sábado, 31 de outubro de 2026

DE OLHO NA BARRA

 Escola de elite da Barra demitiu funcionária por usar vermelho, mas encobre funcionário diante de ameaças de morte e deboche à morte do filho do influenciador Cacofonias

Caso envolvendo a Escola Suíço-Brasileira inclui ameaça de morte, deboche sobre a morte de uma criança e processo judicial contra influenciador que procurou alertar a instituição.

Em 28 de janeiro de 2025, Rodrigo Frota publicou um comentário direcionado ao perfil de @cacofonias: "Petista bom é petista lacrado no caixão". Ele continuou acompanhando e interagindo com suas publicações. Em 18 de outubro de 2026, voltou a atacá-la, desta vez fazendo referência à morte de seu filho, que faleceu em um acidente de bicicleta: "Cacofonias, seu filho vai bem, babaca?".

Diante da gravidade dos episódios, a vítima procurou a Escola Suíço-Brasileira pelo Instagram para alertar sobre o comportamento do homem. Segundo seu relato, a instituição bloqueou seu perfil e também bloqueou seguidores que tentaram comunicar o caso. Após tentativas de contato telefônico, a escola teria deixado de atender suas ligações.

O desdobramento surpreendente veio depois: Cacofonias, que procurou alertar a instituição, descobriu que estava sendo processada pela escola por difamação, após afirmar que alguém com aquele comportamento poderia representar um risco para as crianças.

A situação ganhou repercussão na Barra da Tijuca, em escolas vizinhas e ganhou outro contorno diante de um episódio envolvendo Roberta Silveira, auxiliar de professora que teria sido demitida pela mesma instituição semanas antes por usar uma camisa vermelha.

O contraste levanta questionamentos sobre os critérios de conduta adotados pela escola: como uma instituição reage com rigor ao uso de uma cor por uma funcionária, mas recebe de maneira tão diferente uma denúncia envolvendo ameaças de morte e ataques à família de uma criança falecida?

A história coloca em discussão a responsabilidade das instituições de ensino diante da violência política, especialmente quando ela ultrapassa as redes sociais e atinge famílias e comunidades escolares.