Inadimplência de aluguel no Rio de Janeiro recua em fevereiro, na contramão da alta nacional, aponta Índice Superlógica
- Índice traz ranking das regiões com maior taxa de inadimplência de aluguel
- Índice de inadimplência de aluguel no Rio de Janeiro ficou em 4,02%, ante 4,32% no mês anterior
- A região Sudeste registra taxa de inadimplência de 3,28%, abaixo da média nacional de 3,35% no período
- Imóveis residenciais acima de R$ 13.000 lideram inadimplência no país
- Criado para apoiar imobiliárias em decisões estratégicas, índice analisa dados anonimizados de mais de 600 mil clientes
A inadimplência de aluguel no Rio de Janeiro apresentou uma queda em fevereiro, com a taxa passando de 4,32% em janeiro para 4,02% em fevereiro, segundo dados do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica, principal plataforma de soluções tecnológicas e financeiras para o mercado do morar. No comparativo com o mesmo período de 2025 (3,91%), houve crescimento de 0,11 ponto percentual. No país, a média nacional de inadimplência registrou leve alta após quatro meses consecutivos de queda, alcançando 3,35% em fevereiro, ante 3,29% em janeiro.
Apesar do recuo no estado, o patamar ainda se mantém acima da média do Brasil, indicando que o estado segue entre os mercados que demandam maior atenção por parte de imobiliárias e proprietários. Segundo Manoel Gonçalves, Diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica, o início do ano exige atenção, mesmo com variações moderadas. “A oscilação da inadimplência reflete um cenário ainda pressionado por inflação e juros, que impactam diretamente o orçamento das famílias e, por consequência, a capacidade de pagamento dos inquilinos”.
Entre a base analisada no país, a inadimplência em imóveis residenciais de alta renda (na faixa de aluguel acima de R$ 13.000), que esteve no topo das taxas mais altas durante 2025, teve alta expressiva de 3,81 ponto percentual, em fevereiro, com média de 8,58% contra 4,77%, em janeiro. Já os imóveis na faixa de até R$ 1.000, que registraram a maior taxa no mês passado no segmento residencial, subiram 1,32 ponto percentual, saindo de 5,76% para 7,08%, em fevereiro. A inadimplência de imóveis de R$ 2.000 a R$ 3.000 e R$ 3.000 a R$ 5.000 foram as mais baixas do período, com taxas de 2,78% e 2,89%, respectivamente.
“Apesar dos imóveis residenciais de alta renda terem voltado a liderar com a maior taxa de inadimplência, a alta expressiva na faixa de até R$ 1.000 reforça a leitura de um aperto maior neste início de ano entre todas as classes sociais, mas em especial entre as famílias de menor renda”, analisa Gonçalves.
Já em relação aos imóveis comerciais, a faixa até R$ 1.000 continua com a maior taxa, de 7,98%, alta de 0,76 ponto percentual na comparação com o mês anterior (7,22%). A segunda maior taxa foi em imóveis acima de R$ 13.000, com 4,67%. Já a menor foi na faixa de R$ 5.000 a R$ 8.000, de 4,09%.
Em relação ao tipo de imóvel, a taxa de inadimplência de apartamentos voltou a subir depois de três quedas seguidas, para 2,33%, após alcançar 2,15% em janeiro; a de casas subiu de 3,74% para 3,85%. Os imóveis comerciais também apresentaram alta, de 4,46% de inadimplência, em janeiro, para 4,75%, no último mês.
IIL por região
Em janeiro, a região Nordeste voltou ao topo do ranking de inadimplência, com uma taxa de 4,67%, alta de 0,71 ponto percentual em relação a janeiro (3,96%). Já o Norte, no topo no mês passado, ficou em segundo lugar, com 4,61%, alta de 0,58 ponto percentual, ante os 4,03% de janeiro. A região Centro-Oeste marca o terceiro lugar com 3,71%, um recuo de 0,43 ponto percentual, após os 3,28% do mês anterior. O Sudeste aparece em seguida, com taxa de 3,28% – alta de 0,12 ponto percentual em relação a janeiro –, e o Sul com 2,87%, mantendo a menor taxa do país, apesar da alta de 0,39 ponto percentual entre janeiro e fevereiro.
Principais dados do Índice de Inadimplência Superlógica:




Sobre o Índice Superlógica
O Índice de Inadimplência Locatícia da Superlógica é um levantamento mensal de dados exclusivos e internos que apresenta o cenário de dívidas do mercado brasileiro de locação imobiliária. O índice leva em consideração o valor do boleto, o tipo de imóvel (apartamento, casa ou comercial) e a sua localização, além das datas de vencimento e pagamento, que mostram se há inadimplência ou não.
Esta edição do estudo contou com dados de mais de 600 mil clientes locatários em todo o Brasil, sendo considerados inadimplentes aqueles que possuem boletos que estão há mais de 60 dias sem pagamento ou que foram pagos com atraso de mais de 60 dias. Nesta edição, a Superlógica refinou os dados usados nesta análise a fim de que eles reflitam a realidade com a maior precisão possível. Todos os dados são anonimizados, não sendo passíveis de associação a um indivíduo, direta ou indiretamente.