quinta-feira, 16 de abril de 2026

café com labatt

 O “BLOQUEIO” E A PERDA DO ORIENTE MÉDIO




Ricardo Labatt

Antes desse cessar-fogo tivemos uma guerra de 40 dias e os norte-americanos imploraram por negociações por que não chegaram nem perto dos objetivos que haviam estabelecido. Enquanto Netanyahu solta notas onde garante que a administração estadunidense lhe informa diariamente sobre tudo que acontece, inclusive durante as “negociações”, para que Ele possa dizer o que fazer, o que não podem fazer, o que Ele – Netanyahu - aceita e, o que não aceita. Claramente é o rabo abanando o cachorro.

Hoje o Irã tem total controle do Estreito de Ormuz. E apesar das narrativas e manobras midiáticas, os americanos não conseguem impedir que o Irã venda petróleo para a China por que isso colocaria em risco a segurança nacional chinesa. Pois a economia e a energia são uma linha vermelha para China.

O “bloqueio” não funcionaria nem se fosse efetivo pois o Irã tem uma ligação ferroviária com a China através do Uzbequistão. Uma ferrovia que chega ao Mar Cáspio, por onde inclusive mantém uma linha de suprimentos com a Rússia.

Portanto já se fala em novas negociações, talvez em Viena, numa tentativa de Trump refazer seus laços com a Europa e ter uma escada para descer da árvore que subiu e ficou preso, esbravejando. Serve para os EUA, mas não pra Israel que queria o caos em Irã.

Nessas conversações o Irã pode oferecer uma saída honrosa aos EUA, que mesmo tendo sofrido uma vergonhosa derrota poderá “cantar vitória” sobre o programa de enriquecimento de urânio persa. Pois o Irã já declara que podem parar de enriquecer urânio. Já possuem material para 5 anos e podem oferecer inspeções regulares de seu programa  nuclear. Sobre isso e apenas sobre isso eles aceitariam negociar, mas NUNCA sobre o seu programa de mísseis, nem sobre com quem podem, ou não negociar. Isso diz respeito à soberania. São clausulas pétreas para o Irã.

Caso isso ocorra nos levaria exatamente ao acordado pelo Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA - Joint Comprehensive Plan of Action), de 2015 homologado por Obama. Mas Trump não aceitava estar sujeito a um acordo firmado por Obama, assim, queria ampliar o prazo de 10 para 20 anos.

Já os países do golfo estão extremamente irritados com o Irã. O nível de ódio contra os persas nunca foi tão alto. Mas, por outro lado entendem que os EUA, aos quais deram bilhões de dólares, são incapazes de defendê-los e, até mesmo de se defender, já que não conseguiram proteger e manter nem suas próprias bases e, mesmo os seus “poderosos” porta aviões contornam a África ao invés de passar pelo Canal de Suez, com receio do Houthis no Mar Vermelho.

Os catarianos gastaram US$ 11 bilhões na base aérea militar de Al Udeid e ainda tiveram que usar os seus próprios mísseis interceptores para tentar, tanto se defender como proteger as bases norte-americanas. E agora, tem que comprar mais interceptores para tentar continuar a defender estas bases e seus ativos nacionais, por que eles viram que os EUA colocaram TODAS as suas forças em Israel.

E o pior é que não é uma guerra deles. E eles nem foram consultados quando os EUA resolveu atacar o Irã, muito menos quando resolveu se sentar à mesa com o Irã, na tentativa de sair do problema que se meteram por causa de Israel.

Os árabes, precisam lidar com um Irã hegemônico, mas também necessitam encontrar uma alternativa ao Estreito de Ormuz, como o oleoduto de Yanbu, conhecido como Petroline (Leste-Oeste), com 1.200 km, que cruza a Arábia Saudita. Mas isso não trás garantias, pois o escoamento seria pelo Mar Vermelho, onde, ao sul, o Estreito de Bab el-Mandeb, é controlado pelos Houthis, aliados do Irã. Assim sendo, serão obrigados a estabelecer um acordo de segurança com o Irã e, isso passa pela exigência de não mais terem bases norte-americanas em seus territórios.

