segunda-feira, 11 de maio de 2026

SAÚDE

ASSOCIAÇÃO FIBROMIÁLGICAS(OS)

II Fórum Nacional de Fibromialgia terá programação gratuita durante o Maio Roxo

Realizado pela Associação Fibromiálgicas(os) do Brasil, evento on-line vai reunir especialistas do Brasil e de Portugal, lideranças de associações e pacientes para debater tratamento, diagnóstico, saúde mental e direitos das pessoas com fibromialgia

A Associação Fibromiálgicas(os) do Brasil realiza, entre os dias 9 e 30 de maio, o II Fórum Nacional de Fibromialgia. Gratuito e on-line, o evento terá debates sobre ciência e inovação, dor e fadiga, cannabis medicinal, saúde mental e integrativa, políticas públicas e boas práticas na gestão de organizações sociais voltadas à causa. 

O Fórum tem apoio da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), Universidade de Coimbra, Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Solve M.E., organização internacional voltada à pesquisa e ao advocacy sobre Síndrome da Fadiga Crônica, Encefalomielite Miálgica,  pós-Covid e doenças crônicas complexas, além de outras instituições como o My Fibromyalgia - Instituto de Fibromialgia em Portugal.  

A programação acontece durante o Maio Roxo, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da fibromialgia, que tem como marco o dia 12 de maio, Dia de Conscientização da Fibromialgia. A data busca ampliar a visibilidade sobre uma síndrome crônica ainda marcada por desconhecimento, estigma e desafios no acesso ao cuidado. Segundo a SBR, a fibromialgia atinge cerca de 3% da população brasileira, majoritariamente mulheres, é caracterizada por dor generalizada, especialmente na musculatura, e pode estar associada a fadiga, sono não reparador, alterações de memória e atenção, ansiedade e depressão. O Fórum propõe aproximar pacientes, lideranças, profissionais de saúde e pesquisadores para discutir caminhos de atenção, tratamento, direitos e qualidade de vida. 

“Quando falamos de fibromialgia, ainda estamos falando de uma condição cercada por desconhecimento, preconceito e solidão. Muitas pessoas passam anos buscando diagnóstico, sem encontrar acolhimento ou informação suficiente para entender o que está acontecendo com o próprio corpo. O Fórum nasce para aproximar pacientes, lideranças, profissionais de saúde e pesquisadores, criando um espaço de troca qualificada sobre tratamento, direitos, saúde mental e qualidade de vida. Queremos que o Maio Roxo seja também um momento de escuta e construção coletiva, para que a dor das pessoas com fibromialgia seja reconhecida e cuidada com seriedade”, afirma Daya Silva, fundadora da Associação.