sexta-feira, 13 de março de 2026

COLUNA ESPAÇO MOTOR

LUXUOSOS MODELOS DA CADILLAC CHEGAM AINDA ESTE ANO




João Mendes






A General Motors anuncia a chegada da Cadillac ao Brasil e passa a atuar no segmento de luxo no país. A iniciativa amplia a presença da companhia no mercado local e inaugura um novo ciclo de expansão estrutural na região, com a diversificação de seus negócios para segmentos de maior valor agregado. O Brasil será o primeiro mercado da América do Sul a receber a marca. A chegada da Cadillac reforça o papel estratégico do país na visão regional da companhia e amplia sua atuação em categorias de maior prestígio e relevância internacional. O anúncio ocorreu às vésperas da estreia da Cadillac na Fórmula 1, principal categoria do automobilismo mundial, em movimento alinhado à estratégia global da marca, que reúne expansão internacional estruturada em mercados prioritários, eletrificação e fortalecimento de seu posicionamento em tecnologia, design e performance.



A decisão sucede um ciclo consistente de fortalecimento operacional da GM na região, marcado pela consolidação da base industrial, ganhos de eficiência e aumento de competitividade. Esse avanço sustenta a ampliação da atuação da companhia no Brasil e a sua agenda de crescimento sustentável. O portfólio inicial inclui três SUVs elétricos, Cadillac OPTIQ, Cadillac LYRIQ e Cadillac VISTIQ, com início das vendas previsto ainda este ano e os preços serão definidos nos lançamentos de cada modelo. A operação contará com centros de experiência em Brasília, Curitiba e São Paulo, dentro do plano gradual de implantação da marca no país. Com a introdução da marca no Brasil, a GM amplia sua presença e inaugura uma nova etapa de sua trajetória no país, diversificando seu escopo de negócio.

DIREITO & TRIBUTAÇÃO9

A Reforma tributária e a “incubadora de teses”: o que é isso?





Claudio Carneiro






A reforma tributária ainda nem começou a valer plenamente e o Fisco já se organiza para os conflitos que virão. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) criou uma espécie de “incubadora de teses” para mapear, com antecedência, os temas que podem parar na Justiça por causa das novas regras de CBS e IBS, os tributos que vão substituir uma parte dos impostos atuais sobre o consumo. A ideia é antever as discussões, preparar defesas e até avaliar a necessidade de ações no Supremo Tribunal Federal, em vez de simplesmente esperar o litígio aparecer. Significa dizer que do lado do Fisco também há a expectativa do aumento de demandas sobre a reforma tributária.

Um dos pontos que já estão na mesa é a vinculação entre o direito de crédito e o efetivo pagamento do IBS e da CBS na etapa anterior da cadeia. Em linguagem simples: para que uma empresa possa aproveitar o crédito do imposto pago pelo seu fornecedor, seria necessário que esse fornecedor realmente tivesse recolhido o tributo aos cofres públicos. A PGFN entende que essa exigência encontra amparo na própria emenda constitucional que instituiu a reforma e, portanto, seria constitucional. Do lado das empresas, porém, a discussão tende a ser intensa, porque isso transfere para o contribuinte o risco de um comportamento que ele não controla: o eventual não pagamento do tributo pelo seu fornecedor. É bem verdade que o split payment mitiga essa inadimplência, mas isso não afasta a composição de preço para a cadeia que envolve empresas do simples nacional.

Um ponto pouco discutido, mas essencial, é a relevância prática dessas escolhas para comerciantes, empreendedores e consumidores (B2B). Se o direito ao crédito depender do pagamento do imposto pelo fornecedor, o empresário terá de redobrar o cuidado na escolha de parceiros, na conferência de documentos e na gestão dos riscos, sob pena de ver seu custo efetivo aumentar porque não conseguirá aproveitar créditos que imaginava ter. Na outra ponta, quanto maior a insegurança jurídica e o risco de litígios, maior a tendência de repassar esses custos para os preços, o que atinge diretamente o consumidor final, que passa a pagar mais caro pelos mesmos bens e serviços.