Na tentativa de demonstrar seu poder ao Irã e alguma coisa ao mundo, os EUA, inventaram um “bloqueio” do bloqueio. Mas não está e, não vai funcionar. Pois a frota americana se encontra a mais de 200 km do porto de, Porto de Chabahar - administrado pela Índia. Portanto, o tal “bloqueio” não seria contra o Irã e sim contra a China, a Índia e outros países que compram petróleo iraniano.

Quanto ao Líbano, ontem dia 15, o tal governo traidor se reuniu com Israel, em Washington, sem ter nada a oferecer além da pele do Hebolah, que não podem entregar e, que Israel não consegue intimidar, ou fazer com que se submeta.

O resultado foi uma vergonhosa foto do embaixador libanês ao lado do israelense, que exigia do governo que desarme o Hezbolah antes que qualquer acordo possa ser pensado. Enquanto isso, esse general que não defende os interesses de seu país, continua vendo seu povo civil sendo massacrado por Israel e, o Hezbolah fazendo o que ele deveria fazer... mas não tem força, nem coragem e, muito menos vontade, defender o Líbano.

Há narrativas de que Trump está apenas seguindo o dinheiro, ou que procura controlar a energia do planeta, mas isso é uma balela. Ele não controla hoje mais do que controlava há 40 dias. Pelo contrário, transformou os países produtores em Nações muito mais ricas e que comercializam em Reinminbi, não mais em dólar.

Na realidade os EUA estão perdendo o controle, que sempre tiveram, desde o fim da 2ªGG. Trump não está no controle. Toda a sua encenação é para parecer que está até conseguir al

go que permita que diga que venceu e abandone o conflito.

 Mas há que se enganar.


SHOW

 Curicica recebe pré-estreia gratuita do premiado suspense "Papagaios" com a participação de Gero Camilo e o cineasta Douglas Soares Sessão ocorre neste sábado (18), às 19h. Vagas são limitadas


Gero Camilo e Ruan Aguiar em “Papagaios” - Cred Olhar Filmes, Divulgação
Drive de imprensa
Assista ao novo trailer

Neste sábado (18), às 19h, o bairro Curicica, localizado na Zona Oeste do Rio de Janeiro, recebe a pré-estreia nacional e gratuita do longa-metragem “Papagaios”. 

A sessão ocorre no Grêmio Recreativo Escola de Samba União do Parque Curicica (R. Arauá, 385 - Fundos) e contará com a presença do premiado ator Gero Camilo e do diretor Douglas Soares

A produção do cineasta carioca rendeu o Kikito de Melhor Ator a Camilo no 53º Festival de Cinema de Gramado, além de ter levado os prêmios de Melhor Longa-Metragem pelo Júri Popular, Melhor Direção de Arte (Elsa Romero) e Melhor Desenho de Som (Bernardo Uzeda, Thiago Sobral e Damião Lopes). 


Gero Camilo levou o Kikito de Melhor Ator pelo seu papel em 'Papagaios' - Cred Olhar Filmes

“‘Papagaios’ traz uma sátira social sobre os limites éticos da fama em um suspense marcado por mistérios e toques de humor, indagando sobre o que o ser humano está disposto a fazer para aparecer na televisão”, comenta Soares, que também assina o roteiro da produção. 

No suspense, Gero Camilo interpreta Tunico, o mais famoso “papagaio de pirata” do Rio de Janeiro, um grande representante da classe e que sempre está perseguindo repórteres para aparecer na TV, seja em tragédias, velórios de famosos ou nos noticiários. Depois de uma matéria sobre um grave acidente em um parque de diversões na cidade, ele conhece Beto, vivido pelo ator Ruan Aguiar, um jovem misterioso que se torna seu aprendiz. Esse encontro revelará a face oculta da busca pela fama a qualquer custo, em um Brasil com mais de 70 milhões de televisores ligados todos os dias. 

