quinta-feira, 27 de agosto de 2026

CAFÉ COM LABATT

 ORIENTE MÉIO ABRAÇA o IRÃ, SOB o GUARDA CHUVA

da CHINA e da RÚSSIA, DANDO às COSTAS aos EUA





Ricardo Labatt




O Marechal de Campo Syed Asim Munir Ahmed Shah, atual chefe do Exército do Paquistão, chega a Teerã, se encontra com Ahmad Vahidi, comandante-chefe do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e CONVIDA O IRÃ PARA PARTICIPAR DO “PACTO DE MECA”, o Pacto de Defesa já acordado e, recém assinado entre a Turquia, Paquistão e Arábia Saudita, do qual já existem outros interessados que, talvez se juntem ao grupo caso o Irã aceite fazer parte deste Pacto Militar. Seriam eles Bangladesh, Egito e Síria.

Além disso o Paquistão está discutindo com o Irã uma RELAÇÃO COMERCIAL AMPLIADA, isso diante da ameaça feita pelos EUA de punir quaisquer nações que comercialize com o Irã.

A atitude paquistanesa corrobora com seu total apoio ao vizinho, quando em abril, os EUA anunciaram o seu primeiro “bloqueio” aos navios que passassem pelo Estreito de Ormuz. Dois dias depois desse anúncio de “bloqueio” por parte dos EUA, o vizinho nuclear informava que iria abrir 6 (seis) rotas terrestres a partir de seis portos, na costa sul do Paquistão. Ocorre que o Irã fornece 70% do gás propano que o Paquistão usa e o Irã importa arroz do Paquistão, que tem total apoio da China.


Parece que se molda uma nova arquitetura de segurança para o Oriente Médio, com o apoio da Rússia, desde que o embaixador iraniano Abbas Araghchi esteve em Moscou e sugeriu um novo programa de defesa para a região a Putin. Isso talvez explique a visita repentina do diretor da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos – CIA – a Moscou, conforme noticiado ontem.

A visita de John Ratcliffe, que conta com a confiança total dos verdadeiros “donos dos EUA” durou cerca de 8 horas, quando tratou secretamente de assuntos importantes com seu homólogo russo, Sergei Naryshkin.

O desespero de Trump se evidencia quando o mandatário estadunidense ameaça bombardear países que não comprem Títulos do Tesouro norte-americano, numa técnica de venda bem eficaz... Apontar uma arma para a cabeça de alguém e perguntar: - “Você quer comprar meu produto?”

E, quando você faz isso com diversos países eles começam a procurar uma defesa mútua. Só esta semana Trump ameaçou e insultou a Coréia do Sul, ameaçou bombardear Omã, impôs tarifas de 50% ao Canadá e, tem mantido relações comerciais tensas com o Brasil. Antes havia sido descortês com a Primeira Ministra do Japão Sanae Takaich, além de montar uma emboscada para Cyril Ramaphosa – Presidente da África do Sul - e ser extremamente descortês e ofensivo com o Primeiro-Ministro canadense fazendo insinuações diretas de que o Canadá deveria se tornar o "51º Estado" americano. E, quando Marck Carney respondeu que o país não estava à venda, Trump rebateu num tom desafiador: - "Nunca diga nunca"... E, tudo isso em pleno salão oval da Casa Branca.

Mas não parou por aí. Gerou uma crise diplomática ao declarar que os EUA precisam controlar a Groenlândia por motivos de segurança nacional, não descartando o uso de força militar, ou pressão econômica para anexar o território, o que provocou a reação da Primeira-Ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, além de demais líderes da Dinamarca, da França, da Alemanha, do Reino Unido, da Itália, da Polônia e da Espanha, que emitiram uma declaração conjunta afirmando que a Groenlândia pertence ao seu povo e que o status do território cabe apenas aos groenlandeses e à Dinamarca.

Trump, nos últimos 18 meses, constantemente atacou o livre comércio com dezenas de países, principalmente aliados históricos, tentando forçar um comércio baseado em vantagens unilaterais com os EUA além de ameaça-los de abandono caso não ampliassem seus gastos militares, comprando produtos da Indústria de defesa norte-americana.

