quinta-feira, 5 de março de 2026

CIDADE

 Região metropolitana do Rio de Janeiro registra 95.562 admissões formais em janeiro, aponta Caged

Resultado acompanha saldo positivo no país, com serviços liderando as contratações no início do ano

A região metropolitana do Rio de Janeiro contabilizou 95.562 admissões e 106.002 desligamentos em janeiro, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. A regional abrange municípios como Rio de Janeiro, Niterói e Duque de Caxias, entre outras cidades da Região Metropolitana fluminense, refletindo a movimentação do mercado formal no início de 2026.

Entre os admitidos, 57,69% foram homens (55.131) e 42,31% mulheres (40.431). O ensino médio completo concentrou a maior parte das contratações, com 67,34% do total (64.350 trabalhadores), seguido por ensino superior completo (10,94%) e ensino fundamental completo (6,24%), indicando predominância de vagas com exigência de qualificação intermediária.

Na distribuição etária, a faixa de 30 a 39 anos respondeu por 26,78% das admissões, seguida pelo grupo de 18 a 24 anos (23,51%) e de 40 a 49 anos (19,35%), demonstrando absorção relevante de profissionais em diferentes estágios da trajetória profissional.

Setorialmente, serviços liderou as contratações na região, com 59.134 admissões (61,88% do total), seguido por comércio (22,20%), construção (10,27%), indústria (5,54%) e agropecuária (0,11%). A composição reflete o perfil econômico da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, fortemente baseado em atividades de serviços e comércio.

No cenário nacional, o mercado formal registrou 2.208.030 admissões e 2.095.696 desligamentos em janeiro, com saldo positivo de 112.334 vagas. O setor de serviços foi o principal motor das contratações no país, seguido por construção e indústria, mantendo a trajetória de geração líquida de empregos no início do ano.

Trabalho temporário

Na região do Rio de Janeiro foram registradas 1.920 admissões na modalidade temporária em janeiro, representando 2,01% do total de contratações no período. No estado do Rio de Janeiro, foram contabilizadas 2.024 admissões temporárias no mês. No país, o trabalho temporário registrou 95.649 admissões e 84.265 desligamentos, com saldo positivo de 11.384 vagas, concentrado majoritariamente no setor de serviços.

Para Leandro Jesus, gerente regional da Employer Recursos Humanos no Rio de Janeiro, o comportamento do mercado regional reflete a dinâmica econômica da região metropolitana. “O trabalho temporário é uma ferramenta estratégica para que as empresas ajustem suas equipes com maior flexibilidade e segurança jurídica, especialmente em setores com demanda variável. Para o trabalhador, representa oportunidade de inserção formal, geração de renda e possibilidade de efetivação”, afirma.

Direitos do Trabalhador Temporário   

Na modalidade temporária, o trabalhador tem anotação em carteira e os direitos assegurados pela legislação 6.019/1974. Dentre os direitos, estão inclusos pagamento de horas extras, descanso semanal remunerado, 13° salário e férias proporcionais ao período trabalhado. Ele recebe 8% dos seus proventos a título de FGTS e o período como temporário conta como contribuição para a aposentadoria.    

Vale ressaltar que na legislação, o trabalhador temporário pode ser contratado por até 180 dias, com a possibilidade de prorrogação por mais até 90 dias. A efetivação pode acontecer a qualquer momento desse período. Junto à Previdência, o trabalhador temporário também tem todos os direitos garantidos, desde que se respeite a carência mínima exigida para o pagamento dos benefícios.