sexta-feira, 4 de setembro de 2026

CAFÉ COM LABATT




Ricardo Labatt




Os mesmos motivos que me afastaram do Bolsonarismo (por entender que não passavam de outra quadrilha), serve para que os Lulistas entendam que são duas quadrilhas.

Não tenho e nunca tive, bandido, ou facção de estimação. E, segundo o que está sendo provado, Moraes e TODA a República estão “imundiçados”. A prova está estampada em cada denúncia da mídia tendenciosa e, mesmo nas bolhas adversárias. Mas a pergunta é: Jogar um de judas para aliviar a pressão, resolve para o Brasil, ou apenas para os que continuam?

São duas quadrilhas interligadas, que brigam de mentirinha (visando o poder e usando uma pseudo ideologia) para fazer as bolhas burras se digladiarem, enquanto eles se locupletam do Estado. Tá difícil de entender? Trouxa é quem briga por um, ou outro.

Quando uma bolha acusa a outra e vice-versa, em 90% dos casos, AMBAS TÊM RAZÃO.

Só falta olharem para o próprio umbigo e conseguirem ver que o lado que defendem é tão podre quanto o que acusam. Sejam quais forem as posições dos espectros políticos dos torcedores.

O brasileiro precisa entender que o NACIONALISMO é a única saída. Sou pela vida, pelo combate real à corrução, doa a quem doer e até, dependendo do cargo e do que acarretou, com pena capital. Sou contra o identitarismo e a política de cotas. Coisas que só dividem e proporcionam maior controle por parte dos que as criam. E mais, ninguém de fora pode, nem deve meter o bedelho em nosso País. Os problemas são nossos e tem que ser resolvidos internamente.

Há anos, quando o governo dos EUA inventou a Lava Jato e, treinou um juiz e um procurador de uma comarca desimportante, para destruir as empresas brasileiras de construção civil que ganhavam TODAS as concorrências no exterior, principalmente no Oriente Médio e na África, eu já gritava que o FORUM não poderia ser no Paraná, pois não o contemplava o endereço dos autores, nem dos réus.

O problema é que a necessidade do brasileiro de bater palmas para um “Roque Santeiro”, fez desse juizinho um ícone, e mais tarde, ainda os elegeram para o Legislativo, enquanto multavam e criavam condições pra sangrar as empresas, por ordem dos americanos do norte, que hoje, vencem TODAS as concorrências no vácuo deixado pelo desmonte da indústria de Construção Civil do Brasil e do ideal das Refinarias Nacionais.

E você se pergunta porque Lula foi descondenado... Não foi. Os processos foram ANULADOS, justamente por FÓRUM INCOMPETENTE, quer dizer que não tinham competência legal para julgar o que sentenciaram. Por isso Lula está solto e, TODOS os corruptos receberam o dinheiro de volta. Porém, as empresas, os dividendos, os empregos (milhares) viraram fumaça.

Agora, há três anos, fizeram o contrário. Só mudaram o protagonista. Inventaram crimes e acusações de modo que quando quiserem, anulam e soltam o que hoje é presidiário. Isso porque criaram uma idiota divisão neste País de forma que cada presidente que entra, pode vir a prender o outro. Basta se juntar com o Judiciário, com a Procuradoria Geral da República e o com o Legislativo, da forma que achar mais fácil e conveniente e criar condições para prender o antecessor.

E largaram milhares de bocós presos, com penas exageradas e crimes classificados de acordo com a vontade do freguês, sem que NENHUM deputado, senador, ou mesmo “líder”, do tal espectro de direita, mexesse um dedo para gritar por eles. Afinal, a “boquinha” de senador, de deputado federal e, mesmo de assessor... deputado estadual, ou vereador é muito boa pra arriscar enfrentar as mentiras, correndo o risco de perder o cargo. Melhor sentar nas suas mentiras e tentar chegar ao poder para fazer o mesmo jogo, só que com papéis invertidos.

E vão dizer: - “Mas não tinha que punir os corruptos da Lava Jato?”

Tinha!

Mas o engraçado é que, outros países tratam as suas empresas estratégicas de forma a preservá-las:

- A Alemanha não permitiu que os processos contra a Siemens fossem adiante. Firmando um acordo de leniência, em julho 2013, abafaram o escândalo de corrupção que envolvia a Siemens, na formação de um cartel de trens e metrôs que fraudou licitações públicas entre 1998 e 2008 em São Paulo.

- O Congresso dos EUA impediu toda e qualquer investigação, TODAS AS VEZES que surgiram denúncias de corrupção na Lockheed Martin: Primeiro nos Grandes Escândalos de Subornos (1950–1970), quando executivos da empresa distribuíram cerca de US$ 300 milhões em propinas, globalmente, para garantir contratos de venda de aeronaves, inclusive para o Brasil.

Na Alemanha Ocidental, quando cerca de US$ 12 milhões foram pagos, pela Lockheed Martin, ao ministro da Defesa Franz Joseph Strauss para a compra de caças F-104 Starfighte, esconderam.

No Japão, quando subornos de milhões de dólares e ienes, envolvendo o primeiro-ministro Kakuei Tanaka para a que aceitasse a venda de aeronaves L-1011 TriStar, da Lockheed Martin gerariam uma crise política massiva, nada aconteceu.

Na Itália e na Holanda, quando foram descobertos pagamentos da Lockheed Martin a autoridades locais e membros da realeza, como o Príncipe Bernhard da Holanda, também minimizaram.

Também em casos recentes, em termos de corrupção clássica, a empresa também enfrentou processos por superfaturamento e fraudes em contratos governamentais sob a False Claims Act dos EUA, em  2012, que culminou num acordo de US$ 15,85 milhões para resolver acusações de superfaturamento de ferramentas em contratos dos caças F-22 e F-35 e, em 2025, quando foram celebrados acordos de US$ 29,74 milhões referente a falhas na divulgação de dados de custos de fornecedores em contratos do F-35, antes de abafarem tudo.

No caso das empresas brasileiras, poderiam ter desapropriado as ações e bens dos proprietários e funcionários envolvidos, de forma a cobrir os prejuízos causados, vendendo estes ativos no Mercado. Punindo APENAS os envolvidos na corrupção. Assim, as empresas estariam capitalizadas e funcionando. Os empregos que geravam continuariam ativos, bem como os contratos externos, onde não haviam irregularidades e, os dividendos trazidos ao país. Mas, é lógico que o interesse não era este. Era de destruir a concorrência com as empresas dos EUA. Para tanto, usaram vendidos para indiciar, criar mecanismos de destruição irreversível e, de quebra, matar na raiz o projeto do submarino nuclear brasileiro, desenvolvido há época pela Odebrecht e, de tirar de circulação um grande brasileiro, que nunca praticou corrupção, o Almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, considerado o "pai do programa nuclear brasileiro".

Não é assim que se constrói um País.