Enquanto isso a China chega e oferece comércio nas moedas locais, ou em Reinminbi, sem a obrigatoriedade de perdas de conversão para o dólar... sem percentuais perdidos com as taxas cobradas pelo mercado controlado pelo Sistema Swift... sem tempo de demora para compensações de transações comerciais internacionais e sem nenhuma preocupação de necessidade de obter uma carta de crédito dos EUA e nem com qualquer movimentação de dinheiro pelo Swift, podendo resolver tudo em segundos, pelo CIPS (Cross-Border Interbank Payment System), sistema chinês de transações criado em 2015.


O petrodólar se desfaz no campo econômico, político e militar, enquanto James David Vance tenta minimizar a vergonha, declarando que retirará o dólar da condição de moeda de reserva do mudo. Nada de novo nisso. Ele apenas vai tomar a atitude que um técnico de futebol tomaria ao tentar retirar um jogador de sua equipe que já está em vias de ser expulso e receber um cartão vermelho, tentando substituí-lo, antes da expulsão.

Já corre pelos corredores de Washington a informação de que, caso Trump leve os Republicanos a um desastre nas “midterms” de novembro, JD Vance tentaria o pulo do gato, não só aceitando a ideia, mas se posicionando enfaticamente a favor do “impeachment” de Trump. Mesmo que os EUA não são simpáticos a sistemas demorados, nunca aprovados pelo Senado, preferem ações rápidas como assassinatos de presidentes. Já praticaram 4 nos últimos 237 anos:

  Abraham Lincoln: baleado em abril de 1865.

  James A. Garfield: baleado em julho de 1881.

  William McKinley: baleado em setembro de 1901.

  John F. Kennedy: baleado em novembro de 1963.

  Além da renúncia de Richard Nixon, em 9 de agosto de 1974 - em 9 de agosto - por conta do escândalo Watergate.

O mesmo Nixon, que supostamente, como eles contam ao mundo, tenha levado o homem à Lua em 6 (seis) missões distintas, sendo elas:

  Apollo 11: Julho de 1969 (primeiro suposto pouso)

  Apollo 12: Novembro de 1969

  Apollo 14: Janeiro de 1971

  Apollo 15: Julho de 1971

  Apollo 16: Abril de 1972

  Apollo 17: Dezembro de 1972 (último suposto pouso).


Todos supostamente realizados APENAS no governo de Richard Nixon, talvez antes deles perderem o mapa e se esquecerem os caminhos. 


QUEM SÃO OS VERDADEIROS “DONOS” DOS EUA?

  • Walton: Herdeiros do Walmart, lideram o ranking nacional e global de patrimônio familiar.

  • Koch: Controladores da Koch, Inc. (atuação em energia, indústria e química), com mais de US$ 150 bilhões.

  • Mars: Donos da gigante de doces e alimentos para pets Mars, Inc., com cerca de US$ 129 bilhões.

  • Cargill-MacMillan: Proprietários da Cargill, gigante do setor de agronegócio e commodities.

  • Johnson: Gestores do fundo de investimentos Fidelity Investments.


Famílias de Influência Histórica

  • Rockefeller: Famosa pelo monopólio do petróleo no século XIX com a Standard Oil (John D. Rockefeller). Embora tenham um patrimônio direto menor hoje nas listas públicas (avaliado em torno de US$ 10 bilhões a US$ 11 bilhões em fundos contados), mantêm imensa relevância histórica e institucional em finanças e filantropia.

  • Morgan e Vanderbilt: Grandes nomes da era industrial americana (ferrovias e bancas), cujos legados moldaram a economia do país

  • Stan Kroenke: Dono de cerca de 2,7 milhões de acres (pastagens e ranchos).

  • Família Emmerson: Proprietária de 2,44 milhões de acres (indústria madeireira).

  • John Malone: Detém cerca de 2,2 milhões de acres em terras de cultivo e ranchos.

  • Ted Turner: Fundador da CNN, com cerca de 2 milhões de acres.


Pessoas Mais Ricas (Controle Corporativo)

O poder financeiro e de mercado está nas mãos de bilionários ligados a grandes empresas de tecnologia e investimentos, que se supõe serem escolhidos dos verdadeiros donos, o Governo dos EUA. São eles:

  • Elon Musk (Tesla e SpaceX)

  • Jeff Bezos (Amazon)

  • Mark Zuckerberg (Meta)

  • Larry Ellison (Oracle)


Famílias Tradicionais e Impérios

Fortunas multigeracionais mantêm controle sobre grandes setores da economia americana:

  • Família Walton (Walmart)

  • Família Koch (Koch Industries)

  • Família Mars (Mars, Inc.)

  • Família Rockefeller (pioneiros do petróleo e finanças).