ÁRABES SE AFASTAM DOS EUA APÓS CONCLUÍREM QUE GASTARAM BILHÕES EM “BRINQUEDOS” CARRÍSSIMOS E INEFICIENTES
Abbas Araghchi – Ministro das Relações Exteriores iraniano - esteve na China, antes de Trump e, ainda nesta semana, após o encontro entre seus homólogos, ouvimos o líder chinês usar as mesmas palavras, EXATAS, utilizadas após a visita do chanceler iraniano à Rússia: - “Estamos tratando da arquitetura da Segurança Regional”.
Tais declarações, idênticas e exatas, demonstram que China e Rússia estão na mesma sintonia e que estão excluindo os EUA dessas decisões. As mesmas levadas aos sauditas, pro catares, pros Emirates, pros barenitas e pro kuwaitianos.
O QUE SE PODE GARANTIR ...
Uma garantia podemos dar: Esta semana, pelo menos até o dia 14 Trump não agirá contra o Irã. Provavelmente até conterá seus lampejos de irritação e faxineiro, querendo varrer o Irã, ou coisa parecida.
Isso pode ser afirmado devido a declaração da chancelaria chinesas de que, caso haja outro ataque ao Irã, Trump nem precisaria embarcar para a China, pois não haveria vagas na agenda de Xi Jinping para recebê-lo.
Ligado a isso temos a informação de que a Arábia Saudita e o Kuwait além de negarem ao Pentágono a utilização de seus espaços aéreos, proibiram qualquer movimento hostil no que ainda restam das instalações na Base Aérea Príncipe Sultan (PSAB), localizada em Al Kharj, Arábia Saudita.
Isso provavelmente está ocorrendo devido às chances vislumbradas por ambos os países do Golfo que já não enxergam nos EUA a sua salvaguarda, nem reconhecem a sua eficiência antes incontestável, ao mesmo tempo que se aproximam do Irã através de China e Rússia, na esperança de comercializando em moeda chinesa (Reinminbi) e pagando o pedágio em moeda iraniana (Rial, ou Toman), no valor de US$ 2 milhões por “bunker” (navio tanque), diretamente aos persas, consigam passagem para suas exportações, pelo menos aos países não sancionados pela Guarda Revolucionária, pelo Parlamento iraniano (Majlis) antes conhecido como Assembleia Consultiva Islâmica.
Vale destacar que o petróleo para o Kuwait representa mais de 90% de sua receita e, desde o início do conflito, não conseguiu exportar nenhuma gota, acumulando um prejuízo de mais de US$ 7 bilhões.
SOMA DE FRACASSOS
Diante do fracasso já antes premonizado por nós, aqui neste Café, do “bloqueio do bloqueio que nada bloqueia”, pois desde que implantado, devido ao afastamento da costa, pelo receio de serem atingidos pelos mísseis iranianos, apenas tiveram sucesso em apreender 3 navios contra 82 que passaram, mesmo que a grande mídia tenha dado imenso destaque às apreensões e desconsiderado as inações.
Somado a isso, o mais recente fracasso do hilário “Projeto Liberdade”, quando Trump, antes de voltar atrás mais uma vez, bradou que a poderosa frota norte americana escoltaria os navios na passagem do estreito de Ormuz, veio a demonstrar que, diferentemente do que Trump vociferava há meses, a Marinha, a Força Aérea e Espacial, bem como as condições bélicas do Irã não foram destruídas já que está demonstrado que o país persa manda e domina a região do Estreito de Ormuz.
Sobre isso fica fácil de entender porque nenhuma seguradora autorizaria a manobra e, principalmente, nenhum comandante da Marinha Mercante de nenhum dos 800 navios aprisionados no Golfo, sejam eles de qualquer país, ousaria tentar cruzar o pedágio iraniano sem autorização, mesmo que os poderosos navios norte americanos não fossem rechaçados, de imediato, a cada vez que tentam se aproximar.
É como se diante de um tiroteio na Linha Vermelha, onde fuzis gritassem de em lados opostos da pista, algum camburão da PM bravateasse garantindo uma escolta segura para o percurso de quem, a pé, se aventurasse com dois recipientes de combustível, com 20 litros cada, a cruzar o tiroteio para abastecer seu veículo que se encontra na outra extremidade da pista. Você se sentiria seguro para fazê-lo?
DE MÃOS VAZIAS
Diante de tanto fracasso, Trump chegará de cabeça baixa à China e arrastando seus chinelos, sem ter o que apresentar e nem como pressionar os chineses a voltarem a fornecê-los minerais de terras raras, principalmente Gálio, utilizado na confecção de radares de aeronaves como o F-35, quando 300 já saíram de fábrica, sem estes instrumentos e com um contrapeso no nariz da aeronave.
Vale ressaltar, apenas a título de exemplo, que a necessidade desses elementos, que apenas a China processa, fazem, cada F-35, necessitar de 400 kg deles.
Assim, fica claro que a reposição de mísseis e de interceptadores, fartamente gastos na Ucrânia e no Oriente Médio não será nada fácil, mantendo os estoques perto da escasse.
Isso sem contar os problemas nas confecções de aeronaves e embarcações... já que a China restringiu a venda, encurralando os EUA.
EXIGÊNCIAS IRANIANAS PARA A PAZ
O Irã não abre mão da expulsão das bases e forças norte-americanas de TODOS os países vizinhos de forma a garantir que não sejam traídos novamente. Isso além da:
- Liberação imediata, na totalidade, dos ativos retidos unilateralmente, após a revolução de 1979;
- Da cobrança em sua moeda nacional de pedágio sobre a utilização de suas águas territoriais;
- Da comercialização em moeda chinesa, ou iraniana, NUNCA em dólares, de toda e qualquer mercadoria que transitar por suas águas territoriais;
- Da integridade, SEM INTERFERÊNCIA, no seu programa de mísseis e armamentos de defesa;
- Da reparação indenizatória pelos danos causados, em seu território, pela injusta agressão sofrida;
- Da autonomia em seus programas de desenvolvimento de urânio...
Além de outros pontos, TAMBÉM de conhecimento de TODOS, inclusive dos EUA de que não abrem mão para que possam garantir a paz na região.
Por outro lado Trump, sem munição, sem mísseis... interceptadores... e alijados das decisões efetivas por potências que os contrapõem, além de se mostrarem impotentes diante da resistência e resiliência persa, os EUA buscam desesperadamente uma saída honrosa, ou pelo menos uma não tão humilhante...
Uma que ainda permita que espalhem, aos quatro cantos do Ocidente, ou mesmo aos que ainda não entendem o que realmente está acontecendo, as suas narrativas de vitória, mesmo que inexistente.
Assim sendo, caso encontrem um “factoide” onde se apoiar, mais uma vez assistiremos ao “Declare vitória e saia correndo”!
Mas isso não fará com que o petróleo da região seja comercializado em dólares, o que destrói a principal base de confiança do petrodólar e, não irá dissuadir o irã de cobrar pedágio pela passagem que qualquer navio em suas águas territoriais. Afinal, são menos de 20 milhas entre a Península de Musandam, um Exclave de Omã, no Golfo e o Irã, perfazendo um total menos que 24, que seria a soma das 12 milhas náuticas as quais cada país tem direto a considerar como águas territoriais, de acordo com a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM/UNCLOS), assinada em Montego Bay em 1982 e em vigor desde 1994.
Assim baseado no CNUDM/UNCLOS “cada país tem direito a considerar até 12 milhas náuticas (22,2 km) a partir da sua linha de base como mar territorial”.
Isso independente das mentiras e narrativas criadas e difundidas sobre quem tem razão.
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