Via Lago, que conecta a cidade do Rio de Janeiro à Região dos Lagos.

O Roteiro das Praias oferecerá diversos pacotes, nos quais os turistas poderão ter a liberdade de escolher os meios de hospedagens em diferentes categorias, conforme o perfil do viajante; restaurantes selecionados e experiências gastronômicas regionais; ingressos para atrativos pagos, como parques, museus, aquários, passeios náuticos, trilhas, atividades de aventura, voo livre, entre outros; locação de veículos, facilitando a mobilidade em toda a extensão do litoral; transfers para aeroportos (GRU, CGH, VCP, SDU e GIG) e guias de turismo nativos, credenciados pelo Roteiro, garantindo segurança e acompanhamento especializado durante todo o percurso.

Os pacotes serão comercializados por agência de turismo oficial credenciada pelo Roteiro. Os viajantes poderão optar por chegar aos destinos com carro próprio ou alugar um modelo em agências locadoras credenciadas.

O que o roteiro propõe

O Roteiro das Praias SP-Rio propõe destacar a natureza preservada, com trilhas, costões, unidades de conservação, mirantes naturais e oportunidades de turismo de aventura, além de apresentar a cultura e a história, presentes em comunidades tradicionais, patrimônios coloniais e manifestações culturais.

A gastronomia regional, com forte presença de frutos do mar, culinária caiçara e experiências gastronômicas em restaurantes, também fazem parte do Roteiro.

“A criação deste Roteiro fortalece a identidade regional, amplia o potencial de visitação ao conectar destinos complementares e estimula o desenvolvimento sustentável. O Roteiro das Praias SP-Rio se consolida como uma marca turística capaz de promover o litoral paulista e fluminense de forma conjunta, estratégica e competitiva, resultando em benefícios econômicos, sociais e culturais para todas as cidades participantes”, explica Reginaldo Pupo, gestor do Roteiro.

Trade turístico

O Roteiro das Praias SP-Rio envolverá centenas de agências e operadoras receptivas, meios de hospedagem, restaurantes, bares, atrativos turísticos, empresas de passeios náuticos, locadoras de veículos, transportadoras turísticas e guias de turismo. Essas empresas e profissionais, com registro no Cadastur (Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos) do Ministério do Turismo, integrarão os pacotes do Roteiro, após cadastramento. 

As empresas interessadas em se cadastrar para integrar o Roteiro deverão entrar em contato pelo WhatsApp 11 9 5435 3665 ou pelo Instagram @roteirodaspraias.sprio.

“Trata-se de uma oportunidade estratégica para fortalecer parcerias, ampliar a oferta de produtos regionais e participar de uma iniciativa que potencializa a visibilidade e a competitividade de todo o litoral de São Paulo e Rio de Janeiro”, salienta Pupo.

Segundo ele, a proposta é construir, em conjunto, um roteiro sólido, qualificado e inovador, capaz de atrair novos públicos, estimular a economia local e posicionar a região como um dos maiores corredores turísticos do Brasil.

“Nesta primeira etapa, os pacotes não serão formatados. O site oficial do Roteiro ofertará os serviços de guia de turismo, locação de carros, passeios (terrestres ou náuticos), hospedagens, transfers, etc, apenas como sugestão. Para isso, irá oferecer os serviços de todos os cadastrados aos turistas interessados”, destaca.

Em uma segunda etapa, segundo ele, os pacotes turísticos serão formatados, reunindo opções que podem variar de 3 a 15 dias, com venda direta no site oficial, já incluindo hospedagem, passeios, alimentação, city tours e, se for o caso, o aéreo. A formatação dos pacotes ocorrerá no segundo semestre de 2026, segundo Pupo.

Divulgação no Brasil, Mercosul, Europa e EUA

O Roteiro das Praias SP-Rio e todos os seus parceiros cadastrados serão divulgados em mídias locais, regionais, nacionais e Mercosul, especializadas em Turismo, Gastronomia e Hotelaria. Uma forte campanha também será lançada para divulgar os 15 destinos turísticos também na Europa e EUA.

Durante todo o decorrer do ano, o Roteiro das Praias SP-Rio convidará jornalistas de todo o país e exterior para oferecer experiências aos profissionais, de forma que eles possam conhecer os principais atrativos do Roteiro, para que os destinos que recebê-los sejam agraciados com mídia espontânea.

