quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

GERAL

Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência: integrantes da Braskem destacam como curiosidade e conhecimento transformam a indústria química

Larissa Cardoso e Viviane Gonçalves Leite reforçam o papel da ciência, da pesquisa e da operação na construção de processos mais eficientes e sustentáveis

No Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, a Braskem, petroquímica global que desenvolve soluções sustentáveis da química e do plástico para melhorar a vida das pessoas, celebra as trajetórias que mostram, na prática, como curiosidade, conhecimento técnico e inovação são motores da transformação industrial. Na unidade de Duque de Caxias, Larissa Cardoso e Viviane Gonçalves Leite representam essa força feminina que atua diariamente conectando ciência, tecnologia e operação.

A trajetória de Larissa começou cedo. Aos 15 anos, como bolsista em uma uma indústria durante sua formação técnica no IFRJ, ela já vivenciava o universo da pesquisa, com passagem por instituições como a UFRJ. Incentivada a explorar diferentes áreas da ciência, realizou cursos em química forense, química nuclear e microscopia atômica, entre outros.

A experiência como estagiária da Braskem, ainda nesse período, ampliou sua visão para os grandes processos industriais. Mais tarde, durante a graduação, dedicou cinco anos à pesquisa na UFRJ, atuando em estudos com foco no desenvolvimento de biopolímeros sustentáveis.

Para Larissa, a formação científica moldou seu olhar profissional. “A ciência nos ensina a enxergar oportunidades nas dificuldades. Ela nos desafia a nos reinventar diariamente.” O perfil analítico desenvolvido na pesquisa, aliado à experiência em apresentações técnicas e interface com diferentes áreas, da logística ao Laboratório de Controle de Qualidade, fortaleceu sua capacidade de análise crítica e articulação técnica.

Um dos episódios mais marcantes de sua trajetória surgiu a partir de um experimento que, inicialmente, parecia um erro. Ao alterar inadvertidamente a sequência de aplicação de componentes em uma pesquisa, acabou contribuindo para a descoberta de um novo tensoativo bio/sustentável, resultando em artigos científicos e patentes. “Na ciência, nada é erro. É descoberta. Precisamos apenas entender o que aconteceu.” A inovação pode contribuir para tornar processos de tratamento de água mais sustentáveis e limpos.

Na unidade de Duque de Caxias, Larissa destaca ainda o desafio técnico de adequar métodos analíticos para a produção de resinas que estão migrando de outras regionais, exigindo novos estudos e planos de análise específicos para garantir o atendimento às especificações.

Para ela, representar mulheres na ciência é ser porta-voz de uma geração que constrói legado. “Deixaremos nossa marca na história da Braskem.”

Já Viviane Gonçalves Leite, também encontrou na curiosidade o ponto de partida para sua carreira. O interesse em compreender os fenômenos ao seu redor ganhou forma no curso técnico em Química, quando passou a enxergar como a teoria se transforma em processos reais.

Hoje, na operação petroquímica, a formação científica é base para decisões seguras e assertivas. “Compreender o comportamento das variáveis do processo permite avaliar riscos com mais precisão e agir com responsabilidade, especialmente em situações de instabilidade ou emergência.”

Antes de atuar na operação, Viviane passou pela área de controle de qualidade da Braskem, experiência que consolidou sua visão sobre a importância do conhecimento técnico na confiabilidade dos processos. A formação como operadora petroquímica e a graduação em Química Industrial ampliaram sua visão multidisciplinar, característica essencial do ambiente operacional.

No dia a dia, a conexão entre ciência e tecnologia se traduz em otimização operacional, automação, controle de variáveis, eficiência energética e redução de impactos ambientais. “Cada ajuste de processo ou análise de desvio é ciência aplicada na prática.”

Para Viviane, o futuro da indústria química estará cada vez mais ligado ao desenvolvimento de tecnologias sustentáveis e processos mais eficientes. “A química industrial terá papel estratégico na construção de uma indústria comprometida com um futuro mais sustentável.”

Ambas reforçam que ambientes diversos ampliam perspectivas e fortalecem decisões. A presença feminina contribui para diálogos mais ricos, maior persistência na busca por soluções e inovação contínua.

Ao deixarem uma mensagem para meninas e jovens mulheres interessadas na ciência, o conselho é claro: cultivem a curiosidade. “Questione, pesquise, descubra. Sua curiosidade pode te levar muito mais longe do que você imagina”, afirma Larissa. “Não deixem de acreditar no próprio potencial. A curiosidade é um combustível poderoso”, completa Viviane.

Neste Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, as histórias de Larissa e Viviane mostram que a transformação da indústria química passa pelo conhecimento, pela inovação e pela diversidade, pilares que garantem evolução constante e impacto positivo para a sociedade.