CASO OS EUA ATAQUEM O IRÃ, NÃO SEI O QUE ACONTECERÁ COM O IRÃ. MAS TENHO CERTEZA DO QUE ACONTECERÁ COM ISRAEL
Ricardo Labatt
O NewCalígola, irritado por não ter recebido o Nobel da Paz, passa a se comportar como o verdadeiro senhor da Guerra, principalmente sucumbindo aos desejos do CeO (Chief Executive Officer) do Mac Donald do deserto.
Em resumo, em apenas quatro semanas deste ano, o mundo já vivenciou diversas demonstrações de “distribuição de democracia” através das armas por parte dos EUA. Já vivemos o cerco econômico e o ataque à Venezuela e a Nigéria, a incorporação da Groelândia, às ameaças a Cuba, ao México, à Colômbia e a América Latina como um todo, sempre baseada em regra nenhuma. Agora, o alvo é novamente o Irã. E, todos sabem que a lista é extensa. Caso tenham sucesso, partirão para a Coréia do Norte, depois China e Rússia, sem esquecer-se das tentativas de desestabilizações de diversas economias e governos, inclusive o do Brasil.
Resta saber se a Coréia do Norte vai esperar sentada a sua vez, ou irá se envolver nesse problema criado no Irã.
UM BLOQUEIO NAVAL É UM ATO DE GUERRA
A idéia norte-americana é usar o ensaio montado na Venezuela como uma plataforma de cerco e destruição da economia iraniana, tentando colapsar o regime, de forma a conseguirem o que tentam há 40 anos, derrubar a república soberana do Irã e implantar um regime submisso, de preferência através de uma dinastia criminosa, sustentada pela SAVAC, como a Pahavi, derrubada por Ruhollah Khomeini - ex-Líder supremo do Irã - que para a surpresa de muitos instaurou uma democracia, com eleição para TODOS os cargos, mesmo se tratando de uma República Teocrática nos Costumes. Mas onde a política de Estado, apenas direciona as do Governo e o povo elege até os presidentes.
Porém a guerra declarada ao Irã, que já dura quatro décadas, agora, neste novo desdobramento, já previsto mesmo antes da tentativa de desestabilizar o regime, pretendem criar um bloqueio naval militar de forma a sufocar a economia, visando desequilibrar fluxos de energia vindos do Golfo Pérsico, rotas de conectividade de integração da Eurásia, alianças do Irã China e Rússia e, sempre disfarçada de “SEGURANÇA” e “ENTREGA DE DEMOCRACIA”. Tudo para criar um bloqueio naval, que SEMPREE é um ato de guerra, onde esperam provocar uma ação bélica direta para “justificar” o que pretendem.
Para tanto Trump declarou que, já está deslocando para o Mar Arábico mais um porta-aviões, possivelmente o Henry Trumam, ou o Eisenhower, para fazer companhia ao USS Abraham Lincoln de forma a promover uma guerra aérea sustentável contra o Irã.
O Irã sempre ameaçado criou diversas opções de “fechamento” do Golfo Pérsico e do Mar de Omã, com inúmeras baterias antiaéreas, mísseis balísticos e manobráveis, drones camicases, pequenos submarinos e, já se fala na implantação de seis mil minas navais nessas áreas.
O COMBOIO FANTASMA
As mídias iranianas já propagam que diversos Jeep negros e 20 caminhões, todos sem placa, advindos da Jordânia, chegou ao Líbano, passando pela Síria, através da Dimashq Beirut e, segundo a Inteligência Iraniana, seriam equipamentos de inteligência de Sinais e Equipamentos de Monitoração norte-americanos, que visariam mapear as possíveis conversações entre o Hezbolah e o Irã.
Com a chegada desses equipamentos á Beirute, a guerra aérea, que seria imposta através de dois porta-aviões, ganha um aspecto terrestre. O Irã respondeu silenciando seus radares, militares e até civis, há alguns dias, tipo apagando as luzes. Isso ocorre para proteção contra ataques de mísseis norte-americanos que são guiados justamente por leituras de assinaturas de radares.
A KLM, companhia aérea ligada à inteligência russa, suspendeu indefinidamente seus vôos para o Irã e, resta saber se outras companhias farão o mesmo, assinalando a enorme possibilidade de um ataque iminente. Porém o mais grave é que não existe nenhum canal de diálogo entre os EUA e o Irã, principalmente porque os iranianos não confiam nos EUA, que há pouco menos de oito meses, criou um canal de negociação para distrair os iranianos de forma que Israel pudesse atacar quando eles ainda reticentes, acreditavam no diálogo e não estavam preparados para a incursão que deu origem a Guerra dos doze dias. Um conflito que por sinal, mesmo contando com o elemento surpresa e ataques terroristas coordenados em território iraniano, pelo MOSSADS, pela CIA e pelo MI6, revelou esses focos e causou a Israel perdas irreparáveis que, desde então, provocam mais ira contra os persas.
A MENSAGEM PASSADA POR TEERÃ É DE QUE A ERA DA INFILTRAÇÃO ISRAELENSE ACABOU E, SE APROXIMA A ERA DA RETRIBUIÇÃO
Israel não perdoa a surra que tomou há oito meses. Isso fica evidente diante dos movimentos da quinzena passada, quando grupos terroristas financiados e coordenados pelo MOSSAD, pela CIA e pelo MI6 criaram o caos, promoveram ataques e, concomitantemente, montaram no Ocidente, uma narrativa de revolta popular contra o Governo, se utilizando de insatisfações locais provocadas, por eles mesmos, com ataques econômicos à moeda e a economia iraniana.
Mais uma vez tentaram recriar um cenário de “Revolução Colorida” e de “Primavera Árabe” desfeito por enérgicas ações da Guarda Revolucionária e pela inédita desativação do sinal da Starlink em todo o território iraniano, composto por 1,6 milhões de quilômetros quadrados. Fato que comprova a utilização do Sistema Murmansk BN russo de guerra eletrônica e uma perfeita coordenação com a alta tecnologia hoje presente no Irã.
As peças estão posicionadas para o lançamento do horror no oeste da Ásia, conhecido no Ocidente como Oriente Médio.
O “E-11A BACN” cujo call signe (Indicativo de Chamada) é “BLKWF01” já saiu do Mediterrâneo e se aproxima do Irã. E o que seria essa aeronave?
Seria um monstruoso “houter” aéreo. Um Wi-Fi aéreo capaz de fazer a ligação direta dos aviões de ataque, dos navios e das forças terrestres, passando por cima de todos os obstáculos montanhosos, já que o Irã é demasiadamente montanhoso.
E o que significa o envio deste equipamento para a área do conflito?
Indica que a próxima operação pretende aglutinar ataques por terra, água e ar e necessita de uma coordenação geral, precisa e instantânea para ter uma mínima chance de sucesso. Sem se dar conta que, com certeza, Israel pagará a conta.
