O REI está NU e, COMEÇOU o MATA-MATA
Ricardo Labatt
Hoje, 7 de setembro, vamos descobrir qual será o futuro de Moraes. No dia da “Independência” o Rei está nu pois André Mendonça liberou para o plenário o caso de Alexandre e Vorcaro.
A Associação Brasileira da Polícia Federal já pediu o afastamento do Procurador-geral da República, Paulo Gonet, que foi 33 vezes nominado nas gravações das investigações do caso do Banco Master e seus “amigos”.
Agora, cabe ao Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), decidir o dia em que o caso será levado ao plenário do órgão que preside.
Antes de decidir se haverá uma investigação formal de Moraes, Edson Fachin, decidiu esperar as manifestações dos dois ministros (Mendonça e Moraes). Uma bela forma de ganhar tempo para ver a temperatura das ruas. Pois se o bicho pegar, Moraes será jogado na frigideira. Vão-se os anéis, mas ficam os dedos. Outro Moraes aparecerá e o Sistema continua intacto. Mas no momento, o Rei está nu – os que não entenderem pesquisem sobre a célebre frase do conto de fadas "A Roupa Nova do Rei", escrito por Hans Christian Andersen em 1837.
Hoje saberemos qual será o encaminhamento do desfecho do duelo em que Mendonça sacou primeiro e, atirou no coração para defender seu “paladino” predileto. Porém, caso não hajam grandes manifestações, colocarão uma enorme pedra sobre o assunto. Quase do mesmo tamanho, ou maior que a posta sobre os demais escândalos do País, como os recentes do roubo dos velhinhos, como eu e o do Master.
Toda essa história nos remete a última fala da Revolução dos Bichos – “Animal Farm” - um romance satírico do escritor inglês George Orwell, publicado no Reino Unido, pela primeira vez, em 17 de agosto de 1945 e, que recebeu adaptações para a TV e para o cinema em 1954, 1999 e 2026,
abordando críticas ao poder, mostrando que os porcos, que lideraram a revolução em busca de igualdade, tornaram-se idênticos aos antigos opressores humanos, praticando os mesmos abusos que diziam combater:
- “As criaturas de fora olhavam de um porco para um homem, de um homem para um porco e de um porco para um homem outra vez; mas já se tornara impossível distinguir quem era homem, quem era porco.”
Todo esse enredo que divide as duas facções que brigam pelo poder e, através de acusações mutuas e, com o auxílio da mídia, já determinada a isso, pelos seus patrões internacionais, contaminam boa parte da população e mantém o Sistema que alimenta quem realmente tem o poder sobre uma Nação que pensa que é independente. Porém, o Brasil tem dono. E os donos não são os brasileiros. São grandes corporações:
1 - A JPMorgan Chase, que possui 46% de participação no banco digital brasileiro, expandindo sua presença indireta para o varejo financeiro através do C6 Bank.
2 - O Bank of America (BofA), que atua exclusivamente no atendimento a empresas e clientes institucionais, não oferecendo serviços para pessoas física e, tendo como público-alvo grandes corporações, investidores institucionais e o governo. No Brasil, controla o Mercado Livre (MELI34), o Nubank (ROXO34), o WEG (WEGE3), o BTG Pactual (BPAC11), a Raia Drogasil / RD Saúde (RADL3), a Localiza (RENT3) e o Itaú Unibanco (ITUB4), sendo importante destacar que, curiosamente ITAÚ em Tupi Guarany quer dizer Rocha Negra, como a original norte-americana BlackRock.
3 - O Citigroup, que no Brasil tem como principal braço o Banco Citibank S.A., que atua junto a outras empresas do grupo voltadas para o mercado institucional, corporativo e de investimentos. Além disso, o conglomerado, no Brasil, controla o Banco Citibank S.A., focado em grandes empresas, multinacionais, clientes de alta renda (Private Bank), comércio exterior e câmbio, o Citigroup Global Markets Brasil, CCTVM S/A uma corretora de títulos e valores mobiliários, atuando na intermediação de operações financeiras e no mercado de capitais. Também o Banking, um banco de investimento, assessoria financeira e financiamentos corporativos que atua em operações de renda fixa, câmbio e derivativos. Sendo que, controlava também as operações tradicionais de varejo e cartões de crédito para pessoas físicas no Brasil, incluindo o antigo Credicard, vendido ao Itaú Unibanco entre 2013 e 2017), quando o grupo Citi decidiu deixar de atender o público de varejo comum no país.