Outra frente de preocupação é a divisão de competências entre a Justiça Federal e a Justiça Estadual para julgar os novos tributos. Se nada for alterado, o IBS seguirá para a Justiça Estadual e a CBS para a Justiça Federal. Isso pode criar interpretações diferentes sobre temas muito parecidos, em instâncias distintas, aumentando a insegurança jurídica e pressionando ainda mais o Superior Tribunal de Justiça com conflitos de competência. A própria chefia da PGFN já admite, publicamente, que será necessária uma proposta de emenda constitucional para reorganizar essas competências e evitar que a promessa de simplificação da reforma se perca em meio a disputas judiciais.

Os números recentes da PGFN mostram a dimensão do contencioso tributário e por que o órgão se preocupa em se antecipar à reforma. Em 2025, foram recuperados mais de R$ 66 bilhões em créditos inscritos em dívida ativa da União e quase R$ 2 bilhões ligados ao FGTS, além de R$ 30,8 bilhões obtidos em transações tributárias durante a transição para o novo sistema. Também foram evitadas perdas superiores a R$ 460 bilhões em processos administrativos e judiciais, em temas que vão desde deduções de gastos com educação até a tributação de receitas no exterior. Esse cenário revela que qualquer mudança nas regras do jogo – como a reforma tributária – inevitavelmente gera disputas que podem custar muito caro tanto ao Fisco quanto às empresas.

Nesse contexto, a “incubadora de teses” da PGFN cumpre um papel ambíguo. De um lado, é positivo que o órgão busque identificar com antecedência as controvérsias, dialogar com a Advocacia-Geral da União e, eventualmente, propor ações ao STF para trazer alguma previsibilidade ao sistema. De outro, a forma como determinadas teses forem defendidas – como a exigência de vincular o crédito ao pagamento do tributo na etapa anterior – pode aumentar a sensação de insegurança para quem produz, investe e gera empregos. O desafio será encontrar um equilíbrio entre a proteção da arrecadação e a construção de um ambiente de negócios minimamente estável, em que o contribuinte saiba, com clareza, quais são as regras e possa cumpri-las sem ser surpreendido por mudanças de interpretação a cada novo litígio.

Em última análise, a reforma tributária não se resume ao texto da emenda constitucional ou às leis complementares que a regulamenta. Ela será, em grande parte, o resultado da atuação de órgãos como a PGFN, dos tribunais superiores e da própria forma como o contencioso será administrado nos próximos anos. A forma como a “incubadora de teses” será utilizada indicará se o país caminhará para um sistema mais simples e previsível – com regras claras para quem empreende, gera empregos e consome – ou se continuará preso a um emaranhado de disputas, no qual o contribuinte, em todas essas posições, é quem paga a conta da insegurança jurídica.

Por Claudio Carneiro

(Advogado e PhD em Direito)

@claudiocarneirooficial


SHOW

Rio Boat Show abre calendário náutico brasileiro de 2026 na Marina da Glória

Após receber mais de 30 mil visitantes em 2025, o maior evento náutico outdoor da América Latina volta à Marina da Glória de 11 a 19 de abril. O evento terá, além de lançamentos, test drives, batismo de mergulho em tanque, velejada na Baía de Guanabara, palestras Náutica Talks e desfile noturno de barcos. Os ingressos já estão à venda em: https://rioboatshow.com.br/.

Março, 2026 - Após o sucesso da edição do ano passado, quando foram vendidas mais de 300 embarcações, o Rio Boat Show, maior evento náutico outdoor da América Latina, volta à Marina da Glória, no Rio de Janeiro (RJ). A edição de 2026 já está confirmada para os dias 11 a 19 abril e a expectativa dos organizadores é superar os números de 2025, quando o evento recebeu mais de 30 mil visitantes. Os ingressos já estão à venda em: https://rioboatshow.com.br/.

Além de visitar os estandes e ver os barcos expostos lado a lado na água, o Rio Boat Show tem apostado em atrações que transformam a ida ao evento em uma experiência imersiva, tanto para quem ainda não tem embarcação e quer entender a vida a bordo, quanto para quem pretende fazer um upgrade de barco. Entre as atrações confirmadas estão o tradicional desfile noturno de barcos, batismo de mergulho em tanque, passeios de veleiro pela Baía de Guanabara e as palestras do Náutica Talks, com especialistas do setor debatendo e compartilhando conhecimento náutico.

