ACABOU O INTERVALO...
VOLTAMOS A LUTA PELO “SANTO GRAAL”
Ricardo Labatt
Antes de tudo é preciso pontuar que o objetivo único desta guerra e dos demais movimentos norte-americanos é tentar proteger os ativos dos EUA e principalmente a moeda de reserva mundial - o dólar – cada vez mais afastado das transações internacionais e dos sistemas financeiros do Ocidente que permitem grandes lucros aos EUA.Mas isso está desmoronando a olhos vistos e, Trump desesperado... Já se pode ver os auto-falantes do Maracanã gritando: - “A SUDERJ informa... No time das transações comerciais... Sai Petrodólar, entra Reinminbi”.
Os EUA estão, irreversivelmente, perdendo o controle sobre o petrodólar. Com isso enfrentará problemas econômicos, principalmente por não ter munição e mísseis interceptadores para resistir a uma guerra prolongada...
Lavrov declara, sem freios: - “Rússia e China serão os grandes estabilizadores da Nova Órdem Mundial”.
O Irã espera ansioso por um ataque direto, pelo qual até pede, para mostrar ao mundo a derrota fragrante dos EUA e da Coligação Epstein.
Arábia Saudita declara ao Irã que não entrará ao lado dos EUA nessa guerra, diferentemente dos Emirados Árabes que se aliaram aos EUA, que já foram alertados para desmontarem o “bloqueio” o que já estava bloqueado e que nada bloqueia, na realidade. Caso contrário todo o Golfo será travado. Pois os rebeldes Houthis do movimento Ansar Allah estão apenas esperando à hora certa para fechar o Estreito de Bad el-Mandeb. Cerrando assim todas as saídas do Golfo. Tanto que Abdul-Malik Badr al-Din al-Houthi, líder dos Houthis repete periodicamente: - “Só estamos esperando a mensagem de CHEGOU O MOMENTO”.
A PERCEPÇÃO DE PODER DO IRÃ JÁ INCOMODA ISRAEL E A PERDA DO SANTO GRAAL DESEPERA OS EUA
A percepção árabe sobre as condições dos EUA os protegerem mudou drasticamente. A maioria já defende uma reaproximação com o Irã e afastamento de Israel como forma de sobrevivência.
Hoje, todas as decisões e autorizações ultra sensíveis são dadas diretamente, cara a cara por Mojtaba Khamenei, hoje o homem mais poderoso do Golfo. Nada de forma eletrônica. Tudo analógico. E o respeito que ele nutri na Guarda Revolucionária advêm de 17 anos de contatos diários, pois era Ele o elo de ligação de seu pai com os comandos.
Porém, o que mais incomoda é que o Santo Graal que impediria que os EUA sofressem uma derrota irrecuperável seria o domínio do Estreito de Ormuz e a imposição do comércio em dólar. E isso, eles PERDERAM para o Irã e para a China. Acabou !
A máquina e imprimir papel pintado, como se não houvesse amanhã, sem risco de inflação interna, perdeu seus dentes. A partir dessa incontestável realidade, os EUA não passam mais de um país normal, que perderá muito e, cada vez mais, sem condições de girar sua economia de consumo e rolagem de uma dívida impagável, superior aos US$ 40 trilhões e, que cresce 1 trilhão a cada 25 dias. Não mais encontrará respaldo na venda de seus Títulos do Tesouro, que cada vez mais se tornam um papel quase podre no mercado.
E o que vão fazer?
Bombardear o Irã até a Idade da Pedra?
Não adianta. Não vai resolver... Eles não vão se render.
Fechar os Estreito de Malaka e atingir diretamente a China?
Acho difícil que os indonésios sejam tão idiotas de cair nessa. Principalmente com as ótimas relações que têm com a China e, por serem parte dos BRICS.
O QUE NINGUÉM COMENTA ...
No dia 14 de maio Trump vai a Pequim. E parece estar tentando acumular posições para tentar se acertar com os chineses, principalmente sobre o desespero sobre o não fornecimento de Terras Raras. Pois sem elas os EUA páram... não há celulares... não há armamentos... não há IA... não há NADA !
Mas não me parece que Trump chegará por cima.
É só esperar...
E o que é pior... Estes que hoje estão no comando dos EUA são tão toscos que não sabem que não se pressiona um chinês. Mas eles não sabem nada sobre as culturas de outros países. São prepotentes demais para isso. Só sobre arrogância, projeção de poder e ameaças.
O “BLOQUEIO” QUE BLOQUEIA O QUE JÁ ESTAVA BLOQUEADO POR PERDA DO CONTROLE SOBRE O PETRODOLAR
Os Chineses poderiam acabar com essa loucura de Trump dizendo aos EUA, que seu ato de pirataria em alto mar é uma declaração de guerra ao Irã e a China uma vez que sabem que o objetivo principal, desde a Venezuela, o Estreito de Malaka e mesmo este em águas internacionais são os navios iranianos e chineses que transportam petróleo.
Mas sabemos que a China não fará isso. Mesmo que o mundo inteiro saiba que todas as manifestações políticas, econômicas e bélicas dos EUA são pelo desespero de tentar manter o comércio de petróleo no sistema do petrodólar.
Mas a China sabe que este sistema está condenado e só querem fazer negócio. O negócio de guerra e o uso de suas máquinas assassinas de civis é um habito inerente principalmente aos EUA e a Israel. Basta ver o que fizeram em Gaza e o fazem no Líbano, para incorporá-lo. E só o Hezbolah defende o país. O governo traidor trama junto com Israel e os EUA.
Em meio a esse tsunami, o Paquistão foi a China representando, Arábia Saudita, Turquia, Egito tratar sobre um possível acordo com o Irã e dar fim ao conflito, o que implica em dizer que o CSG (Conselho de Cooperação do Golfo) está morto, tal e qual o modelo de negócio de Dubai. Acabou !
E por falar em Emirados, não podemos deixar de destacar a idiotice completa do líder supremo e presidente Xeique Mohammed bin Zayed Al Nahyan que enviou seu filho Xeique Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan, príncipe herdeiro de Abu Dhabi à China para tentar forçar os chineses a se afastarem do Irã. Ficou falando sozinho e irritou os chineses, coisa incomum de se conseguir. Porém, esse Trump de turbante, tão acéfalo como o “Rei” não coroado dos EUA, o fez. Acabou sendo deixado só na sala e convidado a se retirar do País por subordinados de Xi Jiping e de Wang Yi - Ministro das Relações Exteriores da China. Este último inclusive esteve esta semana em Pyongyang para reforçar os laços com a Coréia do Norte.
Reiteraram que, em caso de guerra, um país deve fornecer ao outro numa assistência militar total. Especialmente neste ano que marca o 65º aniversário do Tratado de Amizade, Cooperação e Assistência Mútua entre China e RPDC. O Tratado de Amizade, Cooperação e Assistência Mútua entre a China e a Coréia do Norte foi firmado em Pequim, em 1961, pelo então primeiro-ministro chinês Zhou Enlai e o líder norte-coreano Kim Il-sung.