O Roteiro também será divulgado ao longo das rodovias Rio-Santos e Via Lagos por meio de outdoors e em feiras nacionais e internacionais de turismo. Estimativas baseadas no volume diário médio de tráfego indicam que a Rodovia Rio-Santos recebe cerca de 6,5 milhões milhões de veículos por ano, podendo chegar a 9 milhões em feriados e alta temporada, entre Guarujá e Ubatuba.

Já a Rodovia Lagos recebe cerca de 5,5 milhões de veículos por ano, podendo chegar a 9 milhões em feriados e alta temporada, entre Rio de Janeiro e Búzios, totalizando 12 milhões de carros no decorrer do ano e 18 milhões na alta temporada.

| Roteiro das Praias SP-Rio

Destinos em SP: Santos, Guarujá, Bertioga, São Sebastião, Ilhabela, Caraguatatuba e Ubatuba.

Destinos Rio: Paraty, Angra dos Reis, Mangaratiba, Rio de Janeiro, Saquarema, Cabo Frio, Arraial do Cabo, Búzios.

CAFÉ COM LABATT

              A GUERRA DEVE ACABAR NO DOMINGO

MAS QUAIS AS CAUSAS DAS ATITUDES QUE VEM A PÚBLICO?

Ricardo Labatt

Na delicada situação em que se encontra Trump, a derrota de Victor Orban, na Hungria, é um sinal claro de que os ventos estão contra os EUA. O projeto Orban, há 16 anos no poder, representava a resistência nacionalista inspirada na verdadeira “direita”. Ele e Robert Fico, da Eslováquia, mesmo que da verdadeira “esquerda” – também nacionalista - formavam um bloco que antagonizava a cultura Woke e o identitarismo e, mesmo que de uma forma mais autoritária, se apresentava como oposição ao “modernismo” anárquico-social do grupo de Van Der Linde. Porém, era muito mais do que apenas um grito conservador. Era uma linha de pensamento em que a própria base MAGA havia se inspirado e mais alinhada aos EUA. 

A sua queda é a derrocada de um projeto político que visava esfacelar a idéia de União Européia e refazer os elos entre EUA e os diversos pequenos Estados da Europa. Mantendo a força americana, conquistada desde a segunda GG, na mais perfeita aplicação da idéia de dividir para governar.

Não interessa aos EUA uma Europa única, mesmo que enfraquecida por suas tresloucadas ações bélicas contra a Rússia que resultaram na crise econômica anunciada, diante de escolhas erradas.

No domingo, Vance foi à Islamabad – a Brasília paquistanesa - não par negociar, nem para ouvir, como cabe aos derrotados. Foi para impor a vontade de Israel. Tanto que sem nenhum poder de decisão, ligava para Netanyahu, antes e durante o encontro para saber o que podia, ou não fazer, ou aceitar.

MAS PORQUE AS ATITUDES DE TRUMP TEM A VER COM ORBAN E O VATICANO?


Trump sabia que a oposição venceria na Hungria, mas não tinha idéia da dimensão. Sabia que o grande derrotado em Budapeste era Ele. Imediatamente viu a sua frente à tela a ser exposta nas eleições da primeira semana novembro, quando mais de um terço do Senado (35) e todas as cadeiras da Câmara Federal serão renovadas.

Assim, na linha Cesar Maia, o também “discípulo” de Steve Bannon, ensinado a lançar dois factóides diários, para tirar o foco do que é mais danoso... no caso os arquivos de Epstein, os tropeços vergonhosos diante do Irã, ou mais precisamente a derrota na Hungria, precisava de algo de grande repercussão para trocar de assunto. Escolheu a declaração pela paz de Leão XIV, que inclusive já havia se manifestado até de forma mais branda durante o episódio na Venezuela. Porém, Trump precisava de polêmica. Chegou a se comparar a Jesus... mesmo sabendo que existem 53 milhões de eleitores católicos nos EUA...

Corroborando com essa linha de pensamento basta analisar a escolha do Paquistão - o grande freio da Índia - como mediador do conflito com o Irã, por pressão da China para resolver o problema da crise internacional, criada pela insanidade e irresponsabilidade de Israel e dos EUA em atacar o Irã, acreditando que seria um passeio no parque.

Os mais distraídos devem ter se esquecido de setembro de 25, quando no auge das “Tarifas TACO”, Trump impôs uma taxa de 155% aos produtos chineses, que durou apenas 2 dias, pois no retorno do fim de semana de Scott Bessent (Secretário do Tesouro dos EUA) de Genebra, imediatamente elas foram revertidas aos antigos 30%. Por quê?

Porque a China declarou, de pronto a todo o mundo digital que não entregaria aos EUA nenhum grão de TERRAS RARAS. E sem terras raras não existem celular, armamentos... nada.