Além de Camilo e Aguiar, o elenco ainda reúne Leo Jaime, Claudete Troiano, Angela Paz, Ernesto Piccolo, Babi Xavier, Marcello Escorel, Roney Villela, Jorge Maya, Flávio Birman e Cristiano Lopes.

 Assista ao trailer: https://www.youtube.com/watch?v=pmseSuLE5VI  

“Papagaios” chega aos cinemas no dia 23 de abril. O longa tem produção da Glaz Entretenimento Meus Russos, conta com uma coprodução e distribuição com a parceria da RioFilme, e codistribuição da Olhar Filmes Vitrine Filmes. O filme contou com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). 

 

Prêmios e sucesso de crítica

Além do 53º Festival de Cinema de Gramado, “Papagaios” marcou presença no Bravo Film Festival, em Los Angeles, levando o prêmio de Melhor Atuação para Gero Camilo, no 24º Festival Iberoamericano de Cinema de Sergipe, com Melhor Ator (Gero Camilo), Melhor Roteiro (Douglas Soares), Melhor Montagem (Allan Ribeiro) e Melhor Fotografia (Guilherme Tostes), no 24º Festival Iberoamericano de Cinema de Sergipe, entre outros. 


Gero Camilo e Ruan Aguiar em 'Papagaios', de Douglas Soares - Cred Olhar Filmes

Na crítica especializada, o longa-metragem de Douglas Soares, que estreia no cinema de gênero depois de sua ampla experiência em documentários, vem recebendo críticas positivas e que já consideram a produção como um dos recentes sucessos do cinema brasileiro. 

“Um filme encantado com sua própria estranheza e no retrato da solidão e vazia que se escondem atrás das câmeras” Rolling Stone Brasil.

Papagaios não é apenas mais um suspense brasileiro: é uma homenagem ambiciosa a essas figuras da cultura pop, que podem ter caído no esquecimento, mas que são dignas de serem lembradas” - Omelete. 

“Um impressivo trabalho de antropofagia que nos aproxima de uma realidade tão brasileira através da sátira e da tensão” - Oxente Pipoca.

Filme de camadas, rigoroso, respeitoso com o espectador inteligente, que não exige tudo mastigado mas, pelo contrário, reserva-se o direito de pensar por si mesmo” - Luis Zanin, Estadão.

SAÚDE

 Com mais de 300 mil mortes por ano, Brasil ganha aplicativo gratuito que ensina a agir em paradas cardíacas

Ferramenta conecta treinamento em primeiros-socorros, mapa de desfibriladores e dados para ajudar a salvar vidas fora do hospital

Mais de 300 mil brasileiros morrem todos os anos por causas cardiovasculares, muitas vezes de forma súbita e longe de qualquer hospital. Em boa parte desses casos, a diferença entre a vida e a morte está nos primeiros minutos — e na presença de alguém que saiba o que fazer. 

É justamente essa lacuna que um novo aplicativo brasileiro quer ajudar a preencher. O Dona Socorro foi criado para ensinar, de forma simples e acessível, como agir em emergências como parada cardíaca, engasgos e outras situações críticas. Mas vai além: o aplicativo faz parte de um sistema mais amplo que também mapeia desfibriladores (DEAs) e organiza informações sobre o preparo das cidades para responder a esse tipo de ocorrência. 

“A maioria das pessoas nunca aprendeu o que fazer nos primeiros minutos de uma parada cardíaca. Não por falta de vontade, mas porque o acesso a esse conhecimento sempre foi fragmentado, difícil e pouco atraente. O Dona Socorro existe para mudar isso — de forma acessível, gamificada e com dados que realmente orientem decisões de saúde pública”, afirma Luiz Guilherme Calderon, fundador do Dona Socorro. 

O aplicativo Dona Socorro, disponível para download gratuito no site www.donasocorro.com.br, classifica os usuários em dois perfis: Leigo, para quem está iniciando o aprendizado em primeiros socorros; e socorrista, para quem já possui certificação reconhecida. A evolução entre perfis é conquistada por meio de trilhas de aprendizado gamificadas, quizzes e atividades práticas. 