4 - A família Dart, proprietária da corporação norte-americana Dart Container Corp, que nos 1990, se tornaram notoriamente conhecidos como um dos maiores credores da dívida externa do Brasil, quando em 1993, a família adquiriu cerca de US$ 1,4 bilhão em papéis da dívida externa brasileira (conhecidos pela sigla MYDFA).
Esta família do interior dos EUA criaram um impasse para o Plano Brady. Quando o Brasil tentou reestruturar sua dívida externa por meio do Plano Brady (fase de estabilização econômica anterior ao Plano Real), quase todos os bancos comerciais aceitaram renegociar os valores. No entanto, os Dart recusaram-se a aderir ao acordo coletivo. Arrastaram o Brasil numa interminável e sangrenta
batalha judicial exigindo receber as condições mais vantajosas possíveis, acionando o governo brasileiro nos tribunais dos Estados Unidos e, transformando-se em uma grande dor de cabeça geopolítica e financeira para o Brasil na época.
Por conta desse modelo de atuação - de comprar dívidas baratas de países com dificuldades financeiras e processá-los sem aceitar renegociações - fundos e investidores como a família Dart ficaram mundialmente conhecidos no jargão econômico como "fundos abutres".
5 – E logicamente a elite brasileira sócia dessas corporações norte-americanas.
Esses 5 principais DONOS de nossa “independência” escolhem e elegem, através da manipulação de quem pensa que existe opinião pública e mesmo OPINIÃO PRÓPRIA e não criada pelos agentes desses conglomerados, as lideranças políticas, tanto do Executivo, como presidentes e, inclusive seus mais importantes ministérios. Também garantem a posse de mais de 60% do Legislativo, de TODO e QUALQUER ESPECTRO IDEOLÓGICO, garantindo o controle do Congresso. Determina quem serão as lideranças Judiciárias e do MP, bem como influencia diretamente nas indicações das superintendências da Polícia Federal, da PRF e até dos Comandos das Forças Armadas. Também determinam financeiramente quem formarão as Executivas dos principais partidos, controlando suas indicações, coligações e diretrizes. Talvez por isso os EUA tenham certeza e nenhum receio de nos chamar publicamente de QUINTAL.
Por garantia, de seus interesses e de que, no Brasil, sempre haja eleições limpas, a TOTALIZAÇÃO das eleições no Brasil, desde quando começaram as votações digitais, em 1996, são efetuadas num “supercomputador” da Oracle, sendo que os profissionais desta empresa, que embora tenha sua sede global em Austin, no Texas (EUA) e planos para se mudar para Nashville, no Tennessee, também nos EUA, possui, no Brasil, uma sede principal em São Paulo, no Morumbi Business Center, na Rua Doutor José Áureo Bustamante, 455, São Paulo – SP e, outros escritórios de campo nas principais capitais do país, como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre.
Desta forma prestam todo o suporte técnico de infraestrutura de hardware e de sistemas operacionais, ao TSE sempre que demandados.
Esta sólida empresa, fundada na Califórnia, por Larry Ellison, Bob Miner e Ed Oates, tem como principais acionistas Larry Ellison, com cerca de 41,2% das ações, o The Vanguard Group (Grupo Vanguard) que ostenta 5,8% das ações, o grupo BlackRock com 3,1% a 3,6% das ações e o State Street Corporation que possui 2,6% das ações.
Parabéns ao Brasil pelo dia da Independência, conquistada em 7 de setembro de 1822, no famoso “Grito do Ypiranga”, para que hoje, alguns apaixonados pelo Lula acreditem que estamos melhor que a Suíça. Que temos no Planalto um Estadista, pois Estadistas devem mesmo se reunir com autoridades do quilate de Alcolumbre (presidente do Senado) e de Alexandre de Moraes (ministro do STF) para discutir a República. Já os apaixonados pela outra vertente, preferem desfilar com camisas verde e amarela, compradas no camelô e, empunhando uma bandeira dos EUA e outra de Israel e, pedindo que estrangeiros venham lhes restituir o poder. Não a eles, ao povo, mas a outra facção. Afinal, para cada uma delas a outra é abominável.
Assim, caso Fachin não veja grandes protestos saberá que o povo já engoliu. Que o feriado com cerveja e churrasco já fez seu trabalho e seguimos rumo ao abismo. Caso contrário, Moraes (os anéis) terá que ser sacrificado para que se continue com os dedos, mas sem mudar o rumo. Este é o triste retrato de nossa República.