Como loucura tem limites, Trump foi trazido à realidade. Por segundo claro, mas foi.

12 DE ABRIL - UM DIA PRA SER ESQUECIDO


A reunião no Paquistão seria para anunciar a capitulação dos EUA. Mas Trump não poderia mostrar duas derrotas no mesmo dia... Assim, travou tudo e inventou o “bloqueio” do que já estava bloqueado. Tanto que nesta quarta dia 15, o chefe do Exército do Paquistão, o Marechal Asim Munir, chegou a Teerã para, a pedido da China, facilitar negociações entre Estados Unidos e Irã, e acertar a SEGUNDA RODADA de “conversas” para ESTE FIM DE SEMANA, depois de quase sete semanas de guerra.

De certo que o ”Trump Blokade“ não funcionaria. Todos os navios autorizados a pagar pedágio ao Irã passaram. Pois é impensável os EUA impedirem a passagem de navios chineses, ou mesmo afundá-los por desrespeito a sua magnânima presença, a exemplo do que fez com lanchas na costa da Venezuela e ainda assassinaram os náufragos, por ordem do Almirante Frank "Mitch" Bradley, comandante de Operações Especiais dos EUA, seguindo os desígnios de não deixar sobrevivente, conforme determinou o Secretário de Guerra dos EUA.

O FANTÁSTICO PODERIA ANUNCIAR O FINAL DA GUERRA ?

É possível que domingo, caso se chegue a um acordo, Trump venha a público e declare o fim da guerra. Gritando que o Irã cedeu após o sucesso do seu “bloqueio” do que estava bloqueado e, escondendo que teve que se curvar a todas as 5 (cinco) exigências iraniana, além de colocar Netanyahu na coleira, por um curto período claro... pois ele vai se soltar e aprontar ”dinovo”. Provavelmente dirão que a China foi determinante ao se sentir intimidade pela ameaça de um possível e imaginário fechamento do Estreito de Malaca, na Malásia. Ou mesmo pelo temor iraniano de um ataque devastador com o B-2 (quase invisíveis), mas detectados pelos mesmos sistemas que localizaram e derrubaram os F-15 e principalmente, os outros (quase invisíveis) F-35.

O Fantástico, a CNN, a BBC, Fox o demais “pensamentos sintonizados” não vão dizer que o Irã havia informado que o Estreito de Bab al-Mandab seria fechado pelos Houthis, trancando de vez a circulação de petróleo (bruto e derivados), gás, fertilizantes, hélio (usado para o resfriamento de IAs) de todo o Oriente Médio, que hoje, efetivamente, está sob o controle do Irã. 

Da mesma forma que não informaram que, justamente pela presença dos Houthis ao sul do Mar Vermelho, toda a “poderosa” frota dos EUA, inclusive os “portentosos” porta-aviões são forçados a contornar o continente africano, mais que dobrando o tempo e a distância da viagem prevista pelo Canal de Suez.

Também não vão informar sobre a aceitação e manutenção do “pedágio” imposto pelo Irã, sem nenhuma participação dos EUA. Nem tampouco dos US$ 290 bilhões a serem ressarcidos ao Irã por danos... coisas que se faz por piedade e solidariedade ao derrotados né?

Tampouco deve dar uma linha sobre o, também provável, fim das bases norte-americanas no Golfo, muito menos sobre o prosseguimento, sem restrições do programa de mísseis iranianos. Mas com certeza destacará que o Irã se comprometeu a não confeccionar artefatos nucleares e que “cedeu” a “imposição” de inspeções permanentes da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), talvez por um período inicial de 5 anos.

E continua-se a vender o Soft Power dos EUA e a atitude NORMAL norte americana: - “DECLARE VITÓRIA E SAIA CORRENDO”.

Mas pode ser que Netanyahu não aceite a derrota e o obrigue a criar um ataque que eu, pessoalmente, não sei por onde se daria e nem com que intensidade funcionaria para dissuadir o Irã. Só penso que sem invasão completa, que não se resolve em semanas, nem em meses... os tais objetivos dos EUA NUNCA serão alcançados. Assim, talvez hajam outros assassinatos e subornos, tipo Venezuela. Porém, penso que arrogância norte-americana e os instintos bélicos de Netanyahu não conseguirão dobrar o Irã, que pode, acredito eu, empurrar esta guerra até as eleições de novembro, nos EUA. O que derreteria não só Trump mas o próprio partido Republicano. Isso sim é o mais provável.

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