segunda-feira, 31 de agosto de 2026

CAFÉ COM LABATT

          O ESCORPIÃO NÃO MUDA SUA ESSÊNCIA




Ricardo Labatt




Não adianta a mídia destacar as bravatas e mentiras de Trump, pois na realidade, a Venezuela para produzir o que os EUA estão perdendo no Golfo precisaria de investimentos superiores a US$ 50 bilhões e nenhuma empresa norte americana tem dinheiro para isso. Só papel de bolsa.

Por outro lado, a Rússia fora os impressionantes avanços terrestres, em Kharkiv e Sumy, onde a situação militar e humanitária é de extrema gravidade devido a uma massiva campanha de bombardeios russos, destruindo a infraestrutura energética e áreas civis, está, há mais de uma semana atacando Kiev e Odessa intermitentemente. Todos os pontos de infraestrutura, inclusive empresas norte-americanas como a Pepsi, a Amazon... e principalmente todos os depósitos de viveres.

Em Mykolaiv (Nicolaev), no último sábado, dia 29 de agosto de 2026, a Rússia realizou ataques aéreos na região que atingiram e danificaram a fábrica da multinacional americana PepsiCo (PepsiCo Ucrânia). Felizmente, não houve registro de funcionários feridos ou mortos nesta instalação

Este provavelmente será o pior inverno da Ucrânia, sem energia, infraestrutura e alimento. Pois até o Washington Post garante que os ataques russos já destruíram 90% da estrutura alimentar da Ucrânia. Porém,  segunda a mídia e alguns desinformados é o Irã - que pensam que é uma ilha – é que irá passar fome por conta do “hiper bloqueio” norte americano há quilômetros de distância de Ormuz.

Isso significa que a linha dura russa impôs a Putin que atacasse tudo, menos conjuntos habitacionais. Não adianta ais colocar bandeirinha de outros países, está na Ucrânia vai ser terraplanado.

Paralelamente a isso a Rússia está ameaçando atacar a Inglaterra, o que transformaria o confronto numa guerra total.

Há mais de 3 anos nós dizemos que este momento chegaria, não só pelo grande “amor” que os russos nutrem pelo Reino Unido como por tudo que eles estão fazendo para promover, através da Ucrânia, terrorismo dentro de território russo.


Há dois meses das “midterms” – eleições de meio de mandato dos EUA - o desespero de não ter o que apresentar fez com que aproveitassem a chegada de um novo porta-aviões abastecido de mísseis para tentar mais um ataque, desta feita a lançadores iranianos que estariam posicionados numa pequena ilha rochosa localizada ao largo da costa de Bandar Abba, conhecida por Ilha de Larak.

Nesta ilha, identificada na ilustração com postos vermelhos, localizada a leste da Ilha de Qeshm e ao sul da Ilha de Ormuz e, de tamanho aproximado ao da Ilha do Governador, houve relatos de fortes explosões que vitimaram militares da IRGC e civis. 

Em resposta, em menos de 6 minutos, mísseis iranianos começaram a chegar à Jordânia enquanto outros foram direcionadas à Marinha norte-americana, que mesmo tentando se posicionar sempre numa distância segura, parece que desta vez teve baixas e, apresentou danos.

A RESPOSTA IRANIANA

O Irã retaliou na Base Aérea de Muwaffaq Salti (Muwaffaq Salti Air Base), localizada a cerca de 100 quilômetros a leste da capital Amã e também conhecida como Base Aérea de Azraq, na Jordânia, é uma das instalações estratégicas mais importantes do Oriente Médio, operada pela Força Aérea Real da Jordânia e amplamente utilizada pelas Forças Armadas dos Estados Unidos (USAF) e aliados da OTAN Fica na província de Zarqa. 

Esta base, que remonta aos tempos de T. E. Lawrence (Lawrence da Arábia), no passado utilizou as planícies e o castelo histórico da região de Azraq como campo de pouso e base para as aeronaves britânicas que apoiavam a revolta árabe rumo à Síria.

Operada desde 1908, durante a primeira guerra, décadas mais tarde, em 1976, foi escolhida pela Força Aérea Real Jordana para ser modernizada, tornando-se a mais importante da região.

Atualmente, servia como um hub estratégico crucial no Oriente Médio e abrigava uma grande variedade de aeronaves avançadas

  F-16 Fighting Falcon: Caças multifuncionais que compõem a espinha dorsal dos Esquadrões 1, 2 e 6 da Força Aérea Real Jordana.

  F-35 Lightning II: Caças furtivos de 5ª geração desdobrados em larga escala pelas forças dos Estados Unidos nesta base.

  F-15 Eagle: Jatos de combate tático de alta performance operados pelas forças norte-americanas.

  A-10 Thunderbolt II: Aeronaves de ataque ao solo especializadas em suporte aéreo aproximado.

  Drones MQ-9 Reaper: Aeronaves não tripuladas de vigilância e ataque de longa permanência.


Outro alvo escolhido pelo Irã foi o Aeroporto Internacional Rei Hussein, localizado em Aqaba, também na Jordânia, e que sempre funcionou como a principal porta de entrada para a região turística do litoral do Mar Vermelho no país.

Localizado a cerca de 10 quilômetros ao norte do centro da cidade de Aqaba, o aeroporto funcionava como base norte-americana e jordaniana e permitia aos turistas uma chegada mais rápida ao Mar Vermelho e a locais famosos como o deserto de Wadi Rum e a cidade histórica de Petra, evitando a viagem de carro de quatro horas desde a capital Amã.