Para a diretora da Boat Show Eventos, Thalita Vicentini, o Rio Boat Show representa um marco estratégico para o setor. “O Rio Boat Show é a oportunidade inicial de 2026 para quem quer comprar o primeiro barco ou fazer um upgrade. É quando o público consegue ver os modelos de perto, entender diferenças de layout e motorização, comparar faixas de tamanho e conversar diretamente com estaleiros e fornecedores de serviços. Esse contato acelera a decisão de compra e faz do evento um termômetro do mercado, não só pelo volume de negócios, mas pela qualidade do visitante, que chega com intenção clara de avaliar opções”, afirma.

Além das embarcações, o Rio Boat Show também conta com um shopping náutico com marcas e soluções para equipar o barco e organizar a vida a bordo. O espaço conta com expositores de motores, equipamentos e sistemas de controle, além de itens de decoração, acessórios, mobiliário, moda e produtos de luxo. O local ainda concentra serviços que viabilizam a navegação, com alternativas ligadas à compra e ao aluguel de embarcações e suporte para o pós-venda

Rio Boat Show 2026

 De 11 a 19 de abril

 Marina da Glória (Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória, Rio de Janeiro)

Ingressos: https://rioboatshow.com.br/

Organização: Boat Show Eventos

Instagram: @boatshoweventos

Cobertura oficial: www.nautica.com.br@revistanautica e youtube.com/@canalnautica 

Confira o calendário dos Boat Shows no Brasil em 2026:

Rio Boat Show: 11/04 a 19/04

Marina Itajaí Boat Show: 02/07 a 05/07

São Paulo Boat Show: 24/09 a 29/09

Salvador Boat Show: 04/11 a 08/11

Salão de Usados Náutica: 19/11 a 22/11

CAFÉ COM lABATT

 Segunda parte

O ATAQUE À ESCOLA NO IRÃ PODE TER SIDO O ESTOPIM DA TERCEIRA GUERRA MUNDIAL?

Ricardo Labatt


Caso não seja, o Irã trava uma guerra contra a economia global e tem boas chances de explodir os EUA, mesmo à distância.


Esta é a segunda parte das cinco. Você pode ler á primeira clicando na minha foto.

Ocorre que poucos se aperceberam, mas, neste momento, o Irã está ameaçando a própria existência da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos, do Kuwait, do Bahrain e do Catar. E o motivo pelo qual isso é importante é porque os Estados do Golfo são o verdadeiro pilar da economia dos EUA, que compra petróleo “vendendo” petrodólares impressos, à vontade e sem lastro e, depois, recebem estes petrodólares de volta na economia norte-americana, através das Bolsas de Valores.

Acontece que toda economia norte-americana está sustentada por investimentos em IA e Bancos de Dados e, grande parte disso vem dos Estados do Golfo que, caso não consigam mais vender petróleo, não vão mais poder financiar essa bolha de IA nos EUA. Assim, esta bolha vai estourar e, com ela TODA a economia estadunidense, que é um esquema de pirâmide.

Não é a toa que os Centros de Abastecimento da Amazon estão sendo atacadas. Minando a confiança em montar data centers dos Emirados, pela energia barata.

E, o mais curioso é que quem dá sustentação a estas ditaduras sunitas do Golfo são justamente os EUA.

Agora, imaginem estas populações desses países, que são em sua maioria xiitas, sem água e sem comida... o que vocês acham que vai acontecer com TODAS essas monarquias?

E nem estou entrando no detalhe religioso, pois os EUA e Israel martirizaram o líder religioso deles. E no período do Ramadã.

Sim. Khamenei não era um governante do Irã, era o maior líder religioso de TODOS os xiitas.

O maior problema é que os EUA têm como objetivo a mudança de regime do Irã. Mas não existe nenhum precedente de que um regime tenha sido derrubado pelo ar. Assim, Trump será pressionado por Israel e pelos países do Golfo, que estão sendo duramente atacados, para introduzir tropas no terreno. Porém, não há predisposição de fazê-lo. Teriam muitas perdas. Assim, talvez, tentem subornar os iranianos, a exemplo do que fizeram na Venezuela, ou enviar “proxys” afazeres, ou mesmo armênios, ou curdos, para morrerem no lugar dos soldados dos EUA.


Amanhã teremos a terceira parte...