sexta-feira, 4 de maio de 2018

Duo Santoro, José Staneck e Ana Letícia Barros apresentam “Do Clássico à Bossa Nova”, na Cidade das Artes


Concerto faz parte da série Música de Câmara na Cidade das Artes e também fará homenagem aos 70 anos do compositor Ronaldo Miranda


Heitor Villa-Lobos é, sem dúvida, um dos maiores compositores do século XX. Com sua genialidade e patriotismo, o compositor rompeu grandes barreiras na música de concerto, colocando a cultura e o folclore brasileiros em evidência no mundo através de suas obras. Sendo violoncelista, Villa-Lobos sabia como poucos escrever para o instrumento. Seu principal ciclo de obras, as Bachianas Brasileiras, possui grande destaque para o violoncelo. As Bachianas de números 1 e 5, por exemplo, foram escritas somente para grupos de violoncelos. Paralelamente à ‘era Villa-Lobos’, a música popular brasileira também se desenvolve grandemente no século XX, com o surgimento da modinha, do choro, do samba, tendo seu auge na bossa nova.

No projeto “Do clássico à bossa nova”, o Duo Santoro pretende mostrar, através da fusão incomum entre violoncelos, harmônica e percussão, esses dois lados da música brasileira: o erudito, com destaque à homenagem os 70 anos do grande compositor Ronaldo Miranda; e o popular, com a sofisticação do samba e da bossa nova.

Único duo de violoncelos em atividade permanente no Brasil, o Duo Santoro, formado pelos irmãos gêmeos Paulo e Ricardo Santoro, completa 28 anos de existência em 2018, com dois CDs lançados dedicados à música brasileira erudita e popular, já tendo realizado concertos por todo o Brasil, na República Dominicana e no Carnegie Hall de Nova York, com obras compostas especialmente para o Duo pelos mais importantes compositores brasileiros.

Na percussão, o Duo Santoro conta com o sotaque brasileiro de Ana Letícia Barros, professora de percussão e de música de câmara da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, já tendo ministrado aulas em diversas universidades nacionais e internacionais, tais como University of Georgia, Eastman School of Music e New York University.

Chamado de David Oïstrakh da harmônica pelo crítico francês Oliver Bellamy e comparado aos músicos Andrés Segovia e Mstislav Rostropovich por sua atuação no desenvolvimento e divulgação de seu instrumento pelo crítico Luiz Paulo Horta, José Staneck tem um estilo próprio onde elementos tanto da música de concerto quanto da música popular brasileira e do jazz se fundem a serviço de uma sonoridade e expressividade marcantes.

A busca do novo a cada dia, a procura de diferentes sonoridades e de novas formas de expressão: esta é razão para a formação deste inusitado quarteto. É exatamente esta fusão de estilos que aproxima os quatro artistas, numa verdadeira conversa musical valorizada pela riqueza tímbrica que resulta dos sons dos violoncelos com a harmônica e com a percussão, em concertos sempre com lotação máxima de público.





05/05, sábado – Cidade das Artes - Teatro de Câmara - 20 horas - Av. Ayrton Senna, 5300 - Barra - Informações: 3328-5300 - R$40,00 (inteira), R$20,00 (meia-entrada) - Duração: 90 minutos em média

Classificação: Livre