Nele, o usuário terá acesso a guias de RCP (Ressuscitação Cardiopulmonar), mapa colaborativo de desfibriladores em tempo real, que permite que qualquer pessoa localize rapidamente um equipamento próximo em caso de emergência, e IA assistente de primeiros socorros 24h.  

Mais do que um app: uma rede de proteção 

Além do aprendizado individual, o sistema permite entender o nível de preparo de uma cidade — algo que hoje ainda não é medido de forma estruturada no Brasil. 

“Toda cidade tem uma pergunta sem resposta: se uma parada cardíaca acontecer aqui, agora, o meu território está preparado para responder? O Dona Socorro transforma essa pergunta em dados concretos — onde estão os DEAs, quantas pessoas treinadas existem por bairro, qual é o Índice de Proteção Cardíaca do município. Isso é ferramenta de gestão pública, não só aplicativo de saúde”, explica Calderon. 

Validação médica reforça credibilidade 

Todo o conteúdo de primeiros socorros disponível na plataforma foi desenvolvido com base em diretrizes internacionais e validado pelo Grupo Surgical, referência nacional em cirurgia de emergência e trauma. 

Para o presidente do grupo, Prof. Dr. Bruno M. Pereira, ampliar o conhecimento da população é um passo essencial para salvar vidas. “A cadeia de sobrevivência começa antes do atendimento médico especializado. Quando um leigo sabe reconhecer uma parada cardíaca, acionar o serviço de emergência e iniciar a RCP imediatamente, as chances de sobrevivência podem dobrar ou triplicar. O Dona Socorro preenche uma lacuna real na preparação da população brasileira, e fazê-lo com rigor técnico é o que dá sustentação e credibilidade ao projeto”, afirma. A cada minuto sem RCP, as chances de sobrevivência diminuem 10%. 

Primeiros passos já em andamento 

A iniciativa começa a ganhar escala em Campinas (SP), onde academias já passam a integrar o sistema com equipes treinadas e equipamentos mapeados. A Academia SIX, a primeira seis estrelas da cidade, já aderiu à plataforma. A proposta também prevê a expansão para escolas e parcerias com o poder público. 

“Academias e escolas são dois dos ambientes com maior concentração de pessoas fisicamente ativas e jovens — e, ao mesmo tempo, dois dos locais onde paradas cardíacas mais surpreendem. Treinar os profissionais e alunos que já estão nesses espaços é a forma mais inteligente de criar cobertura real de resposta a emergências na cidade”, diz Calderon. 

 

quarta-feira, 15 de abril de 2026

CIDADE

         ANISTIA GERAL NO IPTU DO RIO DE JANEIRO

                                  Alto índice de Inadiplência

A redação do Jornal Cidade da Barra, continua receber inúmeros e-mails de leitores reclamando do IPTU.

Estudos apontaram, que a inadiplência no IPTU do Rio de Janeiro chegou a níveis alarmantes superiores a 70% dos imóveis.
A Dívida Ativa já ultrapassa a casa dos 10,8 BILHÕES.

        ENDIVIDADOS COM O IPTU NO RIO DE JANEIRO

O Rio é o estado com o maior número de endividados no Brasil, 7,3 milhões de pessoas na Prefeitura do Rio, sendo que a Barra da Tijuca, concentra a maior parte destes na (Dívida Ativa ) do Município - R$ 2,16 Bilhões.
A dívida do Iptu prescreve com 5 anos.

Por falta de espaço a redação do jornal deixa de publicar os 635 e-mails recebidos até agora a favor da anistia.

01 - Cesar Gerpi Moreira  - OAB-RJ 55.282
02 - Oneide Coutinho
03 - Cláudio de Almeida Tavares
04 - Claudia Rebeca Soares
05 -Antônio Pereira Soares
06 - Waldir do Santos
07 - Suely Amadeu 
08 - Welber Antônio Guimarães
09 - Jaime Aleida
10 - Ricardo Coutinho
11 - Wanda de Aleida Costa
12 - Sandra da Costa
13 - Lilian Martinez