Ricardo Labatt
Os mesmos motivos que me afastaram do Bolsonarismo (por entender que não passavam de outra quadrilha), serve para que os Lulistas entendam que são duas quadrilhas.
Não tenho e nunca tive, bandido, ou facção de estimação. E, segundo o que está sendo provado, Moraes e TODA a República estão “imundiçados”. A prova está estampada em cada denúncia da mídia tendenciosa e, mesmo nas bolhas adversárias. Mas a pergunta é: Jogar um de judas para aliviar a pressão, resolve para o Brasil, ou apenas para os que continuam?
São duas quadrilhas interligadas, que brigam de mentirinha (visando o poder e usando uma pseudo ideologia) para fazer as bolhas burras se digladiarem, enquanto eles se locupletam do Estado. Tá difícil de entender? Trouxa é quem briga por um, ou outro.
Quando uma bolha acusa a outra e vice-versa, em 90% dos casos, AMBAS TÊM RAZÃO.
Só falta olharem para o próprio umbigo e conseguirem ver que o lado que defendem é tão podre quanto o que acusam. Sejam quais forem as posições dos espectros políticos dos torcedores.
O brasileiro precisa entender que o NACIONALISMO é a única saída. Sou pela vida, pelo combate real à corrução, doa a quem doer e até, dependendo do cargo e do que acarretou, com pena capital. Sou contra o identitarismo e a política de cotas. Coisas que só dividem e proporcionam maior controle por parte dos que as criam. E mais, ninguém de fora pode, nem deve meter o bedelho em nosso País. Os problemas são nossos e tem que ser resolvidos internamente.
Há anos, quando o governo dos EUA inventou a Lava Jato e, treinou um juiz e um procurador de uma comarca desimportante, para destruir as empresas brasileiras de construção civil que ganhavam TODAS as concorrências no exterior, principalmente no Oriente Médio e na África, eu já gritava que o FORUM não poderia ser no Paraná, pois não o contemplava o endereço dos autores, nem dos réus.
O problema é que a necessidade do brasileiro de bater palmas para um “Roque Santeiro”, fez desse juizinho um ícone, e mais tarde, ainda os elegeram para o Legislativo, enquanto multavam e criavam condições pra sangrar as empresas, por ordem dos americanos do norte, que hoje, vencem TODAS as concorrências no vácuo deixado pelo desmonte da indústria de Construção Civil do Brasil e do ideal das Refinarias Nacionais.
E você se pergunta porque Lula foi descondenado... Não foi. Os processos foram ANULADOS, justamente por FÓRUM INCOMPETENTE, quer dizer que não tinham competência legal para julgar o que sentenciaram. Por isso Lula está solto e, TODOS os corruptos receberam o dinheiro de volta. Porém, as empresas, os dividendos, os empregos (milhares) viraram fumaça.
Agora, há três anos, fizeram o contrário. Só mudaram o protagonista. Inventaram crimes e acusações de modo que quando quiserem, anulam e soltam o que hoje é presidiário. Isso porque criaram uma idiota divisão neste País de forma que cada presidente que entra, pode vir a prender o outro. Basta se juntar com o Judiciário, com a Procuradoria Geral da República e o com o Legislativo, da forma que achar mais fácil e conveniente e criar condições para prender o antecessor.
E largaram milhares de bocós presos, com penas exageradas e crimes classificados de acordo com a vontade do freguês, sem que NENHUM deputado, senador, ou mesmo “líder”, do tal espectro de direita, mexesse um dedo para gritar por eles. Afinal, a “boquinha” de senador, de deputado federal e, mesmo de assessor... deputado estadual, ou vereador é muito boa pra arriscar enfrentar as mentiras, correndo o risco de perder o cargo. Melhor sentar nas suas mentiras e tentar chegar ao poder para fazer o mesmo jogo, só que com papéis invertidos.
E vão dizer: - “Mas não tinha que punir os corruptos da Lava Jato?”
Tinha!
Mas o engraçado é que, outros países tratam as suas empresas estratégicas de forma a preservá-las:
- A Alemanha não permitiu que os processos contra a Siemens fossem adiante. Firmando um acordo de leniência, em julho 2013, abafaram o escândalo de corrupção que envolvia a Siemens, na formação de um cartel de trens e metrôs que fraudou licitações públicas entre 1998 e 2008 em São Paulo.
- O Congresso dos EUA impediu toda e qualquer investigação, TODAS AS VEZES que surgiram denúncias de corrupção na Lockheed Martin: Primeiro nos Grandes Escândalos de Subornos (1950–1970), quando executivos da empresa distribuíram cerca de US$ 300 milhões em propinas, globalmente, para garantir contratos de venda de aeronaves, inclusive para o Brasil.
Na Alemanha Ocidental, quando cerca de US$ 12 milhões foram pagos, pela Lockheed Martin, ao ministro da Defesa Franz Joseph Strauss para a compra de caças F-104 Starfighte, esconderam.
No Japão, quando subornos de milhões de dólares e ienes, envolvendo o primeiro-ministro Kakuei Tanaka para a que aceitasse a venda de aeronaves L-1011 TriStar, da Lockheed Martin gerariam uma crise política massiva, nada aconteceu.
Na Itália e na Holanda, quando foram descobertos pagamentos da Lockheed Martin a autoridades locais e membros da realeza, como o Príncipe Bernhard da Holanda, também minimizaram.
Também em casos recentes, em termos de corrupção clássica, a empresa também enfrentou processos por superfaturamento e fraudes em contratos governamentais sob a False Claims Act dos EUA, em 2012, que culminou num acordo de US$ 15,85 milhões para resolver acusações de superfaturamento de ferramentas em contratos dos caças F-22 e F-35 e, em 2025, quando foram celebrados acordos de US$ 29,74 milhões referente a falhas na divulgação de dados de custos de fornecedores em contratos do F-35, antes de abafarem tudo.
No caso das empresas brasileiras, poderiam ter desapropriado as ações e bens dos proprietários e funcionários envolvidos, de forma a cobrir os prejuízos causados, vendendo estes ativos no Mercado. Punindo APENAS os envolvidos na corrupção. Assim, as empresas estariam capitalizadas e funcionando. Os empregos que geravam continuariam ativos, bem como os contratos externos, onde não haviam irregularidades e, os dividendos trazidos ao país. Mas, é lógico que o interesse não era este. Era de destruir a concorrência com as empresas dos EUA. Para tanto, usaram vendidos para indiciar, criar mecanismos de destruição irreversível e, de quebra, matar na raiz o projeto do submarino nuclear brasileiro, desenvolvido há época pela Odebrecht e, de tirar de circulação um grande brasileiro, que nunca praticou corrupção, o Almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, considerado o "pai do programa nuclear brasileiro".
Não é assim que se constrói um País.
