Chuvas de verão: quais são os principais cuidados nos condomínios neste início de ano?
Com as mudanças climáticas, o período de tempestades pode trazer grandes problemas. Contratempos e eventuais prejuízos podem ser minimizados com boa gestão e manutenção
As chuvas de verão, conhecidas pelo rastro de transtornos que costumam deixar, estão entre as principais preocupações de síndicos e administradoras de condomínio neste início do ano. Por isso, é fundamental intensificar as vistorias e antecipar possíveis problemas, já que tempestades, acompanhadas de raios e vendavais, podem gerar infiltrações, alagamentos, quedas de energia e outros impactos significativos.
“O período de chuvas intensas exige uma postura mais preventiva dos condomínios. Temos observado que pequenas falhas estruturais, que passam despercebidas ao longo do ano, tendem a se transformar em grandes problemas durante tempestades fortes”, alerta Omar Branquinho, Diretor de Negócios para Moradia do Grupo Superlógica, principal plataforma de soluções tecnológicas e financeiras para o mercado do morar.
O especialista reforça ainda que síndicos e administradoras têm um papel fundamental nesse momento: mapear pontos de vulnerabilidade e agir de forma antecipada. “Desta forma, se garante segurança, conforto e tranquilidade aos moradores durante as chuvas de verão”. Branquinho destaca os principais cuidados e boas práticas essenciais para esse período:
Cuidados com infiltrações: vazamentos nas áreas comuns podem comprometer a estrutura do edifício e afetar as unidades. Inspeções periódicas e manutenções preventivas são indispensáveis.
Geradores em funcionamento: vistorias regulares garantem o abastecimento dos geradores. Em emergências, eles asseguram a iluminação de áreas essenciais, como portaria, escadas de emergência e estacionamento, além de evitar que moradores fiquem presos nos elevadores
Preservação das áreas essenciais: a limpeza de calhas, ralos e sistemas de drenagem regularmente ajudam a evitar alagamentos em períodos de chuva intensa.
Proteção dos equipamentos de segurança: importante que câmeras de segurança e portões de acesso tenham nobreaks ou geradores dedicados para evitar falhas caso ocorra queda de energia.
Saídas de emergência desobstruídas: reforce a orientação para funcionários e moradores sobre a importância de manter as saídas de emergência livres para garantir evacuação segura quando necessário.
Segundo dados do Instituto Nacional de Condomínios e Apoio aos Condôminos (INCC), mais de um terço da população brasileira vive em condomínios atualmente, ou seja, cerca de 80 milhões de pessoas. São movimentados, anualmente, R$ 190 bilhões em taxas de administração, serviços de manutenção e limpeza, comodidades que têm feito com que a procura por empreendimentos deste tipo cresça de forma significativa.