sexta-feira, 15 de agosto de 2025

CAFÉ COM LABATT

                   Donald Trump está destruindo os EUA

Ricardo Labatt


Ninguém conseguiria bolar um plano estratégico tão espetacular para destruir os EUA como o que o Trump está executando.

Mais parece um afogado que, na ânsia de não afundar, põe em risco a vida de todos que estão próximos, atacando parceiros e afastando todos.


A Índia é um dos maiores mercados de armas do mundo.  O maior da Ásia e Trump está jogando isso no colo da Rússia, ou da Turquia.

De certo que, a Índia não comprará da China e, muito menos da França, porque após o incidente com o Paquistão, o Rafale francês já provou estar obsoleto, como as demais armas do Ocidente.

Com essa perda, Trump coleciona mais um problema interno. O lobby das indústrias de armas norte-americanas vai retaliar pela perda bilionária. Mais de US$ 6 bilhões.

Esse terremoto irá acender a luz vermelha em muitas empresas dos EUA, que somado à falta de resultados nas promessas de campanha e, ao aumento de preços de produtos, nas gôndolas dos mercados, o manterão sob extraordinária pressão.


Como alguém ainda pode tentar enxerga estratégia em ações irresponsáveis de quem dá sinais de senilidade, como Biden dava?

É importante sabermos identificar tendências diante do que se apresenta. E o derretimento dos EUA fica claro quando constatamos que o que eles tinham para apresentar seria Trump, Biden, ou Kamala.

Hoje, a instabilidade criada pelo rompimento da estabilidade comercial, arrebentou o planejamento das empresas e do próprio americano comum, que acorda, a cada dia, sem saber quanto vai pagar amanhã, ou mesmo se os produtos de sua necessidade estarão à disposição nas prateleiras.

Por outro lado, se utilizado de sanções e retaliações, Trump empurra diversos Países para o BRICS, onde encontram estabilidade e planejamento estratégico. Assim, outros se aproximam de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, tais como fizeram o Egito, a Indonésia, a Etiópia, a Arábia Saudita, os Emirados Árabes, a Belarus, o Cazaquistão, a Malásia, a Nigéria, a Tailândia, o Uzbequistão, o Vietnã, a Bolívia, Uganda e Cuba.


Mas os menos antenados dirão: O que são esses membros irrelevantes, essas ditaduras do eixo do mal perto da Europa e dos EUA?

Simples, só em população mundial a representação é assustadora, os EUA (4%), a Europa TODA (5%)... os BRICS (55%).

Em termos industriais representam o chão de fábrica, o celeiro do mundo, tecnologia de ponta e, energia barata. E, é justamente esse ponto que vem tirando a competitividade da Europa, ENERGIA BARATA.

Aplicação prática

Imagine que você tem uma lanchonete, um restaurante, um comércio, ou mesmo uma indústria. Tem um fornecedor que lhe entrega pontualmente, de acordo com suas necessidades, na SUA PORTA, todos os insumos que necessita e principalmente ENERGIA... Mas você acha ele feio, mal cheiroso... daí você tem a “brilhante” idéia de substitui-lo por um galã, cheirozinho... mas que não tem condições de lhe atender nas suas necessidades e, ainda lhe cobra a ENERGIA (petróleo e gás) muito mais caro. O que faz a sua conta de luz e gás ficar até 10 vezes mais cara...

Mas o seu concorrente, ampliou os negócios com seu antigo fornecedor, recebe vantagens nos insumos e baixo preço de energia.

Como vai competir com ele?

E a coisa ainda fica pior quando você se dá conta que aquele feio e, mal cheiroso, que você jogou fora, era o seu maior consumidor de produtos de luxo da sua Mercedes Benz...

Mas agora, graças a sua “genialidade” compra carros de sua concorrência.

Esse é o retrato da Europa hoje. Jogou a Rússia fora e passou a comprar petróleo e gás russos, de forma indireta, da Índia e da China, pagando muito mais.

Me digam como pode dar certo?


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