"CAFÉ COM LABATT"
Quem sobrevive tendo uma dívida 2 vezes maior que sua receita mensal?
De olho em recursos, que a China brecou e, tentando reconquistar a hegemonia já perdida, os EUA, avança sobre o que considera seu quintal. Cria um verniz limpinho, de defesa da democracia, justificando a pressão sobre o Brasil, como se pretendesse intervir contra um ataque aos direitos humanos.
Mas na verdade a intenção é forçar o governo brasileiro a ceder aos seus interesses, ou mesmo desestabilizá-lo, elevando ao poder, quem já se comprometeu com isso. Afinal, todas as vezes que impôs sua vontade, encontrou agentes internos dispostos a colaborar.
E como se comportar diante disso?
Ninguém, em sã consciência, se posicionaria contra os interesses nacionais. Alguns afoitos o fizeram e, jogaram nas mãos de Lula, algo que nunca teve... a bandeira do NACIONALISMO e da defesa da soberania.
Logo perceberam o erro e, partiram para outra estratégia, a mando da Faria Lima, ao invés de fazer lobby em favor de Trump, disfarçam esse apoio, batendo no inimigo escolhido por ele. Isso o comportamento da grande mídia nos últimos dias.
Mas prefiro analisar as causas disso. E para tanto, conto com a sua capacidade de raciocínio, que provocado e alimentado por dados precisos, poderão formar sua própria opinião e, talvez chegar a conclusões que ainda não havia conjecturado.
Vamos começar com perguntas simples:
Quando um País tarifa produtos importados de outro, quem lucra?
Que sentimento provoca no agredido?
E principalmente, já que vivemos numa economia e mercado, quem paga a conta?
Tenho certeza que as respostas dadas pelo seu subconsciente são semelhantes as que se seguem.
Quem lucra é o governo do País que tarifou.
Quem paga a conta é o povo do País que impôs as tarifas.
Assim, o povo americano é que teria mais a perder. E também o governo, uma vez que, no caso dos EUA, haverão eleições em menos de 15 meses e, como sabemos, inflação e aumento de preços não são muito populares, nem aliados eleitorais. Afinal, caso os Republicanos percam em 26, Trump viraria um cadáver político. Totalmente travado pelos congressistas da oposição.
Com relação ao Soft Power também há perdas. Principalmente quando se ataca aliados e parceiros comerciais de longa data. Se provoca, no mínimo, indignação e desconfiança comercial.
Talvez isso explique, os constantes recuos de Trump. Pois ao anunciar suas ameaças, sabe que está jogando contra ele mesmo, numa situação insustentável.
As tais tarifas de 50%, que não chegaram a ser aplicadas, mas geraram lucros exorbitantes para alguns que tiveram informação privilegiadas, já foram desconfiguradas e, novamente adiadas.
De acordo com o primeiro anúncio, causariam um choque 5,4% no PIB nacional, mas um estrago considerável no bolso do norte-americano comum.
Após o corte do que mais impactaria a vida dos eleitores de Trump, a BALEIA AZUL se transformou-se num peixinho SMELT, do delta de Sacramento, na Califórnia.
O “tarifaço” passou representar 0,13% do PIB brasileiro.
E o porque de tudo isso?
Eu vejo como desespero. E você também veria se consultasse o site https://www.usdebtclock.org/
A dívida em Títulos do Tesouro dos EUA já ultrapassam US$ 37 trilhões. E o que é pior, a cada 90 dias cresce 1 trilhão.
A dívida interna é superior ao quádruplo disso. Ambas impagáveis.
Sabendo disso os EUA promovem a rolagem das dívidas, emitindo mais Títulos do Tesouro - como agora fizeram com mais 5 trilhões - que seriam vendidos, em leilões, para cobrir as parcelas que estão vencendo. Só que tem um problema...
Nos últimos três meses não apareceu ninguém interessado em comprar Títulos de um País desindustrializado, com uma moeda cujo lastro é inexistente, além da confiança que não se sabe de onde vem.
Se o amigo leitor não acredita basta pesquisar no Google.
Por outro lado, os BRICS investem em comércios que, não necessariamente passam pelo Sistema SWIFT e, na realidade, operam à margem dele, promovendo economia aos envolvidos e, falta de controle por parte dos EUA.
Onde você acha que isso vai parar?
Gostaram das informações?
Sugira pautas... Sobre o que quer saber?
Ricardo Labatt SUGETÃO DE PAUTAS por e-mail: ricardolabatut9@gmail.com