quarta-feira, 18 de março de 2026

EDUCAÇÃO

 Rio, Recife e Ceará avançam na expansão do ensino integral com foco nas juventudes

Gestores apresentam resultados de transformação curricular e engajamento estudantil em Seminário Internacional sobre anos finais

Representantes da educação do Rio de Janeiro, Recife e Ceará estiveram reunidos nesta terça-feira (17) em São Paulo abordando como os anos finais integrais vêm avançando nas respectivas regiões de atuação. Adriano Giglio, Subsecretário de Ensino da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, Cecilia Cruz, Secretária Municipal de Educação do Recife e Emanuelle Grace, Secretária-Executiva de Cooperação com municípios do Ceará participaram do Seminário Internacional de Anos Finais Integrais – Redes que Transformam. 

No Rio de Janeiro, Adriano Giglio comentou sobre a particularidade de uma rede municipal com várias unidades. “O desafio já começa em fazer ações para todas as escolas, respeitando suas diferenças e particularidades. Temos experiências de vocacionalização do currículo nos anos finais. Algumas escolas começaram com esporte (ginásios educacionais olímpicos) outras foram para o segundo idioma (bilinguismo). Isso aumenta o engajamento e pertencimento”, disse, destacando ainda os GETs (Ginásios Educacionais Tecnológicos), que estimulam os professores ao ambiente colaborativo e para que as práticas pedagógicas sejam focadas mais no ‘fazer’. Atualmente, a rede municipal de ensino conta com mais de 360 unidades escolares com anos finais, sendo 57% em tempo integral e 8% estão em transição para o integral.

Recife dobra escolas em tempo integral

Recife possui 45 escolas, sendo 24 já em tempo integral. Em 2021 eram 12 unidades em tempo integral, conta a Secretária Municipal de Educação, Cecilia Cruz. “O tempo integral é hoje a nossa estratégia para os anos finais do ensino fundamental. Apesar de ter a oferta desde 2014, percebemos em 2021 que o currículo ainda estava distante do que gostaríamos para esse formato de educação”, lembra. Foi necessário um processo de revisão da matriz curricular. “Com o apoio da Motriz, fizemos um planejamento de expansão da política de tempo integral para que as escolas integrais chegassem a todos os cantos”. Assim, Recife passou de 91 mil para 110 mil estudantes. O processo envolveu também escuta de 4 mil jovens com o objetivo de colocá-los como protagonistas e ter o apoio no debate de soluções para problemas que eles mesmos traziam.

Também no Nordeste, o estado do Ceará foi outro a avançar no número de escolas em tempo integral.  

Ceará: Suporte técnico e foco nos municípios

No Ceará, o percentual de escolas em tempo integral saiu de 40% para 60%, de acordo com o último Censo. Emanuelle Grace, secretária-executiva de Cooperação com os Municípios, atribui o resultado ao suporte técnico-pedagógico oferecido aos 184 municípios cearenses. “Construímos um documento orientador focado nas adolescências e cadernos de eletivas que dialogam diretamente com os alunos nos territórios”, explicou.