sexta-feira, 15 de junho de 2018

COLUNA ESPAÇO MOTOR




     JOÃO MENDES




CHEGOU O TOYOTA YARIS
A indústria automobilística não tem feito muito isso mas a Toyota lançou, no mesmo evento, as versões hatch e sedan do Yaris. O modelo se posiciona entre a linha do Etios e a do Corolla não só pelas dimensões mas também pelo preço já que as versões mais caras do Etios deixam de existir evitando a canibalização que se imaginava. A Toyota também simplificou a tabela de preços já que lançou os dois modelos de carrocerias ao mesmo tempo com duas motorizações e dois tipos de câmbio. 
 

Da carroceria hatch para a sedan aumente R$2.400, do câmbio manual (6 marchas) para o automático CVT aumente R$6.000 e do motor 1.3 para o 1.5 acrescente mais R$2.000. A versão básica do Yaris Hatch é a XL com câmbio manual e custa R$59.990 a a versão topo de linha do hatch, XLS CVT, custa R$77.590. Já com a carroceria sedan a versão de entrada custa R$61.590 e a mais cara R$79.990 que possui 7 airbags, sensor crepuscular e teto solar elétrico . Para atrair e ter um diferencial a Toyota informa que o controle de estabilidade e o controle de tração são de série em todas as versões do catálogo junto com assistente de partida em rampa, acendimento automático dos faróis, volante com comandos, travas elétricas nas portas, ar condicionado, rodas de 15”, computador de bordo, faróis auxiliares e alarme volumétrico. Os motores são os mesmo do Etios mas a potência foi aumentada, 1.3 16V Dual VVT-I rende até 101 cv a 5.600 rpm e o 1.5 16V Dual VVT-i rende até 110 também a 5.600 rpm. Andei com o hatch e com o sedan, os dois com câmbio CVT, e gostei do comportamento dinâmico dessas duas opões e também das retomadas com esse câmbio. Andando por estradas e no trânsito de São Paulo achei a cabine bem silenciosa e boa a posição de dirigir. O Yaris brasileiro é 13 mmm mais alto que a versão vendida no exterior o que ajuda a passar nos quebra-molas e também foram colocados batentes hidráulicos para não haver as batidas secas quando os amortecedores chegam no final do curso já que nossas ruas e estradas são repletas de imperfeições. O interior esta sofisticado o que mostra que a Toyota aprendeu com as críticas no lançamento do Etios que tinha interior muito espartano, ela corrigiu o Etios e já lançou um Yaris com um ar de veículo mais caro e no painel central multimídia, disponível a partir da versão XL Plus, com tela de 7” sensível ao toque com a possibilidade de espelhar o smartphone. A capacidade do porta-malas do sedan é boa, 473 L e a do hatch 310 L. No estilo gostei mais do sedan do que do hatch mas achei exagerado o tamanho da tomada de ar no para-choques dianteiro mas isso fica minimizado quando a cor da carroceria é mais escura. Produzido na fábrica de Sorocaba com um motor produzido na unidade de Porto Feliz, duas cidades do interior de SP, o Toyota Yaris chega para brigar com vários concorrentes e tem como um trunfo a qualidade Toyota e a fama dos carros da marca de não darem oficina. 


O ACERTADO HONDA CITY EXL CVT 

Na última semana fiz um teste com o Honda City, topo de linha, que leva a sigla EXL e tem câmbio automático CVT. É um sedan que funciona muito bem no dia a dia. Não tem grandes dimensões e por isso é agil para entrar e sair de garagens apertadas, colocar em vagas, etc., mas tem ótimo porta malas com 536 litros divididos em 485 L, acima da tampa do assoalho, e mais 51 litros abaixo da tampa. Isso é para facilitar a colocação de caixas e malas porque ao deitar o banco traseiro, dividido em dois, o fundo fica plano por causa dessa tampa que esconde o compartimento de 51 L. 

Aliás, deitar esse banco traseiro é muito prático bastando puxar dois botões, acessíveis pelo porta-malas, sem precisar abrir as portas laterais como a maioria dos veículos. Sem dúvida é mais prático. O motor é 1.5 16V SOHC I-VTEC Flex One que desenvolve até 116 cavalos com torque de 15,3 kgfm a 4.800 RPM, motor bastante econômico e segundo o INMETRO são 13,2 km/l de gasolina no circuito que combina cidade e estrada. Andando mais na cidade, em trechos sem muitas retenções, consegui 10,1 km/l de gasolina na cidade. Gosto do estilo do carro, bem moderno, a Honda tem acertado neste quesito, e dos materiais utilizados no seu interior que dão um ar sofisticado. A central multimídia é sensível ao toque e tem 7”. Nela pode se espelhar o smartphone mas já existe GPS e câmera de ré no pacote desta versão top. Para dirigir com conforto tem piloto automático e a visibilidade noturna é ótima por causa dos faróis full LED. Para passar as marchas manualmente tem as borboletas no volante que é de couro e multifuncional. Na segurança falta o controle de estabilidade e tração que pra mim deveria ser obrigatório como hoje já são freios ABS e air bags. O carro testado tem preço sugerido de R$81.400 mas a versão de entrada do Honda City custa R$60.900. A Honda é uma das marcas que tem um pós venda de se elogiar e seus carros tem manutenção a preço justo.

AUTÓDROMO DE CAMPOS DOS GOYTACAZES
Com a destruição do autódromo de Jacarepaguá o Rio de Janeiro ficou sem um circuito para os apaixonados e pilotos do automobilismo e do motociclismo de competição. Ficou reservada uma área em Deodoro para o novo autódromo da cidade e existe um grupo interessado que já fez um projeto mas a previsão seria dele ficar pronto no final de 2019. Enquanto isso a iniciativa privada construiu um autódromo na cidade de Campos dos Goytacazes que fica a 270 km da capital do estado. Um Track Day inaugura o circuito, que já utilizado para competições na terra e agora esta asfaltado com 2,1 km de extensão e um retão com 700 m.